INSS CORRE ATRÁS DO PREJUÍZO PARA REPARAR INJUSTIÇA CONTRA APOSENTADOS

Compartilhe!

Após anos de omissão que permitiram “descontos fantasmas” em benefícios, governo tenta quitar dívida com mais de 800 mil segurados que ainda não exerceram seu direito ao ressarcimento; Aposentados têm até 14 de fevereiro para pedir ressarcimento

O Governo Federal e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) travam uma corrida contra o tempo para tentar mitigar os danos de uma das maiores falhas de fiscalização previdenciária das últimas décadas. Com o prazo final estipulado para 14 de fevereiro de 2026, o Estado busca encerrar o ciclo de devoluções de valores que nunca deveriam ter saído dos bolsos dos aposentados e pensionistas.

Até agora, R$ 2,8 bilhões já foram devolvidos, mas o montante é apenas uma fração do rombo causado por entidades associativas que operaram livremente nos sistemas do governo por anos.

O Estado como facilitador involuntário da injustiça

O ressarcimento atual não é uma concessão do governo, mas sim o reconhecimento de uma negligência histórica. Durante anos, brechas nos sistemas de controle do INSS permitiram que associações e sindicatos incluíssem mensalidades diretamente na folha de pagamento sem a devida checagem de autorização.

Os fatos que expuseram a vulnerabilidade do sistema:

  • Omissão na Fiscalização: O INSS permitia que entidades registrassem descontos baseados em documentos muitas vezes frágeis ou inexistentes, sem exigir a confirmação do segurado.
  • A “Máfia dos Descontos”: Milhares de idosos, muitos com pouca instrução digital, foram vítimas de assinaturas falsificadas e transferências de dados ilícitas entre bancos de dados e associações.
  • Lucro sobre a Vulnerabilidade: Enquanto o governo não agia, essas entidades acumularam bilhões de reais retirados de pessoas que, em sua maioria, sobrevivem com apenas um salário mínimo.

Exercendo o direito à reparação

A campanha atual de ressarcimento é a tentativa do governo de evitar uma enxurrada de processos judiciais, transferindo para a esfera administrativa o que a Justiça já vinha decidindo em favor dos aposentados.

Para quem foi lesado entre março de 2020 e março de 2025, o ressarcimento é um direito garantido. O segurado deve acessar o portal Meu INSS ou ligar para o 135 para contestar qualquer “Contribuição” que não tenha autorizado explicitamente.

O que acontece agora?

O governo admite que ainda há cerca de 880 mil pessoas que foram prejudicadas e ainda não pediram o dinheiro de volta. O esforço de comunicação intensificado neste mês de janeiro é uma tentativa de “correr atrás do prejuízo” e limpar a folha de pagamentos de uma prática que manchou a imagem da autarquia previdenciária.

A mensagem aos aposentados é clara: o ressarcimento é um direito de quem foi vítima de um sistema que falhou em protegê-los. O prazo de 14 de fevereiro é a última chamada para que o erro seja corrigido sem a necessidade de uma batalha judicial que pode durar anos.

===

Imagem: Gerada por IA/Redação Rádio Chapecó