Doenças cardiovasculares causam uma morte a cada 72 segundos no Brasil

Até as 12h33 desta segunda-feira (19 de outubro de 2026), o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontava uma estimativa de 322.360 mortes por doenças cardiovasculares no Brasil desde o início do ano. Foto: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)/Reprodução.

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Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam mais de 318 mil mortes em 2026 e reforçam a importância da prevenção

As doenças cardiovasculares provocam uma morte a cada 72 segundos no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), até sexta-feira (16), o número estimado de óbitos em 2026 havia chegado a 318.945, o equivalente a aproximadamente 50 mortes por hora e 1.194 por dia. Os dados são apresentados pelo Cardiômetro, ferramenta que acompanha a mortalidade cardiovascular no país.

O levantamento chama a atenção para doenças como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca, que representam um importante desafio para o sistema de saúde.

Em 2024, o Brasil registrou 417.550 mortes por doenças cardiovasculares, correspondentes a 27,3% de todos os óbitos naquele ano. Caso a tendência das últimas duas décadas seja mantida, a projeção da SBC aponta que esse número poderá chegar a 462.573 em 2030, um aumento de 10,8%.

Como funciona o Cardiômetro

Criado em 2016 pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, o Cardiômetro utiliza cálculos estatísticos para estimar o número de mortes provocadas por doenças cardiovasculares.

A ferramenta não registra cada morte em tempo real. As estimativas são elaboradas com base em informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e dados populacionais disponibilizados pelo DataSUS e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2026, o Cardiômetro passou a integrar o Hub de Dados Estatística Cardiovascular, plataforma desenvolvida pela SBC em parceria com a Federação Mundial do Coração. O sistema reúne indicadores, séries históricas e projeções que auxiliam pesquisadores, profissionais de saúde e gestores públicos.

Prevenção pode reduzir mortes

Entre os principais fatores de risco das doenças cardiovasculares estão hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e tabagismo.

A prevenção envolve alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle da pressão arterial, acompanhamento médico e abandono do cigarro.

O diagnóstico precoce também é fundamental para evitar complicações e reduzir o risco de morte.

Parada cardíaca: saiba como agir

Reconhecer uma emergência e agir rapidamente pode salvar vidas. Em caso de parada cardiorrespiratória em um adulto, a pessoa pode perder a consciência e deixar de respirar normalmente.

Nessa situação, é fundamental acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192, e seguir as orientações da equipe.

Se a vítima estiver inconsciente e não respirar normalmente, devem ser iniciadas compressões torácicas no centro do peito, em ritmo de 100 a 120 por minuto. Caso exista um desfibrilador externo automático (DEA) disponível, o equipamento deve ser utilizado conforme suas instruções.

Sintomas como dor intensa ou pressão no peito, falta de ar, suor frio e mal-estar podem indicar infarto. Já a perda repentina de força, a dificuldade para falar e a alteração súbita da visão podem ser sinais de AVC. Em ambos os casos, é necessário procurar atendimento de emergência sem demora.

Parada cardíaca. O que fazer?

Abaixo um vídeo publicado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)/Divulgação — Orientações sobre como agir diante de uma parada cardíaca.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia disponibiliza material educativo sobre como reconhecer e agir diante de emergências cardiovasculares. O vídeo pode ser incorporado à reportagem como orientação de utilidade pública.Vídeo: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)/Divulgação.

Informação também ajuda a salvar vidas

Ao reunir dados de mortalidade e incentivar a prevenção, o Cardiômetro busca ampliar a conscientização sobre doenças que continuam provocando milhares de mortes anualmente.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia destaca que os números projetados podem mudar conforme os avanços no diagnóstico, no tratamento, no controle dos fatores de risco e nas políticas públicas de saúde.

Os indicadores e informações sobre a metodologia podem ser consultados no Hub de Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia.