OPERAÇÃO CORINGA INVESTIGA ENTRADA ILEGAL DE CELULARES EM PRESÍDIO

Mandados de prisão e buscas foram cumpridos em Chapecó e Xaxim A Operação Coringa aconteceu na manhã da última sexta-feira (15), em Chapecó e Xaxim, durante uma ação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à investigação conduzida pela 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó. A apuração investiga a facilitação da entrada clandestina de aparelhos celulares na Penitenciária Industrial de Chapecó. Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Chapecó. Segundo as investigações, iniciadas após denúncias, os suspeitos estariam envolvidos em crimes de corrupção ativa e tentativa de ingresso ilegal de dispositivos eletrônicos no sistema prisional. O esquema utilizaria redes sociais e aplicativos de mensagens para aliciar pessoas e organizar a entrada de celulares e smartwatches na unidade prisional. Entre os investigados está a companheira de um detento, apontada como responsável por intermediar contatos e tratativas relacionadas às tentativas de suborno. Conforme apurado, valores em dinheiro teriam sido oferecidos para facilitar o ingresso dos aparelhos no presídio. No decorrer da operação, uma investigada teve o mandado de prisão cumprido pelos crimes de corrupção ativa e tentativa de ingresso de aparelho telefônico sem autorização legal em estabelecimento prisional. De acordo com o Ministério Público, a prática representa risco à segurança do sistema carcerário, já que os dispositivos podem ser utilizados para manter atividades criminosas de dentro da unidade prisional. A investigação segue em sigilo e novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos. Operação Coringa  O nome “CORINGA” foi escolhido em razão da imagem utilizada no perfil de aplicativo de mensagens empregado nos contatos relacionados às práticas criminosas investigadas. O personagem “Coringa” representa, no imaginário popular, a desordem, a manipulação, o caos e a ruptura deliberada das regras sociais e institucionais.  No contexto apurado, o nome da operação remete à tentativa de vulnerar a segurança do sistema prisional mediante práticas clandestinas de corrupção, buscando restabelecer canais ilícitos de comunicação entre o ambiente carcerário e o meio externo. A utilização da figura do personagem revela, ainda, uma simbologia associada à afronta à autoridade estatal, à subversão da ordem e à atuação criminosa estruturada à margem da legalidade.  GAECO  O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.  Fonte e Foto: Divulgação/Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC