DERMATOLOGISTA DESMENTE FAKE NEWS SOBRE FILTRO SOLAR E REFORÇA IMPORTÂNCIA DA PROTEÇÃO

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Especialista alerta para riscos da exposição sem proteção e esclarece dúvidas comuns que circulam nas redes sociais

A circulação de desinformações sobre o uso de filtro solar tem gerado preocupação entre profissionais da saúde e entidades médicas. Nos últimos meses, conteúdos sem respaldo científico passaram a afirmar que o protetor solar faria mal à saúde, aumentaria o risco de câncer ou seria desnecessário para pessoas de pele negra. Diante da repercussão, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou um comunicado oficial para esclarecer a população e reforçar que o uso do filtro solar é seguro e fundamental na prevenção de doenças de pele.

De acordo com orientações da SBD e de especialistas da área, não existem evidências científicas que relacionem o uso do protetor solar ao desenvolvimento de câncer. Pelo contrário, estudos acumulados ao longo de décadas demonstram que a fotoproteção reduz significativamente o risco da doença, além de prevenir manchas, melasma e o envelhecimento precoce da pele. Mesmo em dias nublados, a recomendação é manter o uso do produto, já que a radiação ultravioleta atravessa as nuvens e provoca danos cumulativos.

A médica dermatologista e professora do curso de Medicina do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR) também esclarece que pessoas de pele negra devem usar filtro solar regularmente. Apesar da maior quantidade de melanina oferecer uma proteção natural, ela não impede completamente os efeitos nocivos da radiação solar. Outro ponto reforçado é que o uso do protetor não inviabiliza a produção de vitamina D, que pode ocorrer com exposições curtas e controladas ao sol.

As orientações médicas indicam ainda cuidados específicos para gestantes e crianças, além da importância de escolher produtos adequados ao tipo de pele, com fator de proteção mínimo de 30 e proteção contra raios UVA e UVB. A aplicação correta, na quantidade indicada e com reaplicações ao longo do dia, é essencial para garantir a eficácia do produto.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia e especialistas da área, o uso diário do filtro solar deve ser associado a barreiras físicas, como chapéus, roupas com proteção UV e óculos de sol. A recomendação final é observar a pele com atenção e procurar um dermatologista ao identificar manchas ou alterações suspeitas, reforçando a prevenção como principal aliada da saúde cutânea.