Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam mais de 318 mil mortes em 2026 e reforçam a importância da prevenção
As doenças cardiovasculares provocam uma morte a cada 72 segundos no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), até sexta-feira (16), o número estimado de óbitos em 2026 havia chegado a 318.945, o equivalente a aproximadamente 50 mortes por hora e 1.194 por dia. Os dados são apresentados pelo Cardiômetro, ferramenta que acompanha a mortalidade cardiovascular no país.
O levantamento chama a atenção para doenças como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca, que representam um importante desafio para o sistema de saúde.
Em 2024, o Brasil registrou 417.550 mortes por doenças cardiovasculares, correspondentes a 27,3% de todos os óbitos naquele ano. Caso a tendência das últimas duas décadas seja mantida, a projeção da SBC aponta que esse número poderá chegar a 462.573 em 2030, um aumento de 10,8%.
Como funciona o Cardiômetro
Criado em 2016 pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, o Cardiômetro utiliza cálculos estatísticos para estimar o número de mortes provocadas por doenças cardiovasculares.
A ferramenta não registra cada morte em tempo real. As estimativas são elaboradas com base em informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e dados populacionais disponibilizados pelo DataSUS e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2026, o Cardiômetro passou a integrar o Hub de Dados Estatística Cardiovascular, plataforma desenvolvida pela SBC em parceria com a Federação Mundial do Coração. O sistema reúne indicadores, séries históricas e projeções que auxiliam pesquisadores, profissionais de saúde e gestores públicos.
Prevenção pode reduzir mortes
Entre os principais fatores de risco das doenças cardiovasculares estão hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e tabagismo.
A prevenção envolve alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, controle da pressão arterial, acompanhamento médico e abandono do cigarro.
O diagnóstico precoce também é fundamental para evitar complicações e reduzir o risco de morte.
Parada cardíaca: saiba como agir
Reconhecer uma emergência e agir rapidamente pode salvar vidas. Em caso de parada cardiorrespiratória em um adulto, a pessoa pode perder a consciência e deixar de respirar normalmente.
Nessa situação, é fundamental acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo telefone 192, e seguir as orientações da equipe.
Se a vítima estiver inconsciente e não respirar normalmente, devem ser iniciadas compressões torácicas no centro do peito, em ritmo de 100 a 120 por minuto. Caso exista um desfibrilador externo automático (DEA) disponível, o equipamento deve ser utilizado conforme suas instruções.
Sintomas como dor intensa ou pressão no peito, falta de ar, suor frio e mal-estar podem indicar infarto. Já a perda repentina de força, a dificuldade para falar e a alteração súbita da visão podem ser sinais de AVC. Em ambos os casos, é necessário procurar atendimento de emergência sem demora.
Parada cardíaca. O que fazer?
Abaixo um vídeo publicado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)/Divulgação — Orientações sobre como agir diante de uma parada cardíaca.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia disponibiliza material educativo sobre como reconhecer e agir diante de emergências cardiovasculares. O vídeo pode ser incorporado à reportagem como orientação de utilidade pública.Vídeo: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)/Divulgação.
Informação também ajuda a salvar vidas
Ao reunir dados de mortalidade e incentivar a prevenção, o Cardiômetro busca ampliar a conscientização sobre doenças que continuam provocando milhares de mortes anualmente.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia destaca que os números projetados podem mudar conforme os avanços no diagnóstico, no tratamento, no controle dos fatores de risco e nas políticas públicas de saúde.
Os indicadores e informações sobre a metodologia podem ser consultados no Hub de Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

