JBS INAUGURA CENTRO DE BIOTECNOLOGIA PARA DESENVOLVER “SUPERPROTEÍNAS”
JBS Biotech terá foco em saúde animal, nutrição de precisão e desenvolvimento de proteínas funcionais e alternativas; até o final de 2026, a companhia terá investido US$ 37 milhões no centro de pesquisa A JBS inaugurou ontem quarta-feira (1º de abril de 2026), em Florianópolis, o JBS Biotech, um centro de biotecnologia avançada dedicado ao desenvolvimento de ciência aplicada à cadeia produtiva. A unidade atua em saúde animal, nutrição de precisão e desenvolvimento de proteínas funcionais e alternativas, elevando o padrão competitivo da cadeia de proteína animal. Até o final de 2026, a companhia terá investido US$ 37 milhões no centro de pesquisa. Com uma instalação de 4mil m2 dentro no Sapiens Parque, a unidade conta com 20 laboratórios especializados, que abrangem todo o ciclo de desenvolvimento tecnológico, da ciência básica e biologia molecular à engenharia, simulação de dados e validação de resultados. A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) vê esta iniciativa como estratégica para o setor de alimentos, um dos maiores empregadores do estado. “Recebemos a equipe da JBS no Instituto SENAI de Inovação, neste mesmo parque tecnológico. Muito antes desta inauguração, os pesquisadores já estavam em ação, demonstrando compromisso e determinação”, lembrou o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, que participou da solenidade de inauguração. Wesley Batista, membro do conselho de administração da JBS, destacou que “este centro é o coração da JBS para o mundo inteiro porque podemos levar o que for desenvolvido aqui para qualquer país onde estamos presentes”. As superproteínas “A JBS Biotech é capaz de desenvolver desde proteínas funcionais – as chamadas superproteínas – até novas soluções em ingredientes que contribuam para produtos mais saudáveis. Mas, mais do que produzir um item final, nosso objetivo é desenvolver tecnologia, acelerar provas de conceito e abrir caminhos para futuras aplicações em escala industrial”, destaca o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni. “Estamos entrando em uma nova fronteira, em que é possível entender o potencial dos alimentos proteicos em nível molecular e desenvolver soluções com características nutricionais e funcionais sob medida para diferentes necessidades dos consumidores”, afirma Fernanda Berti, CEO da JBS Biotech. Na prática, isso abre caminho para proteínas de alta qualidade nutricional, ricas em aminoácidos essenciais, na proporção adequada ao consumo, além de propriedades funcionais específicas. Esses ingredientes podem ser desenhados para atuar de forma direcionada, desde ganho de massa muscular até suporte imunológico e desempenho metabólico, ampliando o conceito de nutrição tradicional para uma nutrição mais personalizada e baseada em ciência. Segundo a empresa, entre as frentes de pesquisa está o desenvolvimento de peptídeos e bioingredientes com potencial antioxidante e antimicrobiano, que podem contribuir para a redução de aditivos em alimentos. Valor agregado à cadeia “Mais do que o produto final em si, o grande valor da biotecnologia está no aprendizado científico que esse processo proporciona”, explica Tomazoni. “A geração contínua de conhecimento constitui um ativo estratégico que assegura propriedade intelectual, orienta decisões e sustenta a competitividade, ao conectar inovação às tendências de mercado”. A inauguração do centro se conecta a iniciativas anteriores da companhia em biotecnologia, incluindo investimentos em proteína cultivada na Europa. Com o novo centro no Brasil, a empresa amplia sua capacidade de desenvolver soluções em diferentes frentes da cadeia de alimentos. === Com informações da JBS / FIESC Foto de capa: Divulgação/JBS