CACIQUE DENUNCIA PLANTAÇÃO DE MACONHA EM ALDEIA
Polícias federal e militar apreenderam 15 pés da droga na Aldeia Condá, interior de Chapecó Na tarde da última terça-feira (27), uma ação conjunta entre a Polícia Militar de Santa Catarina, por meio da equipe ROCAM de Chapecó, e policiais federais resultou na apreensão de uma plantação de maconha na Aldeia Indígena Condá. A operação foi realizada após uma denúncia feita pelo cacique da própria aldeia. De acordo com as autoridades, o líder comunitário informou sobre a existência de pés de maconha cultivados nos fundos da residência de um jovem de 22 anos. No local, as forças de segurança encontraram 15 pés de maconha, sendo 14 mudas e uma planta já desenvolvida, todas cultivadas em vasos. O responsável pela plantação não foi localizado no momento da operação. O boletim de ocorrência foi registrado, e as plantas de maconha foram apreendidas. As investigações continuam para identificar e localizar o suspeito. Foto: Divulgação/PMSC
PF E RECEITA FEDERAL DESARTICULAM ESQUEMA CRIMINOSO ENVOLVENDO SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS
A Operação Entreposto cumpre 15 mandados de busca e apreensão, além de nove prisões preventivas, 46 sequestros de bens e bloqueios bancários de aproximadamente R$ 37 milhões A Polícia Federal deflagrou, em ação conjunta com a Corregedoria da Receita Federal do Brasil, nesta quarta-feira (6/11), a Operação Entreposto, com o objetivo de desarticular esquema criminoso realizado por grupo de servidores públicos da Receita Federal do Brasil, que se utiliza de seus cargos para desviar e se apropriar de mercadorias aprendidas nas atividades de fiscalização fazendária, com o fim de proceder, posteriormente, a reinserção criminosa de tais bens no mercado informal. A ação contou com a atuação de aproximadamente 90 policiais federais e 16 integrantes da Corregedoria da Receita Federal, tendo sido cumpridos nove mandados de prisão preventiva, 15 mandados de busca e apreensão, três mandados de busca pessoal e 12 medidas cautelares, além do sequestro de 22 imóveis e 24 veículos, bem como o bloqueio de contas bancárias dos investigados, com valor aproximado de R$ 37 milhões. As ordens judiciais, emitidas pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Santa Maria/RS, foram cumpridas nos municípios de Santa Maria/RS, Pelotas/RS, Lajeado/RS, Braga/RS, Santo Augusto/RS e Chapecó/SC. A investigação começou a partir de uma comunicação interna à Corregedoria da RFB pela Superintendência da Receita Federal no estado do Rio Grande do Sul, resultando na instauração de investigação criminal pela Polícia Federal. Segundo as apurações, servidores fraudavam registros de apreensão, de modo que apenas uma parte dos produtos apreendidos ingressasse de fato ao depósito de mercadorias da Delegacia da RFB em Santa Maria/RS. A comercialização dessas mercadorias era realizada, em regra, por grupo composto de particulares, o qual repassa os valores das vendas aos agentes públicos mediante comissão. Os particulares, que atuam de forma associada aos servidores públicos, ostentam antecedentes pela prática de crimes de contrabando/descaminho, além de diversas autuações pelo próprio órgão fiscal. Restou identificada, ainda, a participação de um policial militar do estado de Santa Catarina, lotado na inteligência do órgão, que além de auxiliar na operacionalização das abordagens a alvos potenciais, prestava apoio na venda e na destinação de produtos desviados. A Operação Entreposto apura os crimes de peculato, facilitação ao contrabando ou descaminho, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Com informações e foto: Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do Sul
POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO ELEITORAL E DINHEIRO FALSO
Operação mira vereadores suspeitos de envolvimento em esquema de corrupção eleitoral A Polícia Federal está investigando possível esquema de suposta compra de votos em Caxambu do Sul, Oeste de Santa Catarina. De acordo com informações da Polícia Federal à imprensa, haveria inclusive uso de dinheiro falso. A operação denominada “Falsa Promessa” foi deflagrada na manhã desta quarta-feira 23 de outubro. Ação tem por base denúncias sobre circulação de cédulas fraudulentas que seriam utilizadas nas eleições municipais de 2024. Segundo as informações, diversos eleitores teriam recebido essas notas para votar em candidatos específicos. As investigações iniciais apontaram o possível envolvimento de dois candidatos à reeleição de vereadores do município. Em resposta às denúncias, a Polícia Federal cumpriu 12 mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos. Até o momento ninguém foi preso e nenhuma cédula falsa foi encontrada. Contudo, o delegado Philipe Suriano afirmou que após a repercussão do caso, várias notas foram recolhidas e destruídas. O delegado também mencionou que, embora não tenha uma estimativa exata do total de cédulas falsas que circularam, acredita que a quantidade foi significativa, causando preocupação entre comerciantes e moradores da cidade. Durante a operação, foram apreendidos celulares e outros equipamentos eletrônicos que serão analisados para identificar mais indícios de autoria relacionados à prática de compra de votos. Trinta policiais federais estão envolvidos na operação, que investiga crimes de corrupção eleitoral e emissão de moeda falsa. As penas podem ultrapassar 16 anos de prisão. Em nota à imprensa, a Polícia Federal destacou que, para a configuração do crime de corrupção eleitoral, “não é necessário que a vantagem seja efetivamente entregue ao eleitor; a simples promessa já é suficiente para caracterizar o delito“. A operação Falsa Promessa ilustra a seriedade das práticas de corrupção eleitoral e o comprometimento da Polícia Federal em investigar e coibir esses atos, que prejudicam a integridade do processo democrático. A continuidade das investigações busca garantir a responsabilização dos possíveis envolvidos e a proteção do direito democrático da população. Foto: Comunicação Social da Polícia Federal