CALOUROS E VETERANOS DA UNOCHAPECÓ RECEBIDOS DE FORMA ESPECIAL EM NOVO ANO LETIVO

A programação do Integra Uno segue até sexta-feira (21), encerrando com uma super festa das Atléticas no estacionamento da Uno Teylor Henrique de Lima é produtor audiovisual na Unochapecó, mas sua chegada ao câmpus nesta segunda-feira (17) foi diferente. Com frio na barriga e a expectativas para os próximos passos, agora, quatro anos após sua formatura em Produção Audiovisual, é calouro do curso de Direito. E, junto aos seus novos colegas, participou do Integra Uno, momento pensado especialmente para recepcionar os estudantes da Universidade. Recepcionados pelas Atléticas, Diretórios Acadêmicos, professores e técnicos-administrativos, regados a boas músicas, nossos calouros e veteranos puderam reencontrar e conhecer os colegas de curso. Mesmo com a chuva a cair no Jardim das Artes, as trocas entre os estudantes foi calorosa e cheia de boas perspectivas para o novo semestre. Agora estudante de Direito, pronto para encontrar novos conhecimentos, Teylor conta que suas expectativas são as melhores. “Agora, com um olhar mais maduro sobre o mercado, os profissionais e o networking, sei que essa experiência será incrível. Estou muito ansioso por essa nova etapa”, conta. O produtor audiovisual, nascido em Campo Erê, sempre teve um lado voltado às leis e ao mundo da justiça, contudo no Mundo das Profissões de 2018 encantou-se com o fazer cinema. “A estrutura do curso, a dedicação dos professores e técnicos, e o cuidado genuíno com os sonhos de cada aluno que entrava no laboratório foram determinantes para minha escolha. Aquilo me cativou e deixou uma marca profunda na minha decisão. Durante a graduação, explorei um universo de possibilidades e realidades diversas, sempre guiado por professores altamente capacitados e uma estrutura excelente”, relata. Com o tempo, o profissional percebeu as infinitas possibilidades para expandir seus horizontes e lembrou daquela paixão antiga pelo Direito. Hoje, no mercado de trabalho, com mais maturidade, compreendeu melhor as escolhas e movimentos que fazem sentido para sua trajetória profissional e pessoal. E para quem possa ter dúvidas quanto ao cursar uma segunda graduação, Teylor aconselha: “Acredite no seu potencial! O conhecimento, além de transformar sua visão de mundo, molda sua trajetória intelectual e profissional. Independentemente de qualquer coisa, errando ou acertando, tente. Pois o conhecimento é algo que ninguém pode tirar de você!”. A programação do Integra Uno segue até sexta-feira (21), encerrando com uma super festa das Atléticas no estacionamento da Uno. Sejam todos bem-vindos, esperamos tornar possível todos os dias com vocês! Saiba mais clicando aqui.=== Texto e fotos: Ionara Virmes / Assessoria de Imprensa Unochapecó

PEÇAS DO CEOM COMPÕEM EXPOSIÇÃO NO MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL DE PARIS

A vitrine apresenta cerâmicas da Tradição Tupiguarani provenientes do Alto Uruguai (acervo CEOM) e do estado de São Paulo (acervo Musée du Quai Branly, coleção Levi-Strauss). O Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (CEOM) contribuiu com peças arqueológicas para a exposição ‘Migrações, uma Odisseia Humana’, que acontece no Museu de História Natural de Paris de 27 de novembro de 2024 a 8 de junho de 2025. A exposição tem como objetivo desmistificar os eventos migratórios, oferecendo uma abordagem interdisciplinar e embasada em dados científicos.  Há mais de 10 anos o CEOM/Unochapecó tem cooperação com o museu, para ações de pesquisa, ensino e difusão cultural na área de Arqueologia Pré-histórica. E foi a partir dessa parceria que surgiu a oportunidade de enviar peças do acervo do Centro para fazerem parte dessa amostra. As peças do CEOM são cerâmicas Guarani e procuram contar um exemplo de migração interna no continente americano ocorrida em tempos pré-coloniais, ou seja, antes da chegada dos europeus a América.  Para Mirian Carbonera, coordenadora do CEOM, “Foi motivo de alegria poder colaborar e contar ao mundo um pouco da pré-história sul americana e, especialmente, porque discute um tema tão sensível e contemporâneo das migrações humanas. Quando recebemos o convite, separamos as peças em conjunto com a equipe do Museu e também fizemos o protocolo de movimentação de bens junto ao IPHAN”. “Quanto as peças escolhidas e o que elas representam, Antoine Lourdeau, arqueólogo e professor do Museu de História Natural de Paris, comenta: “A ideia era de ilustrar um caso de migração antiga e interna ao continente americano. Porque quando se fala de migração pré-histórica para as Américas, muitas vezes se pensa somente nos primeiros povoamentos, vindo de fora, como se em seguida as populações não tivessem mais circulado. O caso das migrações das populações de línguas Tupi-Guarani é interessante, pois temos a linguística que nos dá uma ideia clara da dispersão atual e histórica (colonial) dessas populações, e a Arqueologia, nesse caso por meio da cerâmica, nos ajuda a entender os processos de dispersão. Graças a essa dupla fonte de informação, sabemos que são pessoas mesmo que se deslocaram, e não objetos ou ideias. Por isso, na vitrine, tem as cerâmicas, e no fundo tem palavras ligadas à temática das migrações em língua Guarani. Ao lado da vitrine tem um mapa sintético que ilustra extensão das línguas Tupi-Guarani e localização dos sítios com cerâmica da tradição Tupiguarani.” A vitrine apresenta cerâmicas da Tradição Tupiguarani provenientes do Alto Uruguai (acervo CEOM) e do estado de São Paulo (acervo Musée du Quai Branly, coleção Levi-Strauss). Complementando as cerâmicas, há palavras em língua Guarani relacionadas ao tema das migrações e um mapa que ilustra a extensão das línguas Tupi-Guarani, além da localização de sítios arqueológicos com vestígios dessa tradição. Ainda sobre a exposição Dividida em três partes, ela aborda as dimensões sociais, históricas e evolutivas das migrações humanas. 1. As Palavras das Migrações A primeira parte da exposição aborda os estereótipos e preconceitos frequentemente associados às migrações humanas. Os visitantes são convidados a refletir sobre como as representações históricas e contemporâneas das migrações estão, muitas vezes, relacionadas ao medo e ao preconceito. Essa seção também examina como o uso das palavras molda a percepção pública sobre os migrantes. Destacam-se as influências do discurso midiático e político no reforço de narrativas distorcidas, apresentadas por meio de caricaturas, infográficos e mídias interativas que desafiam essas representações. 2. Compreender as Migrações Contemporâneas A segunda parte oferece uma visão abrangente sobre as migrações atuais, explorando as múltiplas causas, trajetórias e perfis das pessoas em movimento. O antigo arquétipo do migrante — homem, jovem, pobre e sem instrução — não reflete mais a realidade das migrações contemporâneas. Atualmente, 48% dos migrantes são mulheres, e as razões para os deslocamentos são diversas, interligando fatores econômicos, políticos, climáticos, familiares, educacionais ou recreativos. Essas migrações revelam desigualdades sociais, econômicas e ambientais que impactam populações em escala global. Para alguns, os movimentos migratórios são vistos de forma positiva, enquanto, para outros, são desvalorizados. 3. Migrações e Evolução Humana A última parte da exposição conduz os visitantes a uma reflexão sobre o passado remoto da humanidade, evidenciando que o Homo sapiens, desde sua origem na África, sempre esteve em movimento. A mobilidade é apresentada como essencial para a continuidade da vida: sem deslocamentos, não há existência. Encontros, trocas culturais e misturas genéticas moldaram as jornadas humanas ao longo dos milênios. Em todas as direções e épocas, os seres humanos deixaram vestígios genéticos, culturais e intelectuais. Nossas sociedades, línguas, patrimônios genéticos e tradições são reflexos diretos deste legado migratório. Para saber mais informações sobre a exposição, acesse o site do museu aqui.  === Foto e informações: Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (CEOM)