MAIS DE 50 EMPRESAS DE SC MIRAM EXPORTAÇÃO
Agenda em Chapecó reforçou apoio do Sebrae/SC para internacionalização de pequenos negócios Santa Catarina já conta com mais de 50 empresas que exportaram ou estão em fase de exportação com apoio do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), iniciativa executada pelo Sebrae/SC em convênio com a ApexBrasil. O fortalecimento da cultura exportadora no Estado foi tema de uma agenda estratégica realizada nesta terça-feira (28), em Chapecó. A programação reuniu visitas técnicas a empresas atendidas pelo programa e a reunião do Comitê Consultivo do PEIEX, que integra representantes de instituições financeiras, entidades empresariais, universidades e organizações ligadas ao comércio exterior. Entre as empresas visitadas estiveram a Chopeiras Ruver e a Carbon Smart, ambas acompanhadas pelo programa e reconhecidas pelo potencial de inserção no mercado internacional. As visitas permitiram acompanhar de perto a evolução dos negócios dentro da jornada de internacionalização. O gestor de Projetos do Sebrae/SC na regional Oeste, Renê Luiz Anziliero, destacou que o programa vem atendendo empresas de diferentes segmentos, como inovação, turismo e metalmecânico. Segundo ele, além de fortalecerem suas operações locais, os empreendedores passam a se preparar para vender ao exterior, acessar novos mercados e elevar o nível de competitividade. Já o coordenador de Acesso a Mercados do Sebrae/SC, Jefferson Reis Bueno, afirmou que a agenda faz parte de um movimento estadual para avaliar resultados e ampliar o alcance do programa. “O que temos observado é uma excelente receptividade dos empresários, que estão dedicando tempo para se preparar e buscar oportunidades no mercado internacional”, ressaltou. Exportar melhora até o desempenho no mercado interno Bueno também enfatizou que os ganhos não se limitam às vendas externas. Conforme ele, a exigência do mercado internacional leva as empresas a profissionalizarem processos, aumentarem padrões de qualidade e se tornarem mais competitivas dentro do próprio Brasil. Outro dado destacado por ele é o potencial ainda pouco explorado no país. “Mais de 50 empresas catarinenses já exportaram ou estão em fase de exportação. Isso é muito relevante, considerando que apenas 0,1% dos negócios brasileiros exportam”, observou. Crédito e competitividade O gerente regional Oeste do BRDE, Paulo César Antoniollo, ressaltou que o banco participa ativamente do Conselho Consultivo do PEIEX e vê no programa uma ferramenta importante para preparar empresas da região. Segundo ele, além de abrir portas no mercado externo, o trabalho contribui para consolidar um perfil exportador que permite acesso a linhas financeiras específicas, garantindo melhores condições e maior competitividade. Como funciona o programa A metodologia do PEIEX é dividida em três etapas: Empresas interessadas em participar podem procurar o Sebrae/SC para iniciar o processo de internacionalização. Sebrae/SC completa 54 anos em 2026 Neste ano, o Sebrae/SC celebra 54 anos de atuação no fortalecimento dos pequenos negócios e no estímulo ao empreendedorismo em Santa Catarina. Com presença em todas as regiões do Estado, a instituição é considerada parceira estratégica do setor produtivo catarinense. === Foto: MB Comunicação
EXPORTAÇÕES DE SANTA CATARINA CRESCEM 6,5% ATÉ MAIO
Faturamento chegou a US$ 4,88 bilhões no período. Vendas de papel e cartão, máquinas elétricas e carne suína foram destaque Santa Catarina registrou aumento de 6,5% nas exportações entre janeiro e maio de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O estado faturou US$ 4,88 bilhões, frente aos US$ 4,59 bilhões arrecadados em 2024. O desempenho positivo reflete o fortalecimento da produção industrial catarinense e o aumento da demanda internacional por seus produtos. O crescimento foi impulsionado por setores variados, com destaque para papel e cartão, que teve alta de 23%, seguido por máquinas elétricas (21%), carne suína (17%), materiais de construção (14%), madeira (12%), carne de aves (9,2%) e móveis (6,3%). Mesmo sem registro de gripe aviária, o governo estadual mantém atenção especial às medidas de sanidade animal para garantir a estabilidade das exportações de carnes. A carne de aves liderou a pauta exportadora, com US$ 818 milhões em receita, representando 16% do total exportado. Na sequência, carne suína (US$ 683 milhões), geradores elétricos (US$ 250 milhões), madeira (US$ 209 milhões) e soja (US$ 189 milhões) também se destacaram entre os principais produtos enviados ao exterior. O bom desempenho é atribuído a um ambiente de negócios favorável, com infraestrutura portuária eficiente, segurança pública e jurídica, além de políticas estaduais voltadas à inovação, incentivos fiscais e apoio ao empreendedorismo. Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações catarinenses no período, com US$ 702 milhões em compras. Também figuram entre os maiores mercados a China (US$ 502 milhões), Argentina (US$ 369 milhões), Japão (US$ 263 milhões) e Chile (US$ 250 milhões). Ao todo, os produtos de Santa Catarina chegaram a mais de 190 países até maio de 2025. Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Arquivo/Secom
EUA: TARIFA MENOR AO BRASIL PODE AMPLIAR EXPORTAÇÃO DE SC, AVALIA FIESC
Taxação maior a concorrentes da indústria brasileira abre oportunidade de vender mais aos Estados Unidos e, com tendência de retaliações aos norte-americanos, também a outros mercados; a tributação adicional também pode destravar o acordo Mercosul – União Europeia O enquadramento do Brasil no menor nível (10%) das novas tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (2), abre oportunidade para que Santa Catarina amplie seus embarques tanto aos Estados Unidos quanto a outros mercados, que hoje importam produtos norte-americanos, avalia a Federação das Indústrias de SC (FIESC). “A análise inicial do pacote tarifário do presidente Trump é de que Santa Catarina poderá ampliar embarques aos Estados Unidos, já que concorrentes da nossa indústria no mercado internacional passarão a pagar taxas maiores para entrar no mercado norte-americano”, diz o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar. “Ao mesmo tempo, o cenário encaminha-se para uma guerra tarifária, com retaliação pelos países mais afetados pelas novas taxas, como os asiáticos – em especial a China – e os europeus. Com isso, os produtos brasileiros passam a ser mais competitivos que os norte-americanos nesses mercados, gerando uma oportunidade complementar ao Brasil”, acrescenta Aguiar, lembrando também que a tributação adicional tende a destravar a aprovação final do acordo Mercosul – União Europeia. Para aproveitar essa conjuntura, é fundamental negociar. “O governo brasileiro deve estabelecer os canais necessários com o dos Estados Unidos para defender os interesses do País e, em paralelo, o setor privado brasileiro deve fortalecer a interlocução com seus clientes”, afirma o presidente da FIESC. Apesar de um primeiro impacto positivo, será necessário acompanhar e se adaptar às mudanças de cenário, já que as medidas pressionam a inflação norte-americana, e tendem a sofrer ajustes, à medida que os impactos práticos forem sentidos pelos mercados ao redor do mundo. A tarifa adicional de 10% anunciada pelos Estados Unidos afetará todos os países e entrará em vigor no dia 5 de abril. Foram anunciadas também tarifas mais altas para países com os maiores déficits comerciais com os EUA, como China (34%), União Europeia (20%) e Japão (24%), a partir de 9 de abril. No caso de aço, alumínio, e veículos e autopeças, prevalecerá a tarifa de 25%, anunciada recentemente. Os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do Brasil e o principal destino das exportações catarinenses. No ano passado, o estado embarcou para lá US$ 1,74 bilhão, na sua maioria itens manufaturados, como produtos de madeira, motores elétricos, partes de motor e cerâmica. Negócios que geram empregosO país é o principal destino das exportações brasileiras da indústria de transformação, especialmente de produtos de maior intensidade tecnológica, além de liderar o comércio de serviços e os investimentos bilaterais. Somente em 2024, a indústria de transformação brasileira exportou US$ 31,6 bilhões em produtos para os EUA. Nesse ano, a cada R$ 1 bilhão exportado para os EUA, foram criados 24,3 mil empregos, R$ 531,8 milhões em massa salarial e R$ 3,6 bilhões em produção, conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com objetivo de estreitar laços e buscar soluções de interesse comum com os EUA, a CNI levará um grupo de empresários brasileiros ao país na primeira quinzena de maio. A expectativa é que a comitiva se reúna com representantes da indústria e do governo norte-americano para discutir agendas de facilitação de comércio e abertura de mercados de forma equilibrada. Raio-x das relações econômicas– Tarifa de importação real aplicada pelo Brasil aos EUA: a tarifa média efetivamente aplicada aos produtos dos EUA exportados para o Brasil foi de apenas 2,7% em 2023, um percentual significativamente inferior à média da tarifa nominal brasileira, que é de 11,2%, conforme consolidado da OMC.– Superávit no comércio de bens: na última década, os Estados Unidos nunca registraram um déficit comercial com o Brasil. O superávit acumulado no comércio de bens a favor dos EUA nos últimos dez anos alcançou US$ 91,6 bilhões;– O Brasil se destaca como um dos poucos países entre as principais economias com os quais os EUA mantêm um superávit persistente no comércio de bens, contrastando com o déficit geral que o país norte-americano registra no comércio de bens com outros parceiros comerciais. === Com informações: Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas/FISC Foto: Divulgação / The White House