60 TONELADAS DE PLÁSTICO VIRAM CINZAS EM INCÊNDIO DE GRANDES PROPORÇÕES

Fogo atingiu indústria de reciclagem e provocou o desabamento de parte da estrutura; bombeiros trabalharam por seis horas para controlar as chamas Um incêndio de grandes proporções atingiu uma indústria de reciclagem na manhã desta segunda-feira (31), na Linha São Miguel, próxima à SC-480, em São Lourenço do Oeste. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 5h50. Quando as equipes chegaram, o fogo já havia tomado o barracão e parte da cobertura começava a desabar. Dentro da indústria havia aproximadamente 60 toneladas de matéria-prima plástica, utilizada no processamento para produção de materiais destinados a outras empresas. A grande quantidade de plástico tornou o combate mais difícil e manteve o fogo concentrado no interior da estrutura. Fotos: 14° Batalhão de Bombeiros Militar-SC/Unidade São Lourenço do Oeste Com o avanço das chamas, parte da cobertura metálica desabou. O risco de novos desmoronamentos impediu a entrada dos bombeiros no barracão. Foi necessário retirar parte da estrutura para alcançar os materiais que continuavam queimando. Em uma das áreas, uma retroescavadeira auxiliou na retirada do material e no resfriamento. Em outro ponto, os bombeiros removeram manualmente parte da cobertura para conseguir atingir o fogo. Equipes de São Lourenço do Oeste receberam apoio do Corpo de Bombeiros de Campo Erê e da Defesa Civil, que disponibilizou caminhões para transportar água. 90 MIL LITROS DE ÁGUA O combate e o resfriamento consumiram aproximadamente 90 mil litros de água. As equipes permaneceram no local até por volta das 11h50, quando a ocorrência foi encerrada e a indústria ficou sob responsabilidade dos responsáveis pelo imóvel. As causas do incêndio ainda não foram informadas pelo Corpo de Bombeiros e deverão ser investigadas.

CHAPECÓ ABRE 1.301 VAGAS DE EMPREGO EM 195 EMPRESAS, CONFIRA AS OPORTUNIDADES

Mercado de trabalho começa a semana aquecido em Chapecó, com vagas para diferentes áreas e seis profissões entre as oportunidades mais urgentes O mercado de trabalho de Chapecó começa a semana com 1.301 oportunidades de emprego disponíveis em 195 empresas. As vagas estão sendo oferecidas por meio do Balcão Municipal de Empregos, que mantém atendimento em diferentes pontos do município para facilitar o acesso dos trabalhadores às oportunidades. Entre as vagas consideradas mais urgentes estão mecânico hidráulico e auxiliar, instalador de som automotivo, assistente de serralheiro, armador de ferro, eletricista montador e mecânico automotivo. Além das oportunidades disponíveis, o Balcão programou entrevistas ao longo da semana. Na terça-feira, dia 1º, serão realizadas entrevistas para Jovem Aprendiz, às 8h30 e às 13h30, no Balcão do Centro. Na quarta-feira, dia 2, às 13h30, também no Balcão do Centro, haverá entrevista para a função de vendedor ou vendedora. Já na quinta-feira, no mesmo horário e local, a seleção será para operador de produção. COMO PARTICIPAR O agendamento de entrevistas e outras informações podem ser obtidos pelo telefone (49) 3322-1002, no Balcão do Centro. O atendimento ocorre das 8h às 11h45 e das 13h15 às 17h30. O Balcão do Centro está localizado na Rua Comandante Carlos Pinho, 30-D, embaixo do Bandejão. Na Superintendência da Efapi, o atendimento funciona das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h, pelo telefone (49) 3329-7760. Já o Balcão do Imigrante, junto ao Centro de Atendimento ao Imigrante (CAI), no Terminal Rodoviário Raul Bartolomei, atende das 8h às 12h e das 13h às 17h. O telefone é (49) 2049-9122. A relação completa das oportunidades e outras informações podem ser consultadas no portal da Prefeitura de Chapecó, na área do Balcão de Empregos. Com 1.301 vagas distribuídas entre 195 empresas, o cenário reforça a movimentação do mercado de trabalho de Chapecó e amplia as possibilidades para quem está em busca de uma colocação ou pretende ingressar em uma nova atividade profissional.

R$ 21 MILHÕES EM RECURSOS PÚBLICOS: CHAPECÓ CHEGA A 100% DA ILUMINAÇÃO EM LED

Investimento amplia eficiência energética, reduz custos de consumo e moderniza mais de 30 mil pontos de iluminação em diferentes regiões do município Investir bem o dinheiro público também significa transformar recursos arrecadados em melhorias que permanecem no dia a dia da população. Em Chapecó, um investimento de R$ 21 milhões acaba de produzir um resultado concreto: o município atingiu 100% da iluminação pública com tecnologia LED. A modernização alcança 30.718 pontos de iluminação e representa uma mudança importante na infraestrutura urbana. Mais do que substituir lâmpadas antigas, o projeto combina eficiência energética, redução de consumo, maior durabilidade dos equipamentos e melhoria na qualidade da iluminação. Os recursos utilizados são provenientes da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP), além de uma parceria com a Celesc, por meio do Programa de Eficiência Energética. Ou seja, parte dos recursos destinados à iluminação pública retorna à população na forma de uma estrutura mais moderna e eficiente. INVESTIMENTO COM RESULTADO Segundo o secretário de Serviços Urbanos e Zeladoria, Nelson Krombauer, cerca de 15 mil lâmpadas foram substituídas diretamente pelas equipes da Prefeitura. Outras 12 mil foram instaladas por meio de contratação de mão de obra, enquanto aproximadamente 3 mil pontos correspondem a novos loteamentos. O resultado é uma rede completamente modernizada, que também conta com garantia de cinco anos para os produtos instalados. A escolha pela tecnologia LED está diretamente ligada à busca por eficiência. As lâmpadas proporcionam maior potência de iluminação utilizando menos energia em comparação com os antigos equipamentos de vapor de sódio. Na prática, isso significa que o investimento não termina na instalação das lâmpadas: ele também cria condições para reduzir o consumo de energia e os custos associados à manutenção e substituição dos equipamentos ao longo do tempo. MAIS EFICIÊNCIA EM TODA A CIDADE A modernização não ficou concentrada apenas na área urbana central. O projeto também levou iluminação de LED para os distritos de Marechal Bormann e Alto da Serra, além do Goio-Ên, do acesso Plínio Arlindo de Nes e da saída Sul da cidade, na SCT-480. Assim, o investimento amplia não apenas a eficiência energética, mas também a abrangência da infraestrutura pública. São mais de 30 mil pontos de iluminação recebendo uma tecnologia mais eficiente e adequada às necessidades de uma cidade que cresce e amplia constantemente sua estrutura urbana. DINHEIRO PÚBLICO COM RETORNO PARA A POPULAÇÃO Para o prefeito Valmor Scolari, a modernização demonstra que um investimento em infraestrutura pode produzir diferentes resultados ao mesmo tempo: melhor iluminação, mais segurança e economia no consumo de energia. “Além de dar mais qualidade na iluminação, a troca por LED proporciona mais segurança para os moradores. Outra vantagem é na economia na conta de energia”, destacou. A conclusão do projeto coloca Chapecó em um novo patamar de infraestrutura de iluminação pública. São R$ 21 milhões aplicados em tecnologia, eficiência energética e modernização de uma estrutura que atende diariamente a população. Mais do que iluminar ruas, avenidas, acessos e comunidades, o projeto mostra como planejamento, investimento e eficiência na aplicação dos recursos públicos podem caminhar juntos, gerando benefícios que permanecem para a cidade nos próximos anos.

BANDEJÃO COMEMORA 19 ANOS COM MARCA IMPRESSIONANTE: MAIS DE 122 MIL REFEIÇÕES SOMENTE EM 2025

Almoço especial e música ao vivo marcaram os 19 anos de um serviço que oferece refeições acessíveis e atende centenas de pessoas todos os dias em Chapecó Dezenove anos, milhares de refeições e uma presença que já faz parte da rotina de Chapecó. O Restaurante Popular Bandejão completou 19 anos nesta sexta-feira (28) e comemorou a data de uma maneira especial: com cardápio diferenciado e música ao vivo durante o horário do almoço. A programação foi preparada pela Secretaria da Família e Proteção Social para celebrar a trajetória do restaurante e, principalmente, valorizar as pessoas que utilizam o serviço diariamente. Mais do que um aniversário, a data ajuda a dimensionar o tamanho que o Bandejão alcançou na cidade. Somente em 2025, foram servidas 122.576 refeições. Em 2026, até a metade do ano, o restaurante já havia ultrapassado a marca de 55 mil refeições servidas. 19 ANOS NA ROTINA DE CHAPECÓ Inaugurado em 30 de agosto de 2007, o Restaurante Popular foi criado com a proposta de ampliar o acesso da população a uma alimentação adequada, equilibrada e de baixo custo. Fotos: Amauri Salles/Rádio Chapecó Ao longo dos anos, o Bandejão passou a fazer parte da rotina de trabalhadores, estudantes e moradores que buscam uma alternativa acessível para o almoço. Atualmente, o restaurante funciona de segunda a sexta-feira, das 11h30 às 13h30. Para moradores de Chapecó com renda familiar de até três salários mínimos e cadastro aprovado, o almoço custa R$ 5. Para o público geral, o valor é de R$ 10. A diferença de valores está relacionada justamente à política de subsídio destinada a ampliar o acesso à alimentação para quem mais precisa. NÃO É APENAS COMIDA BARATA Um dos pontos que diferenciam o Bandejão é o cuidado com a composição das refeições. Segundo a Prefeitura, os cardápios são acompanhados por uma equipe de nutricionistas, que trabalha para garantir equilíbrio de nutrientes, variedade dos alimentos e uma alimentação saudável e adequada. O serviço integra a estrutura municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. A própria Prefeitura define o Bandejão como um equipamento público voltado à oferta de refeições balanceadas, com atenção especial à população em situação de vulnerabilidade. Na prática, isso significa que o preço acessível é apenas uma parte da proposta. O restaurante também busca garantir que a refeição tenha qualidade nutricional. MAIS DE 300 ALMOÇOS POR DIA Atualmente, o Bandejão serve mais de 300 almoços diariamente, conforme os dados divulgados pela Prefeitura. O secretário da Família e Proteção Social, Luciano Huning, destaca que o restaurante representa uma política permanente de segurança alimentar. “O Bandejão é um serviço muito importante para Chapecó, porque diariamente atende centenas de pessoas com uma refeição equilibrada, nutritiva e preparada com muito cuidado.” Segundo Huning, celebrar os 19 anos também é reconhecer o trabalho da equipe que mantém o serviço funcionando e a importância do espaço para quem utiliza o restaurante todos os dias. UMA HISTÓRIA QUE COMEÇOU EM 2007 A trajetória do Bandejão começou oficialmente em 30 de agosto de 2007. Mas a estrutura do restaurante popular está inserida em uma política municipal de segurança alimentar que já possui uma história ainda mais ampla. Registros publicados pela Prefeitura mostram que o Bandejão também desenvolveu, ao longo dos anos, ações educativas, campanhas de combate ao desperdício, oficinas e iniciativas relacionadas à alimentação saudável e ao consumo consciente. O restaurante chegou, inclusive, a receber em 2008 o Prêmio Josué de Castro, na categoria de Modelagem de Gestão Bem-Sucedida, concedido pelo então Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O BANDEJÃO TAMBÉM PASSOU POR DESAFIOS A história do restaurante não foi construída sem interrupções. Durante a pandemia de Covid-19, o atendimento presencial ficou suspenso por cerca de três anos. O serviço foi retomado em abril de 2023, com um novo formato de atendimento e cadastro social dos usuários. Desde a retomada, a Prefeitura mantém a diferenciação entre o valor subsidiado para moradores enquadrados nos critérios sociais e o preço destinado ao público geral. Em 2026, quando o restaurante retomou as atividades após o recesso de início de ano, a Prefeitura informou que o cadastro poderia ser realizado pelo site do município ou diretamente no caixa do restaurante, mediante apresentação da documentação exigida. UM ALMOÇO PARA COMEMORAR E foi justamente no horário em que o Bandejão normalmente recebe seus usuários que a comemoração dos 19 anos aconteceu. Nesta sexta-feira, o tradicional almoço ganhou um ingrediente a mais: celebração. O cardápio especial e a música ao vivo criaram um ambiente diferente para quem passou pelo restaurante, transformando a rotina do almoço em uma confraternização. Para a Secretaria da Família e Proteção Social, a comemoração representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de 19 anos e do trabalho realizado diariamente pela equipe. O aniversário também reforça uma marca que os números ajudam a traduzir: o Bandejão não é apenas um restaurante. É um serviço público que, ao longo de quase duas décadas, colocou milhões de refeições acessíveis na rotina de Chapecó. E a história continua. SERVIÇO Restaurante Popular Bandejão 📍 Endereço: Rua Marechal Floriano Peixoto, 60, Centro de Chapecó 🕦 Atendimento: segunda a sexta-feira, das 11h30 às 13h30 💰 Moradores de Chapecó cadastrados: R$ 5 💰 Público geral: R$ 10 📞 Telefone: (49) 3323-4466 📧 E-mail: [email protected]

A CONTA DO CIGARRO É MUITO MAIS ALTA DO QUE PARECE

Se ainda existe a sensação de que fumar é apenas um hábito ruim, os números oficiais ajudam a colocar essa história em perspectiva No Brasil, 477 pessoas morrem todos os dias, de forma precoce, por problemas provocados pelo tabagismo. São aproximadamente 174 mil mortes por ano atribuídas ao cigarro e a outros produtos de tabaco, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). E não estamos falando apenas de câncer de pulmão. O tabagismo está relacionado a aproximadamente 50 doenças, incluindo cânceres, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), infarto, acidente vascular cerebral (AVC), doenças respiratórias, tromboses, osteoporose, catarata, problemas bucais, infertilidade e impotência sexual, entre outras. Os números são ainda mais incômodos: estimativas do INCA apontam que o tabagismo está associado a 40.567 mortes por DPOC, 30.871 por doenças cardíacas, 29.352 por outros tipos de câncer e 26.583 por câncer de pulmão, além de milhares de mortes relacionadas a AVC, pneumonia, diabetes e ao próprio tabagismo passivo. E tem mais: segundo o INCA, fumantes podem ter até quatro vezes mais risco de desenvolver doenças cardíacas e AVC, enquanto o risco de câncer de pulmão pode chegar a ser 23 vezes maior entre homens fumantes e 13 vezes maior entre mulheres fumantes, em comparação com quem não fuma. E A CONTA NÃO PARA NO CORPO O cigarro também pesa — e muito — no bolso do país. Em 2022, as doenças relacionadas ao tabagismo provocaram R$ 153,5 bilhões em perdas anuais para o Brasil, considerando despesas médicas, perda de produtividade e cuidados de familiares. O valor equivale a 1,55% do PIB brasileiro. Ou seja: aquele cigarro comprado todos os dias pode parecer uma despesa pequena no momento, mas o tabagismo produz uma conta gigantesca quando entram na equação internações, tratamentos, incapacidades, mortes prematuras e o impacto sobre as famílias. E existe uma informação que talvez seja a mais importante de todas: o fumante não precisa enfrentar isso sozinho. Em Chapecó, a rede municipal está ampliando os grupos de tratamento justamente para oferecer acompanhamento a quem decidiu parar. A dependência de nicotina é uma doença — e procurar tratamento não é admitir derrota. É tomar de volta o controle. Porque o cigarro pode até começar como uma escolha. Mas, quando a dependência se instala, ele passa a cobrar caro demais. Se você fuma, a pergunta não precisa ser “será que eu consigo parar?” Pode ser: “Quanto da minha vida eu ainda quero entregar para o cigarro?” Quer saber mais, acesse Instituto Nacional de Câncer – INCA. === Foto: Composição IA Gemini/Rádio Chapecó

QUER PARAR DE FUMAR? CHAPECÓ AMPLIA GRUPOS E MOSTRA QUE DEIXAR O CIGARRO NÃO PRECISA SER UMA BATALHA SOLITÁRIA

Rede municipal de saúde já mantém cinco grupos em funcionamento e prepara novas turmas para setembro; tratamento reúne acompanhamento psicológico, medicamentos e troca de experiências entre participantes E se o próximo cigarro fosse o último? Para muita gente, essa decisão parece simples quando dita em voz alta — mas, na prática, pode ser uma das escolhas mais difíceis de manter. É justamente para quem quer tentar, mas sabe que sozinho pode ser mais complicado, que Chapecó está ampliando o atendimento do Programa Municipal de Combate ao Tabagismo. Atualmente, quatro grupos funcionam em Unidades de Saúde e outro é realizado na Secretaria Municipal de Saúde. E a rede prepara mais uma ampliação: cinco novos grupos devem começar a partir de setembro, aumentando as oportunidades para quem quer abandonar o cigarro e precisa de acompanhamento. A procura pelo programa cresceu, especialmente no período posterior à pandemia. De acordo com a farmacêutica Daniela Guasque Otto, coordenadora municipal do Programa de Tabagismo, a maior demanda reforçou a necessidade de ampliar o atendimento coletivo. E há uma razão importante para apostar nesse formato: ninguém precisa enfrentar sozinho o processo de parar de fumar. NÃO É SÓ “TER FORÇA DE VONTADE” O tratamento oferecido pela rede municipal combina acompanhamento psicológico e suporte medicamentoso. A abordagem utiliza técnicas cognitivo-comportamentais e, quando indicado, pode contar com medicamentos e produtos para auxiliar no controle da dependência de nicotina, como adesivos, gomas e bupropiona. Mas existe outro componente que pode fazer diferença: estar ao lado de pessoas que estão passando pelo mesmo desafio. Nos encontros, os participantes podem compartilhar dificuldades, experiências e estratégias para lidar com a vontade de fumar. Para as equipes de saúde, o formato coletivo também permite ampliar o número de pessoas acompanhadas e fortalecer o vínculo durante o tratamento. Em outras palavras: não se trata apenas de apagar o cigarro. É aprender a viver sem ele. CHAPECÓ JÁ REUNIU DEZENAS DE PESSOAS EM 2026 A mobilização deste ano já mostrou o tamanho da procura. Fotos: Ascom SMS-Pref. de Chapecó/Divulgação No primeiro semestre, Chapecó realizou a terceira edição do Mutirão de Combate ao Tabagismo, no Centro de Eventos, reunindo aproximadamente 90 usuários de diferentes regiões do município. Em março, outra iniciativa reuniu 84 participantes logo no primeiro encontro, realizado no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes. O grupo iniciou um ciclo de acompanhamento que se estendeu por pouco mais de três meses, com dez encontros. As reuniões começaram semanalmente e, posteriormente, passaram a ser realizadas de forma quinzenal. O calendário incluiu encontros entre março e junho, permitindo que os participantes tivessem acompanhamento contínuo durante o processo de mudança. UMA DECISÃO QUE PODE COMEÇAR COM UM PASSO O Dia Nacional e Municipal de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), chega justamente em um momento em que Chapecó amplia as portas de entrada para quem deseja abandonar o cigarro. E talvez a principal mensagem da data seja justamente esta: pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É uma estratégia. Quem deseja participar deve procurar a Unidade Básica de Saúde de referência, fazer a inscrição e aguardar a formação dos novos grupos. As próximas turmas previstas para setembro podem representar uma nova oportunidade para quem já tentou parar outras vezes, para quem ainda está criando coragem ou para quem simplesmente decidiu que não quer mais que o cigarro determine sua rotina. Porque, no fim das contas, parar de fumar não precisa começar com uma promessa impossível. Pode começar com uma visita à unidade de saúde. E, quem sabe, com uma decisão simples: “Eu vou buscar e aceitar ajuda.”

E SE O SEU PRÓXIMO FIM DE SEMANA FOSSE NO CAMPO? TURISMO RURAL GANHA FORÇA NO OESTE DE SC

Pequenas propriedades estão descobrindo que aquilo que sempre fez parte da rotina da família pode virar experiência para turistas — e uma nova fonte de renda Você já imaginou passar um fim de semana em uma propriedade rural, acordar cercado por árvores, caminhar entre flores, conhecer animais, experimentar comida feita no próprio lugar e descobrir como é a vida de quem vive no campo? Para muita gente da cidade, isso já deixou de ser apenas uma ideia. No Oeste de Santa Catarina, pequenas propriedades estão abrindo as porteiras e transformando rotina, natureza, gastronomia e histórias de família em experiências para visitantes. E o movimento começa a mudar não apenas o turismo, mas também a economia de comunidades rurais. A lógica é interessante: o agricultor não precisa deixar de produzir para virar empreendedor do turismo. Ele pode continuar plantando, criando animais, produzindo leite, frutas ou outros alimentos e, ao mesmo tempo, ganhar dinheiro recebendo visitantes. É uma espécie de segunda porta de entrada de receita para a propriedade. DE 15 PARA 35 MUNICÍPIOS O crescimento já aparece nos números. A Instância de Governança Regional (IGR) Grande Oeste, estimulada pelo Sebrae, reunia 15 municípios há quatro anos. Hoje, são 35 cidades envolvidas na articulação regional do turismo. Para o presidente da IGR, Bruno Antonio Vivian, a expansão mostra que os municípios estão percebendo que o turismo não precisa ficar restrito aos destinos tradicionalmente conhecidos. E existe uma vantagem importante: uma pequena cidade não precisa oferecer tudo sozinha. O turista pode dormir em um município, tomar café em outro, conhecer uma propriedade rural em um terceiro e terminar o dia em um restaurante de uma quarta cidade. A viagem deixa de ser municipal e passa a ser regional. DESAFIE-SE: DESBRAVE CHAPECÓ E DESCUBRA ESSES BELOS LUGARES PARA PASSEAR E aqui entra uma pergunta para quem mora em Chapecó e região: quantos lugares bonitos você conhece a poucos quilômetros de casa? Talvez a resposta seja menor do que você imagina. Entre propriedades rurais, áreas de natureza, jardins, espaços de hospedagem, gastronomia e experiências ligadas à vida no campo, existe um potencial turístico que muitas vezes passa despercebido justamente por estar tão perto. Para o visitante, aquilo pode ser uma descoberta. Para quem vive na propriedade, pode ser a própria rotina. E, para a economia local, pode representar uma nova oportunidade de renda. O desafio agora é fazer essa conexão acontecer. Ter uma propriedade bonita, uma boa experiência ou uma atividade diferente é uma coisa. Fazer com que o turista descubra que aquele lugar existe é outra. Foi para enfrentar justamente esse desafio que surgiu o VOMO, aplicativo criado por empreendedores da região e apresentado no Startup Summit 2026, em Florianópolis. A plataforma reúne experiências e atrativos turísticos e funciona como uma ponte entre o visitante e os empreendimentos. Em vez de o turista precisar procurar individualmente por cada lugar, a proposta é encontrar opções de acordo com aquilo que deseja fazer. Quer natureza? Há opções. Quer gastronomia? Também. Quer hospedagem no campo? É possível encontrar. Quer uma experiência diferente com a família? A proposta é ajudar a colocar esses lugares no caminho do viajante. E existe uma vantagem especialmente importante para os pequenos empreendedores: a propriedade passa a ter uma vitrine digital sem precisar construir sozinha uma estrutura de divulgação. O CAMPO QUE OS FILHOS ESTAVAM DEIXANDO AGORA PODE TRAZÊ-LOS DE VOLTA Talvez esse seja um dos efeitos mais interessantes desse movimento. Durante décadas, a história foi praticamente a mesma em muitas famílias rurais: os filhos saíam para estudar ou trabalhar nas cidades e dificilmente retornavam. Agora, alguns estão fazendo o caminho contrário. A IGR já identifica casos em municípios como Lajeado Grande e Coronel Freitas em que jovens que haviam deixado suas cidades voltaram para ajudar as famílias em empreendimentos ligados ao turismo rural. Não é apenas uma questão de dinheiro. É uma nova possibilidade de enxergar a própria propriedade. UMA FAMÍLIA DE CORONEL FREITAS VIVE ESSA MUDANÇA Em Coronel Freitas, o próprio Bruno Vivian experimenta essa transformação dentro de casa. Com a família, ele mantém o Floral do Monte, uma propriedade que reúne jardim contemplativo, flores, árvores frutíferas e hospedagem. Agora, o espaço também se prepara para incorporar a gastronomia à experiência. E existe um detalhe que resume bem essa mudança: a filha de Bruno morava em Chapecó e retornou ao município para participar do empreendimento. Ou seja, aquilo que poderia ser apenas uma propriedade familiar tornou-se também uma oportunidade para a próxima geração. NÃO É SOBRE ABANDONAR A AGRICULTURA E aqui está um ponto fundamental. Turismo rural não significa transformar agricultor em hoteleiro. A proposta é diversificar. A produção continua. O turismo entra como complemento. Uma família pode continuar produzindo leite, cultivando frutas ou mantendo sua criação de animais e, em determinados dias, receber visitantes interessados justamente em conhecer essa realidade. O produto turístico, nesse caso, não precisa ser inventado. Ele já existe. É a própria vida no campo. DEPOIS DA PANDEMIA, O TURISTA MUDOU A procura por esse tipo de experiência também acompanha uma mudança no comportamento de quem viaja. Segundo Bruno, cresceu o interesse por viagens curtas, de dois ou três dias, especialmente entre famílias que querem contato com a natureza e experiências diferentes da rotina urbana. Não necessariamente é preciso viajar centenas de quilômetros. Às vezes, basta sair da cidade. E o Oeste tem um ingrediente que muitas regiões turísticas precisam construir artificialmente: uma identidade rural de verdade. Aqui, ela está nas propriedades, na comida, nas famílias, nas tradições, nos animais, nas plantações e na história de quem ajudou a construir a região. O QUE ERA ROTINA PODE VIRAR EXPERIÊNCIA O desafio agora é organizar tudo isso. Fortalecer os conselhos municipais de turismo, capacitar empreendedores, identificar propriedades com potencial, melhorar a divulgação e conectar os atrativos são alguns dos caminhos defendidos pela governança regional. Porque um turista que passa apenas algumas horas em uma cidade deixa pouco. Mas um visitante que encontra uma propriedade rural, almoça em um restaurante, compra produtos locais, dorme em uma pousada e

GOLPISTAS USAM NOME DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA PARA AMEAÇAR EMPRESAS EM CHAPECÓ

Estabelecimentos recebem ligações e mensagens falsas sobre supostas fiscalizações e multas; órgão alerta que ações não são comunicadas previamente Empresas e estabelecimentos de Chapecó estão recebendo ligações telefônicas e mensagens pelo WhatsApp de pessoas que se passam por integrantes da Vigilância Sanitária. Os golpistas utilizam o nome do órgão para anunciar supostas fiscalizações e ameaçar responsáveis com multas e outras penalidades. A Vigilância Sanitária de Chapecó confirmou que tomou conhecimento das abordagens e emitiu um alerta para que empresários e responsáveis por estabelecimentos fiquem atentos. A estratégia utilizada pelos criminosos é criar uma situação de preocupação e urgência, fazendo com que a vítima acredite estar diante de uma fiscalização oficial. Nas mensagens e ligações, os falsos agentes antecipam informações sobre supostas operações que seriam realizadas nos estabelecimentos e relacionam a abordagem à possibilidade de aplicação de multas ou outras sanções. A orientação é clara: não faça pagamentos e não forneça dados pessoais, bancários, senhas ou outras informações solicitadas por contatos suspeitos. Outro ponto destacado pela Vigilância Sanitária é que as ações de fiscalização não são anunciadas previamente aos estabelecimentos. Caso sejam encontradas irregularidades durante uma fiscalização verdadeira, são adotados os procedimentos administrativos previstos na legislação sanitária. COMO SE PROTEGER Ao receber uma ligação ou mensagem suspeita, o responsável pelo estabelecimento deve evitar qualquer negociação ou pagamento e confirmar diretamente com a Prefeitura de Chapecó se a comunicação é verdadeira. É importante não utilizar o número de telefone ou outros contatos fornecidos pela própria pessoa que fez a abordagem. A confirmação deve ser realizada exclusivamente pelos canais oficiais do município. O telefone oficial de atendimento da Vigilância Sanitária de Chapecó é (49) 3319-1400. O alerta serve como prevenção para impedir que empresários e cidadãos sejam enganados por pessoas que estejam utilizando indevidamente o nome da Vigilância Sanitária. Se a abordagem envolver ameaça de multa, cobrança, pedido de pagamento ou solicitação de dados, desconfie e confirme a informação diretamente com o órgão público antes de tomar qualquer providência.

CHUVA VOLUMOSA E TEMPORAIS: SC ENTRA EM ALERTA PARA UM FIM DE SEMANA DE ATENÇÃO

Defesa Civil prevê avanço de temporais, ventos fortes e granizo; chuva deve ganhar força entre domingo e segunda-feira Santa Catarina terá um fim de semana marcado pela instabilidade e pela possibilidade de temporais. A Defesa Civil estadual atualizou os alertas nesta quinta-feira (27) e chama atenção para a combinação de chuva intensa, ventos fortes, granizo e risco de alagamentos. A mudança começa a ser percebida nesta sexta-feira (28), com o avanço das áreas de instabilidade pelo Estado. O Oeste catarinense está entre as regiões que devem sentir os efeitos dos temporais, depois de dias de temperaturas elevadas. O cenário ganha maior atenção a partir de domingo (30). A previsão indica aumento significativo da chuva, que poderá ocorrer de forma persistente e volumosa em várias regiões de Santa Catarina, especialmente entre domingo e segunda-feira (31). O meteorologista Piter Scheuer também chama atenção para a evolução do sistema e para os elevados volumes que alguns modelos meteorológicos projetam. As simulações ainda apresentam diferenças quanto à localização dos maiores acumulados, mas apontam para um cenário que exige acompanhamento. Além da chuva, há possibilidade de descargas elétricas, rajadas fortes de vento e queda de granizo, principalmente durante a passagem dos temporais. OESTE DEVE FICAR ATENTO Para Chapecó e municípios do Oeste, a orientação é acompanhar a atualização dos avisos meteorológicos ao longo do fim de semana. A ocorrência de temporais pode provocar alagamentos pontuais, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia e transtornos no trânsito. A recomendação da Defesa Civil é que a população não permaneça em locais de risco durante os temporais e procure abrigo seguro ao perceber a aproximação de tempestades. O quadro ainda pode mudar conforme os sistemas se aproximam. Por isso, a Defesa Civil de Santa Catarina e os meteorologistas devem atualizar as projeções nos próximos dias. O fim de semana começa com possibilidade de temporais e termina com chuva mais intensa. Para Santa Catarina, o momento é de atenção e acompanhamento da previsão.

CHAPECÓ FICA ENTRE AS SEIS CIDADES DO BRASIL COM MELHOR SUSTENTABILIDADE FISCAL

Resultado coloca o município em posição de destaque em um dos principais indicadores do Ranking de Competitividade dos Municípios 2026 Chapecó aparece entre os municípios brasileiros com melhor desempenho em Sustentabilidade Fiscal no Ranking de Competitividade dos Municípios 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O município alcançou a 6ª colocação nacional nesse indicador, um dos resultados mais expressivos obtidos pela cidade no levantamento. A edição 2026 do ranking foi divulgada nesta quinta-feira (27) e reúne 423 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes. O estudo procura comparar diferentes aspectos que influenciam a capacidade de desenvolvimento e competitividade das cidades. No caso de Chapecó, o desempenho fiscal chama atenção porque aparece como um dos pontos fortes da cidade dentro da avaliação. Sustentabilidade fiscal está diretamente relacionada à capacidade do município de manter suas contas equilibradas, preservar condições para investimentos e garantir a continuidade das políticas e serviços públicos. O próprio CLP considera esse indicador estratégico para a competitividade municipal. Segundo a metodologia da instituição, uma situação fiscal sustentável contribui para ampliar a capacidade de investimento do poder público e também pode favorecer a atração de investimentos privados e a geração de riqueza. UM RESULTADO QUE MERECE SER OBSERVADO A sexta posição nacional ganha relevância quando colocada em perspectiva: Chapecó está entre centenas de municípios avaliados e aparece no grupo restrito das cidades com melhor desempenho fiscal do país. O resultado também ajuda a explicar a presença de Chapecó entre as 100 cidades mais competitivas do Brasil. No ranking geral, o município ocupa a 52ª posição nacional e é a 9ª cidade catarinense mais bem colocada entre aquelas que integram o Top 100. Imagens: Reprodução https://rankingdecompetitividade.org.br/municipios/ Santa Catarina, por sua vez, teve um desempenho expressivo no levantamento. Nove municípios catarinenses aparecem entre os 100 primeiros colocados: Florianópolis, Jaraguá do Sul, Blumenau, Balneário Camboriú, Joinville, São Bento do Sul, Criciúma, Itajaí e Chapecó. MAIS DO QUE UMA POSIÇÃO NO RANKING Rankings desse tipo não significam que uma cidade tenha desempenho superior em todas as áreas. A avaliação reúne diferentes indicadores e pilares, justamente para permitir uma leitura mais ampla da realidade dos municípios. Por isso, no caso de Chapecó, o dado da 6ª posição nacional em sustentabilidade fiscal é particularmente interessante: ele revela uma área em que o município consegue se posicionar entre os melhores resultados do país, mesmo ocupando uma colocação mais distante das primeiras posições no ranking geral. O CLP disponibiliza os relatórios técnicos e as bases de dados da edição 2026 para consulta, permitindo analisar separadamente os indicadores que compõem a classificação dos municípios. Para Chapecó, o número deixa uma mensagem objetiva: entre os grandes municípios brasileiros avaliados, a cidade está entre as referências nacionais quando o assunto é sustentabilidade fiscal. Os dados foram publicaos pelo Centro de Liderança Pública (CLP) – Ranking de Competitividade dos Municípios 2026. Clique aqui e confira o ranking.