IMIGRAÇÃO DE VENEZUELANOS ORIGINA INDENIZAÇÃO DE R$ 115 MILHÕES
Recursos foram definidos em acordo no STF e devem compensar despesas do estado com saúde, educação, segurança pública e sistema prisional devido ao fluxo de venezuelanos no estado de Roraima; foto reprodução Google Maps Um acordo firmado entre o governo federal e o estado de Roraima vai resultar no repasse de R$ 115 milhões para compensar despesas extraordinárias que o estado teve em razão da intensa crise migratória venezuelana vivida nos últimos anos. A decisão foi formalizada no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) no final do ano de 2025, sob a relatoria do ministro Luiz Fux, em um processo que tramita desde 2018 — auge da entrada de venezuelanos fugindo da crise humanitária no país vizinho. Destinação dos recursos Segundo o acordo, os recursos serão aplicados exclusivamente nas áreas mais impactadas pelo fluxo migratório, com a seguinte distribuição: Para o governador de Roraima, Antônio Denarium, o acordo representa uma correção de uma “distorção histórica” e reforça a importância da cooperação federativa no enfrentamento de desafios que ultrapassam as capacidades orçamentárias estaduais. O contexto da migração O fluxo de venezuelanos para o Brasil começou a crescer de forma significativa a partir de 2017, principalmente pela fronteira terrestre em Pacaraima, cidade no extremo norte de Roraima. Dados oficiais indicam que mais de 1 milhão de venezuelanos ingressaram no país entre 2017 e 2025, com mais de 70% desse total entrando pelo estado. A chegada massiva de migrantes gerou pressão nas áreas de saúde, educação, segurança pública e assistência social do estado, levando Roraima a assumir grande parte dos custos e serviços necessários para acolhimento e manutenção da ordem pública. O governo federal tem coordenado ações integradas por meio da Operação Acolhida, que organiza o atendimento, documentação e interiorização das pessoas que chegam ao país, em parceria com órgãos civis e militares. Repercussão e próximos passos Especialistas em políticas públicas afirmam que o repasse é um passo importante na reparação financeira, mas alertam que a eficácia depende de uma aplicação eficiente dos recursos, visando garantir serviços básicos e segurança à população local e aos migrantes. O acordo acontece em um momento de atenção redobrada na fronteira, após episódios recentes de instabilidade e fechamento temporário da passagem em solo venezuelano, que podem sinalizar novos movimentos migratórios.
VENEZUELANOS CELEBRAM QUEDA DE MADURO EM CHAPECÓ
Manifestação pacífica reúne imigrantes na Praça Coronel Bertaso, no Centro da cidade, em comemoração às notícias sobre o fim do governo de Nicolás Maduro, que esteve no poder por cerca de 13 anos na Venezuela Venezuelanos residentes em Chapecó se reuniram na Praça Coronel Bertaso, no Centro da cidade, na tarde deste sábado (03), em uma manifestação pacífica em comemoração às informações que indicam a queda do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. O ato ocorre em meio à forte repercussão internacional envolvendo os recentes acontecimentos no país vizinho. Maduro estava no poder desde 2013, período marcado por crise econômica, instabilidade política, sanções internacionais e um intenso fluxo migratório para outros países da América Latina. Durante a mobilização, os manifestantes exibiram bandeiras, cartazes e entoaram palavras de ordem. A Rádio Chapecó acompanhou o ato no local. O repórter Amauri Sales conversou com participantes da manifestação, que relataram sentimentos de alívio, emoção e esperança por mudanças no país de origem. AO VIVODIRETO DA PRAÇA NO CENTRO DE CHAPECÓ ▶️ ENTREVISTAS – OUÇA OS DEPOIMENTOS 🎧 Andrés PortilloO entrevistado fala sobre o significado da mobilização para os venezuelanos que vivem no Brasil e a expectativa por um novo momento político na Venezuela. 🎧 Jaassiel HerreraNa entrevista, o participante destaca a importância simbólica do ato em Chapecó e o sentimento de esperança compartilhado pela comunidade venezuelana. Chapecó abriga uma das maiores comunidades venezuelanas do Brasil. Estimativas locais apontam que cerca de 19 mil venezuelanos vivem atualmente no município, onde encontraram abrigo, oportunidades de trabalho e melhores condições de vida. A manifestação ocorreu de forma ordeira e sem registros de confrontos, com acompanhamento das autoridades locais. Não houve necessidade de interdições no trânsito até o momento. Manifestações semelhantes também foram registradas em outros países, especialmente na América Latina, com destaque para o Chile, onde atos mais expressivos foram observados nas ruas, conforme o noticiário internacional. A Rádio Chapecó 100.1 FM segue acompanhando os desdobramentos do cenário internacional e a repercussão local do episódio, com novas atualizações ao longo da programação e nas plataformas digitais.
GOVERNO FEDERAL VAI MANTER ATIVIDADES DA OPERAÇÃO ACOLHIDA APÓS CORTE DE VERBAS DOS ESTADOS UNIDOS
Governo norte-americano suspendeu por 90 dias o repasse de recursos para a Organização Internacional para as Migrações (OIM), vinculada à ONU, entidade parceira na operação voltada aos venezuelanos; Operação Acolhida oferece assistência emergencial a migrantes e refugiados venezuelanos que ingressam no Brasil pela fronteira com Roraima O Governo Federal realizou, na tarde de segunda-feira (27/1), reunião com representantes da Organização Internacional para as Migrações (OIM), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), para discutir o impacto da suspensão das atividades realizadas pela entidade no âmbito da Operação Acolhida, diante da decisão do governo dos Estados Unidos de suspender por 90 dias o repasse de recursos para essa missão. Coordenada pelo Governo Federal, com o apoio de agências da ONU e mais de cem organizações da sociedade civil, a iniciativa humanitária oferece assistência emergencial a migrantes e refugiados venezuelanos que ingressam no Brasil pela fronteira com Roraima (RR). As autoridades brasileiras estão mobilizadas e seguem em tratativas para reduzir os impactos da ausência das equipes da OIM na operação logística e na gestão de abrigos. Entre as ações emergenciais estão a realocação de servidores das áreas de saúde, assistência social, da Polícia Federal e Defesa para manterem, em caráter emergencial, as atividades essenciais. O governo brasileiro reafirma seu compromisso com o acolhimento humanitário de imigrantes e seu entendimento sobre a importância das atividades desenvolvidas pela OIM e demais instituições especializadas no tema para alcance desse objetivo. Também participaram da reunião representantes da Casa Civil, dos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Saúde, da Defesa, da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Federal. Clique aqui e acesse a Nota Oficial do Ministério da Justiça e Segurança Pública. === Com informações: Agência Gov | Via MJSP Foto: Arquivo/Alexandre Manfrim/Divulgação