VACIMÓVEL ESTARÁ NO ECOPARQUE NOS SÁBADOS E DOMINGOS  

O ônibus adaptado para vacinação vai estar das 15h00 às 17h00 no local A Prefeitura de Chapecó está reativando o Vacimóvel para facilitar atualização de vacinas da população. A partir deste mês de janeiro o ônibus adaptado para vacinação e equipe da Secretaria de Saúde estarão no Ecoparque, nos sábados e domingos, das 15h às 19h. O objetivo é atualização das carteiras de vacinação, de crianças e adultos, inclusive o certificado de vacinação completa para as escolas. Além disso, nesse período de Verão aumenta a preocupação com a Dengue e por isso é importante que crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que ainda não receberam a vacina ou não tenham feito a segunda dose do imunizante, que o façam imediatamente. A secretaria de Saúde lembra também da importância da vacinação dos adultos, que precisam estar com sua caderneta em dia, inclusive com a vacina da febre amarela, pois nesse período de férias muitas pessoas viajam ela é exigida em alguns países. O secretário de Saúde, João Lenz, destacou que o Vacimóvel foi uma iniciativa criada na gestão anterior do prefeito João Rodrigues, que permitiu atender as pessoas em locais e horários alternativos, “Às vezes os pais não conseguem levar os filhos nos postos de saúde para receber a vacina, no horário normal de atendimento. Com o Vacimóvel, podemos ir ao encontro da população, em locais de grande circulação de pessoas, nos finais de semana, em horários diferenciados”, disse Lenz. A iniciativa chegou a ser premiada no final do ano passado, na II Oficina Nacional do ImunizaSUS, organizado pelo Conselho Nacional das Secretarias Nacionais de Saúde, em Brasília. Foto: Divulgação/PMC

INSTITUTO BUTANTAN PEDE À ANVISA REGISTRO DA SUA VACINA CONTRA A DENGUE, 1ª DO MUNDO EM DOSE ÚNICA

Instituto concluiu entrega de documentos para a submissão nesta segunda; em caso de aprovação, Butantan poderá entregar cerca de 100 milhões de doses ao Ministério da Saúde nos próximos três anos O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde, concluiu nesta segunda-feira, 16 de dezembro, o pedido de registro à Anvisa de sua candidata à vacina contra a dengue, a Butantan-DV. Para isso, entregou a última leva de documentos necessários para a submissão do registro, concluindo o envio de três pacotes de informações sobre o imunizante. A Butantan-DV, se aprovada, será a primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue.  O procedimento de submissão contínua permitiu o encaminhamento dos dados à medida em que foram gerados. A avaliação em fases tende a acelerar o processo de liberação do registro. A candidata à vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan é um imunizante tetravalente de dose única.  Os ensaios clínicos do imunizante foram encerrados em junho deste ano, quando o último participante completou 5 anos de acompanhamento. Recentemente, a candidata à vacina teve seus dados de segurança e eficácia divulgados no New England Journal of Medicine, que mostram 79,6% de eficácia geral para prevenir casos de dengue sintomática. Resultados da fase 3 do ensaio clínico publicados na The Lancet Infectious Diseases mostraram, ainda, uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme, além de eficácia e segurança prolongadas por até cinco anos. “É um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do país e uma enorme conquista em nível internacional. Que o Instituto Butantan possa contribuir com a primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue mostra que vale a pena investir na pesquisa feita no Brasil e no desenvolvimento interno de imunobiológicos. Vamos aguardar e respeitar todos os procedimentos da Anvisa, um órgão de altíssima competência. Mas estamos confiantes nos resultados que virão”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan. Foto ilustrativa: https://butantan.gov.br/dengue A Anvisa é o órgão responsável por autorizar o registro de remédios e vacinas no país, e avalia a eficácia, segurança, qualidade e as condições de fabricação de imunobiológicos que podem futuramente ser comercializados e oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – como é o caso da vacina da dengue do Butantan.  Em caso de aprovação pela Anvisa, o Instituto Butantan poderá disponibilizar cerca de 100 milhões de doses ao Ministério da Saúde nos próximos três anos. Um milhão de doses da vacina poderão ser entregues já em 2025, em caso de aprovação. As outras cerca de 100 milhões de doses poderão ser entregues nos anos de 2026 e 2027. A definição dos critérios de vacinação da população deverá ser feita pelo Ministério da Saúde, por meio do PNI. As informações finais encaminhadas pelo Instituto detalham o processo de fabricação das doses da vacina, isto é, demonstram como os testes de formulação e envase cumprem os requisitos da Anvisa. A agência regulatória exige a fabricação de três lotes consecutivos do imunizante feitos de forma consistente e robusta e cumprindo todos os requisitos de qualidade.  A fábrica da vacina da dengue, localizada no Centro Bioindustrial do Butantan, já foi inspecionada e considerada adequada pela Anvisa, que emitiu um certificado de Boas Práticas de Fabricação (BPF). Próximos passos Após a submissão, a Anvisa deve avaliar a documentação e fazer possíveis questionamentos ao Butantan, que deverão ser esclarecidos pelo Instituto durante o processo. Depois disso, com a possível aprovação por parte da Anvisa, o Instituto deverá enviar uma solicitação de autorização de preço à Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED).  Após essa avaliação, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) irá estudar a possível incorporação da vacina ao SUS. Essa análise técnica leva em consideração uma série de pontos, entre os quais os resultados clinicamente relevantes, como a redução de internações e de absenteísmo ao trabalho; benefícios e riscos no longo prazo para a população brasileira; além do potencial de inovação tecnológica que a incorporação introduzirá no sistema. Prevenção O Aedes aegypti é o principal transmissor do vírus da dengue no Brasil. Conhecido por se desenvolver em ambientes de água parada, é durante o verão que a população do mosquito cresce, principalmente devido ao maior volume de chuvas e das altas temperaturas típicas da estação. Por isso, evitar o acúmulo de água ainda é a melhor maneira de interromper a cadeia de transmissão. É fundamental que a população siga engajada no trabalho de prevenção neste Verão.  Os cuidados essenciais são: – manter caixas d’água totalmente limpas e vedadas;  – fechar bem sacos de lixo e lixeiras; – dispensar o uso ou preencher com areia os “pratinhos” de plantas; – manter as calhas limpas e livres para o total escoamento da chuva; – esfregar o fundo e as laterais dos potes de água oferecidos a animais; – manter em dia a manutenção de piscinas. A fim de reforçar os cuidados, vale instalar telas nas janelas e portas, e mosquiteiros em cima de camas e berços. Também é recomendado aplicar repelente na parte da pele exposta e por cima da própria roupa. Com informações da Assessoria de Comunicação / Butantã

SC: MAIS DE R$ 15 MILHÕES PARA COMBATE À DENGUE

O governador Jorginho Mello oficializou o repasse do fomento aos pesquisadores com projetos selecionados pelo edital da Fapesc Ações voltadas para o combate à dengue em Santa Catarina ganharam um importante reforço. Nesta terça-feira, 10, o governador Jorginho Mello formalizou o repasse de mais de R$ 15 milhões para o desenvolvimento de pesquisas e tecnologias de combate ao Aedes aegypti. Ao todo, 18 projetos de pesquisadores de sete Instituições de Ensino Superior (IES) foram selecionados pelo edital 37/2024 da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) para receber fomento. “Isso é fundamental, porque nós temos que mapear, descobrir quem é o nosso inimigo, onde é que ele está, como é que ele se reproduz, como é mais fácil atacá-lo. E isso é feito com pesquisa, por isso que a Fapesc está apostando em 18 projetos. Nós vamos investir mais ou menos R$ 15 milhões pra poder ter um domínio maior, um conhecimento maior sobre com quem nós estamos lidando”, argumentou o governador Jorginho Mello. Os projetos selecionados pelo edital da Fapesc vão estudar temas como: os efeitos das mudanças climáticas sobre a presença do mosquito; formas de combate da população do mosquito com a nanotecnologia e o uso de recursos naturais; tecidos repelentes; método de testes rápidos para diagnóstico da doença; e avaliação da propagação dos casos de dengue nas regiões metropolitanas e como prever o avanço da doença. “É importante porque nós temos que agir diferente com uma doença causada por um mosquito que se adapta a vários cenários. As mudanças climáticas estão impactando diretamente a sazonalidade da doença. Esse é edital é fundamental para que nós possamos unir as tecnologias, as inovações ao combate a essa doença, juntando os esforços da população geral, do governo, da academia e de todo o setor produtivo”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi. Foto: Leo Munhoz / SECOM Para o presidente da Fapesc, Fábio Wagner Pinto, se trata deum excelente exemplo de como a Fapesc usa recursos diretamente numa demanda da comunidade. “A verba vai para projetos que já estão em andamento ou em novas iniciativas que vão ter efeito direto em cima desse nosso problema comunitário. São mestrandos, são doutorandos, são professores que já atuam nos programas de pós-graduação, são alunos de graduação. Quando a gente olha o contexto das pesquisas tem desde o desenvolvimento de tecidos repelentes até o desenvolvimento de larvicidas, desenvolvimento de insetos estéreis, tem várias técnicas de campanha contra o inseto ou tratar sintomas da doença, então é um aspecto muito amplo”, explica. Edital recebeu suplementação de recursos Em julho de 2024, a Fapesc lançou o edital 37/2024, para apoiar com até R$ 6 milhões a realização de estudos científicos, tecnológicos ou de inovação voltados ao desenvolvimento de estratégias de controle ao Aedes aegypti, além da prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças veiculadas ao vetor, incluindo medidas de educação continuada em saúde. O edital selecionou seis projetos. No entanto, em decorrência da situação epidemiológica em Santa Catarina, foi ampliado o fomento para pesquisas na área do Aedes aegypti, com a suplementação de mais de R$ 9,5 milhões ao edital 37/2024. Com isso, 12 novos projetos foram contemplados, totalizando 18 propostas aprovadas pelo edital. Mosquito maruim Foto: Leo Munhoz / SECOM Além do edital 37/2024, voltado para a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de combate ao mosquito da dengue, a Fapesc também lançou em julho de 2024, duas chamadas públicas sobre o mosquito maruim. Trata-se do edital 36/2024 – Pesquisa para Investigação, Desenvolvimento de Medidas de Controle Sustentáveis e Monitoramento da Superpopulação do Mosquito Maruim, e do edital 35/2025 – Controle Sustentável da Superpopulação do Mosquito Maruim, voltado para o desenvolvimento de produtos, serviços ou processos inovadores com o objetivo de promover o controle sustentável da superpopulação do maruim. === Fotos: Leo Munhoz / SECOM Com informações: Milena Nandi / FAPESC

DIA D CONTRA DENGUE PROMOVE AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO EM TODO O BRASIL

Atividades de prevenção serão feitas em todo o país no próximo sábado O governo federal vai promover o Dia D de mobilização de ações de prevenção contra a dengue no próximo sábado (14). Em 2024, foram contabilizados, até agora, mais de 6,7 milhões de casos e 5.950 mortes por causa da doença. O sistema de saúde investiga se outros 1.091 óbitos tiveram a doença como causa. Para se ter uma ideia, no ano passado, foram 1.179 mortes pelo vírus, um número cinco vezes menor. A proposta é realizar campanhas de conscientização e engajamento da população em todo o país para prevenir os focos do aedes aegypti, mosquito que transmite o vírus que causa a dengue. De acordo com o secretário adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente, Rivaldo Cunha, o momento, agora, é de prevenir. “Como estamos chegando no período em que as chuvas voltam a ocorrer com maior intensidade, este é o momento ideal para que o mosquito também aumente a sua proliferação”, explicou o especialista. Ele diz que a série de ações de conscientização conta com a parceria de estados e municípios para divulgar a necessidade da população contribua com ações simples. Entre essas providências, está o de retirar de casa qualquer objeto que possa acumular água, ambiente que pode se transformar num foco de proliferação do mosquito Aedes aegypti. “Nós queremos chamar a atenção da população como um todo. Este é o momento de prevenir uma potencial epidemia que poderia acontecer em janeiro ou fevereiro”. Mudanças climáticas O secretário, que é médico e foi pesquisador da Fiocruz, alertou que as mudanças climáticas precisam ser levadas em conta porque a elevação da temperatura média ambiental, as chuvas e secas intensas, mexeram com a biologia do mosquito transmissor da dengue. “Isso aumenta a nossa preocupação. No ano de 2024, não houve uma única semana em que registrássemos um menor número de casos do que a mesma semana de 2023”, exemplificou. Ele entende que há uma situação peculiar ao Brasil e outros países da América do Sul em que há intermitência no fornecimento da água para o uso doméstico. Esse cenário faz com que as famílias armazenem água para o dia a dia. “Nós temos observado que o armazenamento improvisado da água naqueles dias em que ela está disponível nas torneiras têm se transformado posteriormente em potenciais focos”. Outra questão de vulnerabilidade tem relação com a coleta do resíduos sólidos deixados de forma irregular. “Quaisquer objetos, independentemente do tamanho, que possam acumular água, poderão se transformar num potencial foco de proliferação do mosquito. Desde uma tampinha de garrafa”. Epidemia No ano de 2024, Distrito Federal, Minas Gerais e Paraná foram as unidades federativas com as maiores incidências da doença.  Rivaldo Cunha observa, em relação à geografia da doença, que os especialistas têm observado um lento e contínuo crescimento no número de casos registrados nas regiões Sudeste e Sul. “Isso evidentemente nos preocupa. Ainda é um crescimento não assustador. Há condições reais de que, a partir da nossa mobilização cidadã (…) possamos evitar uma nova epidemia”. Em 2024, os picos ocorreram de fevereiro a maio, quando o país contabilizou mais de um milhão de casos por mês. O pior período foi março, com mais de 1,7 milhão de registros da doença. Neste ano, o maior número de pessoas diagnosticadas com dengue foi na faixa etária dos 20 aos 29 anos de idade. === Com informações: Luiz Claudio Ferreira / Agência Brasil Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

DENGUE: CHAPECÓ REGISTRA 37 NOVOS FOCOS DO MOSQUITO TRANSMISSOR

Mais um óbito foi confirmado No boletim divulgado nesta segunda-feira (13) foram registrados 37 novos focos do mosquito Aedes aegypti em relação à semana passada, em Chapecó. No total, são 1002 focos no ano. Em 2024 foram registrados 4832 casos de dengue, entre as 12.524 pessoas testadas. Destes, 5703 deram negativo e 1989 aguardam resultado. Também foram registrados 05 óbitos pela doença em 2024, sendo o mais recente de uma mulher de 34 anos com comorbidade, confirmado nesta segunda-feira (13). Os outros óbitos são de uma mulher de 85 anos e três homens, com idades de 80, 86 e 79 anos. Com informações: PMC/Divulgação