Produção brasileira é estimada em 335,7 milhões de toneladas, cerca de 3 milhões a menos que 2025; milho concentra maior impacto negativo
A safra brasileira de grãos — cereais, leguminosas e oleaginosas — deve somar 335,7 milhões de toneladas em 2026, segundo o segundo prognóstico divulgado pelo IBGE. O volume representa um recuo de 3,0% em relação à safra recorde de 2025, o equivalente a 10,2 milhões de toneladas a menos.
A principal influência negativa vem do milho, cuja produção deve cair 6,8%, com redução estimada de 9,6 milhões de toneladas, impactada principalmente pela retração da 2ª safra (-9,7%), apesar do crescimento previsto para a 1ª safra (+6,4%).
Outras culturas também devem registrar queda em 2026, como o sorgo (-14,6%), o arroz (-8,0%), o algodão herbáceo (-11,6%), o trigo (-4,0%) e o feijão da 1ª safra (-3,5%).
Apesar da redução na produção, a área a ser colhida deve crescer 0,9%, alcançando 82,3 milhões de hectares, com destaque para aumentos no Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Tocantins, Pará e Rondônia.
Na contramão do cenário geral, a soja deve alcançar 167,6 milhões de toneladas, com crescimento de 1,0% em relação a 2025, o que pode representar novo recorde histórico da cultura no país, sustentado por ganhos de produtividade.
Mesmo com o recuo projetado, o Brasil mantém posição de destaque no agronegócio mundial, impulsionado por tecnologia no campo, ampla área cultivada e forte participação das regiões Centro-Oeste e Sul, que seguem liderando a produção nacional.

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Com informações: ASCOM/IBGE