REPROVAÇÃO AO GOVERNO LULA PASSA DE 50% E ACENDE ALERTA NO PLANALTO
Pesquisa mostra que maioria dos brasileiros desaprovam a forma como o presidente governa A reprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ultrapassou a marca de 50% e acendeu um sinal de alerta no Palácio do Planalto. É o que aponta a mais recente pesquisa nacional do instituto Paraná Pesquisas.De acordo com o levantamento, 50,9% dos brasileiros desaprovam a forma como Lula governa, enquanto 45,6% aprovam. Outros 3,5% não souberam ou não responderam. Na avaliação detalhada da gestão, os números reforçam o cenário negativo. 42,8% dos entrevistados classificam o governo como ruim ou péssimo, índice superior ao percentual dos que avaliam a administração como boa ou ótima, que soma 32,7%. 📊 OS NÚMEROS DA PESQUISA Avaliação do governo Avaliação da gestão O resultado é visto no meio político como um indicador de desgaste da imagem do governo e aumento da pressão sobre a condução da agenda econômica e política em Brasília. A desaprovação é maior nas regiões Sul, Sudeste, Norte e Centro-Oeste. O Nordeste é a única região onde a aprovação ainda supera a reprovação, mas não é suficiente para reverter o quadro nacional. O instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.038 eleitores em 163 municípios, entre os dias 18 e 22 de dezembro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Pesquisa de opinião pública realizada no Brasil com o objetivo de consultar à população sobre a avaliação da administração Federal.
MERCADO FINANCEIRO PROJETA INFLAÇÃO DE 5% EM 2025
Estimativa foi divulgada hoje pelo Banco Central O mercado financeiro aumentou ligeiramente a projeção da inflação para este ano. A edição do Boletim Focus desta segunda-feira (13) projeta um índice, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 5%, ante os 4,99% da semana passada. Há quatro semanas a projeção era 4,6% para 2025. A pesquisa Focus é realizada por economistas do mercado financeiro e divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC). Para 2026, o boletim também projeta um ligeiro aumento na inflação para 4,05, ante os 4,03 da semana anterior. No ano passado, o IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou em 4,83%, acima do teto da meta prevista para 4,5%. Desde 1999, quando o Brasil passou a adotar o regime de metas de inflação, o IPCA, considerado a inflação oficial do país, ultrapassou oito vezes o limite máximo da meta. A último registro foi no ano passado, segundo dados divulgados na última sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a projeção do mercado financeiro é inflação de 3,9% e para 2028, de 3,56%. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país – o boletim manteve a projeção de crescimento para 2025 da semana passada. Segundo o mercado financeiro, o PIB no próximo ano deve ficar em 2,02%. Para 2026, a projeção é crescimento de 1,8%. Já para 2027 e 2028, a projeção de expansão do PIB é 2%, para os dois anos. Taxa de juros Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o Boletim Focus manteve a projeção da semana passada de 15%, para 2025. Há quatro semanas a projeção era de 14%. Para 2026, a estimativa do mercado financeiro é que a Selic fique em 12%. Para 2026 e 2027, as projeções são de que a taxa fique em 10,25% e 10%, respectivamente. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). No final do ano passado, o colegiado aumentou a Selic em 1 ponto percentual (p.p), com a justificativa de que a reação do mercado financeiro ao pacote fiscal do governo federal tornou o cenário inflacionário mais adverso, demandando uma política “ainda mais contracionista”. As reações negativas do mercado financeiro ao pacote de corte de gastos, anunciados pelo governo em novembro do ano passado, fez com que o dólar saltasse, ultrapassando o patamar dos R$ 6 pela primeira vez na história. Ainda de acordo com o Copom, o cenário mais adverso para a convergência da inflação à meta para 2025, de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5% pode demandar novos aumentos de 1 ponto percentual na Selic nas próximas duas reuniões do comitê: em janeiro, nos dias 28 e 29, e em março, nos dias 18 e 19. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. Câmbio Em relação ao câmbio, a previsão de cotação do dólar ficou em R$ 6,00 para 2025. No fim de 2026, a previsão é que a moeda norte-americana também fique em R$ 5,40. Para 2026, o câmbio também deve ficar, de acordo com o Boletim Focus, em R$ 6,00, um aumento em relação aos R$ 5,90 projetados na semana passada. Para 2027, a projeção é R$ 5,82 para o dólar e R$ 5,88, para 2028. === Com informações: Agência Foto: © Marcello Casal JR / Agência Brasil