ESTUDANTES DA EBM JACOB GISI CONSTROEM TERRÁRIOS E APRENDEM SOBRE O CICLO DA ÁGUA
Atividade prática une ciência, trabalho em equipe e conscientização ambiental em Chapecó Os estudantes do quinto ano da EBM Jacob Gisi, em Chapecó, estão vivenciando na prática o aprendizado sobre o ciclo da água. Para tornar o conteúdo mais dinâmico e significativo, a professora Sidiane Cristina Soligo propôs a construção de terrários em sala de aula. Com a atividade, os alunos conseguem observar etapas importantes do processo natural da água, como evaporação, transpiração e condensação. Além disso, acompanham o desenvolvimento das plantas dentro do ecossistema criado. Segundo a professora, os estudantes participaram de todas as etapas da montagem. “Eles fizeram o passo a passo do terrário, organizando as camadas com pedriscos, areia e terra. Agora, vamos acompanhar o desenvolvimento das plantas para compreender do que elas precisam para sobreviver e se todas vão se desenvolver da mesma forma nesse ecossistema”, explicou. A proposta também estimulou o trabalho coletivo entre os alunos. A estudante Heloisa Pedruzzi da Silva destacou a colaboração da turma durante a atividade. “Cada um contribuiu de alguma forma. Teve quem trouxe pedrinhas, quem trouxe o vidro e também itens de decoração”, relatou. Além do conteúdo de Ciências, a iniciativa ampliou a compreensão dos estudantes sobre a preservação ambiental. O aluno Jeyfer Valentin Perez Rangel ressaltou os aprendizados obtidos em sala. “Conversamos sobre o que a planta precisa para sobreviver e sobre a importância do ciclo da água. Entendemos por que ela necessita de luz do sol, água e terra para crescer e realizar a fotossíntese”, afirmou. A secretária de Educação de Chapecó, Astrit Tozzo, destacou a importância de atividades práticas no processo de ensino. “Ao estudarem o ciclo da água por meio de uma atividade prática, os estudantes conseguem compreender as etapas pelas quais a água passa na natureza e a importância de preservarmos esse recurso essencial para a vida”, destacou. === Fotos: Maria Eduarda Brancalione/Divulgação
ENEM 2026: PERÍODO PARA PEDIR ISENÇÃO DE TAXA COMEÇA HOJE
Interessados devem acessar Página do Participante do Inep O prazo para que as pessoas interessadas em solicitar a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 e para aqueles candidatos que precisam justificar a ausência na edição do ano passado para participar gratuitamente desta edição começa nesta segunda-feira (13) e se estende até 24 de abril. Os interessados devem acessar o endereço eletrônico da Página do Participante do Enem com o login único da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br. Direito de solicitar a isenção O Inep prevê a gratuidade na inscrição do exame para os seguintes casos: · matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026; · estudantes de todo o ensino médio em escola pública ou bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda igual ou inferior a um salário-mínimo e meio; · pessoas de baixa renda com registro ativo no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico); · beneficiários do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC); As pessoas que se enquadram nestes perfis devem solicitar a dispensa do pagamento da taxa, pois a isenção não é automática. O Inep destaca que o participante que integra uma família inscrita no CadÚnico precisa estar com a situação cadastral regular para solicitar a isenção da inscrição no Enem. A falta de atualização no CadÚnico pode levar ao indeferimento do pedido para fazer as provas de graça. Ausência em 2025 O participante que teve a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Enem 2025, não compareceu às provas nos dois dias de aplicação em novembro do ano passado e queira solicitar novamente isenção da taxa de inscrição em 2026 deve justificar sua ausência. A justificativa de ausência no Enem 2025 deve ser feita também pela Página do Participante, no mesmo período, 13 a 24 de abril. Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis dos participantes. Os documentos para justificativa de ausência no Enem 2025 devem conter todas as especificações do edital e serem legíveis para análise, sob pena de serem considerados inválidos. Entre eles: boletim de ocorrência policial, para casos de assaltos ou acidente de trânsito; certidão de casamento ou declaração de união estável, se ocorrida nove dias antes do primeiro dia de aplicação das provas. O Inep exige documentos somente nos formatos PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2MB. Resultados Os resultados das solicitações de isenção da taxa de inscrição serão divulgados pelo Inep em 8 de maio. Os solicitantes com pedidos de isenção negados pela autarquia poderão entrar com recurso administrativo entre 11 a 15 de maio. Os resultados definitivos dos recursos serão conhecidos em 22 de maio. As regras e prazos do Enem 2026 relativos aos pedidos de isenção da taxa de inscrição estão descritos no novo edital publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no último dia 1º. Necessidade de inscrição O edital do Inep esclarece que ter a aprovação da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição no Enem 2026 não garante a inscrição no Enem deste ano. O período de inscrição pela Página do Participante ainda será definido e divulgado pelo MEC. O Enem O Enem é a principal prova de entrada no ensino superior brasileiro, por meio de iniciativas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu); e de iniciativas federais como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão desta etapa de ensino para os candidatos que têm 18 anos completos e também alcançam a pontuação mínima em cada área do conhecimento das provas e na redação. Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições de ensino superior de Portugal que têm convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para aceitarem as notas do exame. Fonte e Foto: Divulgação/Agência Brasil
CHAPECÓ CRIANÇA É REINAUGURADA NO BAIRRO BOM PASTOR
Espaço educativo simula cidade em miniatura para ensino de cidadania A Prefeitura de Chapecó reinaugurou na manhã desta quinta-feira (19) o espaço “Chapecó Criança”, localizado na Praça da Família Sandro Pallaoro, no bairro Bom Pastor. O local foi projetado para proporcionar experiências educativas por meio de uma cidade em escala reduzida, com estruturas que simulam o funcionamento da sociedade. Com área total de 2,1 mil metros quadrados e 980 metros de área construída, o espaço conta com mini prédios como Prefeitura, Fórum, Unidade de Saúde, Delegacia, Banco e Mercado, além de ruas sinalizadas. A estrutura também possui um prédio em tamanho real, com recepção, salas de apoio, biblioteca, cozinha, banheiros e anfiteatro. O projeto teve início em 2008, em outro endereço, mas foi interrompido durante a pandemia. Agora, retorna em um espaço maior e mais moderno, com foco na formação cidadã das crianças, abordando temas como educação para o trânsito, sustentabilidade, saúde, ética, diversidade cultural e direitos e deveres. Durante a inauguração, crianças de escolas municipais e de programas sociais visitaram o local e puderam explorar os ambientes e atividades, incluindo o uso de veículos elétricos em circuitos educativos. O investimento na obra foi de R$ 4,5 milhões. A proposta é oferecer um ambiente interativo que auxilie no aprendizado prático sobre organização social, convivência e responsabilidade cidadã. A Secretaria de Educação informou que, em breve, será divulgada a data para início das visitações, que ocorrerão mediante agendamento. Foto: Amauri Sales/Rádio Chapecó
PROUNI 2026: PRAZO DE INSCRIÇÃO PARA 1º SEMESTRE TERMINA NESTA QUINTA
A inscrição é gratuita pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior Termina nesta às 23h59 desta quinta-feira (29) o prazo para estudantes interessados se inscreverem no Programa Universidade para Todos (Prouni) do primeiro semestre de 2026. A inscrição é gratuita e feita somente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Prouni, com login da plataforma Gov.br. A consulta às vagas oferecidas pelas instituições privadas de ensino superior também está disponível Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Os candidatos podem pesquisar as vagas de interesse por curso, turno, instituição de ensino e município de oferta. O programa do Ministério da Educação (MEC) oferece bolsas de estudo (integrais e parciais) em cursos de nível superior em instituições de ensino privadas. O público-alvo são brasileiros sem diploma de nível superior. Inscrições São requisitos para inscrição que o candidato tenha completado o ensino médio; participado de edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 e/ou de 2025; obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame; e não tenha zerado a prova da redação. A pré-seleção ao Prouni vai considerar a melhor média de notas do candidato em uma das duas edições do Enem. No caso das bolsas integrais, é necessário que a renda familiar bruta mensal por pessoa não exceda o valor de 1,5 salário mínimo. Já para bolsas parciais, é preciso que a renda familiar bruta mensal por pessoa não exceda o valor de três salários mínimos. Em 2026, um salário mínimo vale R$ 1.621. O Prouni reserva bolsas a pessoas com deficiência e aos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos. No momento da inscrição, o candidato poderá optar por concorrer a bolsas destinadas à implementação de políticas afirmativas, desde que cumpra as condições legais. Bolsas disponíveis Esta edição do Prouni (1º/2026) disponibilizará 594.519 bolsas, representando a maior oferta da história do Prouni, sendo 274.819 bolsas integrais (de 100%) e 319.700 bolsas parciais (de 50%). Do total de vagas ofertadas, quando considerada a modalidade de cursos, 393,1 mil das bolsas são para cursos a distância e 16.408 para a modalidade semipresencial. As demais (184.992) bolsas são para cursos presenciais. Em relação ao tipo de graduação, as bolsas estão distribuídas em 328.175 são bolsas para bacharelado, 253.597 são para cursos tecnológicos e 12.747 para licenciaturas. Os cursos de administração (63.978) e ciências contábeis (41.864) somam o maior número de bolsas ofertadas pelas faculdades privadas. Resultados De acordo com o edital, são realizadas duas chamadas dos participantes pré-selecionados. O resultado da primeira chamada do Prouni 1/2026 será divulgado em 3 de fevereiro na página eletrônica do processo seletivo. A segunda chamada será divulgada em 2 de março. O resultado da primeira chamada será divulgado na página do Prouni na internet. Para saber sobre os critérios de classificação dos candidatos, acesse aqui. Foto: Divulgação/Agência Brasil
CHAPECÓ INVESTE R$ 1,4 MILHÃO EM PISOS MODULARES NAS ESCOLAS
Melhorias contemplam quadras poliesportivas da rede municipal A Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Educação, está realizando a instalação de pisos modulares esportivos nas quadras poliesportivas das instituições de ensino da Rede Municipal. Somente em 2025, foram instalados 49 pisos modulares em quadras abertas e cobertas, com investimento aproximado de R$ 1.460.000,00. Desde 2022, a Administração Municipal já aplicou mais de R$ 3.211.060,00 na instalação desse tipo de piso em escolas e centros de educação infantil. A iniciativa tem como objetivo qualificar os espaços destinados às práticas esportivas, atividades pedagógicas e recreativas, garantindo mais conforto e segurança para estudantes e professores. Para 2026, estão previstos novos investimentos com a instalação de pisos modulares em 12 instituições da Rede Municipal de Ensino. Segundo a secretária de Educação, Astrit Tozzo, a melhoria da infraestrutura escolar é uma das prioridades da Administração Municipal, refletindo diretamente na qualidade do ensino oferecido. Foto: Divulgação/Diego De Bastiani
PROCON DIVULGA PESQUISA DE PREÇOS DE MATERIAL ESCOLAR
Levantamento aponta variação de até 280% entre estabelecimentos O Procon de Chapecó divulgou uma pesquisa de preços de materiais escolares com o objetivo de demonstrar a variação de valores praticados no comércio local e orientar os consumidores no momento da compra. O levantamento avaliou 25 itens considerados essenciais e foi realizado na sexta-feira (09), em quatro estabelecimentos do município. De acordo com o coordenador municipal do Procon, Nathan Moreira, a iniciativa busca incentivar pais e responsáveis a pesquisarem antes de adquirir os produtos, o que pode resultar em economia significativa. Segundo ele, a comparação de preços é fundamental para evitar gastos desnecessários neste período de maior procura por materiais escolares. Entre os dados apurados, chamou atenção a variação no preço da borracha branca, que chegou a 280% entre os estabelecimentos pesquisados. Conforme o levantamento, a soma dos 25 itens apresentou valor mínimo de R$ 70,44 em um dos locais visitados, enquanto em outro o mesmo conjunto chegou a R$ 136,50. Já o custo médio para compra dos materiais em Chapecó ficou em R$ 111,25. O Procon destaca que acompanha constantemente o mercado para auxiliar a comunidade nas decisões de consumo. “Cabe ao consumidor investir um tempo para realizar pesquisa de preços também, reforçando a sua própria defesa, afinal, consumidor alerta é cliente satisfeito”, afirmou o coordenador. Em caso de dúvidas, reclamações ou suspeita de irregularidades, os consumidores podem entrar em contato com o Procon de Chapecó pelo telefone (49) 3319-1100, pelo e-mail procon@chapeco.sc.gov.br, pelo site da Prefeitura Municipal de Chapecó ou presencialmente na sede do órgão, localizada na Rua Clevelândia, 727E, Centro (Ala Sul do Estádio). O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 8h às 11h45 e das 13h15 às 17h30. Foto: Divulgação/PMC
APROVADO PROJETO DE JUSTIÇA RESTAURATIVA PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS EM ESCOLAS PÚBLICAS
Autora da proposta é a deputada Luciane Carminatti (PT), que preside a Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa Um projeto de lei aprovado pela Alesc sugere o uso de técnicas de justiça restaurativa para solucionar conflitos ocorridos nas escolas da rede pública estadual, como situações de agressão e bullying. A ideia é que as unidades de ensino adotem a forma pacífica, educativa e o diálogo em casos desse tipo. O processo deve ter a participação das pessoas envolvidas diretamente com o ato de repercussão negativa e daquelas afetadas por ele. Além disso, deve ser conduzido por um facilitador, que pode aplicar técnicas como mediação, conciliação, círculo de conversa, reunião familiar ou comunitária. Esse método tem como objetivos atuar de maneira preventiva, pacificar conflitos e diminuir a violência no ambiente escolar. Abrange estudantes, familiares dos alunos, profissionais que trabalham na unidade e outros membros da comunidade. O texto foi aprovado em Plenário e, para virar lei, deve ser validado também pelo governador. === Com informações: Ludmilla Gadotti Rádio AL/SC
MINISTRO DA EDUCAÇÃO ASSINA TERMO PARA HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UFFS
Cerimônia ocorreu no campus de Chapecó com autoridades e parlamentares O ministro da Educação, Camilo Santana, esteve na tarde da última terça-feira (09) em Chapecó, onde participou de uma cerimônia no campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) para oficializar um dos projetos mais aguardados da região: a construção do Hospital Universitário da instituição. A agenda contou com a presença de autoridades municipais e estaduais, representantes da reitoria, parlamentares federais e estaduais, além do deputado federal Pedro Uczai (PT), que acompanhou o ato e destacou a relevância do avanço para o Oeste catarinense. Durante o encontro, foi anunciado e assinado o termo que formaliza a cooperação técnica entre o Ministério da Educação, a Ebserh e a UFFS. O documento garante o prosseguimento das etapas necessárias para a implantação do hospital, incluindo estudos técnicos, elaboração do projeto e início futuro da obra. O Hospital Universitário da UFFS será uma unidade de atendimento 100% SUS, com objetivo de ampliar os serviços de média e alta complexidade na região e fortalecer o ensino, a pesquisa e a formação de estudantes da saúde. Além da assinatura do termo, a tarde também foi marcada pela inauguração da nova cantina do campus, ampliando a estrutura de acolhimento e serviços oferecidos à comunidade acadêmica. A formalização do acordo representa um passo decisivo para que o projeto avance, com expectativa de progressão das próximas fases ao longo de 2026. Foto: Amauri Sales/Rádio Chapecó
VIOLÊNCIA E CENSURA AFETAM NOVE EM CADA DEZ PROFESSORES BRASILEIROS
Constata pesquisa do ONVE da Universidade Federal Fluminense Nove em cada dez professores e professoras da educação básica e superior do ensino público e privado de todo o país já foram perseguidos diretamente ou presenciaram perseguições e censura contra profissionais da educação. O dado consta da pesquisa inédita A violência contra educadoras/es como ameaça à educação democrática, realizada pelo Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras/es (ONVE), da Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Participaram do levantamento 3.012 profissionais da educação básica e superior do ensino público e privado de todo o país. O coordenador da pesquisa, professor Fernando Penna, da UFF, explicou à Agência Brasil que o trabalho teve como foco principal violências ligadas à limitação da liberdade de ensinar, tentativa de censura, perseguição política, embora tenha envolvido também a possibilidade de o professor registrar caso de violência física, embora esse não fosse o foco do relatório. De acordo com Penna, o objetivo do trabalho foi identificar violências no sentido de impedir o educador de ensinar uma temática, de usar um material, ou seja, perseguição política. “É mais uma censura de instituições em relação aos professores. E não são só instituições. Entre os agentes da censura, estão tanto pessoas dentro da escola, quanto de fora, figuras públicas”, informou. Censura Segundo o professor, um primeiro “dado preocupante” constatou que a censura se tornou um fenômeno disseminado por todo o território brasileiro e em todos os níveis e etapas da educação, englobando não só o professor, em sala de aula, mas todos que trabalham com educação. A pesquisa mostrou um percentual alto de professores vítimas diretas da violência. Na educação básica, o índice registrou 61%, e 55% na superior. “Na educação superior, foi 55%, um pouquinho menor, mas, ainda assim, está acima de 50%”, destacou Penna. Entre os educadores diretamente censurados, o levantamento constatou que 58% relataram ter sofrido tentativas de intimidação; 41% questionamentos agressivos sobre seus métodos de trabalho; e 35% enfrentaram proibições explícitas de conteúdo. Os educadores também relataram casos de demissões (6%), suspensões (2%), mudança forçada do local de trabalho (12%), remoção do cargo ou função (11%), agressões verbais e xingamentos (25%), e agressões físicas (10%). Temáticas Fernando Penna analisou que os dados mostraram ainda que a violência e a censura já estão enraizadas no Brasil, nas instituições de educação básica e superior. “Isso é preocupante porque a gente está falando aqui de temáticas obrigatórias”. Ele citou, como exemplo, o caso de uma professora do interior do estado do Rio de Janeiro, cujo um colega, durante a pandemia da Covid 19, pegou um material do Ministério da Saúde, com orientações sobre medidas sanitárias e a importância da vacinação, mas foi impedido sob argumento de “doutrinação”. “E quando ele foi entregar isso à diretora da escola, ela disse para ele que na escola não ia ter doutrinação de vacina”. A pesquisa identificou ainda professores proibidos de tratar, na sala de aula, temas como o da violência sexual, em que alerta o aluno sobre o fato desse tipo de violência ocorrer dentro de casa. “E é depois de algumas aulas na escola sobre orientação sexual, gênero, sexualidade, que esse jovem que tem uma violência naturalizada acontecendo no espaço privado denuncia o autor disso”, explicou Pena, ao ressaltar a importância de o tema ser tratado no ambiente escolar. “Mas essa temática, que é a discussão dos temas envolvendo gênero e sexualidade, é que os professores mais indicaram como sendo o motivo da violência que eles sofreram”. O professor disse ainda que o estudo deixa claro que essa violência não impacta só os educadores, mas a liberdade de ensinar e a liberdade de aprender. “Estudantes estão deixando de discutir temáticas vitais para a sua formação”, acrescentou. Outro exemplo de tema óbvio, que é motivo de questionamentos de pais contra professores de ciência, é o da teoria da evolução. Alguns preferem que se discuta dentro da escola o criacionismo e não a teoria da evolução. “Então, professores que tentam fazer o trabalho de levar o conhecimento às crianças e adolescentes acabam sendo demitidos, transferidos”. A proporção de professores que passaram diretamente por esse tipo de violência ficou em torno de 49% a 36%. A maior parte dos educadores disse que o episódio ocorreu quatro vezes ou mais. Segundo o levantamento, os temas que motivaram o questionamento à prática do educador foram liderados por questões políticas (73%), seguidos por questões de gênero e sexualidade (53%), questões de religião (48%) e negacionismo científico (41%). Polarização A pesquisa pediu também que os educadores respondessem os anos que essa violência ocorreu, “porque uma das nossas hipóteses é que essa violência tem relação com a polarização política que nós vivemos. E quando eu falo polarização, eu estou dizendo extrema direita, extrema esquerda. É uma polarização assimétrica entre uma extrema direita e uma centro-esquerda, no máximo”. “Os dados configuraram um gráfico que revela que a violência contra educadores sobe a partir de 2010 e tem um pico em 2016, em 2018 e em 2022, que são os anos do ‘impeachment’ e de duas eleições presidenciais”, destacou Penna, frisando que essa “tensão política que o país vive está, infelizmente, entrando nas escolas”. Agentes da violência Quando perguntados sobre quem foram os agentes da violência, os educadores citaram os próprios membros da comunidade interna da escola ou da universidade. Ou seja, a própria direção, coordenação, membros da família, estudantes. “Isso é muito grave porque traz um dado de pesquisa que mostra que essa violência pode ter partido de figuras públicas, de uma atenção política mais ampla, mas, infelizmente, ela já está dentro das comunidades educativas”. A pesquisa identificou que são os próprios membros da comunidade educativa interna que estão levando essa violência para dentro da escola, liderados pelos profissionais da área pedagógica (57%), familiares dos estudantes (44%), estudantes (34%), os próprios professores (27%), profissional da administração da instituição (26%), funcionário da instituição (24%) ou da secretaria de educação (municipal ou esta- dual) ou reitoria, no caso das universidades (21%). Perseguição De acordo com o coordenador do estudo,
ESTUDANTES SELECIONADOS PARA A ETAPA NACIONAL DA OBG SÃO RECEBIDOS PELO PREFEITO JOÃO RODRIGUES
“Este resultado é fruto do trabalho conjunto de professores e estudantes, aliado aos investimentos públicos”, destaca João Rodrigues, prefeito de Chapecó Em 2025, a Rede Municipal de Ensino de Chapecó conquistou destaque nacional na 10ª edição da Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG), promovida pela Universidade Federal de Alfenas (MG). A competição reuniu cerca de 100 mil estudantes, do 9º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, mas apenas 197 avançaram para a fase final em nível nacional. Entre esses finalistas estava a equipe Geogêniosos, formada pelos estudantes Isabelli Modler Ramos, Izabelli Trentin Pasa e Vitor Gabriel Ceccato Barossi, sob orientação do professor de Geografia Soleandro Zambon, da EBM Vila Real. O grupo alcançou a maior pontuação entre todas as escolas públicas de Santa Catarina, garantindo vaga na etapa presencial da OBG, realizada em Campinas (SP). Lá, representaram Chapecó e toda a rede pública catarinense. A Secretária de Educação, Astrit Tozzo, explicou o funcionamento da etapa presencial. “Nesta fase, todos os níveis de ensino competem de forma igualitária. Os estudantes da Rede Municipal de Ensino eram os únicos do Ensino Fundamental classificados. Foram dois dias intensos, com provas discursivas, avaliações práticas de análise ambiental e urbana, mapeamento, além de prova audiovisual e questões de múltipla escolha”, detalhou. Durante a estadia em Campinas, os participantes também realizaram uma visita técnica ao Instituto de Geociências da Unicamp, onde assistiram a uma palestra e participaram de atividades práticas. Para Astrit, o desempenho dos estudantes reafirma a qualidade do ensino oferecido pelo município. “Eles representaram Santa Catarina e Chapecó de maneira extraordinária, competindo com escolas militares, públicas e particulares. Foi gratificante ver o empenho e a dedicação de cada um no estudo da Geografia”, ressaltou. De volta a Chapecó, os alunos foram recebidos pelo prefeito João Rodrigues, que parabenizou a equipe pela conquista e destacou os investimentos realizados pela Administração Municipal. “A prefeitura tem feito importantes aportes na área da educação, com a aquisição de chromebooks, melhorias na infraestrutura e compra de materiais de qualidade. Este resultado é fruto do trabalho conjunto de professores e estudantes, aliado aos investimentos públicos”, afirmou. === Com informações: ASCOM/PMC/SC Fotos: Ass. Com. PMC/Divulgação