UM NOVO TEMPO DE POSSIBILIDADES
Em artigo publicado pelo Reitor da Unochapecó, Claudio Jacoski, fica evidente que inovação, diálogo e compromisso, são pilares de uma universidade que evolui com sua comunidade Por: Claudio Jacoski * “A Unochapecó vive um momento de avanço. Pela sua dimensão, pela sua relevância e pela responsabilidade que carrega, é natural — e necessário — que a instituição evolua continuamente em seus processos, em suas formas de se comunicar e na maneira como se relaciona com todos aqueles que fazem parte da sua história: estudantes, egressos, professores, técnicos administrativos e comunidade. É nesse contexto que lançamos nossa nova campanha institucional. Mais do que uma ação de comunicação, ela representa um posicionamento. A proposta de afirmar a Uno como a Universidade de Possibilidades traduz aquilo que somos e o que entregamos diariamente: oportunidades reais de desenvolvimento pessoal e profissional, caminhos para a construção de futuros e uma formação que dialoga com a sociedade onde cada egresso irá atuar. Somos uma instituição de grande porte, com mais de 9 mil estudantes, que oferece desde a educação básica até o pós-doutorado. Ao longo da nossa trajetória, consolidamos um processo consistente de desenvolvimento regional e conquistamos reconhecimento em níveis nacional e internacional. Ainda assim, muitas vezes, a amplitude do que realizamos passa despercebida. São projetos, pesquisas, teses, dissertações, trabalhos de conclusão de curso e inúmeras soluções que impactam diretamente a comunidade. Este novo momento busca justamente tornar mais visível essa grandiosidade que vivenciamos todos os dias. Como parte dessa estratégia, celebramos também o lançamento da Uno Grife — uma iniciativa que valoriza e fortalece nossa marca regional. Mais do que produtos, trata-se da oportunidade de vestir a identidade da instituição, de levar a marca da Uno para diferentes espaços, reforçando o sentimento de pertencimento e orgulho que nos une. Outro passo importante é a criação da nossa agência de comunicação, a Agecom. A estrutura nasce com a missão de aproximar ainda mais a universidade de sua comunidade, levando informações institucionais, conhecimento e conteúdos relevantes de forma leve e acessível. A Agecom representa um compromisso com a transparência, com a agilidade e com a conexão permanente com tudo o que acontece dentro da universidade. A Uno é uma instituição comunitária, criada pela comunidade e para a comunidade. Esse modelo fortalece nossa responsabilidade de compartilhar resultados, dialogar com a sociedade e evidenciar as contribuições que produzimos diariamente para o desenvolvimento regional. Iniciamos, portanto, um novo ciclo. Um tempo de fortalecimento da marca, de ampliação das conexões e de valorização de tudo o que somos capazes de realizar. A Universidade de Possibilidades se consolida quando cada pessoa que faz parte dela reconhece sua dimensão, seu impacto e seu potencial de crescimento. Seguimos avançando. Com orgulho da nossa história e confiança no futuro que continuaremos a construir juntos!” Abaixo veja o filme que convida você a fazer um passeio pelo Campus da UNO, cujo tema central é conhecer histórias, projetos e pessoas que constroem, juntos, o impacto que a UNO gera todos os dias.
REITOR DA UNOCHAPECÓ DESTACA DECRETO COMO MARCO PARA FORTALECIMENTO DAS UNIVERSIDADES COMUNITÁRIAS
Claudio Jacoski afirma que regulamentação garante segurança jurídica e amplia acesso das instituições às políticas públicas; Fotos: Ricardo Stuckert / PR Brasília/DF, 20 de janeiro de 2026, terça-feira — O reitor da Unochapecó e presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), Claudio Jacoski, avaliou como um avanço histórico o decreto 12.817 (de 19/01/2026) assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que regulamenta a Lei nº 12.881/2013, conhecida como Lei das Instituições Comunitárias de Educação Superior (ICES). A medida assegura segurança jurídica às universidades comunitárias e fortalece o papel dessas instituições no sistema educacional brasileiro. O decreto, assinado em Brasília com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, estabelece critérios para a qualificação das instituições comunitárias, define prerrogativas e finalidades e cria mecanismos de regulação e supervisão. A regulamentação também autoriza a celebração de termos de parceria entre as universidades comunitárias e o poder público, ampliando a participação dessas instituições em políticas educacionais e sociais. Para Claudio Jacoski, que também presidiu a Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Abruc) até dezembro de 2025, e participou ativamente no Grupo de Trabalho que construiu o decreto, a regulamentação representa o reconhecimento de um modelo educacional comprometido com o desenvolvimento regional. “As universidades comunitárias têm forte vínculo com as comunidades onde estão inseridas e desempenham papel estratégico, especialmente em regiões que não contam com universidades federais ou estaduais. O decreto cria condições reais para ampliar essa contribuição, com aporte de recursos públicos e prestação de serviços por estas instituições”, destacou. Ouça o que diz Claudio Jacoski, Reitor da Unochapecó e Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras. Entre as prerrogativas previstas estão o acesso a recursos orçamentários do poder público para o desenvolvimento de atividades de interesse coletivo, a possibilidade de recebimento de recursos por meio de emendas parlamentares e a atuação como alternativa na oferta de serviços públicos quando estes não são prestados diretamente pelo Estado. Durante a solenidade, o ministro da Educação ressaltou que a regulamentação corrige uma lacuna histórica. Segundo Camilo Santana, após mais de uma década, as universidades comunitárias passam a ter acesso efetivo às políticas públicas da educação brasileira, em igualdade de condições com outros segmentos do ensino superior. O decreto é resultado do trabalho de um grupo instituído pelo Ministério da Educação em 2024, que reuniu representantes do MEC, do Conselho Nacional de Educação e de entidades representativas das instituições comunitárias, como a Abruc e o Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung). A proposta construída de forma coletiva busca respeitar as características das instituições comunitárias, que atuam sem fins lucrativos e com forte compromisso social. Na avaliação do reitor da Unochapecó, a regulamentação fortalece todo o sistema universitário. “Trata-se de um passo decisivo para garantir estabilidade institucional, ampliar o acesso a políticas públicas e reforçar o papel das universidades na formação profissional, na pesquisa, na extensão e na inovação”, afirmou Jacoski. SAIBA MAIS A regulamentação da Lei das Instituições Comunitárias permite que as 88 instituições comunitárias do país tenham acesso: • ao orçamento público para o desenvolvimento de atividades de interesse público;• a editais de órgãos governamentais de fomento;• as parcerias com entes públicos estaduais e municipais para a oferta de serviços. O decreto também cria o Conselho Nacional de Instituições de Ensino Superior Comunitárias, voltado à integração e articulação entre as faculdades e universidades do sistema comunitário. As instituições comunitárias não são públicas nem privadas com fins lucrativos. Funcionam em regime sem fins lucrativos e prestam serviços educacionais, muitas vezes em municípios que não contam com universidades federais ou estaduais. Atualmente, considerando-se as instituições que estão regulamentadas como comunitárias junto ao MEC, são 4.975 cursos ofertados no país, com cerca de 1,86 milhão de vagas e 512 mil matrículas. A maior concentração está nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina. === Com informações: ASCOM/Unochapecó