MARÇO LILÁS: SANTA CATARINA REFORÇA VACINA CONTRA HPV E DIAGNÓSTICO PRECOCE PARA PREVENIR CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

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Estado estima mais de mil novos casos por ano e destaca importância da vacinação e exames preventivos pelo SUS

Durante o Março Lilás, Santa Catarina intensifica as ações de conscientização sobre a prevenção do câncer de colo do útero, o terceiro tipo mais comum entre mulheres no Brasil, desconsiderando tumores de pele não melanoma. A principal forma de prevenção é a vacinação contra o HPV, vírus diretamente ligado ao desenvolvimento da doença. Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância do diagnóstico precoce por meio de exames preventivos, como o Papanicolau, disponíveis na rede pública.

No estado, a estimativa é de cerca de 1.030 novos casos por ano, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer. A estrutura de atendimento inclui 21 hospitais habilitados em oncologia, que oferecem desde consultas e exames até tratamentos como cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapias complementares. O Centro de Pesquisas Oncológicas registrou atendimento a mais de 100 mulheres com a doença em 2025, evidenciando a demanda por diagnóstico e tratamento especializados.

A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde para meninas e meninos de 9 a 14 anos. O Ministério da Saúde ampliou até o primeiro semestre de 2026 a oportunidade de vacinação para jovens de 15 a 19 anos que ainda não se imunizaram. Pessoas com condições clínicas específicas, como imunossuprimidos e pacientes oncológicos, também podem receber a vacina até os 45 anos.

Especialistas alertam que a infecção persistente pelo HPV é o principal fator de risco para o câncer cervical. Outros fatores, como tabagismo e ausência do uso de preservativos, também contribuem para o desenvolvimento da doença. Nos estágios iniciais, o câncer pode não apresentar sintomas, o que reforça a necessidade de exames periódicos. Em fases mais avançadas, podem surgir sinais como sangramento anormal, corrimento e dor pélvica.

Foto: Sid Macedo Ascom/SES/SC