Doença de Newcastle: SC amplia fiscalização para 1,6 mil propriedades

Profissional com equipamento de proteção realiza procedimento sanitário em peru durante atividade de vigilância da saúde das aves. Foto: Divulgação/Cidasc.

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Operação prevê coleta de amostras em mais de 130 propriedades, interdição de granja em Nova Itaberaba e reforço da vigilância nas estradas para evitar a disseminação da doença

O Governo de Santa Catarina ampliou as medidas de controle sanitário após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma criação comercial de perus, no município de Nova Itaberaba. A operação, detalhada nesta terça-feira (20), prevê a vistoria de aproximadamente 1,6 mil propriedades rurais e o reforço da fiscalização nas rodovias da região.

Coordenadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), as ações estão concentradas em um raio de dez quilômetros da propriedade afetada. O objetivo é identificar possíveis riscos de disseminação do vírus, acompanhar as criações de aves e proteger a cadeia produtiva da avicultura catarinense.

O reforço na fiscalização ocorre após a confirmação da doença, divulgada na segunda-feira (19), quando o caso mobilizou os órgãos de defesa sanitária animal. Conforme informado anteriormente, o vírus foi identificado durante atividades de vigilância sanitária, mesmo sem as aves apresentarem sinais clínicos da doença. A descoberta levou à interdição da propriedade e ao início dos protocolos de contenção.

O caso foi noticiado pela Rádio Chapecó na segunda-feira. Confira a reportagem anterior sobre a identificação do foco em Nova Itaberaba.

Mais de 130 propriedades poderão passar por exames

A operação prevê visitas técnicas a cerca de 1.600 propriedades rurais, incluindo estabelecimentos com criação de aves e perus. Desse total, pouco mais de 130 poderão passar por coleta de amostras de sangue dos animais para análises laboratoriais, dependendo da avaliação das equipes de vigilância.

Os profissionais também orientam os produtores sobre os cuidados sanitários necessários e acompanham possíveis alterações nas condições de saúde das aves.

Enquanto isso, a propriedade onde a doença foi identificada permanece interditada. O acesso está restrito aos profissionais autorizados da Cidasc e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com o Governo do Estado, a próxima etapa será a eliminação sanitária das aves da propriedade afetada, seguindo os procedimentos previstos na legislação. A medida será acompanhada pelo descarte adequado de materiais que tiveram contato com os animais e pela limpeza e desinfecção das instalações.

Fiscalização reforçada nas estradas

O controle sanitário também foi estendido às rodovias próximas ao foco. Por meio do programa Olho Bom, a Cidasc mobilizou 40 caminhonetes para acompanhar a circulação de veículos e cargas na área monitorada.

Barreiras sanitárias complementam o trabalho, com fiscalização da movimentação que possa representar risco de propagação do vírus.

A estratégia busca evitar que materiais ou veículos potencialmente contaminados contribuam para a disseminação da doença em outras propriedades.

Consumo de produtos inspecionados segue seguro, diz Cidasc

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, destacou que a identificação do foco ocorreu durante as atividades rotineiras de monitoramento realizadas nas granjas catarinenses.

Segundo ela, a prioridade neste momento é controlar a ocorrência, acompanhar as propriedades vizinhas e manter a fiscalização sanitária na região.

A dirigente também reforçou que a população pode continuar consumindo produtos avícolas que tenham passado pelos serviços oficiais de inspeção.

A orientação aos consumidores é observar os selos de inspeção municipal, estadual ou federal, que identificam os produtos submetidos aos controles sanitários oficiais.

Medidas buscam proteger a avicultura catarinense

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, podendo provocar prejuízos significativos à produção avícola.

Por isso, a confirmação de um foco exige medidas de controle e vigilância para impedir que o vírus alcance outras criações.

Desde domingo (18), profissionais da Cidasc acompanham a propriedade afetada e prestam orientações ao produtor e à empresa envolvida na criação.

O trabalho segue concentrado na contenção do foco identificado em Nova Itaberaba, com fiscalização das propriedades rurais e monitoramento do trânsito de veículos e cargas.

A atualização divulgada nesta terça-feira pelo Governo de Santa Catarina não informa a confirmação de novos focos da doença na região.