CRISE NO ORIENTE MÉDIO: ATAQUES DE ISRAEL E EUA, MORTE DO LÍDER SUPREMO DO IRÃ E ESCALADA DIPLOMÁTICA INTERNACIONAL

Ofensiva militar, colapso da liderança teocrática iraniana e tensão global marcam sequência de fatos que redesenham o equilíbrio de poder na região O conjunto de eventos entre 28 de fevereiro e 1º de março de 2026 representa uma das mais dramáticas escaladas de conflito recente no Oriente Médio, com o assassinato do líder mais influente do Irã em décadas e um realinhamento temporário da liderança teocrática do país. A ação militar conjunta de Estados Unidos e Israel, as reações regionais e as declarações oficiais de abertura para negociações indicam que a geopolítica da região entra em uma fase de transição incerta, com potenciais implicações profundas para a segurança global. Ordem cronológica dos fatos, conforme os comunicados das Forças de Defesa de Israel (IDF): INÍCIO DA “OPERAÇÃO LEÃO RUGIDOR” às 08h30 no Irã (02h00 em Brasília) A IDF divulgou as primeiras imagens da “Operation Roaring Lion” (Operação Leão Rugidor).Israel confirmou que segue realizando ataques contra uma ampla gama de alvos no oeste do Irã. De acordo com a IDF, a operação, conduzida com base em informações de inteligência, atingiu centenas de alvos militares iranianos, incluindo lançadores de mísseis localizados na região oeste do país. Imagens: Forças de Defesa de Israel (IDF)/Divulgação Paralelamente aos ataques aéreos, o sistema de defesa aérea israelense passou a identificar e interceptar ameaças lançadas do Irã em direção ao território de Israel. Mais detalhes foram prometidos pelas autoridades militares. ATAQUE À CAPITAL TEERÃ às 09h40 no Irã (03h10 em Brasília) As Forças de Defesa de Israel divulgaram imagens de um ataque de grande escala da Força Aérea Israelense (IAF) realizado em Teerã.Segundo o comunicado, o alvo foi a sede do regime terrorista iraniano, atingida minutos antes da divulgação.O material em vídeo mostra o momento do bombardeio. Imagens: Forças de Defesa de Israel (IDF)/Divulgação 09h55 no Irã (03h25 em Brasília) – NOVAS IMAGENS DOS ATAQUES A IDF comunicou que efetuava novos bombardeios em larga escala realizados pela Força Aérea Israelense, reforçando a dimensão e a intensidade das ações militares dentro do território iraniano, incluindo alvos estratégicos na capital. CRONOLOGIA DOS FATOS NO ORIENTE MÉDIO Contexto institucional do Irã — como funciona o governo Antes do início dos eventos recentes, o Irã operava sob um sistema político teocrático fundado na República Islâmica, cujo centro de poder é o Líder Supremo. Segundo a Constituição iraniana, essa autoridade concentra os poderes executivo, legislativo e judiciário, além de ser comandante-em-chefe das forças armadas e figura máxima do Estado e da religião xiita no país. O Líder Supremo é eleito pela Assembleia dos Peritos, um colegiado de clérigos eleitos pelo povo, e permanece no cargo por tempo vitalício, podendo apenas ser destituído por essa assembleia. Assim, o aiatolá Ali Khamenei, que liderava o país desde 1989, detinha autoridade final sobre as principais decisões políticas e militares do Irã. Início dos ataques e ofensiva militar conjunta (28 de fevereiro de 2026) Na madrugada de 28 de fevereiro de 2026, Israel anunciou um ataque “preemptivo” contra o Irã, alegando que se tratava de uma ação para neutralizar possíveis ameaças militares e atômicas à sua segurança. O ministro da Defesa de Israel declarou estado de emergência em todo o país. Pouco depois, forças militares dos Estados Unidos e de Israel iniciaram ataques coordenados contra alvos estratégicos no Irã, em uma operação que Washington definiu como parte de esforços para interromper o avanço de capacidades militares iranianas e rebater o que chamou de “terrorismo de Estado”. As operações incluíram bombardeios a instalações militares e à liderança iraniana. Morte do Líder Supremo Ali Khamenei e outras autoridades (28–29 de fevereiro de 2026) Durante os ataques, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, foi morto, segundo confirmação posterior divulgada pela própria mídia estatal iraniana. O anúncio foi feito após relatos inicialmente divergentes sobre seu destino. O comunicado oficial descreveu Khamenei como “martirizado” durante os ataques conjuntos de EUA e Israel e declarou 40 dias de luto público no Irã. Além de Khamenei, outras figuras importantes — incluindo familiares e líderes militares do país — foram confirmadas como mortas nas ofensivas. A morte de Khamenei representa um choque institucional profundo, dado seu papel central no controle do Estado e das forças armadas, intensificando a crise política dentro da República Islâmica. Reações de Washington: Trump e a mensagem ao povo iraniano No dia 28 de fevereiro, ainda durante os ataques, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivou diretamente o povo iraniano a derrubar o governo teocrático de Teerã quando as operações terminassem, afirmando que “a hora da sua liberdade está próxima”. Trump definiu a ofensiva como necessária para defender os interesses dos EUA e enfraquecer o que chamou de regime “terrorista” e reiterou que, após os ataques, o Irã deveria viver um processo de mudança interna. Escalada do conflito e impactos regionais Os ataques e a morte de Khamenei desencadearam retaliações por parte do Irã, com lançamentos de mísseis e drones contra bases americanas no Golfo e posições em Israel. Sirenes de ataque aéreo soaram em cidades israelenses, enquanto países do Oriente Médio interceptaram projéteis e sofreram impactos colaterais, ampliando o clima de instabilidade na região. As operações também resultaram em mortes de civis, incluindo um ataque a uma escola em Minab, com dezenas de crianças entre as vítimas, provocando críticas e preocupações humanitárias. Diplomacia e nova liderança iraniana (1 de março de 2026) Com a confirmação oficial da morte de Khamenei pela mídia estatal em 1º de março de 2026, o processo de transição no Irã começou imediatamente, com líderes governamentais formando um Conselho de Liderança Interina para assumir funções até a eleição de um novo Líder Supremo pela Assembleia dos Peritos, conforme previsto na Constituição. Na mesma data, Trump afirmou que lideranças iranianas estariam “dispostas a negociar” com os EUA após os ataques, e os Estados Unidos indicaram abertura para conversações com a nova liderança, embora sem detalhes sobre interlocutores ou calendário. Posição internacional e no Conselho de Segurança da ONU As tensões se estenderam também ao Conselho de Segurança da ONU, onde o embaixador iraniano