EPAGRI E GOVERNO DE SANTA CATARINA INVESTEM R$ 7,8 MILHÕES EM PESQUISAS PARA INOVAÇÃO NA AGROPECUÁRIA

Compartilhe!

Recursos vão financiar 54 projetos e 92 bolsas de pesquisa para fortalecer cadeias produtivas, aumentar competitividade e apoiar produtores rurais

O Governo de Santa Catarina, por meio da Epagri, vai investir R$ 7,87 milhões nos próximos dois anos em projetos de pesquisa voltados à inovação na agropecuária e na aquicultura do estado. O aporte é considerado inédito na história da instituição e tem como foco o desenvolvimento de soluções para demandas estratégicas dos produtores rurais, garantindo competitividade, sustentabilidade e maior eficiência produtiva. Os recursos estão previstos no Edital de Chamada Pública Fapesc nº 44/2025, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina.

O programa contempla 54 projetos de pesquisa distribuídos em todas as unidades da Epagri no estado, organizados em quatro grandes linhas: controle de doenças da maçã, desenvolvimento de uvas PIWI resistentes a doenças, arranjos produtivos na agropecuária e estratégias para ampliar a competitividade do setor. Para dar suporte às ações, será aberto chamamento público para a seleção de 92 bolsistas de diversas áreas, como agronomia, zootecnia, ciências biológicas, engenharia florestal e medicina veterinária.

Entre os destaques está a cadeia produtiva da maçã, responsável por mais da metade da produção nacional, com pesquisas voltadas ao manejo fitossanitário e ao controle de doenças que impactam os pomares catarinenses. Os estudos incluem atividades nos municípios de São Joaquim e Fraiburgo, com o objetivo de validar sistemas de manejo que garantam qualidade, sustentabilidade e redução de perdas na produção.

Outro eixo estratégico do programa é o avanço no desenvolvimento de variedades de uva PIWI, resistentes aos fungos míldio e oídio. Os projetos preveem a introdução e os testes de novas variedades originárias da Itália e da Alemanha, além do acompanhamento técnico de produtores que já cultivam uvas resistentes.

Foto: Divulgação/Epagri