CHAPECÓ ACELERA TRANSFORMAÇÃO ECONÔMICA E CONSOLIDA NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO NO INTERIOR BRASILEIRO

Da força do cooperativismo e da agroindústria à expansão da educação, saúde, tecnologia e pequenos negócios, Oeste catarinense amplia protagonismo econômico e social no cenário nacional; Em 2026, Chapecó caminha para o aniversário de 109 anos de emancipação pelo trabalho, progresso e sustentabilidade Durante décadas, o Oeste catarinense construiu sua força econômica apoiado na agroindústria, no cooperativismo e na produção de proteína animal. Chapecó tornou-se referência nacional em produtividade, logística e industrialização de alimentos, consolidando uma das economias mais dinâmicas do Sul do país. Mas a trajetória econômica da região começou muito antes da industrialização. O desenvolvimento regional passou inicialmente pelo extrativismo vegetal e pela exploração madeireira, avançou posteriormente para a agropecuária e para a consolidação do cooperativismo rural, estruturou uma poderosa cadeia agroindustrial e, nas últimas décadas, passou a incorporar de forma crescente os setores de comércio, tecnologia, educação, saúde e serviços especializados. Hoje, Chapecó vive uma nova transição econômica. Sem abandonar a base agroindustrial que impulsionou seu crescimento, o município amplia sua matriz produtiva por meio do avanço dos pequenos negócios, da inovação tecnológica, da economia de serviços e do empreendedorismo regional. Os números mais recentes indicam que essa transformação deixou de ser apenas percepção local para se tornar um movimento econômico mensurável. Informações aferidas pela Prefeitura de Chapecó, o município, somente em 2025, ultrapassou 10,2 mil empresas abertas. Tal marca registra o maior volume anual da história chapecoense. O total de CNPJs ativos chegou a 54.756 registros. A evolução dos indicadores demonstra crescimento contínuo: O avanço é puxado principalmente pelos Microempreendedores Individuais (MEIs), impulsionados pela expansão da economia de serviços, comércio digital, alimentação, logística, tecnologia e negócios ligados ao agronegócio. Dados do Simplifica Chapecó apontam mais de 7,3 mil novas formalizações de MEIs em 2025, crescimento aproximado de 45% em relação ao ano anterior. Mais do que abertura de empresas, os indicadores também revelam amadurecimento econômico. Segundo dados municipais, 864 microempreendedores migraram para categorias empresariais superiores, como Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP). O cooperativismo como DNA econômico e social do Oeste Especialistas em desenvolvimento regional apontam que parte significativa da transformação econômica do Oeste catarinense está diretamente ligada ao modelo cooperativista consolidado ao longo de décadas. O sistema cooperativo ajudou a estruturar cadeias produtivas, ampliar acesso ao crédito, profissionalizar a produção rural e distribuir renda regionalmente. Essa organização permitiu que pequenos produtores, comerciantes e empreendedores participassem de um processo econômico mais integrado e resiliente. Mas o cooperativismo no Oeste vai além da economia. Ele também se tornou uma característica cultural e social da região. A tradição associativista influenciou a criação de entidades comunitárias, iniciativas filantrópicas, organizações de apoio social, associações empresariais, cooperativas de crédito, programas educacionais e projetos voltados à saúde e ao desenvolvimento humano. Em Chapecó e em diversos municípios do Oeste, parte importante das iniciativas de interesse coletivo nasceu justamente da articulação comunitária e da capacidade histórica de organização social da população regional. Essa cultura colaborativa ajudou a fortalecer não apenas o agronegócio, mas também o empreendedorismo urbano, o comércio, os serviços, a educação comunitária e projetos de assistência social. Especialistas avaliam que essa característica regional criou um ambiente mais favorável à circulação local de renda, ao reinvestimento comunitário e à formação de redes de apoio entre empresas, instituições e sociedade civil. Da agroindústria à economia do conhecimento Historicamente associada à proteína animal, Chapecó passou a registrar crescimento também em segmentos ligados à tecnologia, automação industrial, logística, saúde, educação, economia criativa e comércio eletrônico. Hoje, o município apresenta expansão em áreas como: Ao mesmo tempo, Chapecó consolidou-se como um dos principais polos educacionais do interior do Sul do Brasil. A cidade reúne instituições públicas e privadas que oferecem desde ensino técnico e profissionalizante até programas de mestrado e doutorado, formando mão de obra qualificada para setores estratégicos da economia regional. Universidades, centros universitários, institutos federais e programas de pesquisa passaram a desempenhar papel relevante na formação de profissionais para áreas ligadas ao agronegócio, engenharia, saúde, tecnologia e gestão empresarial. Especialistas avaliam que essa estrutura educacional ajudou a reduzir a dependência histórica da migração de jovens para capitais maiores e contribuiu para retenção de talentos no interior. Saúde transforma-se em novo eixo regional de serviços Outro setor que ganhou protagonismo na economia regional é a saúde. Chapecó consolidou-se como referência macrorregional em atendimento hospitalar, serviços médicos especializados e ações de saúde preventiva, atendendo pacientes de dezenas de municípios do Oeste catarinense e regiões vizinhas. O fortalecimento do setor impulsionou investimentos em clínicas, laboratórios, centros de diagnóstico, formação universitária na área médica e serviços de alta complexidade. Além do impacto social, a saúde passou a representar importante vetor econômico, ampliando a geração de empregos qualificados e a movimentação do setor de serviços. Ambiente de negócios virou diferencial competitivo Parte do crescimento empresarial observado em Chapecó é atribuída por entidades empresariais e pelo Sebrae à simplificação administrativa implementada nos últimos anos. Entre as medidas apontadas estão: Segundo informações divulgadas pela administração municipal, alguns processos empresariais que antes levavam até duas semanas passaram a ser concluídos em poucas horas. O principal símbolo dessa política é o programa Simplifica Chapecó. Em 2024, a iniciativa recebeu do Sebrae/SC o primeiro lugar estadual em atendimento aos pequenos negócios entre municípios catarinenses com mais de 100 mil habitantes. Já em 2026, o município conquistou o Selo Prata Sebrae de Referência em Atendimento, reconhecimento concedido a cidades com boas práticas de apoio ao empreendedorismo e eficiência administrativa. O interior como vetor da nova economia brasileira A experiência de Chapecó reflete uma mudança mais ampla no desenvolvimento econômico nacional. Cidades médias do interior passaram a concentrar parte relevante da expansão do empreendedorismo, da inovação, da educação superior, da saúde especializada e da geração de renda no país. Mantendo sua força histórica no agronegócio, Chapecó amplia agora sua presença em tecnologia, serviços, conhecimento e economia diversificada, consolidando um modelo menos dependente de uma única atividade econômica. Para especialistas em desenvolvimento regional, o caso do Oeste catarinense demonstra que o crescimento sustentável não depende apenas da presença de grandes corporações, mas também da