DIA MUNDIAL DO RIM REFORÇA ALERTA SOBRE DOENÇAS RENAIS
Data destaca prevenção e diagnóstico precoce Celebrado sempre na segunda quinta-feira de março, o Dia Mundial do Rim ocorre neste ano nesta quinta-feira (12) e tem como objetivo chamar a atenção da população para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças renais. A mobilização é promovida em diversos países por entidades médicas e organizações de saúde, com ações de orientação à população, realização de exames e campanhas educativas. No Brasil, a iniciativa conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Nefrologia, que coordena atividades voltadas à conscientização sobre os cuidados com os rins. De acordo com especialistas, a doença renal crônica é considerada um problema relevante de saúde pública e muitas vezes evolui de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Estima-se que cerca de 10% da população mundial apresente algum grau da doença. Entre os principais fatores de risco estão hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo e o consumo excessivo de sal. A recomendação é manter hábitos saudáveis, ingerir água regularmente, controlar doenças crônicas e realizar exames periódicos para identificar possíveis alterações na função dos rins. Durante a data, instituições de saúde em várias regiões promovem atividades como aferição de pressão arterial, testes de glicemia e orientações sobre prevenção, reforçando a importância do cuidado com a saúde renal. Foto: Ilustrativa
OBRA DA UNIDADE DE SAÚDE DO NORTE DE CHAPECÓ ATINGE 65%
Centro Integrado de Saúde terá investimento de R$ 11 milhões A construção do Centro Integrado de Saúde Norte Flávio Baldissera, em Chapecó, alcançou 65% de execução. A nova unidade está sendo edificada na rua Heriberto Hülse, no bairro Passo dos Fortes, a cerca de três quadras do atual Postão Norte, e integra o pacote de investimentos do município para ampliar e qualificar os serviços de saúde. De acordo com a Prefeitura de Chapecó, já foram concluídas etapas importantes da obra, como a instalação de piso, esquadrias, sistema de gás, rede de ar-condicionado, ventilação mecânica, hidrantes, alarmes e demais itens exigidos pelo Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI). No momento, os trabalhos avançam na fase de pintura. A ordem de serviço foi emitida em outubro de 2023 e o prazo contratual prevê a conclusão no primeiro trimestre de 2026. O investimento total é de R$ 11 milhões, com área construída de 2.485,33 metros quadrados. O município tem ampliado a rede pública de saúde com a construção de novas unidades, substituição de prédios antigos e reformas em estruturas já existentes, buscando acompanhar o crescimento populacional e melhorar o atendimento. A previsão é que a unidade atenda cerca de 14 mil moradores da região Norte. O Centro de Saúde da Família Norte contará com consultórios médicos e odontológicos, salas de enfermagem, espaços para equipes multiprofissionais, imunização, procedimentos, coleta de exames, curativos, além de auditório com capacidade para 60 pessoas e áreas administrativas. A estrutura também incluirá uma Farmácia Centralizada, responsável pelo fornecimento de medicamentos da Atenção Básica, Atenção Especializada e do Componente Estratégico, com sete guichês de atendimento e salas de Atenção Farmacêutica. O Serviço do Componente Especializado contará ainda com sete consultórios e sete salas, ampliando o acesso da população a atendimentos específicos. Foto: Divulgação/PMC
AÇÃO CONTRA A DENGUE ELIMINA FOCOS EM BAIRRO DE CHAPECÓ
Trabalho reuniu agentes de endemias no sábado (24) A Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Saúde, realizou no sábado (24) um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, no bairro Pinheirinho. A ação contou com o trabalho de 26 Agentes de Combate às Endemias, que realizaram 509 visitas em imóveis da região. Durante o mutirão, foram inspecionados 1.075 depósitos com potencial para se tornarem criadouros do mosquito, resultando na eliminação de 273 focos. A Secretaria de Saúde reforça que a colaboração da população é fundamental para o controle da doença, já que grande parte dos focos do Aedes aegypti é encontrada dentro das residências. Entre as principais orientações estão o correto armazenamento e descarte do lixo, mantendo recipientes sempre fechados, a limpeza e vedação adequada de caixas d’água, a desobstrução de calhas e a eliminação de recipientes que possam acumular água, como pratinhos de plantas e pneus. Também é recomendado manter bebedouros de animais sempre limpos, com troca diária da água, além de piscinas devidamente tratadas. A população é orientada a receber os Agentes de Combate às Endemias e seguir as recomendações repassadas durante as visitas. Foto: Divulgação/PMC
PRAZO PARA ADESÃO AO MAIS MÉDICOS ESPECIALISTAS TERMINA NO DOMINGO
Municípios, estados e o Distrito Federal podem participar Os estados, municípios e o Distrito Federal (DF) têm até domingo (25) para solicitar ajustes ou aderir ao projeto Mais Médicos Especialistas. O objetivo é aumentar a oferta desses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente em regiões prioritárias do país, por meio de cursos de aprimoramento. A ação integra o programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar a qualificação de médicos especialistas enquanto eles exercem suas atividades regulares de trabalho no SUS. Segundo o Ministério da Saúde, o processo de adesão ou ajuste deve ser realizado pelo gestor exclusivamente pelo sistema eletrônico oficial do projeto. “Ao acessar o sistema, o gestor deve, inicialmente, identificar corretamente o seu perfil, selecionando uma das opções disponíveis. A alternativa “Recurso” é destinada aos gestores já elegíveis, conforme lista previamente publicada, enquanto a opção “Adesão” contempla novos municípios, estados ou o Distrito Federal que não foram incluídos na priorização da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de 2025”, informa o ministério. Pelas regras do projeto, os municípios, os estados e o DF devem informar as vagas disponíveis, de acordo com a capacidade dos seus serviços de saúde. O edital também permite a solicitação de novas vagas por serviços que tenham condições de receber médicos em aprimoramento, ampliando a participação dos territórios e levando a atenção especializada para mais regiões do país. A pasta informou que a análise das solicitações ocorrerá no período de 26 a 28 de janeiro, e o resultado final será publicado no dia 29 de janeiro. A adesão será formalizada por meio da assinatura do Termo de Adesão e Compromisso, feita conjuntamente pelo ente federativo e pelo gestor do serviço de saúde indicado. Foto e Fonte: Divulgação/Agência Brasil
SAIBA DIFERENCIAR REAÇÕES COMUNS DE ALERGIAS CAUSADAS POR VACINAS
Coceira, manchas vermelhas, inchaço e falta de ar são alertas Muitas pessoas já sentiram aquele receio ao tomar um remédio novo ou uma vacina e se perguntaram: será que eu vou ter alergia? Embora as reações adversas existam, o diagnóstico correto e a informação são as melhores armas para garantir a segurança do tratamento. Medicamentos são essenciais, mas nem sempre o corpo reage como esperado. Existe uma diferença importante entre o efeito colateral comum — como uma sonolência ou dor de estômago — e a reação alérgica, que ocorre quando o nosso sistema de defesa reage à substância ativa do medicamento. Sinais como coceira, manchas vermelhas na pele, inchaço no rosto ou falta de ar são alertas vermelhos. Segundo a médica Cláudia Valente, coordenadora do Departamento Científico de Imunizações da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, a penicilina está entre os principais medicamentos que podem causar alergias, enquanto o ibuprofeno costuma ser mais bem tolerado. Mas será que dá para saber se somos alérgicos antes de tomar um remédio novo ou uma vacina que acabou de chegar ao mercado? A médica alergista explica que o caminho não é tão simples. “Esse caminho contrário, da gente fazer um diagnóstico prévio da pessoa para receber aquele medicamento ou vacina, ainda não é possível. A recomendação do alergista é, se a pessoa sabe que é alérgica a determinada substância ou alimento, ela passa a olhar a bula para saber se contém aquilo que ele é alérgico.” No caso das vacinas, é comum haver dor no local ou febre baixa por até 48 horas. Isso significa que o sistema imunológico está trabalhando. Porém, se os sintomas persistirem ou forem mais graves, a recomendação é procurar a unidade de saúde onde a dose foi aplicada, para que o caso seja notificado ao sistema de farmacovigilância do Ministério da Saúde. Apesar dos riscos, a médica reforça que o medo não deve impedir o tratamento ou a imunização. “É importante ressaltar que os eventos adversos à vacina e medicamentos são raros. São substâncias seguras, que passam por aprovação da Anvisa. Então, siga a recomendação do seu médico.” O profissional de saúde deve ser informado sobre qualquer reação inesperada a medicamentos ou vacinas. O diagnóstico de alergia é feito por meio de testes cutâneos ou de provocação controlada. Fonte e Foto: Divulgação/Agência Brasil
ANVISA ALERTA PARA RISCOS DE CANETAS EMAGRECEDORAS MANIPULADAS
Agência emitiu alerta sobre compra e consumo desses medicamentos Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério. Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país. A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa. “Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.” A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade: “Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.” Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica. Foto: Divulgação/Agência Brasil
JORGINHO MELLO ANUNCIA INVESTIMENTOS E AMPLIAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE EM CHAPECÓ
Durante o evento também foi lançado o Programa Sangue Total para a Região Oeste O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, anunciou no início da noite de ontem sexta-feira, 12 de dezembro, uma série de investimentos e a ampliação de serviços na área da saúde para a região Oeste do Estado. O anúncio ocorreu durante ato oficial no Hospital da Criança Augusta Muller Bohner, no bairro Saic, em Chapecó. Entre as principais medidas apresentadas para o HC, está a autorização das obras de ampliação do hospital infantil, com investimento de R$ 31 milhões. O projeto prevê a construção de 20 novos leitos de UTI pediátrica e 18 leitos de internação, ampliando significativamente a capacidade de atendimento da unidade, que é referência regional. Durante a solenidade, também foi assinado o Contrato de Gestão com o Instituto Santa Clara, entidade que passa a ser responsável pelo gerenciamento, operacionalização e execução dos serviços de saúde no hospital. Outro destaque do anúncio foi a implantação do programa Sangue Total, iniciativa que permitirá a realização de transfusões de sangue em operações aeromédicas na região Oeste, fortalecendo o atendimento em situações de urgência e emergência, especialmente em áreas de difícil acesso. Em seu pronunciamento, o governador Jorginho Mello destacou que os investimentos anunciados reforçam o compromisso do Estado com a regionalização da saúde e com a ampliação do atendimento de alta complexidade no Oeste catarinense. Segundo ele, a expansão do Hospital da Criança e a implantação de novos serviços, como o programa Sangue Total, representam avanços concretos para salvar vidas e reduzir o deslocamento de pacientes para outras regiões do Estado. O ato contou com a presença do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, do secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, além de autoridades estaduais e regionais. Também participaram equipes do SAER/FRON e do SAMU, reforçando a integração entre os serviços de saúde e de atendimento aeromédico no Oeste catarinense. === Fotos: Leo Munhoz /SECOM-SC
AUDIÊNCIA DEBATE NECESSIDADE DE AMPLIAR ATENÇÃO A GESTANTE EM TRABALHO DE PARTO
Saúde da Alesc debate projeto que visa garantir direito à cesariana e analgesia no parto; debate aborda humanização e riscos, e autora admite mudar redação A proposta de gestantes optarem pela cesariana eletiva a partir da 39ª semana de gestação, e o direito à analgesia, mesmo quando escolhido o parto normal, foi tema de audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, realizada na tarde desta sexta-feira (5), no auditório Antonieta de Barros. Essa era a proposta do Projeto de Lei (PL) 202/2025, apresentado pela deputada Paulinha (Podemos), que deverá sofrer mudança de redação na Comissão de Saúde, que debate o mérito da proposta. A própria autora admitiu a necessidade de mudar a redação em função de críticas apresentadas durante a audiência. Ao final, ela abriu espaço para o encaminhamento de sugestões de alterações do texto e disse que vai trabalhar com o relator do projeto, deputado Dr Vicente Caropreso (PSDB). Apelo e Histórico de Negligência Paulinha considera necessário o debate sobre a humanização da assistência obstétrica e ressalta os diversos casos em que, durante o trabalho de parto, muitas mulheres ficam por horas clamando por cesariana, em situações reais de risco para o feto e para a própria parturiente. “Em redes sociais do mandato, já recebemos mais de 10 mil manifestações favoráveis nos últimos meses, com relatos que impressionam”, pondera a deputada. “Muitas mulheres, por não terem condições financeiras, em atendimento pelo SUS entram em sofrimento. Há casos mais graves, que resultam em sequelas das crianças, e o que deveria ser um momento maravilhoso na vida da família se transforma em tragédia. E há casos extremos, que envolvem morte da gestante ou do bebê”. A proposta inicial da deputada foi apresentada em 2019, sempre levando em conta os relatos de maus tratos envolvendo parturientes, e tragédias com mortes de bebês e até de mães durante o parto. O projeto foi arquivado ao final da legislatura anterior. Paulinha reapresentou o projeto que pretende assegurar que o direito de escolha da gestante seja respeitado, desde que levados em conta toda a informação necessária sobre as modalidades de parto, as orientações médicas e os riscos à mãe e ao bebê, também diante de um parto por cesariana. Importância do Diálogo e Dados Estaduais Dr Vicente, que é médico e vice-presidente da Comissão de Saúde, abriu os trabalhos e logo manifestou sua posição: “Nunca se pode perder o diálogo entre médico e paciente. Se isto se rompe, todos perdem”. O secretário de Estado da Saúde Diogo Demarchi participou da audiência e disse que nenhuma vítima pode ser negligenciada, mas ressaltou que Santa Catarina tem estatísticas já elevadas de partos por cesarianas, 57% em 94 mil partos realizados em 2024. Ele entende que cuidados e a humanização de procedimentos nos ambientes das maternidades precisam ser aprimorados. Demarchi contou, inclusive, que tem uma história de tragédia em família, uma prima que por demora no parto teve lesão cerebral e há 20 anos exige cuidados especiais. “Devemos discutir parâmetros, regramentos e até a questão do limite da gestação para definir uma possível cesariana”. Os Riscos das Cesarianas e o Aspecto Jurídico A presidente do Conselho Regional de Medicina, a médica obstetra Andréa Antunes Caldeira de Andrade Ferreira, também pontuou que já na versão apresentada em 2019 teve dificuldades para assimilar a proposta como viável. “Considero que o projeto pode ter desdobramentos que geram preocupação, com efeitos perigosos”. A médica destacou a importância de acompanhamento de gestantes com um pré-natal de qualidade e exames que garantam a determinação do tempo exato de gestação, como o ultrassom transvaginal. Também falou sobre a importância do acompanhamento adequado da parturiente no ambiente das maternidades. Ela ainda apontou que os partos por cesariana têm risco de morte até sete vezes maior que por parto normal, que as parturientes têm 200 vezes mais risco de hemorragia, cinco vezes mais possibilidades de infecções puerperais e três vezes mais possibilidades de sofrerem acidentes vasculares cerebrais (AVCs) no futuro. “A cesariana é uma cirurgia de grande porte”, disse Andréa Ferreira, lembrando que também oferece riscos de lesões para os bebês. “Tem que saber quando fazer, quando não fazer, e saber orientar”, ponderou, salientando a importância da decisão médica. “Do jeito que está (o projeto), a paciente pode pensar que o parto normal é o diabo”. Em seguida, a advogada representante da Comissão de Direito da Saúde da OAB, advogada Laura Celarrius, defendeu a redação sob aspecto jurídico, do ponto de vista constitucional, enfatizando o direito “à autonomia do paciente”. Depoimento Emocionante e Lei Melissa A fala de Raquel Aforso emocionou os participantes. Ela e o marido já haviam aparecido num vídeo exibido no início da audiência, com relatos de vítimas de situações trágicas, que resultaram em perdas de bebês durante o parto. Em 2019, ela estava em seu terceiro parto aos 37 anos. Como era o período da pandemia, ficou sem direito a acompanhante e por várias horas em trabalho de parto, com 41 semanas. Foi submetida a indução com altas doses de medicamento, sofreu ruptura uterina e ainda demorou três horas para ser atendida. Clamou por uma cesariana, mas o atendimento foi negligenciado. A filha, que segundo ela, era “um bebê saudável, com 3,6 quilos, nasceu morta, sufocada”. Raquel conta que já no segundo parto sofreu maus tratos, e diz que passou a ter conhecimento de muitas histórias como a dela. “Mulheres são silenciadas todos os dias.” A morte da filha de Raquel inspirou outro projeto da deputada Paulinha, a “Lei Melissa”, sancionada como Lei nº 18.964/2024, em homenagem à bebê que não sobreviveu durante o parto. O objetivo é combater a violência obstétrica e garantir o atendimento integral e humanizado às mães. A legislação prevê que hospitais (públicos e privados) devem ter protocolos específicos para a atenção à mulher em trabalho de parto ou recém-parturiente, incluindo acompanhamento psicológico e social para casos de perdas gestacionais ou violência. Preocupação com Bebês Prematuros e Responsabilidade A diretora técnica da Maternidade Carlos Corrêa, Lissandra Andujar, também apontou críticas a uma proposta que pode estimular a ampliação de cesarianas, com risco de antecipação de nascimentos. Ela relatou que 305 bebês passaram pela unidade neonatal da
1º DE DEZEMBRO MARCA CAMPANHA MUNDIAL DE PREVENÇÃO E CONTROLE DA AIDS
Segundo a OMS, em 2024 mais de 40 milhões viviam com HIV 1º de dezembro marca o dia de uma campanha global que combate o preconceito, a desinformação e o estigma que ainda perduram em torno da Aids, um problema de saúde pública global. Em 2025, sob o tema “Eliminar as barreiras, transformar a resposta à Aids”, a campanha vem apelar para uma liderança política sustentada, pela cooperação internacional e por abordagens centradas nos direitos humanos para acabar com a doença até 2030. Em 2024, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 40 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo; aproximadamente 630 mil pessoas morreram por causas relacionadas ao HIV e 1,3 milhão de pessoas contraíram o vírus da Aids no ano passado. O HIV, Vírus da Imunodeficiência Humana, é um vírus que ataca o sistema imunológico, responsável por proteger o corpo contra doenças. Quando o vírus não é tratado, ele pode evoluir para a Aids, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, que representa o estágio mais avançado da infecção pelo HIV. O HIV é transmitido principalmente por meio de sexo sem proteção; gestação, parto ou amamentação; compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas; transfusão de sangue contaminado ou transplante de órgãos. Conhecer a sorologia positiva para o HIV faz a diferença para quem vive com o vírus. Quem se testa com regularidade, busca tratamento no tempo certo e segue as recomendações da equipe de saúde ganha qualidade de vida. Os medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo e evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente os remédios a todas as pessoas com HIV que necessitam de tratamento. O uso do preservativo masculino ou feminino em todas as relações sexuais é o método mais eficaz para evitar a transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV e das hepatites virais B e C. Foto: Divulgação/Agência Brasil
CARRETA DA SAÚDE DA MULHER ESTÁ EM PALMITOS REALIZANDO EXAMES PARA PACIENTES DO OESTE
Seguindo pelo Estado, a Unidade Móvel Saúde da Mulher chegou ao Oeste para atender a demanda reprimida por mamografias de rastreamento e ultrassonografias de mama. Desde quarta-feira, 26 de novembro, a carreta está localizada na Avenida Brasil, rua de acesso lateral do Ginásio Municipal de Esportes Sigisfredo Norberto Resener, no Centro de Palmitos, realizando exames pelo sistema público para pacientes dos 27 municípios da região. A iniciativa integra o Programa de Promoção e Prevenção da Saúde da Mulher do Governo do Estado. O objetivo é promover o diagnóstico precoce do câncer de mama e ampliar o acesso aos exames de mamografia em Santa Catarina. As pacientes que estão na fila do Sistema de Regulação estão sendo chamadas conforme a sua posição. “A carreta é uma importante ação do Governo do Estado e representa um avanço na prevenção e promoção da saúde da mulher. Temos a expectativa de realizar mais de 43 mil exames nas duas carretas neste projeto, em parceria com os municípios, chamando as mulheres para fazer esse rastreamento para o diagnóstico precoce, iniciar tão logo o tratamento e garantir qualidade de vida”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi. A unidade móvel está equipada com mamógrafo e aparelho de ultrassom. Conta com uma equipe multiprofissional formada por médico radiologista, técnico em radiologia e técnico de enfermagem. O serviço funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, podendo haver ajuste conforme a necessidade local. Com investimento de cerca de R$ 18 milhões, as duas unidades móveis realizarão mais de 40 mil exames de mamografia e ultrassonografia de mamas, garantindo ainda o devido encaminhamento à rede de saúde sempre que houver necessidade de acompanhamento complementar. Aos municípios cabe indicar o local estratégico para a instalação das unidades, assegurando a infraestrutura mínima necessária para o pleno funcionamento do serviço. As carretas irão percorrer as 17 Regiões de Saúde ao longo de um ano. A unidade atualmente em Palmitos está atendendo a população do Oeste e, na sequência, seguirá para Xanxerê. Antes disso, esteve em Dionísio Cerqueira, onde foram atendidas as pacientes do Extremo Oeste. Os próximos municípios ainda serão definidos. === Com informações: ASCOM | SES/SC Foto: ASCOM – Município de Palmitos