SANTA CATARINA AMPLIA ESTRATÉGIAS PARA DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DO CÂNCER

Audiência pública na Alesc destacou avanços e desafios na rede oncológica do Estado

A Secretaria de Estado da Saúde apresentou nesta quarta-feira (20), em audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), as ações realizadas para ampliar o diagnóstico precoce e o tratamento oncológico. O encontro reuniu representantes da Comissão de Saúde, entidades da sociedade civil, pacientes, profissionais e especialistas da área, que discutiram os avanços da rede estadual e os principais desafios enfrentados pelos catarinenses no acesso ao atendimento.

Desde 2023, o Governo do Estado tem fortalecido a estrutura de exames e procedimentos, com repasses anuais de R$ 30 milhões aos Consórcios Intermunicipais de Saúde e credenciamento de novos serviços. Outra iniciativa é o Painel Oncologia SC, ferramenta pública que acompanha indicadores da rede e mostra, por exemplo, a redução no tempo de espera para cirurgias oncológicas, com mais de 70% dos pacientes sendo operados em até 60 dias. O Estado também implantou medidas como a separação das cirurgias oncológicas das eletivas, ampliação da rede hospitalar e incentivo fixo mensal a hospitais por meio da Política Hospitalar Catarinense.

Entre os próximos passos, estão previstas carretas para levar exames de mamografia, ultrassonografia e biópsias a regiões com maior dificuldade de acesso, além de apoio financeiro às Redes Femininas de Combate ao Câncer. Em 2024, mais de 11 mil cirurgias oncológicas foram realizadas pelo SUS em Santa Catarina, que hoje conta com 19 hospitais habilitados para atendimento especializado.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o estado deve registrar 39,6 mil novos casos da doença em 2025, sendo os mais frequentes os de mama feminina, próstata e colorretal. Mesmo com os avanços, o debate evidenciou a necessidade de maior integração com a União, já que muitos medicamentos oncológicos foram incorporados ao SUS, mas sem financiamento federal, o que tem levado o governo catarinense a ampliar os investimentos estaduais para garantir o tratamento.

Foto: Rodrigo Corrêa / Agência AL

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