HOSPITAL DA CRIANÇA DE CHAPECÓ COMPLETA 15 ANOS E CONSOLIDA AMPLIAÇÃO DE SERVIÇOS PEDIÁTRICOS NO OESTE
O Hospital da Criança Augusta Muller Bohner (HC), em Chapecó, referência no atendimento pediátrico 24 horas no Oeste de Santa Catarina, completa neste mês de maio 15 anos de história. Desde que o Governo do Estado assumiu a gestão da unidade, em 2024, o hospital vem ampliando serviços e qualificando atendimentos, consolidando-se como um polo regional na assistência à saúde infantil “Seguindo a determinação do governador Jorginho Mello, estamos fortalecendo o atendimento pediátrico no Hospital da Criança de Chapecó. Desde 2024, com a gestão estadual, a unidade passou a atender todo o Grande Oeste com cirurgias eletivas. Também avançamos nas obras de ampliação já autorizadas e implantamos leitos de suporte ventilatório para reforçar o cuidado às crianças neste período de maior circulação de vírus respiratórios, garantindo mais segurança, qualidade e resolutividade na assistência”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi. No primeiro quadrimestre de 2026, o hospital realizou 968 procedimentos cirúrgicos e 2.859 consultas ambulatoriais especializadas, em áreas como Otorrinolaringologia Pediátrica, Cirurgia Pediátrica Geral, Ortopedia Pediátrica e Oftalmologia Pediátrica. Os números reforçam o compromisso da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e do hospital em atender, de forma eficiente e humanizada, as demandas da macrorregião Oeste. “Quero parabenizar todos os profissionais que têm feito um excelente trabalho. Desde que o Estado assumiu a gestão do Hospital da Criança de Chapecó, foi ampliada a referência para cirurgias a toda a região Oeste. O HC vem consolidando seu papel fundamental na assistência às crianças e adolescentes da região, oferecendo serviços de alta qualidade e humanização”, afirma a diretora-geral do hospital, Jaqueline Mazoni. A SES implantou, em abril deste ano, quatro leitos de suporte ventilatório, equipados com tecnologia avançada e equipe capacitada para atendimento 24 horas. Os leitos contam com ventiladores mecânicos invasivos e não invasivos, monitores multiparamétricos, bombas de infusão e sistema de alto fluxo com umidificação aquecida. A medida reforça o atendimento pediátrico durante o período de maior circulação de vírus respiratórios, como a gripe e outras síndromes respiratórias agudas graves (SRAG). Os novos leitos são classificados como intermediários, destinados à estabilização de pacientes que necessitam de cuidados mais intensivos do que na pediatria convencional, mas que ainda não demandam internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A estrutura também contribui para qualificar a assistência enquanto os pacientes aguardam a disponibilidade de leitos de UTI pediátrica na região. Estrutura e equipe multiprofissional O hospital funciona 24 horas, sete dias por semana, e conta com uma equipe multiprofissional formada por cerca de 250 profissionais, entre médicos, enfermeiros e equipes de apoio. A unidade oferece serviços compatíveis com seu porte de baixa e média complexidade, como exames de imagem, radiologia, ultrassonografia, análises laboratoriais e eletrocardiogramas. No ambulatório, são disponibilizados atendimentos especializados em Dermatologia Pediátrica, Endocrinologia, Gastroenterologia, Pneumologia, Neurologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Cirurgia Pediátrica Geral, Cirurgia Bucomaxilofacial e Urologia. Referência para a macrorregião Oeste, o Hospital da Criança Augusta Muller Bohner dispõe de 51 leitos de internação, sendo 32 de clínica médica pediátrica e 19 de clínica cirúrgica pediátrica. A estrutura inclui ainda Pronto-Socorro 24 horas, com consultórios, leitos de observação, sala de emergência, sala de procedimentos e de suturas, garantindo agilidade e segurança no atendimento às crianças e adolescentes da região. === Fotos: Site GovSC / Divulgação Hospital da Criança
CASOS DE COQUELUCHE CRESCEM E PROVOCAM INTERNAÇÕES E MORTES
Em 2024, foram registrados pelo menos 2.152 casos da doença Os casos de coqueluche em crianças pequenas aumentaram mais de 1200% no Brasil, conforme alerta o Observatório de Saúde na Infância. Em 2024, foram registrados pelo menos 2.152 casos da doença entre crianças menores de 5 anos de idade, que são as mais vulneráveis a complicações, mais do que a soma dos cinco anos anteriores. Dessas, 665 precisaram ser internadas por causa da doença, e 14 morreram, superando as dez mortes registradas entre 2019 e 2023. “Como explicar todas essas crianças que morreram de algo totalmente prevenível?”, questiona a coordenadora do Observatório, Patrícia Boccolini. Este ano, os registros feitos até o mês de agosto indicam uma ligeira melhora, mas ainda em patamares altos: foram 1.148 casos, com 577 internações. A coqueluche é uma infecção respiratória, causada pela bactéria Bordetella pertussis, que pode ser prevenida com a vacinação. Os bebês devem receber três doses da vacina pentavalente, aos 2, 4 e 6 meses de idade e as grávidas devem ser imunizadas com a DTPa em todas as gestações, para proteger os recém-nascidos. Os dados coletados pelos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Faculdade de Medicina de Petrópolis do Centro Universitário Arthur de Sá Earp Neto (Unifase) mostram ainda que mais da metade dos casos do ano passado foram registrados em crianças menores de 1 ano, que também respondem por mais de 80% das internações. Patricia Boccolini acredita que vários fatores podem estar contribuindo para o aumento dos casos, como a retomada dos ciclos naturais da doença no pós-pandemia, a desorganização de serviços locais de saúde e o aumento da testagem, mas uma das principais vulnerabilidades é a desigualdade das coberturas vacinais pelo país. “Embora a gente não esteja conseguindo bater as metas, as coberturas vacinais não estão tão baixas assim, quando a gente olha para números nacionais e regionais. O grande problema é quando a gente começa a olhar no micro, os dados municipais mostram muita heterogeneidade, alguns polos com altas coberturas e outros não”, explica. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 90% dos bebês e de 86% das gestantes receberam os imunizantes que protegem contra a coqueluche no ano passado, superando os números de 2013. Mas a coordenadora do Observatório lembra que a meta de cobertura de 95% ainda não foi batida, e crianças mais velhas e adultos não vacinados também podem contrair e transmitir a doença, apesar dela atingir os pequenos de forma mais grave. A quantidade de casos de 2024 se aproxima da de 2015, quando foram registrados mais de 2.300 casos entre crianças com menos de cinco anos. A partir de 2016, os casos começaram a cair e o último ano com mais de 1 mil registros havia sido em 2019. Mas não é só o Brasil que enfrenta aumento de casos. Toda a região das Américas está em alerta para a doença. De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), nos primeiros sete meses de 2025, nove países da região notificaram mais de 18 mil casos e 128 mortes em todas as idades. Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que a coqueluche tem essa característica de “ciclicidade”. “Dez anos atrás, alguns anos antes já se observava um aumento de casos no mundo, depois isso acaba chegando ao Brasil também. Então, mesmo que a gente tenha tido melhoria nas coberturas vacinais nos últimos dois anos, como a gente ainda não alcançou as metas, a gente tem esses casos, conforme a ciclicidade da doença”, disse. Cunha lembra que a vacinação das gestantes foi incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI) justamente durante esse ciclo anterior de aumento de casos. “Só a partir dos 6 meses que o bebê vai estar totalmente protegido, depois de receber todas as doses da vacina pentavalente. Então, vacinar a gestante é a principal forma de proteger o bebê nos primeiros meses de vida. É preciso falar para as grávidas, que elas precisam se vacinar para se protegerem e protegerem seus bebês”, recomenda. “Tem muita gente que não sabe nem o que é coqueluche. E isso também é fruto de um passado recente glorioso que a gente teve nas nossas altas coberturas. Mas, a partir do momento que a gente não viu mais muitos casos, não viu mais crianças morrendo de coqueluche, a gente perdeu o medo da doença. Eu espero que esses números sensibilizem a população”, alerta a coordenadora do Observatório de Saúde da Infância, Patrícia Boccolini. Fonte/Foto: Agência Brasil/Divulgação