ESTUDO MOSTRA QUE INFLAMAÇÃO NO CÉREBRO PODE SER CHAVE DO ALZHEIMER

Pesquisa foi liderada por laboratório do neurocientista Eduardo Zimmer Um estudo liderado pelo laboratório do neurocientista Eduardo Zimmer, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sugere que o cérebro precisa estar inflamado para que o Alzheimer se estabeleça e progrida. Segundo o artigo publicado na revista Nature Neuroscience, o acúmulo da proteína tau e beta-amiloide só provoca a reação dos astrócitos que participam da sinapse (comunicação entre um neurônio e outra célula) quando a microglia, célula de defesa do cérebro, também está ativada. “Quando se diz que essas proteínas se acumulam no cérebro, queremos dizer que elas formam grumos insolúveis no cérebro, ou seja, umas pedrinhas mesmo. Essas duas células (astrócitos e micróglias) coordenam a resposta imune do cérebro e nós já sabíamos que essas pedrinhas de proteínas fazem com que essas células respondam mudando para um estado reativo. Quando essas células estão reativas, o cérebro está inflamado”, explicou Zimmer. Segundo o professor, essas evidências já haviam sido encontradas em animais e em cérebros pós-mortem, mas os cientistas nunca haviam visto essa comunicação entre as células em pacientes vivos. Esse achado foi possível devido à utilização de marcadores como exames de imagem de última geração e biomarcadores ultrassensíveis. “Nós já sabíamos que a placa beta-amilóide [as pedrinhas que causam a inflamação] fazia o astrócito ficar reativo. O que não sabíamos é que para a doença se estabelecer a microglia também tinha que estar reativa. Então, com esses dois ativos, o astrócito se associa à placa beta-amilóide. Se o astrócito estiver reativo e a microglia não, nada acontece. Nesse contexto das duas células ativas, conseguimos explicar toda a progressão da doença com os outros marcadores, de amiloide e de tau até 76% da variância na cognição”, disse. Zimmer ressaltou que ainda não se sabe exatamente o que causa o aparecimento da placa beta-amilóide, entretanto sabe-se que há vários fatores de risco e que a combinação de genética com as exposições durante a vida (expossoma) influenciam. Quanto mais exposições boas, menores as chances de desenvolver Alzheimer no futuro. Entre os fatores de risco para o Alzheimer estão o tabagismo, o alcoolismo, o sedentarismo, a obesidade, entre outros. Já ao contrário, contribuem para evitar, a prática de atividades físicas, boa alimentação, qualidade do sono, estímulo intelectual. A descoberta contribui para uma visão nova de tratamento para a doença, já que nos últimos anos a ideia era a de desenvolver fármacos que agissem nas placas beta-amilóides. A nova perspectiva sugere que pode ser necessário desenvolver medicamentos que consigam interromper a comunicação entre os astrócitos e as microglias.  “Então a ideia é a de que, além de tirar as ‘pedrinhas’, vamos precisar acalmar essa informação no cérebro, acalmar esse diálogo entre as duas células”, explicou. O estudo é apoiado pelo Instituto Serrapilheira. Foto e Fonte: Divulgação/Agência Brasil

PLANOS DE SAÚDE REGISTRAM AUMENTO DE USUÁRIOS EM SETEMBRO

Brasil tem mais de 53 milhões de beneficiários em assistência médica e quase 35 milhões em planos odontológicos O número de usuários de planos de saúde cresceu em setembro, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O país contabilizou 53,2 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 34,9 milhões em planos exclusivamente odontológicos. O aumento foi de 0,63% e 1,04%, respectivamente, em relação a agosto. De acordo com a ANS, o mês registrou 1,34 milhão de novas adesões ou vínculos e 1,01 milhão de cancelamentos em planos médicos. A agência ressalta que o número não representa indivíduos, já que uma mesma pessoa pode possuir mais de um plano. Em 12 meses, foram contabilizadas mais de 15,5 milhões de adesões e 14,1 milhões de cancelamentos, o que indica crescimento estável do setor. Os planos médico-hospitalares ganharam 332,8 mil novos beneficiários em relação a agosto, enquanto os odontológicos tiveram acréscimo de 357,6 mil usuários. Na comparação com setembro de 2024, o aumento foi ainda mais expressivo: 1,4 milhão a mais em planos médicos e 946 mil em odontológicos. O levantamento mostra que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram o maior número de beneficiários no país. A ANS também informou que o mercado segue dominado pelos contratos coletivos empresariais, que somam mais de 38,7 milhões de vínculos nos planos médico-hospitalares e 25,9 milhões nos odontológicos. No total, o Brasil conta atualmente com 668 operadoras ativas de planos de assistência médica e 315 de planos exclusivamente odontológicos, evidenciando a expansão e diversificação do setor de saúde suplementar. Foto: Agência Brasil

CÂNCER DE PRÓSTATA É O SEGUNDO MAIS COMUM ENTRE HOMENS

Cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos O câncer de próstata é o segundo mais comum entre homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, representando cerca de 29% dos casos da doença, segundo dados do Inca, Instituto Nacional de Câncer.  Somente em 2023, foram estimados mais de 70 mil novos casos no Brasil. Para conscientizar sobre a gravidade da doença e a importância da prevenção foi criada a campanha Novembro Azul. Mais do que qualquer outro tipo, o câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos e nos estados onde o acesso da população aos médicos e às tecnologias diagnósticas são mais fáceis. O uro-oncologista Felipe de Paula, diretor da Sociedade Brasileira de Urologia seção São Paulo, explica porque o número de casos da doença vem crescendo. “Recentemente, algumas pesquisas mostram que o número de casos de câncer de próstata vem aumentando exponencialmente e essa previsão é de que continue aumentando. E a gente relaciona isso principalmente fatores como o envelhecimento da população. Além disso, a gente tem mudanças no estilo de vida, com o aumento da obesidade, sedentarismo, a prevalência de doenças metabólicas, como a diabetes mellitus”. O especialista também fala sobre o preconceito que ainda existe em relação à doença. “Hoje diminuiu muito. Os homens procuram os serviços de atendimento para fazer o seu preventivo, mas eu acho que diferente das mulheres, os homens comentam menos isso na sua rede de amizades, eventualmente dentro do círculo familiar e isso também é importante. É importante que a gente possa é divulgar a informação para que outras pessoas se estimulem e possam fazer suas prevenções também”. Entre os principais sintomas do câncer de próstata estão dificuldade para urinar, sensação de bexiga cheia mesmo após ir ao banheiro e diminuição do jato de urina. No entanto, muitos casos são silenciosos, sendo assintomáticos nas fases iniciais. Homens que apresentarem qualquer um desses sinais, devem procurar um urologista para realizar os exames necessários. O câncer de próstata, quando detectado precocemente, tem grandes chances de cura. Foto e Fonte: divulgação/Agência Brasil

CHAPECÓ REALIZA DIA D DE MULTIVACINAÇÃO NESTE SÁBADO

Foco é atualizar cadernetas de menores de 15 anos A Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria da Saúde, realiza neste sábado (25) o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação. Ela faz parte de uma campanha nacional, promovida pelo Ministério da Saúde, que vai até 31 de outubro. A maioria dos municípios fez o Dia D no sábado (18), mas Chapecó optou por fazer neste final de semana devido à Efapi do Brasil. O objetivo de atualizar as cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, ampliar a cobertura vacinal e prevenir o retorno de doenças já controladas no país. Durante o sábado, cinco unidades de saúde estarão abertas das 9h às 13h: Vila Real, Leste, SAIC, Santa Maria e Efapi. Além disso, o município amplia o alcance da campanha com veículos itinerantes em pontos estratégicos da cidade, garantindo que mais famílias tenham acesso às vacinas. O ônibus do programa Saúde em Movimento estará na Praça Coronel Bertaso, vacinando o público das 9h às 17h. Já o Vacimóvel atenderá na região Oeste, no Fort Atacadista, também das 9h às 17h, oferecendo mais comodidade à população. Vacimóvel estará no Ecoparque, no domingo No domingo (26), o Vacimóvel segue para o Ecoparque, das 14h às 18h, permitindo que quem não conseguir participar no sábado possa atualizar a caderneta no fim de semana. Durante a campanha, estarão disponíveis todas as vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, garantindo a atualização completa das cadernetas de crianças e adolescentes. De acordo com o prefeito João Rodrigues, a mobilização reforça o compromisso de Chapecó com a saúde preventiva e a proteção das famílias. “Vacinar é um ato de amor e responsabilidade. Queremos que todas as famílias aproveitem essa oportunidade para colocar as vacinas em dia e proteger nossas crianças e adolescentes. A Prefeitura tem como papel principal cuidar das pessoas”, destacou o prefeito. O secretário de Saúde, João Lenz, explica que o município tem trabalhado para garantir o acesso às vacinas em diferentes regiões da cidade, tanto nas unidades de saúde quanto em pontos estratégicos. “Chapecó tem investido em ações itinerantes para facilitar o acesso da população. O Saúde em Movimento e o Vacimóvel são estratégias que aproximam a vacinação das comunidades, garantindo que ninguém fique sem proteção”, ressaltou o secretário. A Campanha de Multivacinação busca alcançar crianças e adolescentes com vacinas em atraso e fortalecer a cultura da imunização no país. O Ministério da Saúde distribuiu 6,8 milhões de doses e enviará alertas pelo aplicativo Meu SUS Digital para até 40 milhões de usuários, reforçando o chamado à prevenção. SERVIÇO Sábado de Multivacinação em Chapecó Data: Sábado, 25 de outubro Unidades abertas (9h às 13h): Vila Real, Leste, SAIC, Santa Maria e Efapi Saúde em Movimento: Praça Coronel Bertaso (9h às 17h) Vacimóvel: Fort Atacadista (9h às 17h) e Ecoparque no domingo (14h às 17h) Público-alvo: Crianças e adolescentes menores de 15 anos Documentos: Carteira de vacinação e documento de identificação Foto: Divulgação/PMC

CASOS DE COQUELUCHE CRESCEM E PROVOCAM INTERNAÇÕES E MORTES

Em 2024, foram registrados pelo menos 2.152 casos da doença Os casos de coqueluche em crianças pequenas aumentaram mais de 1200% no Brasil, conforme alerta o Observatório de Saúde na Infância. Em 2024, foram registrados pelo menos 2.152 casos da doença entre crianças menores de 5 anos de idade, que são as mais vulneráveis a complicações, mais do que a soma dos cinco anos anteriores. Dessas, 665 precisaram ser internadas por causa da doença, e 14 morreram, superando as dez mortes registradas entre 2019 e 2023. “Como explicar todas essas crianças que morreram de algo totalmente prevenível?”, questiona a coordenadora do Observatório, Patrícia Boccolini. Este ano, os registros feitos até o mês de agosto indicam uma ligeira melhora, mas ainda em patamares altos: foram 1.148 casos, com 577 internações. A coqueluche é uma infecção respiratória, causada pela bactéria Bordetella pertussis, que pode ser prevenida com a vacinação. Os bebês devem receber três doses da vacina pentavalente, aos 2, 4 e 6 meses de idade e as grávidas devem ser imunizadas com a DTPa em todas as gestações, para proteger os recém-nascidos. Os dados coletados pelos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Faculdade de Medicina de Petrópolis do Centro Universitário Arthur de Sá Earp Neto (Unifase) mostram ainda que mais da metade dos casos do ano passado foram registrados em crianças menores de 1 ano, que também respondem por mais de 80% das internações. Patricia Boccolini acredita que vários fatores podem estar contribuindo para o aumento dos casos, como a retomada dos ciclos naturais da doença no pós-pandemia, a desorganização de serviços locais de saúde e o aumento da testagem, mas uma das principais vulnerabilidades é a desigualdade das coberturas vacinais pelo país. “Embora a gente não esteja conseguindo bater as metas, as coberturas vacinais não estão tão baixas assim, quando a gente olha para números nacionais e regionais. O grande problema é quando a gente começa a olhar no micro, os dados municipais mostram muita heterogeneidade, alguns polos com altas coberturas e outros não”, explica. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 90% dos bebês e de 86% das gestantes receberam os imunizantes que protegem contra a coqueluche no ano passado, superando os números de 2013. Mas a coordenadora do Observatório lembra que a meta de cobertura de 95% ainda não foi batida, e crianças mais velhas e adultos não vacinados também podem contrair e transmitir a doença, apesar dela atingir os pequenos de forma mais grave. A quantidade de casos de 2024 se aproxima da de 2015, quando foram registrados mais de 2.300 casos entre crianças com menos de cinco anos. A partir de 2016, os casos começaram a cair e o último ano com mais de 1 mil registros havia sido em 2019.  Mas não é só o Brasil que enfrenta aumento de casos. Toda a região das Américas está em alerta para a doença. De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), nos primeiros sete meses de 2025, nove países da região notificaram mais de 18 mil casos e 128 mortes em todas as idades.  Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que a coqueluche tem essa característica de “ciclicidade”.  “Dez anos atrás, alguns anos antes já se observava um aumento de casos no mundo, depois isso acaba chegando ao Brasil também. Então, mesmo que a gente tenha tido melhoria nas coberturas vacinais nos últimos dois anos, como a gente ainda não alcançou as metas, a gente tem esses casos, conforme a ciclicidade da doença”, disse. Cunha lembra que a vacinação das gestantes foi incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI) justamente durante esse ciclo anterior de aumento de casos.  “Só a partir dos 6 meses que o bebê vai estar totalmente protegido, depois de receber todas as doses da vacina pentavalente. Então, vacinar a gestante é a principal forma de proteger o bebê nos primeiros meses de vida. É preciso falar para as grávidas, que elas precisam se vacinar para se protegerem e protegerem seus bebês”, recomenda. “Tem muita gente que não sabe nem o que é coqueluche. E isso também é fruto de um passado recente glorioso que a gente teve nas nossas altas coberturas. Mas, a partir do momento que a gente não viu mais muitos casos, não viu mais crianças morrendo de coqueluche, a gente perdeu o medo da doença. Eu espero que esses números sensibilizem a população”, alerta a coordenadora do Observatório de Saúde da Infância, Patrícia Boccolini. Fonte/Foto: Agência Brasil/Divulgação

APOSENTADOS E DIABÉTICOS DE CHAPECÓ GANHAM ACESSO A TELEMEDICINA

Parceria entre ASAPREV, Associação dos Diabéticos e Hipertensos e Prefeitura garante acesso ao atendimento remoto de saúde Na manhã desta terça-feira (16), a Associação de Aposentados e Pensionistas de Chapecó (ASAPREV) e a Associação dos Diabéticos e Hipertensos de Chapecó oficializaram o lançamento de um plano de telemedicina voltado aos associados de ambas as instituições. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura Municipal e tem como objetivo ampliar o acesso dos usuários a consultas médicas e acompanhamento de saúde de forma remota. A sede da ASAPREV, localizada na Rua Clevelândia, será o ponto de referência para os atendimentos. No local, os aposentados e associados terão à disposição um funcionário habilitado para prestar apoio técnico, garantindo que todos possam utilizar o sistema de telemedicina da melhor maneira possível. Segundo os organizadores, o plano busca oferecer mais comodidade, rapidez e eficiência no atendimento, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida ou que enfrentam dificuldades em se deslocar até unidades de saúde. A ferramenta permitirá consultas virtuais, orientações médicas e acompanhamento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão. A Prefeitura de Chapecó destacou que a parceria reforça a importância da inovação tecnológica na área da saúde e representa mais um passo para democratizar o acesso a serviços médicos no município. Os interessados em utilizar o serviço devem procurar a sede da ASAPREV, onde serão orientados sobre como acessar e aproveitar os recursos do programa. Foto: Amauri Sales/Rádio Chapecó

TUBERCULOSE: EM 2024 FORAM 85 MIL CASOS E 6 MIL MORTES EM TODO PAÍS

Mas a doença tem tratamento gratuito pelo SUS Se você tem tosse seca ou com secreção por três semanas ou mais, acompanhada de febre no fim da tarde, cansaço e falta de apetite, é hora de procurar atendimento. Esses sintomas podem indicar tuberculose. Procure uma unidade de saúde e faça o teste rápido molecular para o diagnóstico. O Raio X de tórax também pode confirmar a suspeita clínica desta doença secular, que no Brasil ainda tem dados alarmantes. O Ministério da Saúde informou que, em 2024, foram mais de 85 mil casos em todo o país e seis mil mortes. O Rio de Janeiro lidera os registros, com mais de 18 mil casos no ano passado. Só neste ano, até 12 de agosto, já são quase 10 mil notificações. A coordenadora geral de Vigilância da Tuberculose, do Ministério da Saúde, Fernanda Dockhom, explicou que o aumento dos casos de tuberculose nos últimos três anos, está relacionado à pandemia de covid-19, que causou a sobrecarga dos serviços de saúde, acarretando em diagnósticos tardios e tratamentos interrompidos. Mas que, o Programa Brasil Saudável, criado há dois anos, está fortalecendo as estratégias, inclusive com repasse de verba aos estados, para reverter esses números. A pneumologista da Fundação Oswaldo Cruz, Margareth Dalcolmo, vai além ao considerar inadmissível que as pessoas com sintomas da doença não procurem uma unidade de saúde pública, onde todo tratamento é gratuito. Diante dos altos indicadores, o governo do estado do Rio de Janeiro, ampliou o serviço de testagem e criou o cartão alimentação de R$ 250,00 para as pessoas que estão em tratamento, como explicou o secretário de Saúde, Mário Sérgio Ribeiro. Entre os 92 municípios fluminenses, a capital é campeã no número de casos de tuberculose. Somente neste ano, já são 6 mil, contra pouco mais de 9 mil, em todo o ano passado. A explicação, segundo o secretário de saúde do Rio, Daniel Soranz, é a campanha iniciada há três anos para diagnosticar a doença. Com isso, foi identificado que em cada 10 casos, um está na população carcerária no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste. Ele acrescentou que mais preocupante, ainda, é que o número de casos entre a população em situação de rua é seis vezes maior do que a incidência da tuberculose na população geral. O tratamento da tuberculose dura, no mínimo, seis meses, é gratuito e está disponível, exclusivamente, no SUS. São utilizados quatro medicamentos.  A tuberculose tem cura quando o tratamento é feito de forma adequada, até o final. Foto e Fonte: Divulgação/Agência Brasil

EXAMES DE BOLSONARO INDICAM RESQUÍCIOS DE INFLAMAÇÕES PULMONARES

Endoscopia mostra persistência da esofagite e gastrite O ex-presidente Jair Bolsonaro fez, neste sábado (16), em Brasília, novos exames clínicos – os primeiros desde que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou sua prisão domiciliar. Segundo boletim médico divulgado pelo hospital DF Star, os testes laboratoriais e de imagem realizados para investigar recentes episódios de febre, tosse e refluxo constataram resquícios de inflamações no sistema digestivo (esôfago e da mucosa que reveste o estômago) e nos pulmões. “Os exames evidenciaram imagem residual de duas infecções pulmonares recentes, possivelmente relacionadas a episódios de broncoaspiração”, afirmam os quatro profissionais que assinam o boletim divulgado esta tarde. “Já a endoscopia mostrou persistência da esofagite e da gastrite, agora menos intensa, porém, com a necessidade de tratamento medicamentoso contínuo”, acrescenta a equipe médica, prescrevendo que Bolsonaro deve seguir tratando o quadro de refluxo, controlando a hipertensão arterial e observando as medidas preventivas de broncoaspiração. Prisão domiciliar Esta foi a primeira vez que o ex-presidente deixou sua casa, em um condomínio fechado do Lago Sul, em Brasília, desde que começou a cumprir a prisão domiciliar no dia 4. Ao atender o pedido da defesa de Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes estabeleceu que o ex-presidente deve retornar para seu condomínio em, no máximo, oito horas, e apresentar, em até 48 horas, um atestado de comparecimento especificando os procedimentos realizados. Bolsonaro chegou ao hospital às 9 horas e foi liberado às 13h58, tendo se submetido a diferentes exames. Desde 2018, quando foi alvo de um atentado, Bolsonaro necessita de acompanhamento médico periódico devido às consequências das cirurgias a que se submeteu em virtude da facada que recebeu na região do abdômen e que provocou graves lesões nos intestinos delgado e grosso. Foto: Divulgação/Agência Brasil

SANTA CATARINA REFORÇA AÇÕES DE SAÚDE PARA ENFRENTAR EMERGÊNCIAS CLIMÁTICAS

Estado apresentou estratégias ao Ministério da Saúde e municípios para melhorar a resposta a desastres A Secretaria de Estado da Saúde recebeu, em Florianópolis, a equipe do Programa Nacional de Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres (Vigidesastres), do Ministério da Saúde, para discutir ações e estratégias voltadas ao enfrentamento de emergências climáticas. Representantes estaduais, federais e de municípios como Blumenau, Capivari de Baixo, Florianópolis, Ponte Alta do Norte e Seara participaram do encontro, que teve como objetivo fortalecer a integração entre diferentes esferas de governo e aprimorar os planos de resposta a desastres. Santa Catarina foi um dos cinco estados escolhidos para receber a visita técnica, apresentando experiências, desafios e boas práticas na gestão de riscos à saúde relacionados a eventos como estiagens e enchentes. Em 2025, o Programa Vigidesastres Estadual já identificou mais de 1,2 mil ameaças naturais e sete tecnológicas, emitindo 147 relatórios para orientar os municípios e mantendo monitoramento diário de possíveis ocorrências. Desde 2023, o programa recebeu 203 notificações de desastres e encaminhou 20 kits de medicamentos e insumos estratégicos às cidades atingidas. A programação também incluiu visitas ao Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CIGERD) e à Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis. Foto: Josiane Ribeiro

INSCRIÇÕES PARA O PRIMEIRO ENAMED SÃO PRORROGADAS ATÉ 30 DE JULHO

Prova é obrigatória para formandos em medicina inscritos no Enade O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou a prorrogação do período de inscrições para o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O novo prazo termina em 30 de julho. A nova data também vale para as solicitações de atendimento especializado e de tratamento por nome social. As inscrições para a primeira edição da prova devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema Enamed. O exame será aplicado no dia 19 de outubro e vai considerar conteúdos, habilidades e competências das áreas de clínica médica; cirurgia; ginecologia e obstetrícia; pediatria; medicina da família e comunidade; saúde coletiva e, de maneira interdisciplinar, da área de saúde mental. De acordo com Ministério da Educação (MEC), a avaliação será baseada em critérios definidos para o Enade, observadas as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), os normativos e as legislações de regulamentação do exercício profissional vigentes e pertinentes à área médica. Serão 100 questões objetivas, de múltipla escolha, com quantidade idêntica para cada uma das áreas da medicina abordadas. Também devem compor o exame um questionário para o estudante concluinte do curso de medicina inscrito no Enade e um questionário contextual para os demais participantes, ambos de preenchimento obrigatório, além de um questionário de percepção de prova. Cronograma Inscrição: 7 a 30 de julho Atendimento especializado Solicitação: 7 a 30 de julho Recurso: 11 a 15 de agosto Resultado do recurso: 20 de agosto Primeira edição Iniciado em 2025, o Enamed é obrigatório para quem estiver habilitado e inscrito no Enade pelo coordenador do curso como concluinte de graduação em medicina. Podem participar ainda, de forma voluntária, demais interessados em utilizar os resultados nos processos seletivos das especialidades médicas de acesso direto do Exame Nacional de Residência (Enare). Os objetivos do Enamed, segundo o MEC, incluem: verificar se os concluintes dos cursos de medicina adquiriram as competências e habilidades exigidas pelas DCNs; e fornecer insumos para o aprimoramento das graduações em medicina, contribuindo para a qualidade da educação médica no Brasil. O exame também tem como meta unificar a avaliação do Enade e a prova teórica do Enare, otimizando o acesso à residência; e garantir que futuros médicos estejam preparados para atuar de maneira qualificada no Sistema Único de Saúde (SUS). Fonte/Foto: Divulgação/Agência Brasil