APÓS MORTE EM PARTO NATURAL, DEPUTADOS DEFENDEM OPÇÃO PELA CESÁREA

Após a morte de um bebê em um parto natural na maternidade Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, representantes do PRD e do Podemos defenderam que a gestante possa optar pela cesariana

Há uma cultura de que a mulher precisa ser subjugada até o limite das forças, quando ela poderia ter a vida da criança poupada se fosse submetida a uma cesariana. Quando fica 24 horas forçada a ter um parto normal do primeiro filho, é uma tirania, a mãe tem o direito de opção, não estamos advogando contra o parto normal, mas a partir da 39ª semana a mãe deve ter o direito de dizer que não se sente segura com o parto normal”, sustentou Paulinha (Podemos).

A deputada pediu apoio dos colegas para aprovar projeto de lei que assegure à gestante o direito à escolha após a 39ª semana de gravidez.

Esta lei precisa ser aprovada no Parlamento para devolver à mãe a escolha diante do parto. Temos perdido bebês diante de uma lei que obriga a ter quotas de partos normais para alcançar metas”, criticou Paulinha.

Junior Cardoso (PRD), que falou antes da deputada Paulinha, lamentou a morte do bebê, elogiou a reação pronta e objetiva da prefeita, Juliana Pavan, que afastou o médico responsável pelo parto e a gestora terceirizada do hospital.

O representante de Camboriú sugeriu à Secretaria de Estado da Saúde (SES) que faça uma fiscalização preventiva nas maternidades, em especial àquelas administradas por terceiros.

Não podemos atuar só de forma reativa, precisamos de um novo paradigma de fiscalização ativa e contínua, sobretudo nos contratos terceirizados da saúde. O gestor não pode assinar um contrato e achar que está tudo certo, temos de criar mecanismos de controle, com assiduidade e no rigor da lei”, sustentou Junior Cardoso.

Violência contra a mulher
Ainda durante pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Paulinha lamentou o feminicídio de seis mulheres em um único dia no Rio Grande do Sul, bem como o assassinato de duas catarinenses nos últimos dias e advogou que a “violência contra a mulher” não pode ser discutida em um ambiente de conflagração política.

“Esta pauta não pode ser discutida no ambiente de direita ou de esquerda, mulheres de direita apanham, de esquerda apanham, antifeministas apanham, mulheres são mortas e nestas questões afetas à vida que o plenário se engrandeça e assuma a responsabilidade”, ponderou a ex-prefeita de Bombinhas.

===

Com informações: Vitor Santos – AGÊNCIA AL

Foto: Vicente Schmitt/Agência AL

jornalismo3

Recent Posts

CHAPE PERDE DE NOVO, DESTA VEZ PARA O BRAGANTINO

Verdão saiu na frente e levou a virada dentro de casa A Chapecoense perdeu de…

4 horas ago

GOVERNADOR PRORROGA ISENÇÃO DE ICMS PARA SEIS ITENS DA CESTA BÁSICA EM SANTA CATARINA

Lei mantém imposto zerado sobre arroz, feijão e farinhas até dezembro de 2026 para reduzir…

7 horas ago

BRASIL REDUZ PERDAS FLORESTAIS EM 42% EM 2025 E MELHORA RESULTADO GLOBAL

Estudo aponta menor nível de perdas sem incêndios desde 2001; país ainda lidera área total…

10 horas ago

TRÁFICO É FLAGADO NO BAIRRO SÃO PEDRO EM CHAPECÓ

Dupla é presa com drogas após ação policial Uma ocorrência de tráfico de drogas e…

10 horas ago

UMA EM CADA 10 CRIANÇAS DE 4 E 5 ANOS ESTÁ FORA DA ESCOLA EM 876 CIDADES BRASILEIRAS

Levantamento aponta desigualdade no acesso à educação infantil e mostra maior déficit nas regiões Norte…

13 horas ago

DESEMPREGO FICA EM 6,1% NO 1º TRIMESTRE E REGISTRA MENOR TAXA DA HISTÓRIA PARA O PERÍODO

Brasil tinha 6,6 milhões de pessoas em busca de trabalho; informalidade também apresentou queda, aponta…

14 horas ago