OPERAÇÃO CORPUS CHRISTI 2026: ACIDENTES AUMENTAM E QUATRO PESSOAS MORREM NAS RODOVIAS ESTADUAIS DE SANTA CATARINA

Balanço da Polícia Militar Rodoviária aponta aumento no número de sinistros, mais feridos e quatro mortes durante o feriadão A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), por meio do Comando de Polícia Militar Rodoviária (CPMRv), divulgou o balanço final da Operação Corpus Christi 2026, realizada entre os dias 3 e 8 de junho nas rodovias estaduais catarinenses. Os dados revelam um aumento na gravidade dos acidentes registrados durante o feriadão em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a corporação, foram contabilizados 81 sinistros de trânsito nas rodovias estaduais, número 20,9% superior aos 67 casos registrados durante a Operação Corpus Christi de 2025. As ocorrências deixaram 68 pessoas feridas e resultaram em quatro mortes. Apesar do aumento dos acidentes com vítimas, houve redução nos sinistros sem feridos. Neste ano foram registradas 32 ocorrências dessa natureza, contra 38 no ano anterior, representando uma queda de 15,79%. Infrações mais registradas Durante as fiscalizações intensificadas, os policiais rodoviários estaduais flagraram diversas irregularidades. A principal delas foi a circulação de veículos não licenciados, que resultou em 350 autuações com base no Artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Outro dado que chamou a atenção das autoridades foi o descumprimento das normas de segurança. Ao todo, 283 motoristas ou passageiros foram autuados por não utilizarem o cinto de segurança. Já as irregularidades relacionadas ao sistema de iluminação dos veículos geraram 190 autuações. Lei Seca e combate à embriaguez ao volante As ações de fiscalização também tiveram foco no combate à combinação de álcool e direção. Durante a operação, 66 condutores foram autuados por recusarem o teste do bafômetro. Além disso, uma pessoa foi presa após ser constatada embriaguez ao volante. Fotos: Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina (PMRv/PMSC) Polícia reforça alerta aos motoristas Segundo o CPMRv, os números reforçam a necessidade de maior conscientização dos motoristas para reduzir os índices de acidentes nas estradas catarinenses. A corporação destaca que a manutenção preventiva dos veículos, o respeito à sinalização, o uso correto dos equipamentos de segurança e a condução responsável continuam sendo fatores fundamentais para preservar vidas. A Operação Corpus Christi mobilizou efetivos da Polícia Militar Rodoviária em todas as regiões do estado, com reforço nas fiscalizações e ações preventivas voltadas à segurança viária durante o aumento do fluxo de veículos provocado pelo feriado prolongado.

TRIO QUE FABRICAVA ECSTASY EM ESQUEMA CLANDESTINO É CONDENADO A MAIS DE 41 ANOS DE PRISÃO

Esquema de fabricação de drogas sintéticas foi desmontado após investigação que encontrou equipamentos e insumos usados no tráfico Uma decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) resultou na condenação de três homens envolvidos em um esquema clandestino de produção de ecstasy, uma das drogas sintéticas mais consumidas em festas e eventos no Brasil. As penas aplicadas aos réus ultrapassam, somadas, 41 anos de prisão. O julgamento reformou uma sentença anterior que havia absolvido os acusados após a anulação de provas. Ao analisar o recurso apresentado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os desembargadores entenderam que o conjunto probatório era suficiente para comprovar a participação do trio na fabricação de drogas sintéticas e no tráfico de entorpecentes. As investigações revelaram a existência de uma estrutura completa destinada à produção de ecstasy em larga escala. Durante a operação policial, foram encontrados equipamentos industriais, substâncias químicas, insumos para fabricação de comprimidos e diversos materiais utilizados no processo de produção da droga. Segundo os autos, o local funcionava como um verdadeiro laboratório clandestino de drogas sintéticas, com capacidade para produzir milhares de comprimidos destinados ao mercado ilegal. A estrutura chamou a atenção das autoridades pelo nível de organização e pelo potencial de distribuição dos entorpecentes. O Tribunal considerou que as provas reunidas durante a investigação demonstraram de forma consistente a participação dos acusados nos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e manutenção de equipamentos voltados à produção de substâncias ilícitas. O caso reforça a preocupação das autoridades com o crescimento do mercado de drogas sintéticas em Santa Catarina e no Brasil. Especialistas em segurança pública alertam que substâncias como o ecstasy possuem alto valor comercial para organizações criminosas e representam riscos graves à saúde dos usuários. Somente no decorrer do processo judicial foi revelado que a estrutura clandestina funcionava em um sítio localizado no município de Palhoça, na Grande Florianópolis. No local, policiais encontraram equipamentos, insumos químicos e materiais utilizados na fabricação dos comprimidos. A decisão do TJSC é vista como um importante precedente no combate ao tráfico de drogas sintéticas e à instalação de laboratórios clandestinos, prática que tem despertado preocupação crescente entre forças de segurança e órgãos de investigação em todo o país. === Foto ilustração: Rádio Chapecó/OpenAI

ROTATÓRIA PROVISÓRIA EXIGE ATENÇÃO REDOBRADA DE MOTORISTAS NA REGIÃO DA UNOCHAPECÓ

Alterações fazem parte das mudanças viárias relacionadas às obras do Elevado da Efapi e impactam o fluxo de veículos e ônibus na região A Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Segurança Pública, informou que nesta terça-feira (9) foi implantada uma rotatória provisória e uma divisória de faixa nas proximidades do Portão 02 da Unochapecó. A medida tem como principal objetivo facilitar a manobra dos ônibus que precisam retornar em direção à Servidão Anjo da Guarda. Com a mudança, motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres que circulam pela região devem ficar atentos à nova configuração do trânsito e respeitar a sinalização instalada no local para evitar acidentes e transtornos. Além disso, a Secretaria alerta para que os condutores que utilizam o desvio pela Rua Itaboraí, rota alternativa criada em função das obras do Elevado da Efapi, redobrem os cuidados. Novas sinalizações estão sendo implantadas gradativamente para orientar o fluxo de veículos e garantir mais segurança durante o período das intervenções. As obras do Elevado da Efapi continuam provocando alterações temporárias na mobilidade urbana de um dos corredores mais movimentados de Chapecó. Por isso, a recomendação é que os motoristas reduzam a velocidade, mantenham distância segura dos demais veículos e observem atentamente placas, cones e demais dispositivos de sinalização. A Prefeitura reforça que as mudanças são necessárias para melhorar a organização do trânsito e garantir a segurança de quem circula pela região durante a execução das obras. Orientações aos motoristas: As equipes de trânsito seguem monitorando a região e poderão realizar novos ajustes conforme a necessidade operacional das obras e do fluxo de veículos. Foto: Ascom/Pref. Mun.Chapecó/Divulgação

CONTA DE LUZ SOB PRESSÃO: DECISÕES POLÍTICAS, SUBSÍDIOS E FALTA DE PLANEJAMENTO PODEM PESAR NO BOLSO DOS BRASILEIROS

Estudos, auditorias e documentos oficiais apontam que encargos, subsídios e compromissos assumidos ao longo dos anos no setor elétrico ajudam a elevar o custo da energia e podem gerar impactos bilionários para consumidores, empresas e para a economia nacional A conta de luz dos brasileiros vai muito além do consumo de energia dentro de casa. Por trás do valor pago mensalmente existem decisões políticas, contratos de longo prazo, subsídios setoriais, tributos e encargos criados por leis que acabam sendo repassados ao consumidor final. O tema voltou ao centro do debate após estudos apontarem que medidas aprovadas nos últimos anos podem representar centenas de bilhões de reais em custos futuros para o setor elétrico. Embora haja divergências sobre os valores exatos, especialistas, órgãos de controle e entidades do setor concordam em um ponto: a falta de planejamento e o acúmulo de obrigações financeiras vêm aumentando a pressão sobre as tarifas de energia. O QUE EXISTE DENTRO DA CONTA DE LUZ? Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a conta paga pelo consumidor não remunera apenas a energia gerada. O valor inclui custos de geração, transmissão, distribuição, encargos setoriais e tributos cobrados pelos governos. A própria agência destaca que muitos desses encargos não são criados pela ANEEL, mas por leis aprovadas pelo Congresso Nacional e por políticas públicas implementadas ao longo do tempo. Na prática, isso significa que decisões tomadas em Brasília podem refletir diretamente no orçamento das famílias, do comércio, do agronegócio e da indústria. ALERTA DO TCU: FALTAM METAS E PLANEJAMENTO Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou problemas estruturais na política tarifária do setor elétrico brasileiro. O órgão concluiu que faltam diretrizes claras, metas formais, indicadores e planejamento consistente para garantir a chamada modicidade tarifária — princípio que busca assegurar preços mais acessíveis para os consumidores. O TCU também apontou que, nas últimas décadas, as tarifas cresceram acima da inflação oficial e que medidas paliativas frequentemente acabam transferindo custos para os anos seguintes. Segundo o tribunal, a ausência de planejamento estruturado aumenta o risco de pressão permanente sobre as tarifas de energia. QUEM PAGA A CONTA DOS SUBSÍDIOS? Outro ponto que gera debate é a grande quantidade de subsídios existentes no setor elétrico. Esses incentivos são criados para estimular determinadas fontes de geração, promover programas sociais ou financiar políticas públicas. O problema apontado por especialistas é que boa parte desses custos acaba sendo embutida nas tarifas pagas por todos os consumidores. Documentos do Ministério de Minas e Energia e da ANEEL mostram que diversos encargos setoriais são arrecadados diretamente por meio das contas de luz. Especialistas em defesa do consumidor têm defendido que parte dessas despesas deveria passar pelo orçamento federal, permitindo maior transparência e fiscalização dos gastos públicos. GRANDES CONTRATOS E IMPACTOS FUTUROS Nos últimos anos, o setor elétrico também passou por decisões relacionadas à contratação de novas usinas, especialmente termelétricas, além da criação de obrigações legais para aquisição de energia de determinadas fontes. Defensores dessas medidas afirmam que elas garantem segurança energética e evitam riscos de desabastecimento. Já os críticos argumentam que contratos compulsórios e subsídios excessivos podem elevar os custos da energia por décadas. Recentemente, inclusive, o Ministério Público Federal recomendou a suspensão de determinados leilões de energia ao apontar possíveis impactos bilionários para os consumidores caso fossem mantidos nos moldes previstos. IMPACTO DIRETO NA VIDA DAS FAMÍLIAS Quando a energia fica mais cara, os efeitos vão muito além da conta de luz. O aumento dos custos energéticos afeta supermercados, indústrias, pequenas empresas, produtores rurais e prestadores de serviço. Como consequência, os preços de produtos e serviços também podem subir. Em um país onde a energia elétrica é insumo essencial para praticamente toda a atividade econômica, qualquer aumento relevante nas tarifas acaba impactando a inflação, o emprego e a competitividade das empresas brasileiras. TRANSPARÊNCIA E RESPONSABILIDADE O debate sobre a conta de luz levanta uma questão central para a sociedade: até que ponto decisões políticas e compromissos assumidos hoje podem comprometer o orçamento das próximas gerações? Órgãos de controle defendem maior transparência, planejamento e avaliação constante das políticas públicas que utilizam recursos arrecadados por meio das tarifas de energia. A preocupação é evitar que medidas adotadas para resolver problemas imediatos acabem produzindo custos ainda maiores no futuro. Enquanto o debate continua em Brasília, uma certeza permanece: independentemente de quem tome as decisões, a conta final quase sempre chega ao consumidor brasileiro. === Foto ilustração: Rádio Chapecó/Dall-e

CHAPECÓ TEM PROJETO EDUCACIONAL SELECIONADO PELO MEC COMO REFERÊNCIA NACIONAL

Experiência desenvolvida em escola do campo da rede municipal passará a integrar mapa nacional de boas práticas em Educação Integral em Tempo Integral A Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Educação, foi selecionada para integrar o Mapa de Experiências de Educação Integral em Tempo Integral, iniciativa promovida pelo Ministério da Educação (MEC) para identificar e divulgar projetos de destaque desenvolvidos em diferentes regiões do país. O município foi reconhecido no Eixo 2, voltado ao currículo integrado, que contempla práticas pedagógicas articuladas ao cotidiano dos estudantes e comprometidas com os direitos de aprendizagem e o desenvolvimento integral. A seleção contribui para o fortalecimento da Meta 6 do Plano Nacional de Educação, que prevê a ampliação da oferta de ensino em tempo integral no Brasil. A experiência escolhida foi o projeto “Educação Integral e Saberes do Campo: a experiência da EBM em Agropecuária na Rede Municipal de Chapecó (SC)”. A iniciativa é desenvolvida na EBM em Agropecuária Demétrio Baldissarelli, escola do campo que atende cerca de 240 estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental em período integral. A unidade oferece oficinas voltadas para áreas como práticas agropecuárias, zootecnia, agricultura, sustentabilidade e educação ambiental. A proposta busca valorizar os conhecimentos do meio rural e promover uma formação ampla, conectada à realidade dos estudantes e da comunidade onde estão inseridos. A partir de novembro de 2026, o projeto passará a integrar o mapa nacional de experiências do MEC, ao lado de iniciativas de diversas regiões do país. Para a Secretaria de Educação de Chapecó, o reconhecimento evidencia os resultados alcançados pela rede municipal e os investimentos realizados na ampliação da educação em tempo integral, além de destacar ações que contribuem para a qualificação do ensino no município. Fotos: Prefeitura de Chapecó

MOTORISTA FICA FERIDA APÓS SAÍDA DE PISTA NA SC-305, PRÓXIMO AO RIO DAS ANTAS, EM ANCHIETA

Vítima sofreu ferimento na face e apresentava suspeita de fratura na clavícula após acidente de trânsito no Oeste de Santa Catarina Uma mulher ficou ferida após um acidente de trânsito registrado por volta das 12h desta terça-feira (9), na rodovia SC-305, próximo à ponte sobre o Rio das Antas, no interior de Anchieta, no Extremo Oeste de Santa Catarina. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência envolveu uma saída de pista de um veículo de passeio. Quando a equipe de resgate chegou ao local, a condutora, que era a única ocupante do automóvel, já estava fora do veículo e sentada no acostamento da rodovia. Durante o atendimento pré-hospitalar, os bombeiros constataram que a vítima estava consciente, orientada e apresentava um ferimento cortocontuso na região temporal esquerda da face. Além disso, a motorista relatava fortes dores no braço e ombro esquerdo, sendo identificada suspeita de fratura fechada na clavícula. Fotos: 12°BBM-SC/OBM-Anchieta/Divulgação A equipe realizou os procedimentos de primeiros socorros, incluindo limpeza do ferimento, curativo compressivo e imobilização do membro afetado para garantir a estabilização da paciente. Após o atendimento inicial, a mulher foi encaminhada ao Hospital de Anchieta, onde passou por avaliação médica detalhada e exames complementares. As circunstâncias que provocaram a saída de pista não foram informadas. O caso chama atenção para os cuidados redobrados nas rodovias catarinenses, especialmente durante períodos de baixas temperaturas, quando pistas podem apresentar condições que exigem maior atenção dos motoristas. O atendimento foi realizado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Anchieta, com o emprego da viatura ASU-296.

OFICINA ORIENTA APICULTORES SOBRE MANEJO DE INVERNO E FORTALECIMENTO DAS COLMEIAS NO OESTE CATARINENSE

Capacitação promovida pelo Sistema Faesc/Senar e Sindicato Rural de Pinhalzinho destacou suplementação alimentar, produtividade dos enxames e a importância estratégica das abelhas para a produção de alimentos A chegada do inverno exige atenção redobrada dos apicultores para garantir a saúde e a produtividade das colmeias. Com esse objetivo, o Sistema Faesc/Senar e o Sindicato Rural de Pinhalzinho promoveram uma Oficina Técnica da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Apicultura na propriedade do produtor Leo Zeizer, na Linha Janguta, em Modelo, no Extremo Oeste catarinense. A atividade reuniu cerca de 30 participantes e abordou os temas “Suplementação e Manejo de Inverno”, considerados fundamentais para a manutenção da força dos enxames durante os períodos de baixas temperaturas e menor disponibilidade de floradas. A capacitação foi conduzida pelo técnico de campo da ATeG, Guilherme Karlinski, e pelo supervisor técnico Felipe Brandeleiro, que apresentaram orientações sobre avaliação das reservas alimentares das colmeias, estratégias de suplementação nutricional e práticas de manejo capazes de reduzir perdas e preparar as abelhas para uma retomada mais forte da produção na primavera. Um dos destaques da programação foi a atividade prática de produção de bife proteico, suplemento utilizado para complementar a alimentação das abelhas em períodos de escassez de alimento natural. Os participantes acompanharam o preparo e a aplicação do produto, conhecendo alternativas que podem aumentar a sobrevivência e o desempenho dos enxames. Segundo a supervisora regional do Senar/SC, Grasiane Bittencourt Viera, a oficina proporcionou uma importante troca de experiências entre os produtores. “Foi uma atividade muito positiva, com troca de conhecimento e orientações práticas que ajudam os produtores a melhorar o manejo e a produtividade das colmeias”, ressaltou. Abelhas são fundamentais para a produção de alimentos A relevância da apicultura vai muito além da produção de mel. As abelhas desempenham papel decisivo na polinização de culturas agrícolas e na preservação da biodiversidade. Estudos e entidades do setor destacam que cerca de 75% das culturas agrícolas do mundo dependem, em algum grau, da polinização animal, tornando os polinizadores peças estratégicas para a segurança alimentar e a produtividade no campo. O tema também foi destacado recentemente durante entrevista concedida à Rádio Chapecó por lideranças ligadas ao setor agropecuário e ambiental, que reforçaram que proteger as abelhas significa proteger a produção de alimentos, a sustentabilidade das propriedades rurais e o futuro da agricultura regional. Pesquisas recentes mostram que a presença de polinizadores pode elevar significativamente a produtividade de diversas culturas agrícolas, fortalecendo a renda dos produtores e contribuindo para sistemas produtivos mais sustentáveis. Assistência técnica fortalece o campo catarinense A oficina integra as ações da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/SC, programa que leva conhecimento técnico, gestão e acompanhamento contínuo aos produtores rurais. Atualmente, a ATeG atende 12 cadeias produtivas em Santa Catarina: agroindústria, agroindústria apícola, apicultura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, fruticultura, maricultura, olericultura, ovinocaprinocultura, piscicultura, turismo rural e suinocultura. Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os resultados alcançados nas propriedades atendidas demonstram a importância do programa para o desenvolvimento econômico e social do meio rural. “A Assistência Técnica e Gerencial cumpre de forma exemplar seu papel ao impulsionar a evolução socioeconômica dos produtores e ao difundir tecnologias e práticas de gestão voltadas à produção de alimentos em harmonia com o meio ambiente”, destacou. Com a chegada do inverno, iniciativas como essa ganham ainda mais importância para garantir colmeias saudáveis, aumentar a produtividade da apicultura catarinense e reforçar o papel estratégico das abelhas na agricultura e na segurança alimentar. === Foto: MB Comunicação/Divulgação

NOVO DESENROLA JÁ BENEFICIOU 6 MILHÕES DE PESSOAS, DIZ DARIO DURIGAN

Segundo o ministro da Fazenda, 4 milhões tiveram suas dívidas quitadas O Novo Desenrola, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas, já beneficiou, nos primeiros dias do programa, mais de 6 milhões de pessoas e famílias, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Deste total, cerca de 4 milhões de pessoas tiveram suas dívidas quitadas. O Novo Desenrola Brasil foi criado com o objetivo de reduzir a inadimplência e facilitar a recuperação do crédito. A iniciativa beneficia principalmente brasileiros de baixa e média renda, em especial quem ganha até cinco salários mínimos e tem dívidas bancárias em atraso. Para tanto, são oferecidas condições mais favoráveis do que as disponíveis no mercado para quitar ou parcelar débitos. Entre suas principais características estão descontos que podem chegar a até 90% sobre o valor da dívida e juros reduzidos (limitados a cerca de 1,99% ao mês). O parcelamento pode ser de até 48 meses. Há também a possibilidade de uso de parte do FGTS para abater débitos e a “desnegativação” de consumidores com dívidas de pequeno valor. Juros Durante a entrevista, Durigan disse que a alta taxa de juros cobrada no Brasil é algo que, de fato, tem prejudicado as pessoas, mas que, por meio do programa, o governo tem ajudado a população a lidar com essa situação. “Dados desta manhã mostram que mais de 6 milhões de pessoas e famílias já foram beneficiadas pelo Novo Desenrola logo nos primeiros dias do programa”, disse o ministro ao lembrar que essa é uma mobilização nacional que tem previsão de se encerrar no dia 2 de agosto. Segundo Durigan, “cerca de 4 milhões de pessoas foram negativadas por terem dívidas pequenas, de até R$ 100; e 1,1 milhão de pessoas já pagaram suas dívidas à vista, com descontos médios superiores a 80%”. “Essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”, ressaltou. Juros O ministro da Fazenda negou que os juros no país estejam altos porque o governo gasta muito. “Eles decorrem de desarranjos causados, em grande parte, pela guerra [dos EUA e de Israel contra o Irã]. Por isso, enquanto houver esse cenário, estamos adotando medidas de subvenção [de preços], como a da gasolina”, acrescentou ao reafirmar que, do ponto de vista fiscal, nada foi alterado. “Nossas metas serão cumpridas”, concluiu o titular da Fazenda. === Com informações: Pedro Peduzzi, Repórter da Agência Brasil/ Edição: Aécio Amado/Divulgação Imagem: Ilustração Rádio Chapecó/IA

ALERTA NO CAMPO: RESTRIÇÕES DA UNIÃO EUROPEIA ÀS CARNES DO BRASIL ACENDEM SINAL AMARELO E PREOCUPAM AGROINDÚSTRIAS DO OESTE

Federação das Indústrias (FIESC) adverte que suspensão, que entra em vigor em setembro, pode gerar desemprego e afetar receita de quase R$ 880 milhões na avicultura do Estado A economia do Grande Oeste catarinense e de todo o estado está sob alerta. Uma recente medida anunciada pela Comissão Europeia, que suspende temporariamente as importações de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil, ligou o sinal de alerta no setor produtivo. A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) manifestou forte preocupação com os impactos comerciais e operacionais que a decisão pode trazer para a cadeia produtiva regional. O bloqueio está programado para entrar em vigor no dia 3 de setembro de 2026. A justificativa do bloco europeu envolve exigências de adequações sanitárias e falta de informações formais sobre o controle e o uso de antimicrobianos (antibióticos) na pecuária brasileira. No entanto, entidades do setor e analistas correm contra o tempo para esclarecer que a barreira não decorre de falhas na qualidade dos alimentos, mas sim de um impasse burocrático no envio de relatórios e comprovações documentais por parte do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O peso no bolso e no emprego em Santa Catarina O impacto financeiro potencial para o estado é bilionário. Apenas no setor de produtos avícolas (carne de ave), Santa Catarina exporta anualmente cerca de US$ 170 milhões (aproximadamente R$ 880 milhões) para os países da União Europeia. O bloco europeu responde por uma fatia expressiva — chegando a cerca de 17% em receita — do mercado de aves catarinense. A FIESC aponta que a suspensão dessas compras vai ecoar por toda a cadeia, desde os grandes frigoríficos até o pequeno produtor integrado no campo. Há o temor de que a perda temporária deste mercado estratégico acabe resultando em excedente de produção interna e possa gerar demissões na indústria frigorífica, cuja força motriz está concentrada fortemente na região Oeste do estado. Além das carnes, a restrição europeia também inclui o mel e os pescados. Embora estes dois últimos setores representem volumes menores no comércio com a Europa (o mel foca nos EUA e os pescados atendem a outros mercados), as restrições ocorrem justamente em um momento em que as indústrias catarinenses ensaiavam uma retomada importante nessas vendas, impulsionadas pelas negociações do acordo Mercosul-União Europeia. Efeito Vitrine O maior problema de um veto europeu, segundo analistas econômicos, vai além dos valores financeiros imediatos. A União Europeia é considerada um “mercado vitrine” global, conhecido mundialmente pelo altíssimo nível de exigência sanitária. Quando um país sofre restrições no bloco, outras nações compradoras podem adotar medidas semelhantes por precaução, prejudicando a reputação internacional do produto. Vale destacar que Santa Catarina não exporta carne suína e nem carne bovina para a Europa, logo o impacto imediato fica centralizado no setor avícola. No caso da carne bovina, o estado consome mais do que produz, o que blinda o mercado regional de bois. Corrida contra o tempo para reverter a decisão As agroindústrias catarinenses, representadas por entidades nacionais como a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), afirmaram que já estão fornecendo todos os subsídios e dados técnicos necessários ao Ministério da Agricultura para acelerar a elaboração do relatório exigido pelos europeus. O governo federal, por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin e do Ministério da Agricultura, já sinalizou que está trabalhando diplomaticamente para esclarecer as exigências do bloco e tentar reverter a suspensão antes do prazo fatal de setembro. A FIESC informou que continuará monitorando de perto o cenário, fornecendo suporte técnico e defendendo os interesses do parque fabril catarinense para mitigar os prejuízos e garantir a manutenção dos empregos na principal força econômica do nosso Oeste. === Imagem ilustrativa: Composição IA Gemini/Rádio Chapecó

CASA É ATINGIDA POR INCÊNDIO EM SEARA

Fogo destruiu cerca de 120 m² da residência e ninguém ficou ferido Na manhã desta terça-feira (9), por volta das 7h45min, o Corpo de Bombeiros Militar de Seara atendeu uma ocorrência de incêndio em uma residência na comunidade de Linha Nova Teutônia, interior do município. Quando a guarnição chegou ao local, constatou que a edificação, uma casa mista de aproximadamente 150 metros quadrados, já havia sido amplamente consumida pelas chamas. Cerca de 120 metros quadrados da estrutura foram destruídos pelo fogo. Os bombeiros realizaram o combate aos focos remanescentes e o trabalho de rescaldo, utilizando aproximadamente 5 mil litros de água para eliminar o risco de reignição. Apesar dos danos à residência e aos bens que estavam no interior do imóvel, não houve registro de feridos ou mortes. Após o atendimento, o local foi isolado e deixado em segurança para a apuração das causas do incêndio. Foto: Divulgação/CBMSC