Foco confirmado em granja de perus em Nova Itaberaba leva ao reforço das medidas de contenção e vigilância sanitária; Após confirmação de foco em aviário comercial, Governo de Santa Catarina reforça medidas.
A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, colocou as autoridades sanitárias em alerta. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o caso no domingo (18), e medidas emergenciais foram adotadas para conter a disseminação do vírus e proteger a produção avícola catarinense.
A doença foi identificada durante uma investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina. A confirmação ocorreu após análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, referência internacional no diagnóstico da enfermidade.
Vírus identificado mesmo sem sintomas nas aves
Um detalhe importante é que as aves do estabelecimento afetado não apresentavam sinais clínicos da doença. A presença do vírus foi identificada por meio da vigilância sanitária e confirmada em exames laboratoriais.
Segundo entidades representativas do setor avícola, a ocorrência reforça a importância do monitoramento sanitário, mesmo quando os animais não apresentam sintomas aparentes.
A propriedade atingida foi interditada, com suspensão da movimentação de aves. Segundo informações divulgadas pelo ministro da Agricultura, André de Paula, o estabelecimento abriga aproximadamente seis mil perus, e nenhuma ave havia deixado o local.
As autoridades também acompanham 133 granjas na área de vigilância ao redor do foco. As medidas de restrição sanitária abrangem a região de Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias.
Doença pode causar alta mortalidade
A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres. Entre os principais sinais estão dificuldade respiratória, diarreia, torcicolo, falta de apetite, queda na produção de ovos e mortalidade elevada.
A transmissão pode ocorrer pelo contato entre aves, secreções, água, alimentos, equipamentos e materiais contaminados. Por representar risco à produção avícola, a enfermidade exige comunicação imediata aos órgãos de defesa sanitária animal.
Atenção redobrada nas propriedades
A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) orienta produtores a reforçarem os procedimentos de biosseguridade, evitando o contato de aves domésticas com aves silvestres e restringindo a entrada de pessoas e veículos nas áreas de criação.
Criadores também devem observar qualquer aumento anormal na mortalidade ou sinais respiratórios e neurológicos nos animais. Em caso de suspeita, a orientação é comunicar imediatamente a Cidasc e não movimentar aves sem autorização sanitária.
Consumo de carne e ovos continua seguro
Apesar da confirmação da doença, o Ministério da Agricultura esclarece que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro e não apresenta contraindicações relacionadas à ocorrência. O foco das medidas está na contenção do vírus e na proteção dos plantéis comerciais.
O caso será comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e aos parceiros comerciais do Brasil, conforme os protocolos internacionais de vigilância sanitária. As investigações e as ações de controle continuam em andamento.
As informações centrais foram confirmadas pelo Ministério da Agricultura em nota publicada nesta segunda-feira (19). Os detalhes sobre as 133 granjas e os municípios abrangidos foram divulgados em declaração do ministro André de Paula.
Serviço: sinais de alerta e prevenção
Produtores devem observar:
- Mortalidade anormal ou repentina de aves.
- Dificuldade respiratória, espirros e secreções.
- Torcicolo, tremores e dificuldade para caminhar.
- Diarreia e redução do consumo de água e ração.
Em caso de suspeita: comunicar imediatamente a Cidasc ou registrar a ocorrência no serviço veterinário oficial. Não transportar aves suspeitas e seguir as orientações sanitárias.

