CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU ESTÁ REUNIDO PARA DISCUTIR SITUAÇÃO DA VENEZUELA
Reunião ocorre neste momento, em Nova York, em meio à expectativa de milhões de venezuelanos que vivem fora do país; somente em Chapecó, cerca de 20 mil pessoas buscaram refúgio, trabalho e dignidade; Foto: WebTV-UN/Reprodução O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) está reunido neste momento, nesta segunda-feira (5), em Nova York, para discutir a situação política e institucional da Venezuela, após a prisão do ex-presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. De acordo com o site oficial da ONU, a sessão está registrada como “Ameaças à paz e à segurança internacionais – Conselho de Segurança, 10085ª sessão”, o que reforça a gravidade do tema em debate entre os países-membros. A reunião foi solicitada pelo governo venezuelano e conta com o apoio de países aliados, como Rússia e China. O encontro reúne representantes dos 15 países que integram o Conselho de Segurança, órgão responsável por decisões relacionadas à paz e à segurança internacionais. Segundo informações veiculadas pela imprensa internacional, a Venezuela pede que a ONU se manifeste diante do novo cenário político e diplomático, enquanto a comunidade internacional acompanha atentamente os desdobramentos da crise. Expectativa, esperança e cautela O momento é acompanhado com expectativa, esperança, incerteza e cautela por parte de milhões de venezuelanos que deixaram o país ao longo dos últimos anos durante o regime de Nicolás Maduro, agora preso pelas autoridades norte-americanas. No Brasil, os reflexos da crise são sentidos diretamente em cidades que acolheram imigrantes venezuelanos. Somente em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, vivem cerca de 20 mil venezuelanos, que chegaram ao município em busca de abrigo, trabalho e dignidade, fugindo da crise econômica, política e social em seu país de origem. No último sábado, após confirmação da captura de Nicolás Maduro, venezuelanos residentes em Chapecó reuniram-se na praça Coronel Bertaso, no centro da cidade para comemorar a queda daquele chavista. Clique aqui apara ver a matéria. Acompanhamento da reunião Conforme o andamento dos trabalhos, os pronunciamentos e posicionamentos dos países-membros podem ser acompanhados ao vivo pela TV Web da ONU, plataforma oficial das Nações Unidas que transmite as sessões do Conselho de Segurança em tempo real. Até o momento, não há indicação de votação de resolução. A expectativa é que a reunião sirva para a apresentação de posicionamentos oficiais e a avaliação de possíveis encaminhamentos diplomáticos.
CORREIOS ANUNCIAM “PRESENTE DE ANO NOVO” EM MEIO À CRISE
Empréstimo bilionário, corte de até 15 mil empregos e fechamento de 1 mil unidades; foto: Divulgação/Correios Em um dos momentos mais delicados de sua história recente, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos apresentou, na manhã desta segunda-feira (29), durante coletiva de imprensa em Brasília, os principais pontos do Plano de Reestruturação Financeira 2025–2027. A iniciativa, segundo a direção da estatal, busca evitar um colapso financeiro, mas deve provocar impactos profundos no quadro de funcionários. Sob forte pressão econômica, com prejuízos acumulados superiores a R$ 6 bilhões em 2025, os Correios confirmaram a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a um consórcio formado por Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, com garantia do Tesouro Nacional. O objetivo é reforçar o caixa ainda neste fim de ano e viabilizar a reorganização operacional da empresa. Para milhares de trabalhadores, no entanto, a medida chega como um “presente de Ano Novo” de gosto amargo. Embora o aporte financeiro afaste o risco imediato de insolvência, ele está condicionado a um amplo programa de corte de despesas, tendo a redução de pessoal como eixo central da estratégia. PDV e reestruturação do quadro funcional O principal instrumento do plano é a reabertura do Programa de Demissão Voluntária (PDV), que pode atingir até 15 mil empregados até 2027, o equivalente a cerca de 18% do quadro total da estatal. Os desligamentos estão previstos para ocorrer ao longo de 2026 e 2027. Durante a coletiva, a direção dos Correios justificou a medida destacando que: Analistas econômicos ouvidos por veículos como Gazeta do Povo e Metrópoles avaliam que o plano pode gerar uma economia anual de bilhões de reais, fortalecendo o discurso oficial de busca por sustentabilidade financeira. Ao mesmo tempo, reconhecem que o impacto social da medida será expressivo, atingindo diretamente a vida de milhares de servidores. Um “presente” que divide opiniões Na avaliação da diretoria e do governo federal, o empréstimo bilionário funciona como um fôlego indispensável para garantir o pagamento de salários, honrar compromissos financeiros e manter as operações em um período considerado crítico para o setor de logística. Entre os trabalhadores, porém, o clima é de incerteza. Empregados próximos da aposentadoria ou com menor tempo de serviço veem no PDV um futuro profissional indefinido em um mercado de trabalho já pressionado. Sindicatos e representantes da categoria alertam que, mesmo com eventuais incentivos financeiros, a perda de renda, benefícios e estabilidade gera apreensão e tem motivado mobilizações em diversas regiões do país. Desafios e perspectivas Os Correios enfrentam um conjunto de desafios estruturais, entre eles: Diante desse cenário, o plano apresentado na coletiva em Brasília é tratado como um divisor de águas: um remédio considerado necessário para evitar um colapso irreversível, mas que impõe sacrifícios significativos à força de trabalho em um momento de retomada econômica no país. Ao final da apresentação, a diretoria dos Correios reforçou que sem mudanças estruturais profundas, os prejuízos podem se agravar e comprometer a missão histórica da empresa de integrar o território nacional. O desafio agora será transformar o plano em resultados concretos, conciliando equilíbrio financeiro e responsabilidade social, sem comprometer de forma irreversível o futuro de milhares de trabalhadores.