OPERAÇÃO APURA TORTURA LIGADA AO TRÁFICO EM CHAPECÓ
Polícia Civil cumpre prisões e apreensões contra grupo investigado por agressões e cobrança de dívidas ilegais A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta sexta-feira (8), a operação “Cruciatus”, em Chapecó, com foco no combate a práticas criminosas envolvendo tortura utilizada como forma de cobrança de dívidas ligadas ao tráfico de drogas. A investigação apontou a atuação de integrantes de uma facção criminosa com presença na região Oeste. A operação foi conduzida de forma conjunta pela Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) e pela 1ª Delegacia de Polícia da Comarca de Chapecó, com apoio de outras unidades da Polícia Civil, da Polícia Militar, Guarda Municipal e do Núcleo de Operações com Cães (NOC). Durante a ação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e duas ordens de internação de adolescentes nos municípios de Chapecó e Joinville. As diligências ocorreram nos bairros Bom Pastor, Centro, Boa Vista e Passos dos Fortes, em Chapecó. As investigações tiveram início após um homem de 28 anos dar entrada no Hospital Regional do Oeste, no dia 25 de janeiro deste ano, apresentando múltiplas fraturas pelo corpo. A vítima permaneceu internada por vários dias e precisou passar por duas cirurgias. O caso foi comunicado à Polícia Civil, que iniciou os trabalhos investigativos em conjunto com outras forças de segurança. No decorrer da apuração, vídeos com cenas de extrema violência foram encontrados em um aparelho celular apreendido. As imagens, que também circularam em grupos de aplicativos de mensagens, mostravam a vítima sendo agredida e torturada por diversos suspeitos. Segundo a investigação, os atos seriam uma forma de punição por uma dívida relacionada ao tráfico de drogas. De acordo com a Polícia Civil, um dos vídeos mostra suspeitos indo até a residência da vítima e obrigando-a a acompanhar o grupo. Em outro registro, a vítima aparece amarrada enquanto sofre agressões com pedaços de madeira, causando fraturas nos braços e pernas. A intenção, conforme a investigação, seria utilizar a violência como exemplo para outros devedores. A polícia identificou diversos envolvidos nas agressões, entre adultos e adolescentes. Um dos suspeitos apontados na investigação já está morto. Com base nas provas reunidas, a autoridade policial solicitou as prisões preventivas e internações cautelares, autorizadas pela Justiça. Foto: Divulgação/PCSC Além do cumprimento das ordens judiciais, um suspeito foi preso em flagrante por tráfico de drogas durante a operação em Chapecó. Os envolvidos detidos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. Segundo a Polícia Civil, o nome da operação, “Cruciatus”, faz referência à prática de tortura e ao ato de infligir dor. Foto: Amauri Sales/Rádio Chapecó