UNOCHAPECÓ RECEBE EMPRESA CHILENA EM AGENDA INTERNACIONAL

Visita institucional e palestra no Pollen reforçam visibilidade internacional e aplicação prática da inteligência artificial no ensino superior A Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) recebeu, nesta semana, representantes da empresa chilena Rocketbot para uma visita institucional voltada à apresentação da estrutura, dos serviços e das soluções desenvolvidas pela universidade nas áreas de inovação e transformação digital. A comitiva internacional foi composta por Fernando Urbano, Head of Agentic AI da Rocketbot Global; Rafael Fuentes, cofundador e Chief Marketing Officer da Rocketbot Global; Rodolfo Almeida, Tech Lead da Rocketbot Brasil; e Nelson Klann, representante comercial das soluções Rocketbot. O grupo foi recepcionado pelo reitor, Claudio  Jacoski, pelo vice-reitor, José Alexandre De Toni, e pelo gerente-geral de Tecnologia da Informação, Lissandro Hoffmeister. Para o reitor, a aproximação com empresas internacionais reforça o posicionamento institucional. “O contato com organizações que atuam na fronteira da tecnologia amplia nossa visibilidade e demonstra a capacidade da universidade em desenvolver soluções inovadoras aplicadas à gestão e à formação acadêmica”, destaca. Durante a agenda, realizada na Reitoria, foram apresentados projetos e práticas voltadas à modernização de processos acadêmicos e administrativos, com uso de inteligência artificial, automação de processos (RPA) e soluções digitais aplicadas à gestão universitária. O vice-reitor José Alexandre De Toni ressalta o alinhamento estratégico da instituição. “Estamos estruturando a universidade para responder às novas demandas tecnológicas, com foco em eficiência, qualidade e inovação nos serviços prestados à comunidade acadêmica”, afirma. A programação também incluiu a troca de experiências sobre inovação e o papel da universidade no desenvolvimento regional. Nesse contexto, o gerente geral de TI, Lissandro Hoffmeister, destaca os avanços já consolidados. “A digitalização da jornada acadêmica já é uma realidade na Unochapecó, com soluções integradas que impactam diretamente a experiência do estudante e a gestão institucional”, pontua. A agenda reforça uma aproximação já existente. Em outubro de 2025, Hoffmeister esteve no Chile apresentando o projeto “Do Olá ao Diploma Digital”, iniciativa voltada à digitalização completa da jornada acadêmica e à integração de soluções tecnológicas no ambiente universitário. Palestra no Pollen debate aplicação real da IA Como parte da programação, a comitiva participou, na noite desta quinta (26), de uma palestra no Pollen Parque Científico e Tecnológico com o tema “Além do Hype: A Realidade dos Agentes de IA”, voltada a estudantes de tecnologia e convidados da região. Conduzida por Fernando Urbano e Rafael Fuentes, a apresentação abordou a diferença entre as promessas do mercado e a aplicação prática da inteligência artificial nas organizações, com foco na transformação de modelos de linguagem em ferramentas produtivas. Entre os pontos debatidos estão onde a IA realmente gera valor, os fatores que levam ao fracasso de grande parte dos projetos e a construção de arquiteturas robustas que integrem IA, automação (RPA) e orquestração para gerar resultados mensuráveis e sustentáveis. A iniciativa amplia a conexão da Unochapecó com o ecossistema de inovação e reforça o papel da instituição como ambiente de desenvolvimento tecnológico e difusão de conhecimento aplicado. === Informações e foto: AGECOM / Unochapecó

SENADO APROVA REGRAS PARA USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (10) o marco regulatório para uso da inteligência artificial no país. O texto segue agora para votação na Câmara dos Deputados. O projeto estabelece os princípios fundamentais para o desenvolvimento e uso de IA. Ele define que a tecnologia deve ser transparente, segura, confiável, ética, livre de vieses discriminatórios, respeitando os direitos humanos e valores democráticos. O projeto exige também que sejam contemplados o desenvolvimento tecnológico, a inovação, a livre iniciativa e a livre concorrência. Além de enumerar os sistemas de IA considerados de alto risco, o projeto proíbe o desenvolvimento de alguns tipos de tecnologias de IA que causem danos à saúde, à segurança ou a outros direitos fundamentais. O texto, por exemplo, veda que o Poder Público crie sistemas que classifiquem ou ranqueie pessoas com base no comportamento social para acesso a bens e serviços ou a políticas públicas “de forma ilegítima ou desproporcional” ou de sistemas de IA que facilite o abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes. Alto risco O projeto define ainda como sistemas de IA de alto risco aqueles que podem causar danos às pessoas ou à sociedade, como os de controle de trânsito, de redes de abastecimento de água e eletricidade. Também são considerados sistemas de IA de alto risco aqueles aplicados na educação e formação profissionais para determinar acesso à instituição de ensino ou de monitoramento de estudantes, além dos sistemas usados para recrutamento de trabalhadores ou para promoções no trabalho.  Sistemas de IA de “repartição de tarefas e controle e avaliação do desempenho e do comportamento das pessoas nas áreas de emprego, gestão de trabalhadores e acesso ao emprego por conta própria” também são considerados de alto risco. Outros exemplos são sistemas de IA para avaliação de prioridades em serviços públicos essenciais, como bombeiros e assistência médica. Também são citados no texto os sistemas de inteligência artificial usados pela Justiça para investigação de crimes, ou que tenham risco para as liberdades individuais ou ao Estado Democrático de Direito. Os sistemas de IA na área da saúde, como para auxiliar no diagnóstico e procedimentos médicos, e para o desenvolvimento de veículos autônomos em espaços públicos são outros exemplos de sistemas de alto risco de inteligência artificial listados pelo projeto. Big techs Durante a tramitação no Senado, foi retirado o dispositivo que considerava como sendo de alto risco os sistemas de IA usados pelas plataformas digitais, as chamadas big techs, para produção, análise, recomendação e distribuição de conteúdos. De acordo com o relator, senador Eduardo Gomes (PL-TO), a retirada desse trecho foi um acordo entre as bancadas para fazer o projeto de lei 2.338 de 2023, de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), avançar na votação. O texto foi aprovado em votação simbólica na comissão temporária criada para analisar o tema.