GUERRA NO ORIENTE MÉDIO DISPARA PREÇO DE MATÉRIAS-PRIMAS E PRESSIONA INDÚSTRIA

Levantamento aponta alta expressiva nos custos e piora nas condições financeiras das empresas brasileiras A escalada do conflito no Oriente Médio já começa a impactar diretamente a indústria brasileira. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o preço médio das matérias-primas registrou forte alta no primeiro trimestre de 2026, influenciado principalmente pelo aumento do petróleo e de outros insumos estratégicos. Os dados fazem parte da Sondagem Industrial e mostram que o índice de evolução dos preços saltou de 55,3 pontos no último trimestre de 2025 para 66,1 pontos no início deste ano — uma alta de 10,8 pontos. Este é o maior nível desde o segundo trimestre de 2022, período ainda marcado pelos efeitos da pandemia sobre o comércio global. De acordo com a CNI, o encarecimento das matérias-primas está diretamente ligado ao cenário internacional. A guerra no Oriente Médio tem provocado aumento nos custos de energia e dificuldades logísticas, o que acaba refletindo em toda a cadeia produtiva. “A maior preocupação dos empresários com a falta ou alto custo das matérias-primas reflete o que vem acontecendo no conflito no Oriente Médio, que vem aumentando os custos com petróleo e outros insumos importantes. Isso e os juros altos estão afetando o fôlego financeiro das empresas”, avalia Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI. Ultrapassado pela preocupação com matérias-primas, os juros altos caíram da segunda para a terceira posição entre os principais entraves. O percentual de assinalação variou pouco: antes, o problema era assinalado por 28% dos empresários e agora é lembrado por 27,2%. Além da pressão nos custos, o levantamento aponta piora nas condições financeiras das empresas. O índice de satisfação caiu de 50,1 pontos para 47,2 pontos, enquanto o indicador de lucro operacional recuou para 41,9 pontos — o menor patamar desde 2020. Outro fator que preocupa o setor é o acesso ao crédito, que também apresentou queda e atingiu o pior nível em três anos. O cenário de juros elevados, somado ao aumento dos custos de produção, tem reduzido o fôlego financeiro das indústrias. A pesquisa revela ainda que a falta ou o alto custo das matérias-primas subiu rapidamente no ranking dos principais problemas enfrentados pelos empresários. A carga tributária segue como o principal entrave, mas perdeu participação. Apesar das dificuldades, há sinais mistos na atividade industrial. A produção e a utilização da capacidade instalada cresceram em março, o que melhorou parcialmente as expectativas dos empresários para os próximos meses. Ainda assim, o ambiente de incerteza externa e os juros altos continuam limitando novos investimentos. Especialistas avaliam que, enquanto persistirem as tensões no Oriente Médio, os custos de insumos devem permanecer elevados, mantendo pressão sobre a indústria brasileira e podendo impactar preços ao consumidor final. No Oeste catarinense, o cenário também acende um alerta. Setores como a agroindústria, base da economia regional, podem sentir os efeitos do aumento dos custos de energia e insumos, refletindo na produção e nos preços. === Foto: Foto: Iano Andrade/CNI/Site/Fiesc/Divulgação

INDÚSTRIA CATARINENSE DE OLHO NA ARGENTINA

Medidas econômicas do país vizinho reduzem barreiras e abrem espaço para ampliar exportações de Santa Catarina Mudanças recentes na política econômica da Argentina estão abrindo novas oportunidades para a indústria catarinense. A avaliação é da FIESC, que aponta um cenário mais previsível e favorável aos negócios com o país vizinho. De acordo com a entidade, medidas adotadas pelo governo argentino vêm contribuindo para reduzir incertezas e facilitar o comércio exterior. Entre os avanços estão a desburocratização de processos, maior facilidade no acesso ao mercado de câmbio e redução de impostos, fatores que impactam diretamente o custo e a dinâmica das exportações. Esse novo ambiente econômico tende a impulsionar as exportações e fortalecer a integração produtiva entre Santa Catarina e a Argentina. A proximidade geográfica, aliada aos laços culturais e comerciais já consolidados, coloca o estado em posição estratégica para ampliar negócios com o país vizinho. Especialistas destacam que o momento é oportuno para empresas catarinenses buscarem novos mercados e diversificarem suas vendas externas. A percepção de maior estabilidade macroeconômica na Argentina aumenta a confiança de empresários e investidores, favorecendo a retomada de parcerias comerciais. A FIESC reforça que a indústria de Santa Catarina pode se beneficiar desse cenário, especialmente em setores já competitivos no mercado internacional. A expectativa é de que o movimento contribua para ampliar a corrente de comércio e gerar novas oportunidades de crescimento para a economia catarinense. Apetite renovado Exportações de SC para Argentina e participação no total exportado pelo Estado: 2020 – US$ 369,6 milhões (5,0%)2021 – US$ 537,2 milhões (5,6%)2022 – US$ 845,1 milhões (6,9%)2023 – US$ 887,5 milhões (7,0%)2024 – US$ 760,7 milhões (6,4%)2025 – US$ 889,4 milhões (7,3%) === Foto: Adobestock/Site Fiesc/Divulgação

FIESC DEFENDE MANUTENÇÃO DA “TAXA DAS BLUSINHAS”

Entidade reforça posição contra mudanças que afetem tributação de compras internacionais de baixo valor A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) manifestou apoio a um posicionamento nacional contrário à revisão do imposto sobre remessas internacionais de até US$ 50, medida que pode impactar diretamente o comércio eletrônico e a competitividade da indústria brasileira. De acordo com a entidade, a proposta de mudança na tributação preocupa o setor produtivo por aumentar custos e gerar distorções no mercado. O manifesto reúne diversas instituições empresariais que defendem a manutenção das regras atuais para evitar prejuízos à economia e ao consumo. A FIESC argumenta que a revisão do imposto pode encarecer produtos importados de baixo valor, frequentemente adquiridos por consumidores brasileiros em plataformas digitais. A entidade ressalta que esse tipo de operação tem crescido nos últimos anos e atende especialmente a população de menor renda. Além disso, o posicionamento destaca que eventuais mudanças precisam ser amplamente debatidas, considerando os efeitos sobre a cadeia produtiva, o comércio e a arrecadação. Para a federação, decisões precipitadas podem comprometer o equilíbrio competitivo entre empresas nacionais e estrangeiras. Outro ponto levantado é a necessidade de políticas que incentivem a indústria brasileira sem penalizar o consumidor. A entidade defende que o país avance em reformas estruturais, como a redução do chamado “Custo Brasil”, em vez de ampliar a carga tributária sobre operações internacionais. O manifesto também reforça a importância de previsibilidade regulatória para o ambiente de negócios, apontando que alterações frequentes nas regras podem afastar investimentos e dificultar o planejamento das empresas. A FIESC conclui que continuará acompanhando o tema e atuando junto a outras entidades para garantir que qualquer mudança preserve o desenvolvimento econômico e a competitividade da indústria catarinense e nacional. Confira o manifesto na íntegra === Foto: Freepik/Site Fiesc/Divulgação

ATIVIDADE ECONÔMICA DE SC CAI 1,5% EM JANEIRO

Desempenho catarinense fica abaixo do avanço médio brasileiro, de 1% no primeiro mês de 2026, contra igual período do ano anterior; SC registrou o pior resultado entre os estados pesquisados tanto na comparação com janeiro de 2025 quanto em relação a dezembro A economia de Santa Catarina recuou 1,5% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, e ficou bem abaixo da média de crescimento da atividade econômica no Brasil. O país registrou crescimento médio de 1% no mesmo período, segundo dados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central, indicador que é considerado uma prévia do PIB. O estado registrou o pior desempenho entre todos os pesquisados na comparação com o mesmo período do ano anterior. Dados compilados pelo Observatório FIESC apontam que dentre os grandes setores econômicos, a indústria registrou queda de 6,5% em janeiro. O desempenho é reflexo da desaceleração motivada pelo do ciclo de alta dos juros, que restringe o acesso a crédito e posterga investimentos, e também em decorrência do cenário externo turbulento. Dos 14 setores pesquisados em Santa Catarina, apenas 2 apresentaram desempenho positivo em janeiro. O destaque entre as quedas ficou com a fabricação de móveis, que recuou quase 25,9% e a fabricação de veículos, que caiu 24,9%. O comércio ampliado avançou 2,5% na comparação com janeiro de 2025, impulsionado pelo incremento de 42,3% na comercialização de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação. As vendas dos hipermercados e supermercados cresceram 8,5%, também contribuindo para o resultado. De acordo com o Observatório FIESC, o setor de serviços cedeu 1,5% em janeiro sobre o mesmo período do ano anterior, impactado pelo recuo de 11,2% nos serviços prestados às famílias e de 6,3% nas atividades turísticas. Considerando os dados de janeiro de 2026 em comparação com dezembro de 2025, o IBCR catarinense apresentou declínio de 0,9%, contra alta de 0,8% da média brasileira para o período. Foi o pior resultado entre os estados que compõem a pesquisa do Banco Central. === Com informações: Gerência de Comunicação Fiesc Foto: Site Fiesc/BMW/Divulgação

SANTA CATARINA ENTREGA À MARINHA A PRIMEIRA FRAGATA DE PROJETO QUE MOVIMENTA R$ 12 BILHÕES

Embarcação construída em estaleiro em Itajaí consolida o estado como polo estratégico da Base Industrial de Defesa nacional A Marinha do Brasil recebeu na última sexta-feira (6) a Fragata Tamandaré – F200, primeira das quatro embarcações do Programa Fragatas Classe Tamandaré fabricadas em estaleiro em Itajaí, no litoral catarinense. A entrega, em caráter provisório, foi formalizada com a assinatura do Termo de Aceitação e Recebimento Provisório (TERP) no Rio de Janeiro pelo consórcio Águas Azuis — formado pela Embraer Defesa e Segurança, Atech e pela multinacional alemã Thyssenkrupp Marine Systems (TKMS). A conquista se conecta ao crescimento do ecossistema de defesa em Santa Catarina que reunirá na SC Expo Defense 2026 indústria, governo, academia e centros de tecnologia para negócios e inovação no setor. O evento será realizado pela FIESC nos dias 21 e 22 de maio, em Florianópolis. 🔔 As inscrições estão abertas em fiesc.com.br/scexpodefense. A Fragata Tamandaré Com investimento total da ordem de R$ 12 bilhões em valores atualizados, o programa é um dos maiores projetos de defesa do Brasil nas últimas décadas e tem Santa Catarina no centro da sua execução. Outras três fragatas — Jerônimo de Albuquerque – F201, Cunha Moreira – F202 e Matriz e Barros – F203 — seguem em construção no estado, com previsão de entrega até 2029. A assinatura do TERP oficializa a conclusão da fase de construção, integração de sistemas e testes de mar da primeira embarcação. A Fragata Tamandaré passará por um período de experimentação de um ano, ao fim do qual será assinado o Termo de Aceitação e Recebimento Definitivo (TERD). Equipadas com tecnologias avançadas de defesa e interoperabilidade, as fragatas têm como missão proteger o mar territorial brasileiro e as águas da Amazônia. Lançado em 2020, o programa prevê a geração de aproximadamente 2.000 empregos diretos e reforça a capacidade da indústria nacional de desenvolver e integrar sistemas de alta complexidade — fortalecendo a soberania brasileira e a Base Industrial de Defesa. === Com informações: Fiesc Foto: Marinha do Brasil/Divulgação

FIESC INVESTE R$ 391 MILHÕES E REFORÇA PROTAGONISMO DA INDÚSTRIA CATARINENSE EM 2025

Relatório Anual aponta que o setor industrial segue como o principal motor da economia no estado, mantendo mais de 930 mil empregos formais A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) divulgou nesta semana o seu Relatório Anual 2025, consolidando um ano de investimentos recordes e superação de desafios econômicos. Com um aporte de R$ 391,4 milhões, a entidade focou seus esforços na modernização do parque fabril e, principalmente, na qualificação profissional através do SESI e SENAI. Oeste em Destaque: Educação e Mão de Obra Para o setor industrial da Grande Chapecó e região, o relatório traz números que refletem a busca constante por eficiência. Em todo o estado, foram registradas mais de 245 mil matrículas em educação básica e profissional. No Oeste, onde a agroindústria e o setor de metalmecânica são pilares, o foco do Sistema FIESC em 2025 foi a saúde do trabalhador e a segurança jurídica, com mais de 592 mil procedimentos de saúde realizados para garantir a produtividade e o bem-estar nas fábricas. Resiliência frente aos juros e ao cenário global Mesmo com a taxa Selic atingindo a marca de 15% ao ano e as incertezas nas exportações, a indústria de Santa Catarina cresceu 3,2%, superando a média nacional. “O ano de 2025 mostrou que a diversificação da nossa indústria é o nosso maior escudo. Enquanto alguns setores enfrentaram dificuldades com tarifas externas, como o ‘Tarifaço’ americano, outros como o de alimentos e metal mecânico compensaram a balança”, destaca o relatório. Os números da força industrial em 2025: Desafios para 2026 Apesar do otimismo, o documento aponta que o custo do crédito e a infraestrutura logística ainda são gargalos que preocupam o empresariado. Para 2026, a FIESC projeta um crescimento de 2,06%, apostando em uma possível queda nos juros para destravar novos investimentos em tecnologia e sustentabilidade. No link abaixo você pode acessar a íntegra do relatório está disponível no portal oficial da FIESC, detalhando as ações em cada uma das vice-presidências regionais do estado. https://fiesc.com.br/sites/default/files/2026-01/Relatorio_Anual_2025.pdf === Foto: Divulgação/Capa Relatório Fiesc 2025

DEMANDAS DO EXÉRCITO ABREM OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE DEFESA EM SC

Manufatura avançada, sistemas, materiais e soluções tecnológicas estão entre os projetos liderados pela Divisão de Fabricação do Exército A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) vem discutindo o papel da indústria catarinense na área de defesa, as principais demandas do Exército Brasileiro para 2026 e os impactos do cenário geopolítico global sobre o setor produtivo. O encontro do Conselho de Desenvolvimento da Indústria de Defesa (Condefesa) foi realizado nas novas instalações da Olsen e reuniu empresários, lideranças industriais, autoridades militares e especialistas. A Olsen integra o rol de empresas catarinenses estratégicas de defesa. O General de Divisão Tales Eduardo Areco Villela, diretor de Fabricação do Exército Brasileiro, apresentou as principais demandas e projetos da Diretoria, com foco em modernização, inovação tecnológica e fortalecimento da cadeia produtiva nacional. Há oportunidades para a indústria em áreas como manufatura avançada, sistemas, materiais e soluções tecnológicas. “Nossas atividades envolvem engenharia, temos 26 engenheiros atuando na equipe. Entre os nossos focos de atuação estão a modernização e a nacionalização dos nossos arsenais e equipamentos. A nossa Diretoria faz aquisições customizadas, com alto nível de TRL”, afirma Vilella.  Exemplo disso é a produção de um morteiro 81mm, que embarca 420 itens. Por questões estratégicas, apenas um item é fabricado pelo Exército – o tubo do armamento, representando 30% do valor do morteiro. Todos os demais itens são adquiridos junto à indústria nacional.  🔔 Oportunidades  Entre os projetos em curso estão simuladores, embarcações, carros de combate, armamentos, coletes balísticos, entre outros itens. Já as demandas se concentram em componentes de morteiros, matérias-primas como aço, componentes para manutenção de radiocomunicador, usinagem de componentes, tecidos, pintura de alta resistência, buchas e vedações e manutenção de máquinas de corte a laser. A longo prazo, estão no radar a produção em série do Cascavel NG e a fabricação nacional de obuseiros e drones. O Exército também deve abrir em junho edital para a nacionalização de componentes críticos do VBC CC Leopard.  Na última sexta (6), a FINEP lançou a nova chamada pública Mais Inovação Brasil – Soberania e Defesa Nacional. São R$ 300 milhões para apoiar soluções voltadas ao setor. 🌎 Geopolítica O cenário geopolítico global foi tema da palestra do Capitão de Mar e Guerra veterano Leonardo Mattos, professor de Geopolítica da Escola de Guerra Naval. Ele abordou os reflexos das tensões internacionais, dos conflitos regionais e da reorganização das cadeias globais sobre a segurança, a soberania e as estratégias industriais dos países. O encontro contou ainda com uma visita técnica às instalações da empresa anfitriã, do empresário Cesar Olsen, que também preside o Condefesa. Ele destacou que o ambiente internacional exige maior integração entre indústria, tecnologia e defesa nacional.  A programação incluiu ainda a apresentação da quarta edição da SC Expo Defense, iniciativa da FIESC com apoio do Ministério da Defesa e das Forças Armadas. O evento será na sede da Federação, em Florianópolis, nos dias 21 e 22 de maio. === Com informações: Ascom/Fiesc Foto de capa: Divulgação/Canva/Fiesc

VENEZUELA É O TERCEIRO MAIOR FORNECEDOR DE ALUMÍNIO BRUTO PARA SC

Federação das Indústrias pondera que, dependendo da forma como a situação na Venezuela evoluir, isso pode influenciar novos fluxos migratórios e dinâmicas do mercado de trabalho em SC, um dos pontos de atenção dos industriais catarinenses A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) acompanha com atenção o desenrolar da situação política e econômica na Venezuela, mas avalia que é prematuro apontar impactos diretos significativos sobre a indústria catarinense, em meio aos desdobramentos recentes no país sul‑americano. Em relatório divulgado pela entidade, a FIESC lembra que o comércio bilateral entre Santa Catarina e a Venezuela ainda é relativamente modesto no contexto do estado: em 2025, as exportações catarinenses destinadas ao país responderam por apenas 0,24% do total, enquanto as importações representaram 0,12% do volume comprado por SC no exterior. Alumínio bruto em evidência Embora o comércio seja pequeno em termos proporcionais, a Venezuela figura como um player relevante em um segmento específico das importações catarinenses. O estado importou US$ 93 milhões em alumínio bruto de origem venezuelana no ano passado, o que colocou o país como o terceiro maior fornecedor desse produto para Santa Catarina — atrás apenas de outras origens mais tradicionais. O principal item exportado por Santa Catarina para a Venezuela no mesmo período foi um tipo de máquina agrícola, com vendas que somaram cerca de US$ 15 milhões. Já o maior volume importado do país latino‑americano foi de adubos e fertilizantes, que totalizaram US$ 126 milhões, representando cerca de 3% das compras catarinenses no setor. Cautela frente à conjuntura Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, apesar da aproximação de temas geopolíticos e eventuais impactos econômicos, a perspectiva atual é de cautela, e a entidade mantém a expectativa de que possíveis mudanças nas relações externas do Brasil — como negociações com os Estados Unidos sobre tarifas — sejam conduzidas com base em critérios técnicos, sem prejuízo às negociações comerciais que interessam à indústria catarinense. Olhar além do comércio A FIESC também alerta para outro aspecto que foge ao balanço comercial: a situação migratória de venezuelanos no estado. Segundo dados da Operação Acolhida, 27,2 mil venezuelanos foram interiorizados em Santa Catarina entre abril de 2018 e janeiro de 2024, e muitos hoje compõem parte da força de trabalho local em diversas industrias, colaborando com a ocupação de vagas e a demanda por mão de obra. Foto de capa: Agência Brasil/Divulgação

MESORREGIÃO OESTE CONCENTRA DOIS POLOS INDUSTRIAIS COM FORTE INSERÇÃO INTERNACIONAL

foto: Plinio Bordin

Exportações de alimentos e bebidas e de madeira e móveis somaram US$ 1,02 bilhão, dos US$ 1,45 bilhão exportados pela região em 2024; Foto: Plinio Bordin A mesorregião Oeste de Santa Catarina reúne dois polos industriais com forte inserção internacional: alimentos e bebidas e madeira e móveis. Em 2024, do US$ 1,45 bilhão exportado pela região, US$ 638 milhões vieram do polo de alimentos e bebidas, enquanto o segmento de madeira e móveis respondeu por US$ 385,9 milhões. Os dados fazem parte de levantamento do Observatório Nacional da Indústria, em estudo conduzido pelo Observatório FIESC, que mapeou as concentrações produtivas estratégicas do país. “O desempenho dos dois polos internacionais reforça a relevância econômica da mesorregião Oeste para Santa Catarina, evidenciando cadeias produtivas consolidadas, com elevada capacidade exportadora, geração de empregos e integração competitiva aos mercados internacionais”, explica o presidente da FIESC, Gilberto Seleme. A mesorregião Oeste abriga 11,4 mil indústrias, inseridas em um universo de 50,2 mil estabelecimentos, e emprega 190,9 mil trabalhadores na indústria, de um total de 437,3 mil empregos formais. Chapecó lidera em número de trabalhadores industriais, com 38,39 mil empregados, seguida por Caçador (13,9 mil) e Concórdia (11,7 mil). Em número de estabelecimentos industriais, Chapecó também se destaca, com 2,4 mil indústrias, à frente de Concórdia (662) e Caçador (460). Alimentos e BebidasO polo internacional de alimentos e bebidas é o maior da região em valor exportado. Com 1.023 estabelecimentos e 85,3 mil empregados, o segmento tem como principais produtos exportados a carne suína, que somou US$ 367 milhões em vendas externas em 2024, carnes de aves (US$ 129,4 milhões) e outras preparações de carnes (US$ 74,4 milhões). Os principais destinos das exportações foram Chile, com US$ 118 milhões, Filipinas, com US$ 95,5 milhões, e Japão, com US$ 79,6 milhões. Destacam-se entre as exportadoras a Aurora Coop, que vende seus produtos para mais de 80 países. Em 2024, a cooperativa respondeu por 21,6% das exportações brasileiras de carne suína e por 8,4% das exportações de carne de frango, sendo um dos grandes destaques na produção nacional. O presidente da cooperativa, Neivor Canton, explica que a expansão internacional é prioridade nos planos estratégicos da Aurora. Em maio de 2025, a cooperativa inaugurou sua primeira unidade na China, um escritório comercial focado nos negócios envolvendo carne de suínos e de aves com a China. A expectativa é ampliar o atendimento para Hong Kong, Vietnã e outros países do sudeste asiático. A MBRF é outra grande exportadora da região. A unidade de Chapecó é a maior produtora de perus do estado, exporta peru, frango e empanados para mais de 50 países. As plantas de Concórdia e Herval d’Oeste exportam cortes suínos. A partir da unidade de Videira, exporta carnes de aves também para o Oriente Médio. Madeira e móveisJá o polo de madeira e móveis reúne 1.263 estabelecimentos e emprega cerca de 21 mil trabalhadores. As exportações do segmento alcançaram US$ 385,9 milhões em 2024, impulsionadas principalmente por obras de carpintaria (US$ 146,5 milhões), móveis (US$ 83,3 milhões) e madeira em forma (US$ 54,9 milhões). Os Estados Unidos foram o principal mercado comprador, com US$ 240,5 milhões, seguidos por Reino Unido (US$ 17,4 milhões) e França (US$ 15,9 milhões). “A indústria de móveis e madeira do Oeste é tecnológica e sua produção é sustentável, com processos que reaproveitam toda a madeira usada como insumo. A proximidade com o setor florestal é um diferencial competitivo importante”, destaca Seleme, que também é empresário do ramo. Destacam-se entre as exportadoras do segmento de madeira a Frameport, a Guararapes (unidade de Caçador) e a Adami. A Frameport destaca-se na exportação de portas para mercados como o norte-americano. A Adami conta com clientes em mais de 25 países, entre eles nos Estados Unidos, Canadá, Europa, África, Israel e Arábia Saudita. A unidade da Guararapes em Caçador é a maior produtora de MDF das Américas, com três linhas de produção. Entre as moveleiras o protagonismo fica com empresas como a Móveis Henn, que exporta móveis populares, a Temasa, que tem entre seus clientes de móveis de madeira maciça a descolada IKEA. A Sollos, fabricante de móveis de alto padrão de Princesa, tem 120 prêmios de design, muitos protagonizados por Jader Almeida, designer reconhecido internacionalmente. === Com informações: FIESC–Gerência de Comunicação

EM PARCERIA COM O SENAI, CYKLO ABRE INSCRIÇÕES PARA PROGRAMA DE ACELERAÇÃO

Iniciativa seleciona 12 startups, sendo seis em fase inicial de desenvolvimento e seis que já possuem clientes e faturamento, com foco em agro, indústria, varejo e serviços; saiba como participar Estão abertas até 30 de dezembro as inscrições para o Programa de Aceleração da Cyklo, realizado em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e o SENAI/SC. A iniciativa é voltada a startups e empresas de base tecnológica que buscam estruturar seus modelos de negócio, acelerar crescimento e ampliar acesso ao mercado. 👉 Acesse o edital e faça sua inscrição até 30 de dezembro.  Com vagas limitadas, o programa selecionará 12 startups, sendo seis em fase inicial de desenvolvimento (early stage) e seis que já possuem clientes e faturamento (scale up). Elas participarão de uma jornada presencial de aceleração com duração aproximada de nove meses, entre fevereiro e novembro de 2026. A aceleração contempla mentorias estratégicas, apoio em gestão, inovação e escala, conexão com grandes empresas, acesso a especialistas do ecossistema e suporte para estruturação comercial e captação de recursos.  ✅ Quem pode participar? O programa é direcionado a startups que atuam em verticais como agrobusiness, indústrias, varejo e serviços, incluindo soluções em transformação digital, inteligência artificial, IoT, biotecnologia, logística, telecomunicações e soluções financeiras. O processo seletivo envolve análise de materiais, apresentação dos times e avaliação do potencial de crescimento dos negócios. 🚀 O que são startups Early Stage e Scale Up? Startups Early Stage – São startups em fase inicial de desenvolvimento, que já possuem ideia estruturada e MVP (Produto Mínimo Viável), mas ainda estão validando mercado, modelo de negócio e proposta de valor.Nesse estágio, o foco da aceleração está em: Startups Scale Up – São startups que já possuem clientes e faturamento, com produto validado e operação em andamento. O desafio, nesse caso, é crescer de forma estruturada, ganhar escala e acessar novos mercados.Para essas empresas, a aceleração foca em: === Com informações e foto: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESCGerência de Comunicação