Nova alíquota entra em vigor nesta terça (24) após decisão da Suprema Corte dos EUA
As tarifas globais dos Estados Unidos passam a vigorar com alíquota de 15% a partir desta terça-feira (24), por determinação do presidente Donald Trump. A medida tem como base a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza o chefe do Executivo norte-americano a impor tarifas de até 15% por um período de até 150 dias para corrigir desequilíbrios na balança de pagamentos ou restrições comerciais.
A nova rodada do chamado tarifaço ocorre após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegais as tarifas emergenciais anunciadas nos últimos meses. Inicialmente fixadas em 10%, as taxas foram elevadas para 15% no sábado (21). Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a elevação atinge o limite permitido pela legislação e busca responder a práticas comerciais consideradas desfavoráveis aos EUA.
Levantamento da plataforma Global Trade Alert indica que o Brasil pode ser o maior beneficiado pela mudança. Segundo o estudo, a nova regra reduz em 13,6 pontos percentuais a alíquota média aplicada às exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. Antes da decisão judicial, as tarifas médias chegavam a 26,3%. Com a nova configuração global, passam para 12,8%. Produtos relevantes do agronegócio brasileiro, como carne bovina, laranjas e suco de laranja, permanecem isentos da tarifa global.
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, avaliou que a medida pode ampliar as oportunidades comerciais entre os dois países. Em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, ele afirmou que a nova configuração tarifária favorece o Brasil, sobretudo na exportação de produtos industriais. Segundo Alckmin, embora os Estados Unidos sejam o terceiro maior parceiro comercial do país em volume total, lideram a compra de bens manufaturados, como máquinas, aviões e motores.
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