SANTA CATARINA ENTREGA À MARINHA A PRIMEIRA FRAGATA DE PROJETO QUE MOVIMENTA R$ 12 BILHÕES

Embarcação construída em estaleiro em Itajaí consolida o estado como polo estratégico da Base Industrial de Defesa nacional

A Marinha do Brasil recebeu na última sexta-feira (6) a Fragata Tamandaré – F200, primeira das quatro embarcações do Programa Fragatas Classe Tamandaré fabricadas em estaleiro em Itajaí, no litoral catarinense. A entrega, em caráter provisório, foi formalizada com a assinatura do Termo de Aceitação e Recebimento Provisório (TERP) no Rio de Janeiro pelo consórcio Águas Azuis — formado pela Embraer Defesa e Segurança, Atech e pela multinacional alemã Thyssenkrupp Marine Systems (TKMS).

A conquista se conecta ao crescimento do ecossistema de defesa em Santa Catarina que reunirá na SC Expo Defense 2026 indústria, governo, academia e centros de tecnologia para negócios e inovação no setor. O evento será realizado pela FIESC nos dias 21 e 22 de maio, em Florianópolis.

🔔 As inscrições estão abertas em fiesc.com.br/scexpodefense.

A Fragata Tamandaré

Com investimento total da ordem de R$ 12 bilhões em valores atualizados, o programa é um dos maiores projetos de defesa do Brasil nas últimas décadas e tem Santa Catarina no centro da sua execução.

Outras três fragatas — Jerônimo de Albuquerque – F201, Cunha Moreira – F202 e Matriz e Barros – F203 — seguem em construção no estado, com previsão de entrega até 2029.

Fragatas têm como missão proteger o mar territorial brasileiro e as águas da Amazônia. Foto: Marinha do Brasil

A assinatura do TERP oficializa a conclusão da fase de construção, integração de sistemas e testes de mar da primeira embarcação. A Fragata Tamandaré passará por um período de experimentação de um ano, ao fim do qual será assinado o Termo de Aceitação e Recebimento Definitivo (TERD). Equipadas com tecnologias avançadas de defesa e interoperabilidade, as fragatas têm como missão proteger o mar territorial brasileiro e as águas da Amazônia.

Lançado em 2020, o programa prevê a geração de aproximadamente 2.000 empregos diretos e reforça a capacidade da indústria nacional de desenvolver e integrar sistemas de alta complexidade — fortalecendo a soberania brasileira e a Base Industrial de Defesa.

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Com informações: Fiesc

Foto: Marinha do Brasil/Divulgação

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