JUSTIÇA ABRIU AS URNAS DIATE DA POPULAÇÃO, DIZ NUMES MARQUES

Presidente do TSE defendeu integridade do sistema de urna eletrônica O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, voltou a defender a confiabilidade do sistema eletrônico de votação do Brasil e destacou as iniciativas da Justiça para fortalecer o processo democrático. O ministro discursou na abertura da Corrida pela Democracia, realizada pelo TSE no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília, neste domingo (9). Ele citou o esforço do órgão em demonstrar como funciona a urna eletrônica por dentro, por meio de demonstrações públicas de desmonte do equipamento. “Durante toda essa semana, não só o TSE, como os 27 TREs [Tribunais Regionais Eleitorais], se empenharam, não só no desmonte de urnas, mas também na tentativa de dar transparência de como funciona todo o nosso processo de votação. Fizemos exposições, votações simuladas em shopping centers, escolas públicas, logradouros e eventos como a Rio Innovation Week”, disse o ministro. “A Justiça Eleitoral abriu urnas diante da população de diversos estados para mostrar o que existe por trás do equipamento e explicar o caminho do voto. O TSE promoveu visitas ao Museu do Voto, exposições, simulações de votação, além de ações de acessibilidade e de combate à desinformação”, acrescentou. O evento deste domingo marcou o encerramento da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, que realizou ações para aproximar a sociedade da Justiça Eleitoral e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento, a transparência, a segurança e a auditabilidade do processo eleitoral brasileiro. No início da semana passada, com a retomada das sessões presenciais do TSE, Nunes Marques já havia classificado a urna eletrônica brasileira como “patrimônio da democracia”. Na última sexta-feira (7), o TSE também instituiu o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional, com o objetivo de monitorar o uso indevido da inteligência artificial e a difusão de desinformação durante a campanha eleitoral. O grupo será responsável pelo assessoramento do presidente do tribunal nas ações para manter a normalidade do processo eleitoral. EleiçõesO primeiro turno do será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno. Fonte e Foto: Divulgação/Agência Brasil

DIA DOS PAIS: UMA HOMENAGEM A QUEM ENSINA, PROTEGE E AMA

Neste domingo, filhos celebram a presença, os ensinamentos e o amor daqueles que fazem da paternidade uma das maiores demonstrações de carinho e dedicação Ser pai vai muito além de um nome ou de um laço de sangue. É estar presente, ensinar, proteger, aconselhar, corrigir quando necessário e, principalmente, amar. Neste domingo, 9 de agosto, o Dia dos Pais é celebrado como uma oportunidade de reconhecer aqueles que dedicam a vida aos filhos e deixam marcas que permanecem para sempre na memória e no coração. A figura paterna está presente nos pequenos gestos do dia a dia: no abraço depois de um momento difícil, na mão estendida para ajudar a levantar, nas palavras de incentivo antes de um desafio e até mesmo naquele conselho que, muitas vezes, só é compreendido anos depois. Ser pai também é aprender. É descobrir, junto com os filhos, que cada fase da vida traz novos desafios e novas formas de demonstrar amor. É acompanhar os primeiros passos, comemorar conquistas, apoiar nos momentos de dificuldade e, mesmo quando os filhos crescem e seguem seus próprios caminhos, continuar sendo um porto seguro. Para muitos, o Dia dos Pais também é marcado pela saudade. Há pais que permanecem vivos nas lembranças, nas histórias contadas pela família, nos ensinamentos deixados e nos valores que continuam sendo transmitidos de geração em geração. A ausência física não apaga o amor nem diminui a importância de tudo aquilo que foi vivido. Também existem aqueles que assumiram o papel de pai sem que a vida tivesse planejado dessa forma. Avôs, padrastos, tios, irmãos e tantos outros homens que escolheram cuidar, proteger e amar demonstram que a paternidade pode nascer também da presença, da responsabilidade e da dedicação. Neste Dia dos Pais, mais do que presentes, vale celebrar o tempo compartilhado, os abraços, as conversas, as histórias e todos aqueles momentos que se transformam em lembranças para toda a vida. Que este domingo seja de carinho, gratidão e reconhecimento a todos os pais que, de diferentes maneiras, fazem parte da caminhada de seus filhos. O Grupo Chapecó de Comunicação parabeniza todos os pais por esta data tão especial e deseja um domingo repleto de amor, união e momentos inesquecíveis ao lado de quem mais importa. Feliz Dia dos Pais! Foto: Imagem Ilustrativa

POLÍCIA REGISTRO 783 MIL ATENDIMENTOS ESPECIALIZADOS À MULHER EM 2025

Levantamento é publicado por ocasião dos 20 anos da Lei Maria da Penha As unidades especializadas no Atendimento à Mulher da Polícia Civil de todo o país realizaram 782.474 atendimentos no ano de 2025, incluindo ocorrências de ameaça, lesão corporal, injúria, importunação sexual, estupro e feminicídio, entre outras. Ao todo, foram 329.451 vítimas atendidas, número que demonstra que muitas vezes as mulheres precisam voltar para mais de um atendimento. Os dados foram divulgados no 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, publicado nessa sexta-feira (7) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Publicado no contexto dos 20 anos da Lei Maria da Penha, o levantamento compilou dados de 530 das 585 unidades espalhadas pelo país, incluindo as delegacias especializadas e outros tipos de unidades. A Região Sudeste concentrou o maior número de vítimas (125.769), 47,8% do total nacional. Em seguida vêm as regiões Nordeste, com 53.067 vítimas (20,2%), Centro-Oeste, com 43.662 (16,6%), Sul, com 21.087 (8,0%), e Norte, com 19.712 vítimas (7,5%). Entre os estados, a maioria das vítimas atendidas foi de São Paulo (84.103). Tipos de ocorrênciaSegundo o levantamento, o tipo de ocorrência com maior número de registros em 2025, ano-base do estudo, foi a ameaça (148.544), seguida por lesão corporal (99.473) e injúria (88.739). Os tipos que tiveram maior alta em relação à pesquisa anterior (ano-base 2023) foram a perseguição (52.855, alta de 44,3%) e a violência psicológica (23.911, alta de 49,7%). O diagnóstico mostra ainda que os atendimentos nas unidades especializadas resultaram no pedido de 302.626 medidas protetivas de urgência, das quais 118.672 foram concedidas, a maioria (74,2%) Dessas, 38.214 foram descumpridas pelos agressores. As unidades especializadas começaram a ser instaladas em 1985, com a criação da primeira Delegacia Especializada no Atendimento às Mulheres (Deam) do Brasil, na região central da cidade de São Paulo. Naquele mesmo ano seriam inauguradas mais 19 unidades. Desde então, novas unidades foram instaladas a cada ano, chegando às 585 atuais, em que 6.200 profissionais, entre delegados, agentes, escrivães, psicólogos e assistentes sociais que seguem protocolos especiais de acolhimento e escuta das vítimas. CarênciasO diagnóstico, contudo. aponta desafios, como o fato de 80% dessas unidades ainda não funcionarem 24 horas. Entre as principais carências, o estudo identificou ainda a insuficiência de recursos de investigação, mencionada por 57% das unidades, a falta de viaturas, citada por 46%, e a falta de material de menor potencial ofensivo (40%). Fonte e Foto: Divulgação/Agência Brasil

TSE CRIA CONSELHO PARA MONITORAR DESINFORMAÇÃO E IA NAS ELEIÇÕES

Grupo dará assessoria ao presidente da Corte eleitoral O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou na sexta-feira (7) o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional para monitorar o uso indevido da inteligência artificial e a difusão de desinformação durante a campanha eleitoral. O grupo será responsável pelo assessoramento do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, nas ações para manter a normalidade do processo eleitoral. Profissionais de diversas áreas vão participar do grupo, entre eles especialistas em tecnologia da informação, segurança pública, relações internacionais e saúde pública. Os nomes dos participantes ainda não foram escolhidos pelo TSE. As reuniões serão mensais. O conselho está previsto para funcionar até 31 de dezembro. IA  Em março, o TSE aprovou regras sobre o uso de inteligência artificial durante as eleições gerais de outubro. As normas valem para candidatos e partidos. Os ministros proibiram que provedores de IA permitam, ainda que solicitado pelos usuários, sugestões de candidatos para votar. O objetivo é evitar a interferência de algoritmos na livre escolha dos eleitores.  Para combater a misoginia digital, o TSE proibiu postagens nas redes sociais com montagens envolvendo candidatas e fotos e vídeos com nudez e pornografia. A Corte eleitoral também reafirmou que os provedores de internet poderão ser responsabilizados pela Justiça se não retirarem perfis falsos e postagens ilegais de seus usuários. Eleições O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno. Foto e Fonte: Divulgação/Agência Brasil

EM NOVA REDUÇÃO, COPOM BAIXA TAXA SELIC PARA 14% AO ANO

É a quarta redução consecutiva da taxa básica de juros da economia O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu na quarta-feira (5) em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que passará de 14,25% para 14% ao ano. Esta é a quarta vez consecutiva que o comitê reduz os juros. A decisão foi tomada em reunião na sede do BC, em Brasília. O BC utiliza a Selic, os juros básicos da economia, como um instrumento para reduzir o ritmo da atividade econômica e, com isso, tentar controlar a inflação. Quando o juro sobe ou fica alto por muito tempo, o crédito encarece, ficando mais caro para quem compra no cartão, nas parcelas de produtos e no financiamento de imóveis, levando a uma perda de força no consumo. Quando há redução, a expectativa é de estímulo para a economia e de um menor risco de descontrole nos preços. Segundo a instituição, o novo ajuste gradual de menos 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, informou o BC, em nota. Sobre o ambiente externo, o BC voltou a apontar o cenário de indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, disse o órgão. Já em relação ao cenário doméstico, o BC reforçou que o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião “sugere uma moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em patamar resiliente, com sinais mistos entre setores, e mercado de trabalho aquecido”. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia desacelerou, mas ainda, observou o BC, segue acima do limite superior da meta, enquanto as medidas subjacentes desaceleraram para patamar ligeiramente abaixo do limite superior da meta. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,06% em julho, ficando 0,35 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de junho (0,41%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%, abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o IPCA-15 foi de 0,33%. O indicador oficial da inflação é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A meta para a inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o período iniciado em janeiro de 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de menos 1,50 ponto percentual e mais 1,50 ponto percentual, isto é, de 1,50% a 4,50%. De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta a queda da taxa. Foto e Fonte: Divulgação/Agência Brasil

BRASIL ACIONA OMC CONTRA TARIFAS IMPOSTAS PELOS ESTADOS UNIDOS

EUA aplicaram tarifas de 25% e 12,5% em produtos brasileiros O governo brasileiro apresentou na segunda-feira (27) um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), contestando duas medidas tarifárias adotadas pelo país norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil considera que as tarifas são injustificadas e incompatíveis com as obrigações assumidas pelos Estados Unidos no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994) e das regras que disciplinam o mecanismo de solução de controvérsias da OMC. Uma das medidas questionadas decorre de uma investigação específica sobre o Brasil e impôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. No processo, os Estados Unidos examinaram temas como comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, aplicação da legislação anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal. A segunda medida foi resultado de uma investigação conduzida com 60 economias e estabeleceu tarifa adicional de 12,5% para produtos brasileiros. Nesse caso, o foco da investigação foi a existência e a aplicação de restrições à importação de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado. O pedido de consultas representa a primeira etapa formal do sistema de solução de controvérsias da OMC. Nessa fase, os países buscam negociar uma solução para o conflito antes da eventual instalação de um painel para analisar o caso. De acordo com o Itamaraty, a iniciativa busca contestar a compatibilidade das medidas tarifárias norte-americanas com as normas multilaterais de comércio. Tarifaço As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos vão atingir US$ 6,6 bilhões em produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo a pasta, a sobretaxa acumulada de 37,5% alcança 16,5% das exportações brasileiras para os EUA. Entre os itens atingidos estão máquinas e equipamentos, diferentes tipos de madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções. Fonte e Foto: Divulgação/Agência Brasil

MULHERES PODEM COMPRAR E USAR SPRAY DE PIMENTA PARA DEFESA PESSOAL

Autorização está publicada no Diário Oficial da União Mulheres maiores de 18 anos poderão adquirir e portar spray de pimenta para fins de defesa pessoal em todo o território nacional. A medida está prevista na Lei nº 15.474, sancionada pela Presidência da República e publicada nesta quinta-feira (24), no Diário Oficial da União. A norma autoriza a comercialização, a aquisição e a posse desses dispositivos por mulheres adultas, desde que os produtos sejam aprovados pelos órgãos competentes. O objetivo é permitir que o equipamento seja usado para conter temporariamente um agressor em situações de ameaça à integridade física ou sexual. Pela lei, será considerado aerossol de extratos vegetais o dispositivo portátil de menor potencial ofensivo que utilize spray de pimenta à base de oleorresina de capsicum ou outros extratos vegetais autorizados. As especificações técnicas, a capacidade dos recipientes, a concentração das substâncias e os padrões de segurança serão definidos posteriormente em regulamentação do Poder Executivo. Na sanção da lei, foi vetado o trecho do projeto que autorizava o uso da substância às mulheres maiores de 16 (dezesseis) e menores de 18 (dezoito) anos, mediante autorização expressa de seu responsável legal. Assim, para comprar o produto, será preciso comprovar ter pelo menos 18 anos, apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência fixa, além de declarar não possuir condenação por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça. Os estabelecimentos autorizados a vender o equipamento deverão manter registros das vendas por cinco anos, observando as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Também terão de fornecer orientações básicas sobre o uso correto do dispositivo e registrar as informações da compradora em um banco de dados a ser criado pelo governo federal. A norma determina ainda que o spray será de uso individual e intransferível e não poderá conter substâncias letais ou de toxicidade permanente. Legítima defesa O uso do aerossol será considerado lícito apenas em situações de legítima defesa, para repelir agressão injusta, atual ou iminente, conforme previsto no Código Penal. A lei estabelece que a utilização deve ser proporcional à ameaça e interrompida assim que o risco for neutralizado. O texto também restringe recipientes com capacidade superior a 50 mililitros. Esses produtos serão classificados como de uso restrito e destinados exclusivamente às Forças Armadas, aos órgãos de segurança pública, às guardas municipais e a instituições responsáveis pela proteção de autoridades e instalações governamentais. Capacitação A legislação cria ainda o Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal e Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo para Mulheres. Entre as diretrizes da iniciativa estão a orientação sobre os limites legais da legítima defesa, a divulgação de informações sobre violência doméstica e canais de denúncia, além da promoção de campanhas educativas sobre o uso responsável do spray. Segundo a lei, a implementação do programa ocorrerá de forma gradual, conforme regulamentação posterior do governo. Foto e Fonte: Divulgação/Agência Brasil

CAMPO E ESTRADA: A FORÇA QUE IMPULSIONA O DESENVOLVIMENTO

Dia do Colono e do Motorista destaca o trabalho de duas categorias essenciais para a economia e a sociedade Neste sábado, dia 25 de julho, é celebrado o Dia do Colono e do Motorista, uma data que homenageia duas categorias fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. De um lado, estão os trabalhadores do campo, responsáveis pela produção de alimentos e pelo fortalecimento do agronegócio. Do outro, os profissionais que enfrentam diariamente as estradas para transportar pessoas, insumos e produtos. No Oeste de Santa Catarina, a tradição agrícola faz parte da história de milhares de famílias. O colono representa a dedicação, o esforço e a permanência no meio rural, mantendo viva uma atividade que movimenta a economia regional e garante o abastecimento da população. A rotina no campo exige compromisso e resistência. Desde as primeiras horas do dia, agricultores trabalham no preparo da terra, no cuidado com os animais e na produção de diferentes culturas, contribuindo para que o alimento chegue à mesa dos brasileiros. Já os motoristas têm papel essencial na ligação entre o campo, as cidades e os diferentes mercados consumidores. Caminhoneiros, transportadores, motoristas de ônibus e profissionais de diversas áreas percorrem quilômetros diariamente, muitas vezes longe da família, enfrentando desafios como as condições das rodovias e as longas jornadas de trabalho. A data também reforça a importância da união entre essas duas atividades. Grande parte da produção agrícola depende do transporte para chegar às cooperativas, indústrias e consumidores, enquanto o trabalho dos motoristas é impulsionado pela força produtiva do campo. Mais do que uma comemoração, o Dia do Colono e do Motorista é um momento de reconhecimento e agradecimento a todos que, com dedicação e responsabilidade, ajudam a construir o presente e o futuro do país. Foto: Amauri Sales/Rádio Chapecó

TARIFA DE 37,5% ATINGIRÁ QUASE 4 MIL PRODUTORES BRASILEIROS, ESTIMA CNI

48,7% das exportações aos EUA estão sob alguma sobretaxa A nova tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos fará com que 3.985 produtos brasileiros passem a enfrentar uma tributação total de 37,5% para entrar no mercado estadunidense, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (23) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, a nova medida alcançará US$ 12,4 bilhões, o equivalente a 29,4% de todas as vendas do Brasil aos Estados Unidos. As novas tarifas entram em vigor nesta sexta-feira (24). O levantamento da CNI detalha como a nova tarifa de 12,5% será aplicada sobre os produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos: *4.060 produtos brasileiros serão atingidos pela nova sobretaxa; *3.985 produtos já estavam sujeitos à tarifa adicional de 25% e agora passarão a pagar 37,5% no total; *Esse grupo representa 80,7% das exportações afetadas, o equivalente a US$ 10,8 bilhões; *Outros 75 produtos, que somam US$ 1,6 bilhão em exportações, serão tributados apenas pela nova alíquota de 12,5%, sem incidência da tarifa anterior. Impacto maior No total, a CNI calcula que 48,7% de todas as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos passarão a estar sujeitas a algum tipo de tarifa adicional imposta pelo governo estadunidense. As novas cobranças decorrem da investigação conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio estadunidense, que concluiu que o Brasil e outros países não adotam mecanismos considerados suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado. >> Governo brasileiro contesta e chama tarifas de indevidas. Defesa do Brasil Na avaliação da CNI, porém, as justificativas apresentadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) não refletem a realidade brasileira. A entidade afirma que o país possui uma das legislações mais modernas para prevenir, combater e erradicar o trabalho forçado ao longo das cadeias produtivas. Segundo a confederação, o arcabouço jurídico brasileiro prevê mecanismos de fiscalização, responsabilização e proteção aos trabalhadores reconhecidos internacionalmente. Negociação Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu a intensificação das negociações entre os governos brasileiro e estadunidense, para tentar reduzir os impactos sobre a indústria. “É essencial que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja mantido e aprofundado. Ao mesmo tempo, precisamos agir com rapidez para amenizar o impacto sobre as empresas prejudicadas”, destacou. Segundo Alban, a entidade já mantém conversas com o governo federal e com os setores mais afetados para construir medidas de curto prazo. Investigação comercial A investigação conduzida pelos Estados Unidos alcançou 60 parceiros comerciais. Na decisão final, o Brasil foi incluído entre os países que, na avaliação do governo estadunidense, “não conseguiram impor nem aplicar de forma eficaz uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. A medida resultou na aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre parte das exportações brasileiras, que, em muitos casos, será somada à sobretaxa de 25% em vigor desde esta semana. Fonte e Foto: Divulgação/Agência Brasil

MORTES VIOLENTAS CAEM 8,2% NO PAÍS EM 2025; FEMINICÍDIOS AUMENTAM 4%

Anuário Brasileiro de Segurança Pública foi divulgado nesta quinta A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23), mostra que o número de mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil caiu de 20,6 casos por 100 mil habitantes em 2024, para 19,1 casos por 100 mil habitantes, em 2025 – uma diminuição de 8,2%.  Esse é o menor patamar registrado desde 2012, quando o índice começou a ser medido. Em números absolutos, foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no ano passado ante 44.127 em 2024. A categoria MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, roubo seguidos de morte (latrocínio), lesão corporal seguida de morte, morte decorrente de intervenções policiais e morte de policiais em serviço e fora do horário de trabalho.   Em 2025, foi a primeira vez que a categoria MVI ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes no país. Em 2012, essa taxa era de 27,7 por 100 mil habitantes. No último ano, registraram queda os crimes de homicídio doloso (queda de 10%), latrocínio (-17%) e lesão corporal seguida de morte (-15,2%). Os dados mostram, no entanto, que as mortes por intervenção policial e os feminicídios subiram 5,4% e 4%, respectivamente. Apesar da queda na média nacional das MVI, sete unidades da federação tiveram alta em comparação com os dados do ano anterior: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%). De acordo com o relatório, os demais estados apresentaram reduções nas MVI: Amazonas (-32,5%), Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%), Paraná (-15,5%), Minas Gerais (-14,2%), Goiás (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Espírito Santo (-8,4%). Ceará (-7,5%), Alagoas (-6,6%), Amapá (-5,9%), Paraíba (-3,9%) São Paulo (-3,9%), Pará (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%), e Maranhão (-2,2%).  Feminicídios Em 2025, os registros do Anuário de Segurança Pública mostram que 44,4% das mulheres assassinadas no país foram mortas por razões de gênero – o maior percentual desde quando o feminicídio entrou para o Código Penal brasileiro, em 2015. Em números absolutos, no último ano, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio, ou 4,3 mortes por dia. O resultado representa uma taxa nacional de 1,4 vítimas por grupo de 100 mil mulheres (alta de 4% em relação a 2024). As tentativas de feminicídio, segundo o Anuário, também continuaram a crescer em 2025. Foram 4.189 mulheres sobreviventes, um aumento de 5,9% em relação a 2024, ou seja, para cada feminicídio consumado registrado no país em 2025 houve quase três tentativas. Segundo a publicação, considerando conjuntamente os feminicídios consumados e tentados, as regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas do país, com 9,8 e 8 vítimas por 100 mil mulheres, respectivamente. Já as regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) registraram menores níveis de violência letal de gênero consumada e tentada. Fonte e Foto: Divulgação/Agência Brasil