Investigação aponta que suspeitos analisavam possíveis alvos e compartilhavam materiais sobre fabricação de artefatos; operação mobilizou forças de segurança em diferentes estados
Uma investigação conduzida por órgãos de segurança pública revelou que um grupo suspeito de planejar ataques durante o período eleitoral de 2026 teria realizado estudos sobre possíveis alvos, incluindo mapas, plantas de prédios públicos e materiais relacionados à fabricação de artefatos explosivos.
Segundo as autoridades, os investigados teriam mantido conversas em ambientes virtuais com compartilhamento de conteúdos considerados relevantes para uma possível preparação de ações violentas, como imagens de locais, informações sobre acesso a edificações, plantas arquitetônicas e documentos técnicos.
A apuração aponta ainda que integrantes do grupo teriam discutido possíveis ataques contra autoridades e estruturas ligadas ao processo eleitoral, incluindo eventos políticos e debates presidenciais. Os materiais apreendidos, principalmente equipamentos eletrônicos e documentos, serão analisados pelas equipes de investigação para verificar o grau de organização do grupo, possíveis conexões entre os envolvidos e se havia condições concretas para execução dos planos mencionados.
OPERAÇÃO TEVE AÇÕES EM SANTA CATARINA E OUTROS CINCO ESTADOS
A operação policial foi deflagrada após o avanço das investigações sobre a suposta articulação. Foram cumpridos mandados judiciais no Distrito Federal e nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
A ação foi coordenada pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do CiberLab – Laboratório de Operações Cibernéticas, ligado à Secretaria Nacional de Segurança Pública.
Também participaram da operação equipes das polícias civis estaduais nas localidades onde foram cumpridas as medidas judiciais:
- Santa Catarina – Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC);
- Paraná – Polícia Civil do Paraná (PCPR);
- São Paulo – Polícia Civil de São Paulo (PCSP);
- Pernambuco – Polícia Civil de Pernambuco (PCPE);
- Rio Grande do Sul – Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS).
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra investigados com idades entre 19 e 31 anos. Equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais foram recolhidos e serão submetidos à análise pericial para aprofundamento da investigação.
INVESTIGAÇÃO BUSCA IDENTIFICAR DIMENSÃO DO GRUPO
As autoridades trabalham agora para identificar a extensão da suposta articulação, verificar a existência de outros envolvidos e analisar se havia capacidade operacional para execução dos planos mencionados nas conversas investigadas.
Entre os materiais analisados estão arquivos digitais, comunicações e documentos que podem ajudar a esclarecer o nível de planejamento das ações.
SEGURANÇA ELEITORAL É REFORÇADA
O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que os órgãos de inteligência acompanham permanentemente possíveis ameaças contra instituições, agentes públicos e o processo eleitoral, especialmente em períodos considerados sensíveis.
Paralelamente, a Polícia Federal realiza o planejamento da segurança dos candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026, com atuação baseada em análise de risco, inteligência e integração entre diferentes forças de segurança.
As autoridades destacam que ameaças contra pessoas ou instituições serão investigadas e, caso comprovadas, os responsáveis poderão responder conforme a legislação.
INVESTIGADOS TERÃO DIREITO À DEFESA
Apesar dos elementos reunidos durante a investigação, os envolvidos são considerados investigados e não condenados. A responsabilização criminal dependerá da conclusão do inquérito, análise das provas e eventual decisão judicial.
A apuração segue em andamento para esclarecer todos os detalhes da suposta articulação e o real estágio de preparação das ações planejadas.
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Arte: Rádio Chapecó-Dall-eIA

