ESGOTO A CÉU ABERTO PREOCUPA MORADORES NO BAIRRO PROGRESSO

Denúncia aponta despejo recorrente de esgoto em córrego próximo a residências na zona sul de Chapecó Moradores das imediações do Condomínio Monte Castelo, no bairro Progresso, zona sul de Chapecó, denunciam uma situação preocupante envolvendo esgoto a céu aberto na região. Segundo relatos apurados pela reportagem, o problema ocorre de forma recorrente, principalmente em períodos que antecedem chuvas. Um vídeo gravado por um morador e encaminhado à equipe de reportagem da Rádio Chapecó mostra a água escura escoando pelo córrego, além de evidenciar o acúmulo de resíduos e o aspecto de possível contaminação no local. De acordo com os moradores, haveria o despejo irregular de esgoto em um córrego próximo às residências. A água seguiria o curso natural até atingir reservatórios de açudes nas proximidades, o que levanta preocupação quanto a possíveis impactos ambientais e à saúde pública. Vídeo: Registro feito por morador e enviado à reportagem da Rádio Chapecó A situação tem gerado apreensão entre as famílias que vivem na região, especialmente pelo mau cheiro, pela presença de insetos e pelo risco de doenças. “Quando começa a se formar tempo de chuva, a gente já sabe que o problema pode aparecer de novo, como essa situação de hoje”, relatou um morador que preferiu não se identificar neste 07 de abril de 2026. O Condomínio Monte Castelo integra um conjunto habitacional implantado no início da década de 2010, por meio de parceria entre o município de Chapecó, o Governo Federal e a Caixa Econômica Federal, dentro do programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Registros indicam que o empreendimento já estava formalizado em 2012 e em funcionamento nos anos seguintes, atendendo famílias na região sul da cidade. Imagem de capa: Área nas proximidades do Condomínio Monte Castelo, no bairro Progresso, onde moradores relatam ocorrência de esgoto a céu aberto. Crédito: Google Street View / Google Maps Outro ponto que gera questionamentos entre os moradores diz respeito à infraestrutura de saneamento na região. Há dúvidas se a área é plenamente atendida por sistema de coleta e tratamento de esgoto, serviço geralmente operado pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), ou se parte das residências ainda depende de soluções individuais, como fossas sépticas. Também não está claro se há fiscalização regular quanto a possíveis ligações irregulares ou despejos clandestinos na rede pluvial ou diretamente no córrego. Além dos impactos diretos à qualidade de vida, há também preocupação com possíveis danos ambientais, já que o despejo de esgoto sem tratamento pode comprometer a fauna, a flora e os recursos hídricos locais. Diante das circunstâncias, os moradores cobram providências urgentes das autoridades competentes, com ações de fiscalização, identificação de responsabilidades e solução definitiva para o problema. Com a palavra, as autoridades competentes e os responsáveis pelo empreendimento. A reportagem da Rádio Chapecó deixa o espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Chapecó, da Casan, de órgãos ambientais e também dos empreendedores envolvidos na execução do conjunto habitacional, para esclarecimentos à comunidade — especialmente sobre a existência de rede coletora, o funcionamento do sistema de esgoto na região e a fiscalização de eventuais irregularidades.