Pesquisa aponta queda na intenção de compra e no valor médio gasto; cenário reflete comportamento observado em todo o país
Levantamento realizado pela Unochapecó, em parceria com o Observatório Pollen, revela que o consumidor chapecoense está mais cauteloso na hora de gastar na Páscoa deste ano. A pesquisa, feita entre os dias 15 e 31 de março, aponta redução tanto na intenção de presentear quanto no valor médio das compras.
De acordo com o estudo, apenas 48% dos entrevistados pretendem comprar presentes na Páscoa, número inferior aos 52% registrados em 2025. Já 41% afirmaram que não irão presentear, enquanto 11% ainda estão indecisos.
Outro dado que chama atenção é a queda no valor médio de gasto, que passou de R$ 295,18 no ano passado para R$ 244,25 em 2026 — uma redução de 17,2%.
Mesmo com a retração, os chocolates seguem liderando as preferências, citados por 78% dos consumidores, embora em menor proporção que em 2025. O cartão de crédito aparece como principal forma de pagamento, utilizado por 47%, seguido por Pix e débito.
Segundo a coordenação da pesquisa, o comportamento mais conservador reflete ajustes no orçamento familiar e maior preocupação com as finanças.
O comportamento observado em Chapecó acompanha uma tendência mais ampla no Brasil. Em 2026, o consumidor segue pressionado por fatores como juros elevados e aumento no custo de produtos tradicionais da Páscoa.
Dados recentes indicam que o preço do chocolate subiu cerca de 24,7% nos últimos 12 meses, impactando diretamente o orçamento de quem pensa em gastar com o produto, exigindo mais planejamento financeiro.
Além disso, o consumo na Páscoa deste ano mostra um fenômeno claro: o faturamento do comércio cresce, mas o volume de produtos vendidos diminui. Ou seja, os brasileiros estão comprando menos e pagando mais.
Esse movimento é típico de períodos de inflação mais elevada em itens específicos. Com preços mais altos, o consumidor passa a comparar mais, reduzir quantidades e até substituir produtos por opções mais baratas.
Apesar da cautela, o consumo das famílias continua sendo um dos principais motores da economia brasileira. Em 2025, o setor cresceu cerca de 3,6%, impulsionado pelo aumento da renda e do emprego.
Ainda assim, especialistas apontam que o cenário atual exige maior equilíbrio financeiro. Com o crédito mais caro e inflação em alguns segmentos, as famílias estão entre a cruz e a espada, sendo obrigadas puxar o freio de mão nos gastos.
Em Santa Catarina, onde o consumo costuma acompanhar o bom desempenho econômico do estado, o comportamento também indica mais cautela. Levantamentos anteriores da própria Unochapecó já apontavam queda nas expectativas de consumo e preocupação com o orçamento familiar, mesmo em momentos de relativa estabilidade econômica.
A tendência é que o consumidor catarinense continue priorizando gastos essenciais e planejando melhor compras sazonais, como as da Páscoa.
O cenário de 2026 mostra que o hábito de consumo está mudando. A tradição de presentear permanece, mas com ajustes: menos itens, valores menores e escolhas mais conscientes.
A orientação de especialistas é clara: definir um limite de gastos, evitar compras por impulso e buscar alternativas mais acessíveis são estratégias fundamentais para manter a saúde financeira — sem abrir mão das celebrações.
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Imagem ilustrativa: DALL·E / OpenAI
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