Cepon alerta para alta incidência da doença e destaca imunização, exames preventivos e informação como estratégias essenciais
O câncer do colo do útero segue como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e em Santa Catarina, o que reforça a necessidade de ações permanentes de prevenção. Durante a campanha Janeiro Verde, o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) destaca a vacinação contra o HPV como a principal ferramenta para reduzir a incidência da doença, que está entre os tipos de câncer mais comuns entre as mulheres. Somente em 2025, a unidade registrou 1.758 atendimentos a pacientes diagnosticadas.
A infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV) é a principal causa do câncer do colo do útero. Embora o organismo consiga eliminar o vírus na maioria dos casos, algumas infecções podem evoluir para lesões precursoras e, posteriormente, para a doença. Fatores como tabagismo, imunossupressão, múltiplos parceiros sexuais, ausência do uso de preservativos e presença de comorbidades aumentam os riscos. Nos estágios iniciais, o câncer pode ser assintomático, dificultando o diagnóstico precoce, mas, com a progressão, podem surgir sintomas como sangramento vaginal anormal, corrimento com odor desagradável e dor abdominal.
A vacinação contra o HPV, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde, é considerada a forma mais eficaz de prevenção, especialmente quando aplicada em crianças e adolescentes. O imunizante é ofertado para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de pessoas com condições clínicas especiais, que podem receber a vacina até os 45 anos. Aliada à imunização, a realização periódica do exame Papanicolau e o uso de preservativos são estratégias fundamentais para o diagnóstico precoce e a redução da mortalidade.
Ao longo do Janeiro Verde, o Cepon reforça a importância da informação, da conscientização e do acesso aos serviços de saúde como pilares para salvar vidas. A instituição destaca que investir em prevenção é essencial para diminuir os índices da doença e promover mais qualidade de vida às mulheres catarinenses.
Foto: Sid Macedo/Ascom SES