OPERAÇÃO INVESTIGA SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS E LAVAGEM DE DINHEIRO

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Ação cumpriu 31 mandados em 24 cidades de Santa Catarina e duas do Paraná e determinou bloqueio de até R$ 8,9 milhões em bens e valores

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrou na manhã desta quarta-feira (2) a Operação “Mercado Oculto”, que investiga suspeitas de crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de estabelecimentos comerciais.

A operação é realizada em apoio à 6ª Promotoria de Justiça de Chapecó e cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em municípios de Santa Catarina e do Paraná.

Segundo as investigações, empresas que apareciam oficialmente como independentes podem, na verdade, fazer parte de uma mesma estrutura empresarial e familiar. A suspeita é de que a divisão dos negócios entre diferentes empresas e pessoas tenha sido usada para esconder a existência do grupo e, com isso, reduzir ou deixar de pagar impostos, além de possibilitar a lavagem de dinheiro.

Entre os alvos estão empresários, empresas da rede de lojas e o contador do grupo.

As ordens judiciais foram cumpridas em Abelardo Luz, Caçador, Caibi, Campo Erê, Capinzal, Catanduvas, Chapecó, Cunha Porã, Faxinal dos Guedes, Ipumirim, Irani, Joaçaba, Maravilha, Mondaí, Palmitos, Pinhalzinho, Ponte Serrada, São Carlos, São Domingos, Saudades, Seara, Xanxerê e Xaxim, em Santa Catarina, além de Dois Vizinhos e Palmas, no Paraná.

Durante a operação, os investigadores buscam documentos, celulares, computadores e registros contábeis, fiscais e financeiros que possam ajudar a esclarecer o funcionamento dos negócios.

BENS E VALORES PODEM SER BLOQUEADOS

A Justiça também determinou o sequestro de bens móveis e imóveis e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 8,9 milhões. O valor corresponde à estimativa do possível prejuízo causado aos cofres públicos com os impostos que teriam deixado de ser pagos.

Também foram solicitados documentos e informações a imobiliárias, construtoras e empresas do setor de veículos sobre negócios realizados por pessoas relacionadas à investigação.

A intenção é descobrir se essas operações teriam sido utilizadas para esconder bens e dinheiro, além de identificar quem seria beneficiado pelas transações e se outras pessoas participaram do esquema.

Os materiais considerados importantes para a investigação serão analisados pela Polícia Científica, que fará os exames e produzirá os laudos periciais. Depois, as informações serão avaliadas pelo GAECO para dar continuidade às investigações.

O processo tramita em sigilo. Por isso, novas informações só poderão ser divulgadas quando houver autorização para tornar os autos públicos.

POR QUE A OPERAÇÃO RECEBEU O NOME DE “MERCADO OCULTO”?

O nome da operação faz referência à suspeita de que os estabelecimentos, apesar de aparecerem como empresas separadas, poderiam fazer parte de uma mesma estrutura econômica.

De acordo com o Ministério Público, a divisão entre diferentes empresas e pessoas físicas teria dificultado a identificação do tamanho real do grupo e poderia ter influenciado na forma como os impostos eram calculados e pagos.

Fonte e Foto: Divulgação/Comunicação Social PMSC