BRASIL RETOMARÁ FABRICAÇÃO NACIONAL DE INSULINA APÓS 20 ANOS

Tecnologia para produção será adquirida de farmacêutica indiana O Ministério da Saúde recebeu, nesta sexta-feira (11), o primeiro lote de insulinas produzidas por meio do programa Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que faz parte da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O país voltará a fabricar o medicamento 100% nacional, por meio de transferência da tecnologia da farmacêutica indiana Wockhardt, com base em um acordo com o laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e com a empresa brasileira Biomm. O ministro Alexandre Padilha participou do evento de entrega do lote com 207.385 mil unidades do medicamento, sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH, na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG). “Depois de mais de duas décadas sem produzir insulina humana, o Brasil retoma essa fabricação para ser entregue ao Sistema Único de Saúde e contribuir com a saúde da população”, destacou Padilha. “É o Brics acontecendo na realidade, mudando a vida da população brasileira e gerando emprego, renda e tecnologia aqui em Minas Gerais”, acrescentou, em referência ao bloco econômico que reúne grandes países do chamado Sul Global, incluindo a Índia, país que viabilizou a parceria.   Segundo a pasta, após a transferência total da tecnologia, o Brasil produzirá 50% da demanda relacionada às insulinas NPH e regular no SUS. “Uma iniciativa como essa traz segurança aos pacientes de que, independentemente de qualquer crise — como a que vivemos durante a pandemia —, o país tem soberania na produção desse medicamento tão importante. Cerca de 10% da população brasileira tem diabetes, e parte dessas pessoas precisa usar insulina. Isso garante tranquilidade, segurança e estabilidade tanto para o SUS quanto para os cidadãos que dependem do medicamento”, reforçou Padilha. A iniciativa conta com investimentos de R$ 142 milhões na aquisição da tecnologia, e cerca de 350 mil pessoas com diabetes serão beneficiadas. Os contratos preveem a entrega para a rede pública de 8,01 milhões de unidades de insulina, entre frascos e canetas, em 2025 e 2026.   A partir da aquisição inicial, de acordo com o Ministério da Saúde, terá início o processo de transferência de tecnologia, conforme previsto nas diretrizes da PDP. Ao final da transferência, a produção do medicamento será totalmente brasileira, com a Funed e a Biomm capacitadas para fabricar o medicamento no país e abastecer o SUS de forma autônoma.   Nas PDPs, instituições públicas e empresas privadas compartilham responsabilidades para a produção nacional do insumo farmacêutico ativo (IFA) e do produto objeto de PDP, em um processo de transferência de tecnologia reversa. A transferência é efetivada por meio de etapas que incluem a realização de embalagens, controle de qualidade dos insumos, produção do produto acabado e do Insumo Farmacêutico Ativo no Brasil, possibilitando, assim, a produção local do medicamento que será fornecido ao SUS.   Tratamento no SUS O SUS oferece assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico até o tratamento adequado, de acordo com o quadro clínico de cada paciente. A porta de entrada para o cuidado é a Atenção Primária à Saúde, que realiza o acompanhamento contínuo por meio de equipes multiprofissionais. Atualmente, são ofertados quatro tipos de insulinas: insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetável para diabetes mellitus. Foto e Fonte: Divulgação/Agência Brasil

DIAS E NOITES FRIAS: CONFORTO OU DESAFIO?

Descubra os dois lados do inverno, mais algumas receitas quentes para estação mais fria do ano Com a chegada do inverno e das temperaturas batendo no 0°C, como as temidas abaixo de zero nas madrugadas e manhãs, a rotina muda, o guarda-roupa se transforma e até o humor parece oscilar. Mas será que o frio é vilão ou mocinho? A verdade é que, como tudo na vida, o inverno também tem seus dois lados. O lado bom dos dias frios:As baixas temperaturas trazem um charme especial. As roupas de inverno deixam o visual mais elegante, as cobertas se tornam verdadeiros abraços e o chocolate quente vira quase um remédio da alma. O frio também melhora a qualidade do sono e pode ajudar a queimar mais calorias, já que o corpo gasta mais energia para se aquecer. O lado ruim do inverno:Mas nem tudo são flores congeladas. O frio intenso pode causar desconforto, ressecar a pele, agravar doenças respiratórias e deixar as manhãs mais difíceis. Para quem trabalha fora, enfrentar o vento gelado pode ser desafiador. Pensando nisso, que tal trazer mais conforto para os dias frios no ambiente de trabalho? Separamos algumas receitas práticas, quentinhas e perfeitas para aquecer o corpo e o coração nas horas de trabalho: Caneca de Sopa InstantâneaPrepare um pote com macarrão instantâneo, legumes desidratados e temperos. É só adicionar água quente e aguardar cinco minutos. Mingau de Aveia no Micro-ondasMisture três colheres de aveia, leite (ou água), açúcar e canela.Leve ao micro-ondas por dois minutos e pronto! Creme de Abóbora Congelado (esquentar no trabalho)Leve de casa uma porção de creme de abóbora em potes térmicos ou para micro-ondas. É leve, nutritivo e reconfortante. Pão de Queijo de CanecaMisture duas colheres de polvilho, um ovo, queijo ralado, leite e um pouco de fermento. Micro-ondas por um minuto e meio e saboreie. Chocolate Quente CremosoLeve leite, chocolate em pó, amido de milho e açúcar já misturados. Aqueça no micro-ondas e finalize com canela ou chantilly. Sopa Cremosa de Pinhão com Calabresa Ingredientes:2 xícaras de pinhão cozido e picado1 linguiça calabresa em cubinhos1 cebola picada2 dentes de alho picados1 batata média cozida1 colher (sopa) de manteiga1 litro de caldo de legumesSal, pimenta e cheiro-verde a gosto Modo de preparo:Refogue a cebola, o alho e a calabresa na manteiga até dourar.Bata a batata com metade do caldo no liquidificador até virar um creme.Adicione à panela junto com o pinhão e o restante do caldo.Cozinhe por 10 minutos, ajuste os temperos e finalize com cheiro-verde. Escondidinho de Carne com Purê de Pinhão Ingredientes:2 xícaras de pinhão cozido1/2 xícara de leite1 colher (sopa) de manteiga300g de carne moída1 tomate picado1/2 cebola picadaAlho, sal, pimenta e cheiro-verdeQueijo ralado para gratinar Modo de preparo:Bata o pinhão com o leite até virar um purê. Aqueça com a manteiga e reserve.Refogue a cebola, alho, carne moída e tomate até secar bem. Tempere a gosto.Em um refratário, coloque a carne, cubra com o purê e finalize com queijo ralado. Leve ao forno para gratinar por 15 a 20 minutos. O frio pode até apertar, mas com criatividade, uma boa xícara quente nas mãos e um casaco a mais, os dias gelados podem se tornar um convite ao aconchego – até no ambiente de trabalho.

REVALIDA 2025: COMEÇA HOJE O PRAZO DE INSCRIÇÃO PARA A SEGUNDA ETAPA DO EXAME

Prova prática será realizada em julho; candidatos devem ter sido aprovados na primeira fase e pagar taxa até 15 de junho Começam nesta segunda-feira (9) as inscrições para a segunda fase do Revalida 2025, exame que permite a revalidação de diplomas de medicina obtidos no exterior. O prazo vai até sexta-feira (13) e é voltado aos candidatos que foram aprovados na primeira etapa, realizada em março, ou que já tenham sido aprovados anteriormente na etapa teórica de edições passadas, mas ainda não passaram na prova prática. As inscrições devem ser feitas pela internet, por meio do Sistema Revalida, e o valor da taxa é de R$ 4.106,09, com pagamento até o dia 15 de junho. No momento da inscrição, os participantes poderão escolher a cidade onde farão a prova e solicitar atendimento especializado ou uso de nome social, se necessário. A segunda etapa do exame, marcada para os dias 19 e 20 de julho, consiste em uma prova prática de habilidades clínicas. Os participantes passarão por dez estações de avaliação, divididas entre os dois dias, simulando situações reais da prática médica em áreas como clínica, cirurgia, pediatria, ginecologia, obstetrícia e medicina da família. Em cada estação, o tempo máximo para executar as tarefas será de dez minutos, com pontuação de zero a dez. O Revalida é voltado a profissionais brasileiros e estrangeiros formados em medicina fora do Brasil que desejam atuar no país. O exame segue as diretrizes curriculares nacionais e tem como referência os atendimentos em diferentes níveis de atenção à saúde. Após a aprovação nas duas etapas, o candidato deve apresentar a documentação exigida à universidade parceira responsável pela revalidação do diploma. Fonte: Agência BrasilFoto: Fernando Frazão/Agência Brasil

REMÉDIO DE R$ 7 MILHÕES DEVE ATENDER MAIS DE 100 PACIENTES COM AME

Dos 2,8 milhões de brasileiros nascidos em 2023, 287 tinham a doença O Ministério da Saúde iniciou a aplicação do medicamento Zolgensma no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1, uma doença rara que compromete os movimentos e a respiração. Com custo estimado de até R$ 7 milhões na rede privada, o remédio passou a ser disponibilizado gratuitamente por meio de um acordo com a indústria farmacêutica, no qual o pagamento está condicionado aos resultados obtidos no paciente. A terapia será ofertada a crianças de até seis meses de idade que não estejam em ventilação mecânica invasiva por mais de 16 horas diárias. Estima-se que mais de 100 pacientes serão atendidos nos próximos anos, com projeção de até 140 casos em dois anos. O início das aplicações ocorreu em Brasília e Recife. Para ter acesso ao tratamento, as famílias devem procurar um dos 28 centros de referência espalhados pelo país, onde os pacientes serão avaliados de acordo com diretrizes clínicas específicas. Antes da incorporação formal do Zolgensma ao SUS, o medicamento era fornecido apenas por meio de decisões judiciais. Agora, com sua inclusão oficial, o SUS passa a oferecer todas as terapias modificadoras disponíveis para AME tipo 1. Em 2023, 287 recém-nascidos foram diagnosticados com a doença no Brasil. Fonte: Agência BrasilFoto: Bruno Peres

SEMANA DE VACINAÇÃO NAS AMÉRICAS QUER APLICAR 66,5 MILHÕES DE DOSES

Foto © Fernando Frazão Agência Brasil

Atenção especial é com o sarampo, após surtos na América do Norte Os países do continente americano fazem, nesta semana, um esforço extra para aumentar as coberturas vacinais. Durante a Semana de Vacinação nas Américas, que começou no sábado (26) e vai até o dia 3 de maio, o objetivo é aplicar cerca de 66,5 milhões de doses de vacinas. Neste momento, há atenção especial para a imunização contra o sarampo, diante dos surtos registrados nos Estados Unidos, Canadá e México, com mais de 2,6 mil casos confirmados e três mortes. O número é mais de dez vezes superior aos 215 casos registrados no mesmo período de 2024. No ano passado, o Brasil voltou a receber o certificado de país livre do sarampo, e, por enquanto, os casos confirmados neste ano não comprometem o título, já que não há transmissão sustentada da doença em território nacional. Para evitar que isso aconteça, o Ministério da Saúde convoca todas as pessoas que não receberam a vacina na infância, ou que não têm certeza se receberam, para tomar a tríplice viral, que protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. A chefe de Saúde e Nutrição do Fundo das Nações Unidas para a Infância-Unicef no Brasil, Luciana Phebo, lembra que o Brasil exerce uma grande influência regional e, historicamente, é um bom exemplo de sucesso na política de vacinação. Por isso, evitar que o sarampo volte a circular em território nacional tem uma importância ainda maior. “O sarampo é um vírus que se dissemina muito rápido, e ele mata, especialmente, crianças desnutridas ou que têm uma imunidade afetada. O controle do sarampo também é um marcador importante de que o programa nacional de vacinação está funcionando bem, não só com relação ao próprio sarampo, mas para as demais vacinas”, afirma Luciana Phebo. “O Brasil já eliminou o sarampo e perdeu esse certificado alguns anos atrás. Agora, esperamos que isso não aconteça, não só pelo pela importância interna, mas também pela importância que o Brasil tem no mundo”, complementa. Febre amarela Outra doença que pode ser prevenida por vacinas, mas tem causado grande preocupação este ano é a febre amarela. Até o momento, 189 casos foram confirmados em todo o continente, três vezes mais do que os registros de todo o ano passado. O Brasil se destaca, com 102 casos e 41 mortes. A campanha organizada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) traz neste ano o tema “Sua decisão faz a diferença”. Além de elevar as coberturas vacinais, a iniciativa pretende contribuir com as metas de eliminação de doenças, que buscam a eliminação de mais de 30 enfermidades até 2030. Entre elas, estão 11 preveníveis com vacinação, como o sarampo, a febre amarela e a hepatite b, além da meningite bacteriana e do câncer de colo de útero. Doenças não têm fronteiras O assessor científico sênior da Fundação Oswaldo Cruz, Akira Homma, destaca a importância de ações coordenadas entre os países: “Os agentes infecciosos não têm fronteiras, então é preciso vacinar todo mundo para gente ficar realmente protegido. Principalmente quando a cobertura vacinal está caindo em outros países, nós precisamos manter as coberturas altas, porque, assim, mesmo que uma pessoa doente de outro país chegue aqui, a doença não vai e disseminar, se tornar um surto ou uma epidemia” Mas ainda que o aumento das coberturas vacinais seja um desafio global, Homma e outros especialistas defendem que é preciso focar nas realidades particulares de cada comunidade, inclusive para combater a desinformação. “Ao invés de a gente falar sobre a eficácia da vacina, por exemplo, a gente tem que fazer essa tradução para a população. Isso é a popularização da ciência, popularização do conhecimento. Como fazer isso nas diversas realidades que a gente tem no país? A gente tem que consultar quem tá la na base, as pessoas que trabalham e as pessoas que vivem nesses territórios”, destaca Lurdinha Maia, que também é pesquisadora da Fiocruz. Os dois especialistas coordenaram, de 2021 a 2023, o Projeto pela Reconquista das Altas Coberturas Vacinais, que ajudou os dois estados com os piores índices de vacinação contra a poliomielite, Amapá e Paraíba, a alcançarem as metas, após intervenções baseadas nas realidades dos municípios. “Um dos grandes problemas que a gente detectou nesse projeto é a questão do acesso aos centros de vacinação. Aqui no Rio de Janeiro, tem esse centro especial [Super Centro Carioca de Vacinação], que funciona até 22h e também sábados, domingos, feriados. Isso facilita a população a completar a vacinação. A vacina tem que ser levada aos pontos de aglomeração, metrô, aeroportos, shopping center… Essas iniciativas têm que ser reproduzidas em outros municípios”. === Com informações: Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil

AMPLIAÇÃO NA OFERTA DE SERVIÇOS DE SAÚDE AUDITIVA EM SANTA CATARINA

Estado investe na descentralização e amplia número de vagas e clínicas especializadas O Governo de Santa Catarina está expandindo a rede de assistência à Saúde Auditiva com o objetivo de melhorar o acesso da população e reduzir o tempo de espera para atendimentos e entrega de aparelhos auditivos. A Secretaria de Estado da Saúde aumentou de cinco para nove os prestadores credenciados e, com isso, passou a ofertar 240 novas vagas, totalizando 838 vagas mensais pelo SUS. A meta é alcançar 17 serviços distribuídos por todas as regiões do estado. A iniciativa conta com investimento mensal superior a R$ 1 milhão, custeado exclusivamente pelo Estado. Entre as novas clínicas habilitadas estão unidades em Porto União, Tubarão, Florianópolis e Xanxerê. Esta última, por exemplo, passou a atender pacientes que antes precisavam se deslocar até Chapecó. A ampliação foi viabilizada pela Deliberação 106/CIB/2024, que regulamenta os critérios para habilitação dos novos serviços, contemplando regiões com grande demanda ou que dependiam de outras áreas para atendimento. O acesso ao serviço começa nas Unidades Básicas de Saúde, onde o paciente é avaliado e, se necessário, encaminhado para os centros especializados em saúde auditiva da rede pública. Foto: Divulgação / SES

PRONTO SOCORRO DO HRO EM REFORMAS E AMPLIAÇÃO

Estado viabiliza início da obra do Pronto Socorro do Hospital Regional do Oeste e apoia melhoria no fluxo de regulação da unidade Um novo capítulo na assistência à saúde do Oeste Catarinense. Começou neste mês a reforma e ampliação do Pronto-Socorro do Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó, unidade vinculada ao Governo do Estado. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) aportou R$ 6 milhões para a obra que será executada em parceria com a Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira, responsável pela gestão do hospital. Com a intervenção, a unidade terá capacidade de ampliar em quase 50% o número de atendimentos diários, passando dos atuais 170 para até 250. Além disso, a equipe da Superintendência de Regulação Estadual esteve na unidade nesta quarta-feira, 9, para apoiar o aprimoramento dos fluxos de regulação do acesso. O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, ressalta que o HRO vive um novo momento, resultado da decisão do governador Jorginho Mello de ampliar a atuação estadual na unidade. “Desde 2024, o contrato de gestão do hospital passou a ser de responsabilidade direta da Secretaria de Estado da Saúde. Com isso, já ampliamos os leitos de UTI adulto e pediátrica, aumentamos em mais de 60% o número de cirurgias eletivas e agora iniciamos essa importante obra no Pronto-Socorro”, destacou. A iniciativa vai qualificar a estrutura e ampliar a capacidade de atendimento para uma região que abrange mais de 1,5 milhão de pessoas. O novo projeto prevê a ampliação de aproximadamente 170 m² e a reforma de mais de mil metros quadrados da estrutura atual, totalizando 1.300 m². Além da modernização da área física do Pronto-Socorro, também estão previstas melhorias nos setores do necrotério e da agência transfusional, aumentando o conforto e a agilidade no atendimento. O gestor estadual ainda reforçou que, apesar dos transtornos inevitáveis durante a reforma, o impacto será amplamente positivo para a população. “Essa obra representa dignidade e qualidade no atendimento. São mais de R$ 6 milhões investidos para oferecer à população um serviço mais estruturado, eficiente e humanizado”, disse. Franklin Bloedorn, diretor do HRO, destaca a importância do projeto. “As obras vão trazer muitos benefícios, não só na adequação e ampliação da área física do nosso pronto-socorro, bem como de melhoria, seja na ambientação, ar-condicionado e outras questões também que atualmente a gente não tem condições de oferecer”. A previsão é de que a reforma seja concluída no segundo semestre de 2025. Melhoria na regulação do acesso A fim de aprimorar ainda mais a qualidade da assistência prestada no HRO, nesta quarta-feira, 9, as equipes da Superintendência de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Gerência Regional de Saúde de Chapecó estiveram na unidade para uma visita técnica. No encontro com a direção, foram discutidas estratégias para aprimorar os fluxos de regulação do acesso, com destaque para a oncologia, especialidade que ainda enfrenta desafios em termos de tempo oportuno de atendimento. === Com informações e fotos: Assessoria de Imprensa HRO

OUTRA VEZ: BOLSONARO HOSPITALIZADO ÀS PRESSAS COM OBSTRUÇÃO INTESTINAL

Drama de Bolsonaro leva ex-presidente novamente às pressas ao pronto socorro Jair Bolsonaro foi internado no Hospital Municipal Aluízio Bezerra, em Santa Cruz, Rio Grande do Norte, na manhã da última sexta-feira (11), após apresentar um quadro de indisposição durante sua agenda no estado. O ex-presidente foi diagnosticado com obstrução intestinal, uma condição recorrente em seu histórico médico. De acordo com informações divulgadas pelo Blog do Wallace, um portal de notícias local, Bolsonaro já apresentava sintomas da obstrução intestinal há três dias. No entanto, durante o trajeto para o município de Tangará, seu estado de saúde se agravou, exigindo atendimento médico de emergência. A agenda política do ex-presidente foi imediatamente suspensa. Posteriormente, Bolsonaro foi transferido para um hospital em Natal, onde recebeu tratamento especializado para a obstrução intestinal. Essa não é a primeira vez que o ex-presidente enfrenta problemas de saúde relacionados a essa condição, tendo sido hospitalizado em outras ocasiões devido à mesma causa. === Foto: Reprodução mídias sociais PL22RN / Divulgação

BRASIL AMPLIA PREVENÇÃO E ADOTA TRATAMENTOS INOVADORES PARA ELIMINAR A TUBERCULOSE

© Eduardo Gomes - ILMD/Fiocruz Amazônia

Cuidado preventivo da doença cresceu 30% em 2024, impulsionado pela terapia de curta duração, que correspondeu a 72% do total O Brasil vem intensificando os esforços para eliminar a tuberculose como problema de saúde pública, com um forte investimento na prevenção e no uso de cuidados inovadores. Em 2024, o tratamento preventivo cresceu 30% em comparação a 2023, impulsionado pela ampliação das terapias medicinais de curta duração, de três meses, que já representam 72% do total, conforme dados do Boletim Epidemiológico da Tuberculose 2025 . O tratamento da infecção latente da tuberculose – quando a pessoa tem a doença, mas de forma adormecida – é fundamental para evitar o desenvolvimento da doença ativa, especialmente em contatos domiciliares, crianças e grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV/aids . Com o objetivo de aumentar a adesão a esse tipo de tratamento preventivo, o Ministério da Saúde ampliou o uso de uma terapia encurtada chamada 3HP, que combina os antibióticos isoniazida e rifapentina em doses semanais, durante três meses. Ou seja, um total de 12 doses até o fim do processo. As duas substâncias são combinadas em um mesmo comprimido, e, geralmente, uma dose para adulto corresponde a três comprimidos. Em 2024, 72% dos tratamentos preventivos adotaram esse regime – um salto em relação aos 52,4% registrados no ano anterior. A maior adesão se deve à curta duração e à menor toxicidade do 3HP, uma vez que ele causa menos náuseas e mal-estar que o cuidado clássico somente com a isoniazida, antibiótico cujo protocolo de uso é de 180 doses, com duração de 6 a 9 meses. A mudança nessa adesão aos medicamentos levou a uma taxa de conclusão de 80% dos tratamentos iniciados, a mais alta entre as terapias disponíveis pelo SUS. “As tecnologias preventivas viabilizam a meta de eliminação, por isso é muito importante que sejam cada vez mais inovadoras. Em breve, teremos uma terapia de 28 dias, que pode ter uma adesão ainda melhor”, diz Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde . Embora a tuberculose ainda seja uma das doenças infecciosas mais letais do mundo, com essa atuação na prevenção, o Brasil tem se destacado globalmente na luta para eliminação da doença, recebendo da Organização Mundial da Saúde (OMS) o reconhecimento por seus méritos. O SUS oferece gratuitamente, além das terapias medicamentosas, a vacina BCG , que protege crianças contra as formas graves da doença. Número de diagnósticos segue com reflexos da pandemia O Boletim Epidemiológico da Tuberculose 2025 também mostrou que o número de diagnósticos de novos casos segue no patamar de 84 mil, embora tenha sido registrada uma pequena queda de 2023 (84.994) para 2024 (84.308). O número vem em crescente desde 2020, quando foram 69.681 registros. O quadro se deve, principalmente, às implicações da pandemia de Covid-19 , que levaram a uma subnotificação, como explica Draurio Barreira. “Na pandemia, houve uma tendência de queda em todo o mundo, não só no Brasil. Agora, estamos na retomada dos diagnósticos. Mas isso deve perder força, como já começa a acontecer em alguns países, com um arrefecimento desse pico nos próximos anos e retorno ao patamar anterior”, diz. Nos anos de pandemia, muita gente que estava com tuberculose acabou sendo diagnosticada como paciente de Covid-19. Além disso, muitas pessoas, em isolamento, evitaram procurar os serviços de saúde no período pandêmico e, ainda, sem saber que estavam com a doença e sem tratá-la, podem ter infectado familiares. Esse quadro afetou também o número de óbitos. Brasil Saudável: estratégia intersetorial para eliminação da tuberculose Além das medidas preventivas, o Brasil adotou uma abordagem inovadora para combater a tuberculose e outras doenças ligadas à vulnerabilidade social. O programa Brasil Saudável é uma iniciativa inédita no mundo, que reúne 14 ministérios e parceiros estratégicos – como organismos internacionais e organizações da sociedade civil – para implementar ações intersetoriais voltadas à redução das desigualdades associadas à tuberculose e consequentemente, contribuir para a eliminação da doença. Mais investimentos no combate à doença O compromisso do governo com a eliminação da tuberculose também se reflete no aumento de investimentos. O Ministério da Saúde destinou R$ 100 milhões para reforçar a vigilância, prevenção e controle da doença , dentro do Incentivo Financeiro às Ações de Vigilância, Prevenção e Controle do HIV/aids, da Tuberculose, das Hepatites Virais e das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Entre 2023 e 2024, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), foram lançadas chamadas públicas para financiar pesquisas sobre tuberculose , totalizando R$ 20 milhões em investimentos. Além disso, R$ 6 milhões foram disponibilizados para projetos de mobilização social liderados por organizações da sociedade civil. Outra iniciativa importante foi o lançamento do Prevenir TB , um aplicativo desenvolvido para apoiar profissionais de saúde do SUS na tomada de decisões com informações estratégicas sobre o tratamento preventivo da tuberculose. No Prevenir TB, o profissional seleciona as características e tem uma resposta indicando se a escolha deve ser por iniciar o tratamento para prevenção ou se não é necessário. O sistema faz algumas perguntas e guia para a tomada de decisão clínica. Por exemplo, se é o caso de alguém que teve contato com um infectado por tuberculose, o aplicativo questiona, entre outras coisas, se há sintomas. O app utiliza a tecnologia Progressive Web App (PWA) , permitindo acesso prático em diversos dispositivos e navegadores. Destaca-se ainda que o Ministério da Saúde tem atuado amplamente na qualificação da vigilância e cuidado à tuberculose por meio de ações de apoio técnico e assessoramento aos profissionais, gestores e coordenações de tuberculose nos estados e municípios, dentre os quais destaca-se a disponibilização de dados estratégicos e informações epidemiológicas que orientam a tomada de decisões e elaboração de políticas territoriais. O Boletim Epidemiológico de 2025 soma-se a essas ações e apresenta os dados atualizados da tuberculose no Brasil. O objetivo da pasta é cada vez mais reforçar seu protagonismo no combate à tuberculose, apostando na prevenção, inovação e articulação intersetorial para eliminar a doença como problema de saúde pública. === Com informações: Agencia Gov | Via SaúdeFoto: Divulgação / © Eduardo Gomes – ILMD/Fiocruz Amazônia

COM AUMENTO NA DEMANDA, HEMOSC CHAMA POPULAÇÃO PARA REPOR ESTOQUES DE SANGUE

Foto: HEMOSC

Houve um acréscimo de 9,7% nas solicitações de sangue se comparado com 2024, enquanto as doações cresceram 6% O Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC), unidade do Governo do Estado, reforça a importância da doação regular de sangue diante do aumento da demanda e da queda nos estoques no Estado. A alta no número de procedimentos de saúde levou a um crescimento de 6% no consumo de sangue entre 2023 e 2024. Agora em 2025, somente nos dois primeiros meses, houve um acréscimo de 9,7% nas solicitações de sangue se comparado com 2024, enquanto as doações cresceram 6%. Atualmente, os tipos sanguíneos A e O, positivo e negativo, estão em níveis reduzidos e a instituição conta com o apoio da população para reabastecê-los. A necessidade de sangue é constante e apenas com a participação regular da população é possível manter os estoques em níveis adequados. A doação é um gesto solidário e essencial para salvar vidas, especialmente de pacientes em tratamentos oncológicos, cirurgias, emergências e outras condições médicas. Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos, com peso mínimo de 50 kg e em boas condições de saúde. Menores de idade devem apresentar autorização dos responsáveis. É necessário estar descansado, alimentado e portar um documento oficial com foto. As doações podem ser agendadas por telefone ou pelo site www.hemosc.org.br, onde estão disponíveis informações sobre os requisitos para doação e os horários de atendimento. HEMOSC Chapecó – (49) 3700-6401/6410