Variedades Piwi reduzem custos, ampliam sustentabilidade e mantêm alta qualidade da vitivinicultura catarinense
A vitivinicultura de Santa Catarina avança com a adoção das uvas Piwi, variedades resistentes a doenças fúngicas que prometem elevar ainda mais o padrão de qualidade dos vinhos produzidos no estado. Desenvolvidas pela Epagri e pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com instituições da Alemanha, Hungria e Itália, as cultivares Felicia e Calardis Blanc foram recentemente apresentadas em um Dia de Campo na Estação Experimental de Videira, no Meio-Oeste. O evento reuniu mais de 100 participantes, entre produtores, pesquisadores e técnicos, que puderam conhecer o manejo das plantas, o tratamento fitossanitário e degustar vinhos elaborados com essas uvas inovadoras.

Além da maior resistência a doenças, as variedades Piwi apresentam menor custo de produção e demandam menos intervenções químicas, o que contribui para a sustentabilidade ambiental e econômica da atividade. Outro diferencial é a ampla capacidade de adaptação às diferentes condições climáticas e altitudes de Santa Catarina, permitindo o cultivo tanto em regiões mais frias e elevadas, como São Joaquim, quanto em áreas mais quentes e baixas, como o Vale do Itajaí e o Sul do estado.
Os vinhos produzidos com uvas Piwi já demonstram excelente aceitação entre consumidores e produtores, sendo descritos como leves, agradáveis e versáteis para harmonização gastronômica. A expectativa do setor é positiva, especialmente pela possibilidade de obter boa produtividade com menor uso de insumos.
Foto: Pablo Gomes/Epagri