Espaço histórico instalado na antiga Casa da Família Bertaso retoma atividades com foco na preservação da história, da colonização e da formação do município
A trajetória da colonização de Chapecó, os processos de ocupação do Oeste catarinense e a preservação de parte importante da memória regional ganharam um novo impulso. Foi reaberto oficialmente o Museu da Colonização, localizado dentro do Parque de Exposições Dr. Valmor Ernesto Lunardi (Efapi).
A cerimônia de reabertura reuniu representantes do poder público, familiares da família Bertaso, integrantes da comunidade cultural e pessoas ligadas à preservação do patrimônio histórico. Entre as autoridades presentes estavam a diretora de Cultura da Secretaria de Cultura/Prefeitura de Chapecó, Silvia Baggio; o historiador Leonardo Dlugokenski, coordenador dos museus de Chapecó; e o vereador Cleiton Agnoletto, representando a Câmara de Vereadores.
Instalado na histórica Casa da Família Bertaso, o museu preserva parte significativa da memória relacionada à formação de Chapecó. Construída em 1922, a residência acompanhou os primeiros anos de desenvolvimento da cidade e tornou-se uma grande referência para a compreensão da colonização regional.
O processo de ocupação intensificou-se a partir das primeiras décadas do século XX, especialmente com a atuação da empresa colonizadora Bertaso & Maia & Cia. Desde 1918, o parcelamento de grandes áreas de terra favoreceu a chegada de famílias de colonos e contribuiu para a formação da estrutura fundiária predominante na região. Nesse período, a economia local esteve ligada inicialmente à agricultura e ao comércio, incorporando posteriormente a atividade madeireira, que ajudou a consolidar Chapecó como polo regional do Oeste catarinense.
No espaço museológico, os visitantes podem acompanhar diferentes marcos históricos, como:
Além da dimensão histórica e econômica, o museu preserva aspectos da vida cotidiana da família Bertaso. Cartas, fotografias, objetos pessoais e outros registros ajudam a compreender não apenas a trajetória pública dos pioneiros, mas também as relações familiares, os costumes e as experiências vividas ao longo de décadas.
Outro grande destaque da exposição é a valorização da trajetória de Zenaide Ballista Bertaso. Nascida no Rio Grande do Sul e descendente de imigrantes italianos, ela teve papel fundamental na organização da vida familiar, na educação dos filhos e na preservação de tradições e memórias transmitidas entre gerações, sendo sua história apresentada como parte essencial da construção da identidade regional.
A própria trajetória da residência demonstra o esforço de preservação do patrimônio histórico de Chapecó. A casa de madeira foi transferida para outro local na década de 1950, reconstruída em 1991 e reconhecida oficialmente como patrimônio cultural em 2011.
Com a reabertura realizada neste ano, o Museu da Colonização inicia uma nova etapa voltada à preservação, pesquisa e compartilhamento da história de Chapecó para as futuras gerações, conforme reforça a diretora de Cultura, Silvia Baggio.
Confira algumas por Luciano da Luz/Prefeitura de Chapecó
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