Em 2025, elas já representam 50,9% da categoria, segundo levantamento do Ministério da Saúde; projeção indica 56% até 2035
Pela primeira vez na história, as mulheres ultrapassaram os homens entre os médicos em atividade no Brasil, representando 50,9% da categoria em 2025, segundo estudo do Ministério da Saúde em parceria com a FMUSP e a AMB. A expectativa é que esse número chegue a 56% até 2035. O avanço feminino também se reflete nas graduações em Medicina, onde elas já são 61,8% dos estudantes. Apesar disso, a maioria feminina ainda se concentra em poucas especialidades — lideradas por Dermatologia —, estando presente em apenas 20 das 55 áreas médicas reconhecidas.
O país possui atualmente 635.706 médicos, com uma proporção de três profissionais por mil habitantes. Desse total, 59,1% são especialistas e 40,9% generalistas. Sete especialidades concentram mais da metade dos títulos, sendo Clínica Médica e Pediatria algumas das mais comuns. A maioria dos títulos foi obtida por meio de residência médica, enquanto os demais foram concedidos via exames de sociedades médicas. Entre os especialistas, 20,9% possuem mais de uma especialização.
A distribuição geográfica dos especialistas revela desigualdades significativas. Enquanto o Distrito Federal e o Rio Grande do Sul lideram em proporção de médicos com especialização, estados como Rondônia e Piauí apresentam os menores índices. A maior concentração regional está no Sudeste, que abriga mais da metade dos especialistas do país.
Foto: Jeronimo Gonzales/MS
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