Benefício pode chegar a R$ 1.621 e pagamento começa em fevereiro conforme mês de nascimento
Os trabalhadores já podem consultar, a partir desta quinta-feira, dia 5, se têm direito ao Abono Salarial PIS/Pasep 2026. A verificação deve ser feita pela Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br. O benefício é referente ao ano-base 2024 e contempla empregados da iniciativa privada e servidores públicos que atendem aos critérios estabelecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Neste ciclo, cerca de 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), receberão os valores por meio da Caixa Econômica Federal, totalizando R$ 2,29 bilhões. Já os servidores públicos vinculados ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) somam 217,2 mil beneficiários, com pagamentos feitos pelo Banco do Brasil, que alcançam R$ 301,9 milhões.
A consulta na Carteira de Trabalho Digital permite verificar o valor do benefício, o banco responsável pelo pagamento e a data do depósito. O valor do abono é calculado com base no salário mínimo vigente, dividido por 12 e multiplicado pelo número de meses trabalhados em 2024, variando entre R$ 136 e R$ 1.621. No total, o calendário de pagamentos prevê a liberação de R$ 32,3 bilhões.
O primeiro lote será pago no dia 16 de fevereiro, no valor de R$ 2,5 bilhões, destinado aos trabalhadores nascidos em janeiro. Os depósitos seguem de forma escalonada conforme o mês de nascimento do beneficiário, com prazo final para saque até 30 de dezembro. Para ter direito ao abono salarial em 2026, é necessário estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766, ter trabalhado por no mínimo 30 dias no ano-base e ter os dados corretamente informados pelo empregador no eSocial.
Em caso de dúvidas, os trabalhadores podem buscar atendimento nas unidades regionais do Trabalho, pelos canais do Ministério do Trabalho e Emprego ou pela central Alô Trabalho, no telefone 158.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil