AÇÃO CONTRA A DENGUE ELIMINA FOCOS EM BAIRRO DE CHAPECÓ

Trabalho reuniu agentes de endemias no sábado (24) A Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Saúde, realizou no sábado (24) um mutirão de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, no bairro Pinheirinho. A ação contou com o trabalho de 26 Agentes de Combate às Endemias, que realizaram 509 visitas em imóveis da região. Durante o mutirão, foram inspecionados 1.075 depósitos com potencial para se tornarem criadouros do mosquito, resultando na eliminação de 273 focos. A Secretaria de Saúde reforça que a colaboração da população é fundamental para o controle da doença, já que grande parte dos focos do Aedes aegypti é encontrada dentro das residências. Entre as principais orientações estão o correto armazenamento e descarte do lixo, mantendo recipientes sempre fechados, a limpeza e vedação adequada de caixas d’água, a desobstrução de calhas e a eliminação de recipientes que possam acumular água, como pratinhos de plantas e pneus. Também é recomendado manter bebedouros de animais sempre limpos, com troca diária da água, além de piscinas devidamente tratadas. A população é orientada a receber os Agentes de Combate às Endemias e seguir as recomendações repassadas durante as visitas. Foto: Divulgação/PMC

APLICAÇÃO DA VACINA DA DENGUE DO BUTANTAN COMEÇARÁ A PARTIR DO DIA 17

Imunização será para público de 15 a 59 anos Na luta contra a dengue, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai aplicar a vacina produzida pelo Instituto Butantan, de dose única, em três cidades: Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), a partir de 17 de janeiro, e em Botucatu (SP), no dia 18. A ideia é avaliar os resultados com a imunização de pelo menos 50% dos moradores desses municípios.  O público-alvo será composto pela população com a faixa etária entre 15 e 59 anos. “Para essa estratégia, será utilizada uma parte das primeiras 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan”, afirmou o Ministério da Saúde, em nota.  Ampliação O primeiro lote também será destinado aos profissionais da atenção primária, que atuam nas unidades básicas de saúde (UBS). Segundo o ministério, com o aumento da produção de doses, a partir da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a estratégia será gradualmente ampliada para todo o país.  A ideia é começar pela população de 59 anos e avançar até o público de 15 anos, conforme a disponibilidade de doses. Atualmente, o SUS oferece a vacina em duas doses (produzida no Japão) para adolescentes de 10 a 14 anos. Eficácia O Instituto Butantan divulgou, nesta semana, que a vacina poderá ajudar a reduzir a quantidade de vírus em pessoas infectadas pelo patógeno, além de manter eficácia contra os diferentes genótipos do vírus circulantes no Brasil. A conclusão surgiu de uma pesquisa tornada pública pela revista The Lancet Regional Health – Americas. Baixas cargas virais provocam, em geral, quadros menos graves. No levantamento, os pesquisadores analisaram amostras de 365 voluntários que tiveram dengue sintomática entre 2016 e 2021 em 14 estados do Brasil. O estudo comparou dados dos grupos de vacinados e o de não vacinados.  Segundo a pesquisa, apesar de algumas pessoas terem sido infectadas após a vacinação, a carga viral nos vacinados foi consideravelmente menor do que em participantes não imunizados. Isso, conforme avaliaram os pesquisadores, demonstrou a eficácia da vacina em induzir resposta imune e diminuir a replicação do vírus nas células. A vacina da dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan foi aprovada pela Anvisa após análise dos dados de cinco anos de acompanhamento dos 16 mil voluntários participantes do ensaio clínico. No público de 12 a 59 anos, faixa etária indicada pela agência reguladora, o imunizante mostrou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme. === Com informações: Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil Foto: © Instituto Butantan/Divulgação

BUTANTAN RECRUTA IDOSOS PARA ENSAIO CLÍNICO DA VACINA DA DENGUE

Testes serão realizados em 767 voluntários de 60 a 79 anos O Instituto Butantan está recrutando, a partir desta terça-feira (13), 767 voluntários de 60 a 79 anos para ensaios clínicos com a sua vacina da dengue, a Butantan-D. Os testes serão realizados ao longo do ano em quatro centros de pesquisa em Porto Alegre e Pelotas (RS) e um em Curitiba (PR). Participam ainda, 230 adultos de 40 a 59 anos como grupo controle em cinco centros de pesquisa no RS e PR. Os 997 participantes do sexo masculino ou feminino, precisam estar saudáveis ou com comorbidades controladas. Será feito um sorteio entre os idosos para receber a vacina (690 participantes) ou o placebo (77 participantes), enquanto os 230 adultos (de 40 a 59 anos) receberão a vacina, sem sorteio para grupo placebo. Segundo o Instituto Butantan, o objetivo dessa fase do estudo é avaliar a segurança e comparar a resposta imunológica por meio de testes laboratoriais para entender se a produção de anticorpos dos participantes idosos é semelhante à do grupo adulto já acompanhado nos estudos anteriores da Butantan-DV. O recrutamento começa no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre (RS) e os interessados em participar podem se inscrever ao preencher um questionário. Em seguida, as inscrições ocorrerão nos outros quatro centros: o Hospital Moinhos de Vento e o Núcleo de Pesquisa Clínica do Rio Grande do Sul (PUCRS), ambos na capital gaúcha; o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HEUFPEL/Ebserh), em Pelotas (RS); e o Serviço de Infectologia e Controle de Infecção Hospitalar de Curitiba (PR). “A faixa etária de maiores de 60 anos está entre as mais impactadas pela morbidade da dengue, por isso consideramos de suma importância que tal faixa etária tenha a oportunidade de se proteger através da vacinação. Este é o objetivo primordial deste estudo: garantir a segurança para que pessoas entre 60 e 79 anos possam receber a Butantan-DV”, afirmou a diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos. De acordo com o gestor médico de desenvolvimento clínico do Butantan Érique Miranda, a maioria dos participantes da pesquisa terá que fazer apenas quatro visitas ao centro durante o estudo. A ideia é fazer um estudo ‘enxuto’ para facilitar a participação das pessoas. “A primeira visita já para tomar a vacina, com retorno em 22 dias; depois em 42 dias; e um ano depois da vacinação para coleta de sangue. Inicialmente 56 idosos terão que fazer mais visitas para coleta de exames de viremia. É um estudo enxuto para facilitar a participação das pessoas”, explicou. Miranda destacou que o Paraná e o Rio Grande do Sul foram escolhidos para o teste por serem centros de baixa prevalência de casos de dengue, com 5 a 10% de casos e que teria uma soroprevalência de até 20%, sendo um bom controle. Também foram avaliadas as possibilidades de incluir regiões com grande parte da população já expostas à dengue, como Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Natal (RN). Entretanto, os resultados poderiam influenciar os resultados pela presença de anticorpos da doença no sangue. A vacina A Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 26 de novembro de 2025 para ser utilizada na população brasileira de 12 a 59 anos. Com dose única, o imunizante foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o Ministério da Saúde já adquiriu as primeiras 1,3 milhão de doses fabricadas pelo Butantan. Elas serão destinadas a agentes de saúde e a pessoas com 59 anos, com expansão gradual para as demais faixas etárias até chegar ao público de 15 anos. Uma parte dessas doses será aplicada pelo SUS, a partir de 17 de janeiro, nas cidades de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), e Botucatu (SP), na população entre 15 e 59 anos. A estratégia visa avaliar os resultados da vacinação em massa da população desses municípios. O objetivo é vacinar pelo menos 50% dos moradores. “Vários estudiosos apontam a possibilidade de uma alta capacidade de controle da infecção e do quadro epidêmico da dengue se a gente chegar entre 40% e 50% da população vacinada. Vamos começar a vacinação nessas cidades para acompanhar o impacto que isso tem nessas cidades. Vamos acompanhar isso por um período de anos para avaliar aquilo que pode ser uma parte importante da estratégia do resultado da aceleração da vacinação no país”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante cerimônia de assinatura de contrato para compra de vacina da dengue do Butantan, em dezembro do ano passado. Os ensaios clínicos da Butantan-DV foram encerrados em junho de 2024, quando o último participante completou 5 anos de acompanhamento e os dados mostram 79,6% de eficácia geral para prevenir casos de dengue sintomática. Os resultados mostram uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme. A vacina mostrou 74,7% de eficácia geral e 91,6% de eficácia contra dengue grave e com sinais de alarme no público de 12 a 59 anos. Dengue A dengue é uma doença causada por um vírus que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, dor atrás dos olhos, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele, coceira, náuseas e dores musculares e articulares. Uma das principais formas de prevenção da doença é o combate ao mosquito transmissor. Isso pode ser feito eliminando água parada ou objetos que acumulem água como pratos de plantas ou pneus usados. === Com informações: Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil Foto: © Butantan/Divulgação

CHAPECÓ TEVE QUEDA DE 82% NOS CASOS DE DENGUE

Redução é atribuída ao trabalho conjunto de agentes de endemias, uso de tecnologias e ações comunitárias A cidade de Chapecó celebra uma importante conquista na área da saúde pública em 2025: a redução de 82% nos casos de dengue entre os meses de janeiro e abril, em comparação com o mesmo período de 2024. De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, os registros caíram de 4.871 para 857 casos. Para o prefeito João Rodrigues, o resultado é reflexo direto do empenho dos agentes de endemias e da adoção de tecnologias inovadoras no combate ao mosquito Aedes aegypti. “Utilizamos drones para mapear áreas de risco, pulverizadores modernos e larvicidas biológicos de alta eficácia. Essa combinação, somada à dedicação diária das nossas equipes, tem sido fundamental para alcançarmos esse resultado”, destacou o prefeito. Além do uso de tecnologia, Chapecó também investiu fortemente na mobilização social. Mutirões realizados aos finais de semana contaram com a participação ativa da equipe da Vigilância Ambiental, em parceria com universidades e instituições locais, envolvendo diretamente a comunidade nas ações de prevenção. O secretário municipal de Saúde, João Lenz, atribui os avanços ao planejamento estratégico iniciado ainda em 2024. “Desde o ano passado, nossas equipes atuam de forma contínua na eliminação de criadouros do mosquito. A redução expressiva nos casos mostra que estamos no caminho certo”, afirmou. Com os resultados alcançados, Chapecó se destaca como referência em eficiência no combate à dengue, demonstrando a importância da integração entre tecnologia, gestão pública e engajamento comunitário. Foto: Divulgação/PMC

DOIS BAIRROS RECEBEM MUTIRÕES CONTRA DENGUE EM CHAPECÓ

Ação de combate ao mosquito Aedes aegypti realiza mais de mil visitas e elimina focos em Chapecó O combate à dengue segue firme em Chapecó com a realização de mutirões nos bairros Paraíso e São Pedro. Na última segunda-feira (24), as equipes da Vigilância em Saúde, com 38 agentes de combate a endemias, realizaram 1.089 visitas a residências, empresas e estabelecimentos comerciais, eliminando 445 depósitos e aplicando 32 tratamentos com larvicida. O gerente da Vigilância em Saúde, Rodrigo Momoli, alerta para o próximo mutirão, marcado para sexta-feira (28), no bairro Líder, das 8h às 12h. A população é orientada a manter os pátios e terrenos limpos para evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, especialmente em períodos de altas temperaturas. De acordo com o boletim atualizado nesta segunda-feira (24), Chapecó já registrou 22 novos casos de dengue, somando 751 focos no município. Até o momento, 181 casos foram confirmados, 1.064 descartados e 374 estão aguardando resultados. Não há registros de óbitos. Foto: Divulgação/PMC

MUTIRÃO CONTRA A DENGUE REALIZA MAIS DE MIL VISITAS

Ação contou com 37 profissionais e eliminou centenas de focos do mosquito Aedes aegypti A Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Saúde, realizou na segunda-feira (17) um mutirão de combate à dengue no bairro Bom Pastor. A ação envolveu 37 profissionais da Vigilância em Saúde, que realizaram 1.131 visitas para orientação da população. Durante o trabalho, foram eliminados 596 depósitos de água parada, além de 13 tratamentos com larvicida. Também foram emitidos oito termos de adequação e atendidas 11 denúncias sobre possíveis focos do mosquito. Segundo o gerente da Vigilância em Saúde do município, Rodrigo Momoli, a equipe ainda fez adequações em caixas d’água e cisternas, além de identificar calhas com problemas. O boletim atualizado da dengue em Chapecó aponta 729 focos do Aedes aegypti registrados em 2025. O município já soma 112 casos confirmados da doença, com 1.306 notificações e nenhum óbito até o momento. Foto: Comunicação/PMC

VACIMÓVEL ESTARÁ NO PA DO VERDÃO NESTE FIM DE SEMANA

Destaque para a disponibilidade da vacina contra a Dengue para crianças e adolescentes de 10 a 16 anos A Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Saúde, informa que o Vacimóvel estará no Pronto Atendimento (PA) do Verdão, na Efapi, neste sábado e domingo, das 15h às 19h. A ação tem como objetivo facilitar o acesso da população à vacinação, com a atualização da carteira de vacinação de crianças e adultos. Destaque para a disponibilidade da vacina contra a Dengue para crianças e adolescentes de 10 a 16 anos, que ainda não receberam a vacina ou não tomaram a segunda dose. O gerente da Vigilância em Saúde, Rodrigo Momoli, ressalta a importância da ação para manter a população protegida. “O Vacimóvel é uma forma de levarmos a vacinação para mais perto das pessoas, em horários e locais alternativos”, afirma. O secretário de Saúde, João Lenz, lembra que o Vacimóvel visita um espaço público diferente a cada mês, sempre aos sábados e domingos. “Em janeiro estivemos no Ecoparque, em fevereiro no Parque Palmital e agora estaremos no PA da Efapi. Essa ação, que já foi reconhecida nacionalmente, facilita o acesso à vacinação para quem tem dificuldade de ir até as unidades de saúde”, destaca Lenz. Serviço:

SECRETARIA DA SAÚDE E MUNICÍPIOS VÃO AMPLIAR FAIXA ETÁRIA DE VACINAÇÃO CONTRA A DENGUE EM SANTA CATARINA

Novo público é na faixa de 15 e 16 anos; cada município deverá definir como será a ampliação da vacinação, considerando quantitativo de doses disponíveis e garantia de doses para conclusão do esquema vacinal Com o objetivo de aumentar a cobertura da imunização contra a dengue em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde definiram a ampliação da idade da vacinação contra a doença. A decisão foi pactuada nesta quinta-feira, 6, na primeira reunião do ano da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Ficou definido que os municípios que já aplicam a vacina contra a dengue em adolescentes de 10 a 14 anos, podem ampliar o público para os adolescentes de 15 e 16 anos. “Essa é mais uma ação da Secretaria da Saúde juntamente com os municípios, de combate a dengue, a vacinação contra a doença está baixa e nós queremos imunizar o máximo de pessoas que pudermos ainda no verão. Nosso objetivo é um só: salvar vidas”, ressalta o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi. Cada município deverá definir como será a ampliação da vacinação, levando em consideração o quantitativo de doses disponíveis e a necessidade de garantir doses suficientes para a conclusão do esquema vacinal. Atualmente as regiões Nordeste, Vale do Itapocu, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí e Oeste que totalizam 76 municípios possuem vacinas contra a dengue. A SES solicitou em 2024 ao Ministério da Saúde a ampliação das vacinas para os municípios das regiões da Foz do Rio Itajaí, Extremo Oeste e Xanxerê. Atualmente os índices vacinais contra a dengue estão em 43,95% com a primeira dose e 20,65% com a segunda dose. O superintende de Vigilância em Saúde da SES, Fábio Gaudenzi, esclarece que os municípios já podem ampliar o grupo alvo. Importante destacar que é preciso manter a reserva para a segunda dose, já que para que a vacina contra a dengue seja eficaz é necessário a aplicação em duas doses com um intervalo de 90 dias. === Com informações: Assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde/SC Foto: Silviane Mannrich/ SES-SC

SAÚDE DISTRIBUI TESTES RÁPIDOS PARA DIAGNÓSTICO DA DENGUE EM SANTA CATARINA

Nesta primeira remessa Santa Catarina irá enviar 144.825 mil para 241 municípios, seguindo critérios epidemiológicos A Secretaria de Estado da Saúde iniciou nesta quarta-feira, 29, a distribuição dos Testes Rápidos (TR) para o diagnóstico da dengue. Nesta primeira remessa Santa Catarina irá enviar 144.825 mil para 241 municípios e a distribuição acontece pelos critérios epidemiológicos. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC) fará a distribuição dos testes a todas as Gerências Regionais de Saúde (GERSAS), até o dia 4 de fevereiro. As Secretarias Municipais de Saúde deverão buscar os exames nas gerências. “Os testes são mais uma estratégia no enfrentamento da doença, mas seu uso precisa ocorrer com cautela. Mesmo que a Secretaria de Estado da Saúde esteja empenhada em distribuí-los rapidamente, reforçamos a importância de que o manejo da dengue ocorra na suspeita, independente da testagem. Além disso, lembramos que a Secretaria está distribuindo os aparelhos de hematócrito rápido, que são de fundamental importância para testar a gravidade da doença”, destaca João Augusto Brancher Fuck, diretor de vigilância epidemiológica. A SES recebeu os testes do Ministério da Saúde que usou como critério de distribuição o número de notificações de casos suspeitos de dengue no estado entre os dias 30 de junho/24 e 11 de janeiro/25. Esse mesmo critério foi utilizado para a definição da distribuição dos TR aos municípios catarinenses. Nesse período foram realizadas 48.028 notificações no Sistema de Agravos de Notificação (SINAN), por 241 municípios, sendo 160 considerados infestados e 81 não infestados. Para os municípios não infestados, o número de notificações foi multiplicado por 2 e nos infestados por 3, para chegar ao quantitativo de testes a ser enviado nessa primeira remessa, totalizando 144.825 TR NS1 de dengue. === Com informações: Assessoria de Comunicação Secretaria de Estado da Saúde SC

GOVERNO LANÇA AÇÕES PARA SE ANTECIPAR AO PERÍODO DE ALTA DA DENGUE

© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Método que infecta mosquitos com bactéria será ampliado a 40 cidades O Ministério da Saúde instalou nesta quinta-feira (9) o Centro de Operações de Emergência (COE) para dengue e outras arboviroses. De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a ideia é coordenar o planejamento e a reposta por meio do diálogo constante com estados, municípios, pesquisadores e instituições científicas, além de outras pastas. Dentre as ações previstas estão se antecipar ao período sazonal da dengue para adequar as redes de saúde; mitigar riscos para evitar casos e óbitos; ampliar medidas preventivas para melhor preparar estados e municípios; e uma articulação nacional para resposta a eventuais situações classificadas como críticas. Nísia anunciou ainda o lançamento de um novo Plano de Contingência Nacional para Dengue, Chikungunya e Zika, composto por seis eixos, no intuito de ampliar medidas preventivas, preparar a rede assistencial e conter o avanço de casos de dessas doenças no país. A versão anterior do plano havia sido lançada em 2022 e, portanto, antes da maior epidemia de dengue já registrada no Brasil, em 2024. Dentre as ações destacadas pela pasta estão: Mosquitos contaminados com a bactéria Wolbachia reduzem casos de dengue – Flávio Carvalho/WMP Brasil/Fiocruz Vacina De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, a pasta já adquiriu todo o estoque de vacinas contra a dengue disponibilizado pelo fabricante para 2025: 9,5 milhões de doses. A estratégia do governo federal, segundo Ethel, é intensificar a imunização contra a dengue entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos neste ano, sobretudo diante de um estoque de cerca de 3 milhões de doses distribuídas aos estados e municípios em 2024 e que ainda não foram aplicadas.  Cenário epidemiológico Em 2024, o Brasil registrou 6,4 milhões de casos prováveis de dengue e 6 mil óbitos, de acordo com o painel de atualização de casos de arboviroses do ministério. Já em 2025, até esta quarta-feira (8), foram notificados 10,1 mil casos prováveis e 10 mortes em investigação por dengue. === Fonte: Agência Brasil Foto de capa: © Marcelo Camargo/Agência Brasil