Especialistas explicam como o aquecimento das águas do Oceano Pacífico influencia o regime de chuvas e aumenta o risco de eventos climáticos extremos no Estado; foto: Thiago Kauê/SecomGOVSC/Divulgação
O fenômeno climático El Niño voltou a ganhar destaque após sua confirmação por órgãos internacionais de monitoramento e já está sendo acompanhado de perto pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina. Embora seus efeitos variem de intensidade, especialistas alertam que ele costuma aumentar o volume de chuvas no Sul do Brasil, elevando o risco de eventos como enxurradas, inundações e deslizamentos de terra.
O El Niño ocorre devido ao aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica e modifica o comportamento do clima em diversas partes do planeta. No Brasil, os reflexos mais conhecidos são o aumento das chuvas na Região Sul e a redução das precipitações em parte das regiões Norte e Nordeste.
O monitoramento é realizado continuamente por centros meteorológicos internacionais e nacionais, que acompanham a temperatura da superfície do mar em diferentes regiões do Pacífico Equatorial. Para que o El Niño seja oficialmente caracterizado, além do aquecimento das águas, é necessário que a atmosfera também apresente alterações compatíveis com esse cenário.
Historicamente, os maiores impactos em Santa Catarina são registrados entre a primavera e o início do verão, período em que o Estado já possui condições naturais favoráveis à ocorrência de temporais.
Com a atuação do El Niño, aumenta a probabilidade de chuvas mais frequentes e volumosas, o que pode provocar alagamentos, enxurradas, deslizamentos e outros transtornos, especialmente em áreas de risco. Apesar disso, os meteorologistas ressaltam que a intensidade dos impactos depende também da atuação de outros sistemas atmosféricos e não apenas da força do fenômeno no Oceano Pacífico.
A Defesa Civil de Santa Catarina informa que acompanha permanentemente a evolução do fenômeno e reforça que ainda é cedo para afirmar quais serão seus impactos exatos em cada região do Estado. Novos boletins serão divulgados conforme houver atualização dos modelos meteorológicos.
A recomendação é que a população acompanhe os avisos oficiais e fique atenta às previsões do tempo, principalmente durante os períodos de maior instabilidade climática.
Polícia Ambiental, Chapecó, aves silvestres, fauna, crime ambiental, PMSC, 2º BPMA, papagaio-do-peito-roxo, bicudo-verdadeiro. Foto: PMA-SC/Divulgação
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