ESTUDANTES DE CHAPECÓ PRODUZEM LITERATURA DE CORDEL INSPIRADA NA CULTURA DO SUL DO BRASIL

Projeto desenvolvido na EBM André Antônio Marafon une arte, patrimônio cultural, poesia e sustentabilidade, valorizando tradições regionais como o chimarrão, o pinhão, a música e a dança

Os estudantes das turmas de 7º ano da Escola Básica Municipal André Antônio Marafon, em Chapecó, estão mergulhando no universo da cultura brasileira por meio de um projeto que une arte, literatura e valorização do patrimônio cultural. A iniciativa, desenvolvida durante as aulas de Arte, tem levado os alunos a conhecer e preservar diferentes manifestações culturais do país.

Coordenado pela professora Stefany Begnini, o trabalho foi realizado ao longo do primeiro trimestre e teve como foco o estudo dos patrimônios culturais materiais e imateriais. Entre os conteúdos abordados, a literatura de cordel ganhou destaque por sua importância histórica e cultural como uma das mais tradicionais formas de expressão popular do Brasil. Após conhecerem as origens e características desse gênero literário, os estudantes foram desafiados a criar seus próprios poemas. Os textos abordaram temas como meio ambiente, sustentabilidade, respeito à diversidade e elementos marcantes da cultura da Região Sul, seguindo as características típicas do cordel, como rimas, linguagem poética e ilustrações.

O estudante João Arthur Harrote Nistor destacou que a atividade permitiu valorizar aspectos culturais presentes no cotidiano da comunidade. Segundo ele, os trabalhos retrataram tradições regionais como o chimarrão, o pinhão, a música e as danças típicas do Sul do Brasil.

Além da produção textual, os alunos também participaram de uma atividade artística inspirada na xilogravura, técnica tradicionalmente utilizada nas capas dos cordéis. Utilizando a técnica da isogravura, eles criaram ilustrações para acompanhar os poemas produzidos. De acordo com o estudante Arthur Santana Nascimento, o processo envolveu a criação de desenhos que foram transferidos para placas de isopor. Em seguida, com tinta guache aplicada por meio de um rolo, as imagens foram impressas no papel, reproduzindo um efeito semelhante ao da xilogravura.

Para a professora Stefany Begnini, o projeto contribui para ampliar o repertório cultural dos estudantes e fortalecer o reconhecimento das manifestações culturais brasileiras. Segundo ela, compreender e valorizar a cultura local e nacional é fundamental para a preservação do patrimônio cultural e para a formação cidadã dos alunos.

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Foto: Ascom/Pref. Mun. Chapecó/Divulgação

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