LULA PODE DOBRAR A APOSTA E INSISTIR EM MESSIAS APÓS DERROTA

Presidente mantém Jorge Messias no governo e avalia nova indicação ao Supremo Tribunal Federal mesmo após recado duro do Senado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá sinais claros de que não pretende recuar após a derrota histórica no Senado e pode, sim, manter a teimosia política ao insistir no nome de Jorge Messias para o STF. Mesmo rejeitado, Messias segue prestigiado no Planalto. Lula pediu sua permanência no governo e trata o episódio como um revés momentâneo, não como decisão definitiva. Nos bastidores, a estratégia em avaliação é esperar o ambiente político esfriar para tentar uma nova investida – possivelmente com o mesmo nome. A movimentação é vista como arriscada. A rejeição no Senado foi interpretada como um recado direto ao governo, evidenciando desgaste na relação com parlamentares e limites na capacidade de articulação política. Insistir agora pode tensionar ainda mais o cenário e transformar uma derrota em confronto institucional aos modos fratura exposta. Ainda assim, interlocutores próximos ao presidente indicam que Lula não quer passar sinal de fraqueza. Recuar imediatamente poderia consolidar a imagem de um governo acuado, especialmente em um momento pré-eleitoral. Nos bastidores, Messias também se movimenta. Ele retomou o comando da AGU e buscou apoio dentro do próprio Judiciário, incluindo aproximação com ministros como Alexandre de Moraes, numa tentativa de reconstruir pontes e reduzir resistências. Enquanto isso, o governo acompanha o impacto político do episódio. Há avaliação de que, embora tenha sofrido uma derrota institucional, a narrativa de enfrentamento pode gerar algum ganho junto à base mais fiel. Por outro lado, o desgaste com o Senado permanece como fator de risco real. O cenário segue aberto, mas com um dado evidente: se Lula insistir em Messias, transforma a próxima indicação ao STF em um teste direto de força. E, neste momento, dobrar a aposta pode custar ainda mais caro do que a derrota inicial. === Arte ilustrativa: ChatGPT/Rádio Chapecó | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado