ALTA DO PETRÓLEO PRESSIONA CUSTOS DA CONSTRUÇÃO E ACENDE ALERTA NO SETOR

Estudo da FIESC aponta impacto direto nos materiais de obra, transporte e investimentos; Chapecó mantém expansão robusta da construção civil na última década O aumento do preço internacional do petróleo voltou a preocupar a indústria e a construção civil brasileira. Estudo divulgado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) alerta que a elevação da commodity impacta diretamente materiais essenciais usados nas obras, além de encarecer fretes, energia e toda a cadeia produtiva. Segundo a entidade, derivados do petróleo estão presentes em diversos insumos da construção, como tubos de PVC, tintas, impermeabilizantes, plásticos, asfalto e itens químicos. Quando o barril sobe, os custos acabam sendo repassados para fabricantes, construtoras e, posteriormente, ao consumidor final. Um estudo preliminar do Observatório FIESC revela que o conflito iniciado em fevereiro no Oriente Médio está impactando diretamente os custos de logística e insumos essenciais. Na avaliação do Observatório, o aumento nos preços dos combustíveis funciona como um choque externo de custos, que deve alcançar o cliente final. De acordo com as estimativas, insumos fundamentais já apresentam altas significativas entre dezembro de 2025 e março de 2026. Os tubos de PVC – material que tem o petróleo em sua composição – já mostram alta de 39,1%. Outras matérias-primas como alumínio (+30,3%), aço (+15,8%) e concreto (+6,5%) também estão sendo impactados por reajustes para as construtoras. Outro fator relevante é o transporte. O diesel mais caro eleva o custo logístico nacional, afetando a entrega de cimento, aço, madeira, cerâmica e demais materiais. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a dependência do modal rodoviário amplia esse impacto. A preocupação do setor se soma a outros desafios, como juros elevados, crédito imobiliário mais caro e pressão inflacionária. Caso o cenário externo siga pressionado, novas altas podem aparecer no preço dos imóveis, aluguéis e reformas ao longo dos próximos meses. Para Santa Catarina, onde a construção civil é uma das locomotivas da economia, o momento exige atenção redobrada. O estado mantém forte ritmo de obras residenciais, industriais e logísticas, o que aumenta a sensibilidade a oscilações nos insumos. CHAPECÓ AVANÇA NA CONSTRUÇÃO CIVIL Chapecó consolidou-se como um dos principais polos urbanos do interior do Sul do Brasil na última década. Indicadores oficiais: Destaque Impulsionada pelo agronegócio forte, renda regional e ambiente empreendedor, Chapecó manteve crescimento consistente mesmo em períodos de desaceleração nacional. === Foto: Freepik/Site Fiesc/Divulgação

CASAL É PRESO POR FRAUDE NA CONSTRUÇÃO CIVIL EM CHAPECÓ

Investigação aponta prejuízo milionário e abandono de obras A Polícia Civil de Chapecó, por meio do Departamento de Investigação Criminal (DIC) – Delegacia de Repressão a Roubos, com apoio da Delegacia de Polícia de São Borja (RS), prendeu preventivamente, na tarde da última quarta-feira (08), um empresário e uma arquiteta suspeitos de aplicar diversos golpes no município, com prejuízo estimado em mais de R$ 14 milhões. De acordo com as investigações, o casal criou, em 2023, uma empresa de engenharia e arquitetura em Chapecó, passando a atuar na construção de residências de alto padrão. Os contratos variavam entre R$ 350 mil e R$ 2,4 milhões. No entanto, os suspeitos teriam iniciado várias obras simultaneamente, captando recursos de diferentes clientes ao mesmo tempo, além de adquirir materiais de construção no comércio local sem efetuar os pagamentos. Ao final dos prazos, apenas cerca de 15% das obras eram entregues. Ainda conforme a Polícia Civil, no fim de 2025, os investigados fugiram de Chapecó. No mesmo período, abriram uma nova empresa com outro CNPJ, dando continuidade ao esquema criminoso. Com o aumento dos registros de ocorrências, os casos passaram a ser concentrados no DIC, que instaurou inquérito para apurar crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. Após coleta de provas e depoimentos de vítimas, a Justiça autorizou a prisão preventiva e mandados de busca e apreensão. Os suspeitos foram localizados em São Borja (RS), onde estariam construindo uma residência para uso próprio. Durante a operação, foram apreendidos dois celulares, R$ 21,5 mil em dinheiro, uma CPU de computador e 18 cartões de crédito. Durante o interrogatório, os suspeitos optaram por permanecer em silêncio e informaram que só irão se manifestar em juízo. Após os procedimentos legais, ambos foram encaminhados ao sistema prisional de São Borja, onde permanecem à disposição da Justiça. O inquérito policial deve ser concluído no prazo de até 10 dias. Foto: Divulgação/PCSC

CONSTRUÇÃO CIVIL TEM BOOM DE EMPREENDEDORISMO E CRESCE 83% EM SANTA CATARINA

Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

Setor da construção civil passou de 69 mil para 126,1 mil empresas ativas entre 2020 e 2025. Alta no empreendedorismo impulsionou geração de empregos – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC O volume de empresas no setor de construção civil registra um crescimento de 83,8% nos últimos cinco anos em Santa Catarina, com predominância de abertura de micro e pequenos negócios. O percentual reflete o aquecimento do setor imobiliário, principalmente nas regiões da Grande Florianópolis, Norte e Foz do Rio Itajaí. O boom de novos CNPJs também elevou a geração de empregos ligados à construção civil. A alta de 83,8% representa o salto de 69 mil empresas ativas na construção civil catarinense em 2020 para 126,1 mil empresas ativas em 2025. Ou seja, saldo de 57 mil novos CNPJs. A elevação acelerada supera setores tradicionais como a indústria e o comércio, que cresceram 54,6% e 37,4%, respectivamente, no mesmo período. Com o aumento, a construção civil passou a representar 9,9% do total de empresas em Santa Catarina, segundo estudo do Sebrae SC. Para o governador Jorginho Mello, os números mostram a força do empreendedorismo catarinense e o crescimento econômico ligado ao trabalho. “O setor imobiliário está muito aquecido porque Santa Catarina é um estado que dá certo. As pessoas que vêm pra cá não querem mais ir embora. Temos a melhor segurança pública do país, diversos atrativos turísticos e oferta de oportunidade de negócios. Aqui, o pessoal arregaça as mangas e vai ao trabalho. Isso faz a diferença e impulsiona a economia que cresce acima da média nacional”, destaca. Forte presença no cenário nacional O boom de novos negócios ligados à construção civil colocou Santa Catarina em destaque no Brasil. Conforme estudo do Sebrae SC, o estado é o sexto em número de empresas no setor, representando cerca de 7,2% do total nacional de 1,75 milhão de CNPJs. A liderança é de São Paulo (460,4 mil), seguido por Minas Gerais (291,3 mil) e Paraná (161,9 mil). “Santa Catarina está atraindo muitos investimentos, inclusive no setor da construção civil, por causa do ambiente de negócios favorável. Aqui o Governo do Estado apoia o empreendedor, incentiva o trabalho como forma de inclusão social, além de garantir mais liberdade econômica. O empreendedor é um parceiro e cresce com apoio do Governo do Estado”, destaca o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck. Conforme o estudo, as empresas atuam principalmente nas áreas de obras de alvenaria (35%), instalação e manutenção elétrica (16%), pintura (13%), construção de edifícios (8%), incorporação imobiliária (6%), bem como na área de ar-condicionado e refrigeração (4%). Entre as regiões, destaca-se a participação da Foz do Rio Itajaí (25,2%), Grande Florianópolis (20,8%), Norte (14,5%), Oeste (12,5%) e Sul (11,5%). Volume de trabalhadores na construção civil saltou 47% O aumento do empreendedorismo na construção civil reflete também na abertura de novas vagas de emprego. Nos últimos cinco anos, o volume de trabalhadores formais empregados no setor saltou 47% em Santa Catarina, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O percentual representa a passagem de 101,6 mil empregados formais em 2020 para 149,4 mil em 2025. Somente neste ano são 12,5 mil novas vagas abertas entre janeiro e outubro. Segundo o Sebrae SC, a maior parte dos trabalhadores da construção civil são homens com ensino médio completo. As principais funções são servente de obras (15,9 mil), pedreiro (15,4 mil), carpinteiro (5,1 mil), mestre de obras (4,6 mil), bem como pintor (4,1 mil). === Com informações: Assessoria de Comunicação Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços/SC

TRABALHADOR FICA FERIDO APÓS SOFRER QUEDA DE APROXIMADAMENTE TRÊS METROS DE ALTURA

Ele foi socorrido pela equipe do corpo de bombeiros e conduzido ao HRO Chapecó/SC – A equipe de socorristas do corpo de bombeiros militar foi acionada durante a tarde de segunda-feira (10), para atender ocorrência onde um homem de 36 anos teria sofrido uma queda de aproximadamente 3 metros de altura. A vítima estava trabalhando numa obra localizada na Linha Monte Alegre, interior do município. A vítima apresentava suspeita de lesão na região da coluna lombar. De acordo com os socorristas, para retirar a vítima do local e deixá-la em solo foi necessário utilizar técnicas de salvamento em altura. Após a retirada e os primeiros atendimentos no local, o homem foi conduzido ao Hospital Regional do Oeste (HRO) para avaliação médica.