SAIBA DIFERENCIAR REAÇÕES COMUNS DE ALERGIAS CAUSADAS POR VACINAS
Coceira, manchas vermelhas, inchaço e falta de ar são alertas Muitas pessoas já sentiram aquele receio ao tomar um remédio novo ou uma vacina e se perguntaram: será que eu vou ter alergia? Embora as reações adversas existam, o diagnóstico correto e a informação são as melhores armas para garantir a segurança do tratamento. Medicamentos são essenciais, mas nem sempre o corpo reage como esperado. Existe uma diferença importante entre o efeito colateral comum — como uma sonolência ou dor de estômago — e a reação alérgica, que ocorre quando o nosso sistema de defesa reage à substância ativa do medicamento. Sinais como coceira, manchas vermelhas na pele, inchaço no rosto ou falta de ar são alertas vermelhos. Segundo a médica Cláudia Valente, coordenadora do Departamento Científico de Imunizações da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, a penicilina está entre os principais medicamentos que podem causar alergias, enquanto o ibuprofeno costuma ser mais bem tolerado. Mas será que dá para saber se somos alérgicos antes de tomar um remédio novo ou uma vacina que acabou de chegar ao mercado? A médica alergista explica que o caminho não é tão simples. “Esse caminho contrário, da gente fazer um diagnóstico prévio da pessoa para receber aquele medicamento ou vacina, ainda não é possível. A recomendação do alergista é, se a pessoa sabe que é alérgica a determinada substância ou alimento, ela passa a olhar a bula para saber se contém aquilo que ele é alérgico.” No caso das vacinas, é comum haver dor no local ou febre baixa por até 48 horas. Isso significa que o sistema imunológico está trabalhando. Porém, se os sintomas persistirem ou forem mais graves, a recomendação é procurar a unidade de saúde onde a dose foi aplicada, para que o caso seja notificado ao sistema de farmacovigilância do Ministério da Saúde. Apesar dos riscos, a médica reforça que o medo não deve impedir o tratamento ou a imunização. “É importante ressaltar que os eventos adversos à vacina e medicamentos são raros. São substâncias seguras, que passam por aprovação da Anvisa. Então, siga a recomendação do seu médico.” O profissional de saúde deve ser informado sobre qualquer reação inesperada a medicamentos ou vacinas. O diagnóstico de alergia é feito por meio de testes cutâneos ou de provocação controlada. Fonte e Foto: Divulgação/Agência Brasil
ANVISA ALERTA PARA RISCOS DE CANETAS EMAGRECEDORAS MANIPULADAS
Agência emitiu alerta sobre compra e consumo desses medicamentos Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério. Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país. A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa. “Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.” A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade: “Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.” Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica. Foto: Divulgação/Agência Brasil
JORGINHO MELLO ANUNCIA INVESTIMENTOS E AMPLIAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM CHAPECÓ
Durante o evento também foi lançado o Programa Sangue Total para a Região Oeste O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, anunciou no início da noite de ontem sexta-feira, 12 de dezembro, uma série de investimentos e a ampliação de serviços na área da saúde para a região Oeste do Estado. O anúncio ocorreu durante ato oficial no Hospital da Criança Augusta Muller Bohner, no bairro Saic, em Chapecó. Entre as principais medidas apresentadas para o HC, está a autorização das obras de ampliação do hospital infantil, com investimento de R$ 31 milhões. O projeto prevê a construção de 20 novos leitos de UTI pediátrica e 18 leitos de internação, ampliando significativamente a capacidade de atendimento da unidade, que é referência regional. Durante a solenidade, também foi assinado o Contrato de Gestão com o Instituto Santa Clara, entidade que passa a ser responsável pelo gerenciamento, operacionalização e execução dos serviços de saúde no hospital. Outro destaque do anúncio foi a implantação do programa Sangue Total, iniciativa que permitirá a realização de transfusões de sangue em operações aeromédicas na região Oeste, fortalecendo o atendimento em situações de urgência e emergência, especialmente em áreas de difícil acesso. Em seu pronunciamento, o governador Jorginho Mello destacou que os investimentos anunciados reforçam o compromisso do Estado com a regionalização da saúde e com a ampliação do atendimento de alta complexidade no Oeste catarinense. Segundo ele, a expansão do Hospital da Criança e a implantação de novos serviços, como o programa Sangue Total, representam avanços concretos para salvar vidas e reduzir o deslocamento de pacientes para outras regiões do Estado. O ato contou com a presença do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, do secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, além de autoridades estaduais e regionais. Também participaram equipes do SAER/FRON e do SAMU, reforçando a integração entre os serviços de saúde e de atendimento aeromédico no Oeste catarinense. === Fotos: Leo Munhoz /SECOM-SC
AUDIÊNCIA DEBATE NECESSIDADE DE AMPLIAR ATENÇÃO A GESTANTE EM TRABALHO DE PARTO
Saúde da Alesc debate projeto que visa garantir direito à cesariana e analgesia no parto; debate aborda humanização e riscos, e autora admite mudar redação A proposta de gestantes optarem pela cesariana eletiva a partir da 39ª semana de gestação, e o direito à analgesia, mesmo quando escolhido o parto normal, foi tema de audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, realizada na tarde desta sexta-feira (5), no auditório Antonieta de Barros. Essa era a proposta do Projeto de Lei (PL) 202/2025, apresentado pela deputada Paulinha (Podemos), que deverá sofrer mudança de redação na Comissão de Saúde, que debate o mérito da proposta. A própria autora admitiu a necessidade de mudar a redação em função de críticas apresentadas durante a audiência. Ao final, ela abriu espaço para o encaminhamento de sugestões de alterações do texto e disse que vai trabalhar com o relator do projeto, deputado Dr Vicente Caropreso (PSDB). Apelo e Histórico de Negligência Paulinha considera necessário o debate sobre a humanização da assistência obstétrica e ressalta os diversos casos em que, durante o trabalho de parto, muitas mulheres ficam por horas clamando por cesariana, em situações reais de risco para o feto e para a própria parturiente. “Em redes sociais do mandato, já recebemos mais de 10 mil manifestações favoráveis nos últimos meses, com relatos que impressionam”, pondera a deputada. “Muitas mulheres, por não terem condições financeiras, em atendimento pelo SUS entram em sofrimento. Há casos mais graves, que resultam em sequelas das crianças, e o que deveria ser um momento maravilhoso na vida da família se transforma em tragédia. E há casos extremos, que envolvem morte da gestante ou do bebê”. A proposta inicial da deputada foi apresentada em 2019, sempre levando em conta os relatos de maus tratos envolvendo parturientes, e tragédias com mortes de bebês e até de mães durante o parto. O projeto foi arquivado ao final da legislatura anterior. Paulinha reapresentou o projeto que pretende assegurar que o direito de escolha da gestante seja respeitado, desde que levados em conta toda a informação necessária sobre as modalidades de parto, as orientações médicas e os riscos à mãe e ao bebê, também diante de um parto por cesariana. Importância do Diálogo e Dados Estaduais Dr Vicente, que é médico e vice-presidente da Comissão de Saúde, abriu os trabalhos e logo manifestou sua posição: “Nunca se pode perder o diálogo entre médico e paciente. Se isto se rompe, todos perdem”. O secretário de Estado da Saúde Diogo Demarchi participou da audiência e disse que nenhuma vítima pode ser negligenciada, mas ressaltou que Santa Catarina tem estatísticas já elevadas de partos por cesarianas, 57% em 94 mil partos realizados em 2024. Ele entende que cuidados e a humanização de procedimentos nos ambientes das maternidades precisam ser aprimorados. Demarchi contou, inclusive, que tem uma história de tragédia em família, uma prima que por demora no parto teve lesão cerebral e há 20 anos exige cuidados especiais. “Devemos discutir parâmetros, regramentos e até a questão do limite da gestação para definir uma possível cesariana”. Os Riscos das Cesarianas e o Aspecto Jurídico A presidente do Conselho Regional de Medicina, a médica obstetra Andréa Antunes Caldeira de Andrade Ferreira, também pontuou que já na versão apresentada em 2019 teve dificuldades para assimilar a proposta como viável. “Considero que o projeto pode ter desdobramentos que geram preocupação, com efeitos perigosos”. A médica destacou a importância de acompanhamento de gestantes com um pré-natal de qualidade e exames que garantam a determinação do tempo exato de gestação, como o ultrassom transvaginal. Também falou sobre a importância do acompanhamento adequado da parturiente no ambiente das maternidades. Ela ainda apontou que os partos por cesariana têm risco de morte até sete vezes maior que por parto normal, que as parturientes têm 200 vezes mais risco de hemorragia, cinco vezes mais possibilidades de infecções puerperais e três vezes mais possibilidades de sofrerem acidentes vasculares cerebrais (AVCs) no futuro. “A cesariana é uma cirurgia de grande porte”, disse Andréa Ferreira, lembrando que também oferece riscos de lesões para os bebês. “Tem que saber quando fazer, quando não fazer, e saber orientar”, ponderou, salientando a importância da decisão médica. “Do jeito que está (o projeto), a paciente pode pensar que o parto normal é o diabo”. Em seguida, a advogada representante da Comissão de Direito da Saúde da OAB, advogada Laura Celarrius, defendeu a redação sob aspecto jurídico, do ponto de vista constitucional, enfatizando o direito “à autonomia do paciente”. Depoimento Emocionante e Lei Melissa A fala de Raquel Aforso emocionou os participantes. Ela e o marido já haviam aparecido num vídeo exibido no início da audiência, com relatos de vítimas de situações trágicas, que resultaram em perdas de bebês durante o parto. Em 2019, ela estava em seu terceiro parto aos 37 anos. Como era o período da pandemia, ficou sem direito a acompanhante e por várias horas em trabalho de parto, com 41 semanas. Foi submetida a indução com altas doses de medicamento, sofreu ruptura uterina e ainda demorou três horas para ser atendida. Clamou por uma cesariana, mas o atendimento foi negligenciado. A filha, que segundo ela, era “um bebê saudável, com 3,6 quilos, nasceu morta, sufocada”. Raquel conta que já no segundo parto sofreu maus tratos, e diz que passou a ter conhecimento de muitas histórias como a dela. “Mulheres são silenciadas todos os dias.” A morte da filha de Raquel inspirou outro projeto da deputada Paulinha, a “Lei Melissa”, sancionada como Lei nº 18.964/2024, em homenagem à bebê que não sobreviveu durante o parto. O objetivo é combater a violência obstétrica e garantir o atendimento integral e humanizado às mães. A legislação prevê que hospitais (públicos e privados) devem ter protocolos específicos para a atenção à mulher em trabalho de parto ou recém-parturiente, incluindo acompanhamento psicológico e social para casos de perdas gestacionais ou violência. Preocupação com Bebês Prematuros e Responsabilidade A diretora técnica da Maternidade Carlos Corrêa, Lissandra Andujar, também apontou críticas a uma proposta que pode estimular a ampliação de cesarianas, com risco de antecipação de nascimentos. Ela relatou que 305 bebês passaram pela unidade neonatal da
1º DE DEZEMBRO MARCA CAMPANHA MUNDIAL DE PREVENÇÃO E CONTROLE DA AIDS
Segundo a OMS, em 2024 mais de 40 milhões viviam com HIV 1º de dezembro marca o dia de uma campanha global que combate o preconceito, a desinformação e o estigma que ainda perduram em torno da Aids, um problema de saúde pública global. Em 2025, sob o tema “Eliminar as barreiras, transformar a resposta à Aids”, a campanha vem apelar para uma liderança política sustentada, pela cooperação internacional e por abordagens centradas nos direitos humanos para acabar com a doença até 2030. Em 2024, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 40 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo; aproximadamente 630 mil pessoas morreram por causas relacionadas ao HIV e 1,3 milhão de pessoas contraíram o vírus da Aids no ano passado. O HIV, Vírus da Imunodeficiência Humana, é um vírus que ataca o sistema imunológico, responsável por proteger o corpo contra doenças. Quando o vírus não é tratado, ele pode evoluir para a Aids, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, que representa o estágio mais avançado da infecção pelo HIV. O HIV é transmitido principalmente por meio de sexo sem proteção; gestação, parto ou amamentação; compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas; transfusão de sangue contaminado ou transplante de órgãos. Conhecer a sorologia positiva para o HIV faz a diferença para quem vive com o vírus. Quem se testa com regularidade, busca tratamento no tempo certo e segue as recomendações da equipe de saúde ganha qualidade de vida. Os medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo e evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente os remédios a todas as pessoas com HIV que necessitam de tratamento. O uso do preservativo masculino ou feminino em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para evitar a transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV e das hepatites virais B e C. Foto: Divulgação/Agência Brasil
CARRETA DA SAÚDE DA MULHER ESTÁ EM PALMITOS REALIZANDO EXAMES PARA PACIENTES DO OESTE
Seguindo pelo Estado, a Unidade Móvel Saúde da Mulher chegou ao Oeste para atender a demanda reprimida por mamografias de rastreamento e ultrassonografias de mama. Desde quarta-feira, 26 de novembro, a carreta está localizada na Avenida Brasil, rua de acesso lateral do Ginásio Municipal de Esportes Sigisfredo Norberto Resener, no Centro de Palmitos, realizando exames pelo sistema público para pacientes dos 27 municípios da região. A iniciativa integra o Programa de Promoção e Prevenção da Saúde da Mulher do Governo do Estado. O objetivo é promover o diagnóstico precoce do câncer de mama e ampliar o acesso aos exames de mamografia em Santa Catarina. As pacientes que estão na fila do Sistema de Regulação estão sendo chamadas conforme a sua posição. “A carreta é uma importante ação do Governo do Estado e representa um avanço na prevenção e promoção da saúde da mulher. Temos a expectativa de realizar mais de 43 mil exames nas duas carretas neste projeto, em parceria com os municípios, chamando as mulheres para fazer esse rastreamento para o diagnóstico precoce, iniciar tão logo o tratamento e garantir qualidade de vida”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi. A unidade móvel está equipada com mamógrafo e aparelho de ultrassom. Conta com uma equipe multiprofissional formada por médico radiologista, técnico em radiologia e técnico de enfermagem. O serviço funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, podendo haver ajuste conforme a necessidade local. Com investimento de cerca de R$ 18 milhões, as duas unidades móveis realizarão mais de 40 mil exames de mamografia e ultrassonografia de mamas, garantindo ainda o devido encaminhamento à rede de saúde sempre que houver necessidade de acompanhamento complementar. Aos municípios cabe indicar o local estratégico para a instalação das unidades, assegurando a infraestrutura mínima necessária para o pleno funcionamento do serviço. As carretas irão percorrer as 17 Regiões de Saúde ao longo de um ano. A unidade atualmente em Palmitos está atendendo a população do Oeste e, na sequência, seguirá para Xanxerê. Antes disso, esteve em Dionísio Cerqueira, onde foram atendidas as pacientes do Extremo Oeste. Os próximos municípios ainda serão definidos. === Com informações: ASCOM | SES/SC Foto: ASCOM – Município de Palmitos
LUCIANE CARMINATTI APRESENTA DEMANDAS AO MINISTÉRIO DA SAÚDE E GARANTE APOIO PARA CHAPECÓ
A parlamentar catarinense obteve o compromisso do governo federal de apoiar as principais reivindicações para a saúde pública de Chapecó, especialmente para o Hospital Regional do Oeste (HRO) A deputada Luciane Carminatti (PT-SC) esteve reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha na capital federal. Entre as demandas apresentadas estão a compra de um acelerador linear para tratamento oncológico, o credenciamento de serviços de cardiologia e a ampliação de leitos de UTI adulto e pediátrica no HRO. Esses avanços visam fortalecer o atendimento médico de alta e média complexidade para pacientes de aproximadamente 100 municípios da região. Luciane tem se destacado na luta por melhores serviços de saúde. Como coordenadora da Bancada do Oeste em 2024, conquistou a aquisição de um novo aparelho de ressonância magnética para o HRO. Um investimento de quase R$ 5 milhões. A parlamentar, que já havia destinado recursos para a compra do primeiro tomógrafo para o Hospital da Criança de Chapecó, passou o último ano cobrando ação da Secretaria de Estado da Saúde para instalação do aparelho, que está parado desde 2021. Luciane também é parceira do município na construção da Clínica da Mulher e da Criança, onde destinou recursos via emenda parlamentar para acelerar as obras. Além destas ações, Luciane tem trabalhado para a implantação do Hospital Universitário de Chapecó, com previsão de investimento de R$ 300 milhões só para o projeto. Com essa nova estrutura, será possível ampliar de forma definitiva a oferta de atendimento especializado, ensino e pesquisa em saúde para toda a região. A deputada também liderou a abertura do curso de Medicina para a Universidade Federal Fronteira Sul, em Chapecó, que todos os anos abre 40 vagas para a formação de novos profissionais. Destas, 90% são exclusivas para estudantes vindos de escolas públicas. “Com este compromisso do governo federal e com a união de esforços regionais, damos um passo decisivo para assegurar saúde digna, acesso a exames e tratamentos de qualidade, e reduzir distâncias que hoje separam pacientes de atendimento adequado”, afirmou. A parlamentar garantiu que acompanhará de perto cada etapa do processo e continuará mobilizando os órgãos competentes para que os investimentos saiam do papel e se transformem em atendimento real e estruturado para as pessoas do Oeste catarinense. === Com informações e foto: GISELE KRAMA
BRASIL PERDE 6 MIL PISCINAS DE ÁGUA TRATADA POR DIA, DIZ ESTUDO
Desperdício representa 40,31% da água produzida O Brasil desperdiça diariamente o equivalente a 6.346 piscinas olímpicas de água tratada antes que ela chegue às torneiras. O cálculo faz parte do Estudo de Perdas de Água 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a GO Associados. O levantamento usa dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SINISA, base 2023) e mostra que o país perdeu 5,8 bilhões de metros cúbicos de água tratada em um ano, volume suficiente para abastecer cerca de 50 milhões de pessoas. As perdas totais representam 40,31% da água produzida, porcentagem acima da meta de 25% definida pela Portaria 490/2021, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. As regiões Norte (49,78%) e Nordeste (46,25%) registram os piores índices. Estados como Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Acre (62,25%) desperdiçam mais da metade da água distribuída. Já Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%) e São Paulo (32,66%) têm os melhores indicadores. É considerada perda de água aquela que ocorre por causa de vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados. Segundo o estudo, somente as perdas físicas — sobretudo vazamentos — ultrapassam 3 bilhões de metros cúbicos por ano. Esse volume seria capaz de garantir água às 17,2 milhões de pessoas que vivem em comunidades vulneráveis por quase dois anos. As perdas também geram custos adicionais para o sistema, segundo o estudo: maior gasto com químicos, energia, manutenção, uso excessivo de infraestrutura e captação desnecessária em mananciais já pressionados pelas mudanças climáticas. O impacto ambiental é direto. A necessidade de captar mais água do que a demanda real aumenta a pressão sobre rios, reduz a disponibilidade hídrica e amplia os custos de mitigação. Em um país que já enfrenta secas prolongadas, calor extremo e alteração no regime de chuvas, a tendência é de agravamento. O estudo lembra que cerca de 34 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água tratada. “Ainda vemos um progresso tímido nos índices de redução de perdas de água, enquanto milhões de brasileiros continuam sem acesso regular e de qualidade à água potável, fundamental para uma vida digna. Perdemos diariamente mais de 6,3 mil piscinas de água potável, um exemplo alarmante de ineficiência”, diz Luana Pretto, presidente-executiva do Trata Brasil. “Eventos como secas intensas, alterações nas chuvas e calor extremo têm agravado a escassez hídrica, afetando nossos rios e desafiando a capacidade do país em garantir o fornecimento de água para todos. Investir na redução de perdas e na modernização da infraestrutura não é apenas necessário, mas urgente”, complementa. As discrepâncias regionais mostram que os piores indicadores estão nos locais com menor capacidade de investimento e maior vulnerabilidade institucional. Para os autores, reduzir perdas é também uma estratégia de adaptação climática, essencial no cenário discutido durante a 30ª Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP30). Segundo o estudo, se o Brasil reduzisse o índice atual para os 25% previstos pela regulação, economizaria 1,9 bilhão de m³ de água — volume equivalente ao consumo de 31 milhões de pessoas em um ano. O ganho econômico estimado é de R$ 17 bilhões até 2033, valor que aumentaria a resiliência dos municípios e ampliaria a oferta de água em meio ao avanço das mudanças climáticas. === Com informações: Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil Foto: © Marcello Casal jr/Agência Brasil
ESTUDO MOSTRA QUE INFLAMAÇÃO NO CÉREBRO PODE SER CHAVE DO ALZHEIMER
Pesquisa foi liderada por laboratório do neurocientista Eduardo Zimmer Um estudo liderado pelo laboratório do neurocientista Eduardo Zimmer, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sugere que o cérebro precisa estar inflamado para que o Alzheimer se estabeleça e progrida. Segundo o artigo publicado na revista Nature Neuroscience, o acúmulo da proteína tau e beta-amiloide só provoca a reação dos astrócitos que participam da sinapse (comunicação entre um neurônio e outra célula) quando a microglia, célula de defesa do cérebro, também está ativada. “Quando se diz que essas proteínas se acumulam no cérebro, queremos dizer que elas formam grumos insolúveis no cérebro, ou seja, umas pedrinhas mesmo. Essas duas células (astrócitos e micróglias) coordenam a resposta imune do cérebro e nós já sabíamos que essas pedrinhas de proteínas fazem com que essas células respondam mudando para um estado reativo. Quando essas células estão reativas, o cérebro está inflamado”, explicou Zimmer. Segundo o professor, essas evidências já haviam sido encontradas em animais e em cérebros pós-mortem, mas os cientistas nunca haviam visto essa comunicação entre as células em pacientes vivos. Esse achado foi possível devido à utilização de marcadores como exames de imagem de última geração e biomarcadores ultrassensíveis. “Nós já sabíamos que a placa beta-amilóide [as pedrinhas que causam a inflamação] fazia o astrócito ficar reativo. O que não sabíamos é que para a doença se estabelecer a microglia também tinha que estar reativa. Então, com esses dois ativos, o astrócito se associa à placa beta-amilóide. Se o astrócito estiver reativo e a microglia não, nada acontece. Nesse contexto das duas células ativas, conseguimos explicar toda a progressão da doença com os outros marcadores, de amiloide e de tau até 76% da variância na cognição”, disse. Zimmer ressaltou que ainda não se sabe exatamente o que causa o aparecimento da placa beta-amilóide, entretanto sabe-se que há vários fatores de risco e que a combinação de genética com as exposições durante a vida (expossoma) influenciam. Quanto mais exposições boas, menores as chances de desenvolver Alzheimer no futuro. Entre os fatores de risco para o Alzheimer estão o tabagismo, o alcoolismo, o sedentarismo, a obesidade, entre outros. Já ao contrário, contribuem para evitar, a prática de atividades físicas, boa alimentação, qualidade do sono, estímulo intelectual. A descoberta contribui para uma visão nova de tratamento para a doença, já que nos últimos anos a ideia era a de desenvolver fármacos que agissem nas placas beta-amilóides. A nova perspectiva sugere que pode ser necessário desenvolver medicamentos que consigam interromper a comunicação entre os astrócitos e as microglias. “Então a ideia é a de que, além de tirar as ‘pedrinhas’, vamos precisar acalmar essa informação no cérebro, acalmar esse diálogo entre as duas células”, explicou. O estudo é apoiado pelo Instituto Serrapilheira. Foto e Fonte: Divulgação/Agência Brasil
PLANOS DE SAÚDE REGISTRAM AUMENTO DE USUÁRIOS EM SETEMBRO
Brasil tem mais de 53 milhões de beneficiários em assistência médica e quase 35 milhões em planos odontológicos O número de usuários de planos de saúde cresceu em setembro, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O país contabilizou 53,2 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 34,9 milhões em planos exclusivamente odontológicos. O aumento foi de 0,63% e 1,04%, respectivamente, em relação a agosto. De acordo com a ANS, o mês registrou 1,34 milhão de novas adesões ou vínculos e 1,01 milhão de cancelamentos em planos médicos. A agência ressalta que o número não representa indivíduos, já que uma mesma pessoa pode possuir mais de um plano. Em 12 meses, foram contabilizadas mais de 15,5 milhões de adesões e 14,1 milhões de cancelamentos, o que indica crescimento estável do setor. Os planos médico-hospitalares ganharam 332,8 mil novos beneficiários em relação a agosto, enquanto os odontológicos tiveram acréscimo de 357,6 mil usuários. Na comparação com setembro de 2024, o aumento foi ainda mais expressivo: 1,4 milhão a mais em planos médicos e 946 mil em odontológicos. O levantamento mostra que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram o maior número de beneficiários no país. A ANS também informou que o mercado segue dominado pelos contratos coletivos empresariais, que somam mais de 38,7 milhões de vínculos nos planos médico-hospitalares e 25,9 milhões nos odontológicos. No total, o Brasil conta atualmente com 668 operadoras ativas de planos de assistência médica e 315 de planos exclusivamente odontológicos, evidenciando a expansão e diversificação do setor de saúde suplementar. Foto: Agência Brasil